Zombie Zone 1ª Temporada
11 Liderança
Notas iniciais
Sarah
O céu estava escurecendo e tudo indicava que uma forte tempestade chegaria a alcançar o barco. Sarah estava na proa do barco quando avistou o fenômeno e foi logo chamando o Capitão: Ruffles.
– Vem tempestade ai queridinha. — disse ele. — Trate-se de ir para dentro.
– Senhor. — chamou ela antes de se retirar. — Sei quem não é da minha conta, mas onde ia quando nos encontrou. Quer dizer... de onde voltava, há um lugar seguro?
Ruffles apertou o lábio inferior e tomou controle do baroc numa tentativa de desviar o barco da tempestade que se aproximava rapidamente.
– Sim... EUA minha querida. Estou voltando para Londres por que tenho uma coisa que precisa ser feita. — ele tirou do bolso um papelzinho, nele estava um endereço e o número de um código. — Minha esposa deixou um fortuna e tenho que buscar. — ele voltou a guardar o papelzinho. Já para dentro menina, acho que ela se aproxima.
Sarah foi para dentro, onde lá Jason e Gary estavam junto a uma lareira elétrica. Jason erguer a cabeça quando ela entrou.
– Como está lá fora? — perguntou ele.
– Seremos atingidos. — respondeu ela. — A tempestade nos alcançara em poucos minutos... acho.
Gary se levantou, afastou os cabelos do rosto e se espreguiçou lentamente.
– Não deviamos voltar. Estamos fugindo de Londres, como esse babaca quer nos levar de volta.
– Ele nos ajudou Gary. — Sarah rebateu. — poderia estar morto se ele não o deixa-se subir a bordo.
Gary bufou.
– Estamos indo para a morte, para o covil dos demônios. Se ele quer morrer o problema é todo dele, não acha?
Dessa vez Jason foi quem se levantou...
– Sarah tem razão Gary. Ele é um cara bom... Deve ter família.
Furioso Gary bateu com o pé na parede do barco. Ele era um garoto bonito, mas a ira e a maldade no seu coração o transformava em um monstro. Sarah imaginava o que Jason via nele, e até entendeu, pois ela mesma havia se apaixonado por Gary. Era uma questão de tempo até que Jason pode-se ver quem realmente era Gary.
Enfim a tempestade havia chegado. O barco balançava de um lado para o outro sem parar. As ondas estavam agitadas e todos tinham que se segurar com forma para não serem atirados contra as paredes que protegiam todos dentro do barco. Ruffles ainda lutava contra a tempestade para manter o barco em curso para Londres o que acabava em uma missão impossível.
– Vou ajuda-lo. — gritou Jason quando um rêlampago cortou o céu. — Volto já.
Quando ele abriu a porta um rajada de vento entrou nos aposentos fazendo os cabelos de Sarah voarem literalmente ao vento.
Gary fechou a porta.
– Não chegaremos vivos. — gritou.
– Já passamos por coisas piores Gary. — disse Sarah. O que era verdade, as feras que enfrentaram em Londres estava fora de do que estava acontecendo ali.
Gary riu daquela piada que Sarah não viu graça.
– Do que esta rindo pateta?
– Isso agora virou um jogo de vida ou morte querida Sarah. E você não vê os fatos não é mesmo.
Sarah congelou:
– O que quer dizer com isso?
– Ruffles está nos levando para a morte. Isso é fato... ele deve morrer...
Não. Sarah queria gritar. Mas a porta se abriu com um estrondo e Ruffles carregava Jason pelo cabelo com uma arma apontada para a cabeça dele. Gary arregalou os olhos, Sarah engoliu em seco.
– Eu devia ter deixado vocês no mar, moleques. Era isso que tramavam?
– Não. — Sarah prendeu a voz. — Gary está brincando.
– BRINCANDO!!!! — berrou Ruffles. — TENHO CARA DE IDIOTA MENINA. TODOS VOCÊS PARA FORA JÁÁ.
Sarah foi a primeira a passar, porém quando Gary foi passando fez o que não deveria ter feito. Com o braço acertou a cabeça em cheio de Ruffles que disparou. A bala passou de raspão no braço de Jason que esquivou em tempo dela não acertar a sua cabeça. Se Jason fosse explicar o ocorrido, não saberia dizer.
Ruffles no chão estava meio zonzo, Gary chutou com violência sua cabeça, enquanto Sarah corri para socorrer Jason. Juntos observaram o monstro Gary que estava se transformando. Jason e Sarah se entreolharam enquanto Gary esmagava a cabeça do capitão contra o chão com sua própria arma.
– Gary ... PARAAA!! — gritou Sarah.
Gary virou a cabeça e seu rosto estava coberto de sangue. Um enorme sorriso ficsava seu rosto, ele lambeu o sangue e jogou a arma para longe buscando desesperadamente algo no bolso de Ruffles que gemia morrendo. Quando por fim Gary tirou o papelzinho, Sarah soube logo o que ele estava pensando.
– Gary não. — Ela apertava Jason contra os seu tórax. — Vamos para os EUA.
– Gary por favor. — Jason sangrava. — Temos que ficar a salvos. Todos.
Gary erguer o bilhete para cima. Sarah percebeu que ele não estava escutando nada. Ouvira a conversa de dela com Ruffles e aquele papo de que Ruffles estava indo na direção errada era puro papo sem valor. Gary queria o tesouro... e isso estava o deixando mais louco ainda.
– Sarah jogue o Capitãozinho no mar... manteremos o curo para Londres.
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