Zombie War

4 Capitulo 4 - Aquele velho...


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero conseguir continuar postando bem rápido, esse capitulo tem alguns acontecimentos importantes... Beijos!

Era aquele velho maldito de novo, e estava acompanhado de alguns que igualmente a ele sobreviveram, estavam todos armados diferente de nós...

– Temos que sair sem que nos vejam! – disse Emily olhando pela janela.

– Claro, vamos nos tele transportar que tal? — eu disse em um tom grosseiro, já que obviamente o que ela sugeria não seria possível de ser realizado.

– Temos que surpreende-los, temos a vantagem de ainda não termos sido vistos. – continuou a morena ignorando o meu comentário maldoso.

– Ela tem razão. – disse Anne me lançando um olhar de desaprovação.

– Tudo bem... – Eu disse colocando o dedo sob os lábios em sinal para que minhas novas amigas fizessem silêncio.

Ouvimos a voz grosseira daquele nojento aumentando gradualmente.

– Aquele filhas da mãe, eles atraíram os zumbis com seus tiros. – obviamente ele estava se referindo a nós, o que torna a situação ainda pior.

O que mais me surpreende é o fato de que depois de tantas horas que ele foi encontrar esse casebre, e nós em poucos minutos achamos...se bem que o fato de que eles não terem nadado pelo lago e sim o rodeado explicava tudo.

– Qual o plano? – disse Anne se aproximando bastante de mim, e dizendo em um sussurro em minha orelha, o que me fez arrepiar.

– Quantos são? – eu disse olhando para Emily que ainda olhava pela janela agachada.

– Cerca de cinco. – ela respondeu em um tom baixo.

– O que podemos fazer? – questionou Anne novamente.

– Eu sei que é estupido, mas podemos sair e correr em direção á floresta.

Elas se encaram e depois me lançaram o olhar de estranheza.

– Esta falando sério? – se pronunciou Emily com a feição incrédula.

– Algum plano melhor?

– Vamos antes que eles se aproximem mais, se corremos rápido talvez pensem que somos zumbis. – disse Anne já ficando em pé atrás de mim na porta.

– Que plano mais estupido! – disse Emily já tomando a mesma posição da loira.

– Não importam o que aconteça continuem correndo rápido, ok? – eu disse e elas sinalizaram com a cabeça. – Ótimo.

Assim eu coloquei a mão na fechadura me preparando para abri-la.

– No 3... – eu disse já girando o objeto. — 1... 2.. 3! – eu disse abrindo a porta bruscamente.

Nós corremos em direção á floresta, por sorte eles ainda estavam um pouquinho afastado.

– São eles. – ouvi a voz daquele maldito ecoar, e tiros começaram a ser dados.

Por sorte a cabana era muito próxima á floresta e rapidamente estávamos dentro da mata, tirando a chance de mirarem as balas em nossos corpos.

Eu não escutava os tiros mais, estava correndo muito rápido, que nem conseguir ver nada, só sentia o meu peito descendo e subindo com o cansaço do esforço máximo que estava fazendo, nem via o tempo passar, podia estar correndo á segundos ou horas que nem veria a diferença.

– Para. – eu ouvi uma voz feminina atrás de mim, mas estava tão focado em minha corrida que nem soube diferenciar se era de Emily ou Anne.

De repente, senti uma algo arranhar o meu braço, em uma aparente tentativa de segura-lo, então finalmente parei.

– Ai! – eu disse passando a mão pelo ferimento e arfando de cansaço.

– Eles não estão mais atrás de nós. – disse a morena mais próxima a mim.

– Tinha que ser você. – eu disse ainda indignado pelo ferimento.

– Me desculpe, mas você estava correndo feito uma biba louca, você é rápido pra caramba foi difícil de te alcançar. – ela disse também arfando.

– Nossa um pedido de desculpas e um elogio em uma mesma frase vindo de você? Cuidado acho que vai chover. – eu disse sorrindo, e pela primeira vez a vi sorrir também. – Bom, tirando a parte da biba louca.

– Com certeza a parte mais verdadeira da frase. – ela exclamou com um sorriso um pouco maior, e eu sorri de volta.

– Cadê a Anne? – eu disse olhando em volta, e notei que o sorriso dos lábios de Emily sumiu, e foi estranho por que mesmo que tudo tenha sido em poucos segundos acho que senti falta dele.

Acho que Emily me lembrava de Lucy a mulher que tanto amei, e ainda amo.

– Estou aqui. – a loira disse em um tom extremamente cansado surgindo em meio ás árvores. – Meu deus como você corre, hein?

– É um dom. – eu disse sorrindo novamente.

– Pra onde vamos agora? – disse Emily cruzando os braços voltando com sua costumeira cara emburrada.

Foi quando ouvimos um barulho no meio da mata, uma voz que parecia masculina...

– Essa não... Eles nos acharam! – eu disse já sentindo o meu coração gelar de medo.

Mas do meio das folhas surgiu uma mulher, e logo em seguida um homem, ambos com cerca de 1,70 de altura, os dois eram ruivos o que eu achei bem peculiar, e na verdade eram até bem parecidos... E do nada o cara sacou uma arma e apontou para nós.

– Ei... Calma aí! – eu disse repetindo o mesmo movimento que Emily e Anne de levantar os braços.

– Abaixo isso Kaio! – ordenou a ruiva.

– Nós nem sabemos quem eles são. – argumentou o homem.

– Mas eles não nos atacaram, então não temos motivo para ataca-los. – ela disse ainda autoritária.

– Esta bem. – disse ele abaixando a arma, mas me lançando um olhar estranho que parecia uma mistura de medo e desconfiança.

– Me desculpem, meu irmão esta meio assustado, você são? – falou a desconhecida novamente.

– Anne, Emily e Jake. – respondeu a loira.

– Somos Kaio, e Katy! – disse a ruiva sorrindo.

– Aqui é um lugar perigoso, temos que nos proteger. – disse Emily seca e um tanto mal educada.

– Ela tem razão. – eu me pronunciei finalmente. – Querem se juntar a nós?

– Claro, não vejo porque não. – respondeu a ruiva ainda sorrindo.

– De onde estão vindo? – questionou Anne.

– De um acampamento que ruiu. – respondeu Katy tristemente.

– Eu sinto muito. – eu lamentei.

– Eu insisto, vamos sair daqui, deixem o papo pra outra hora. – cortou Emily.

– Vamos para lá, pra cá esta cheio de zumbis, e pela minha bússola e meu mapa, a estrada é naquela direção. – indicou Kaio.

– Ótimo, então vamos para lá. – disse Anne se virando e começando a andar na direção que ele indicou, sendo seguida pelo resto de nós.

Assim seguimos em silêncio andando pela mata com bastante cuidado, era estranho o excesso de confiança que eu estava tendo em estranhos ultimamente, com o meu grupo não era assim. Ainda mais estranho era os vários desconhecidos que eu conheci ultimamente, eu fiquei sozinho por cerca de três agonizantes dias, e agora parecia que as pessoas brotavam no chão.

Eu estava meio sonolento por isso andava mais devagar atrás, fora que não ia ficar desprotegido ficando a trás daquele tal de Kaio, ele me parecia um tanto perigoso. Acho que pelo mesmo motivo de desconfiança, Emily andava ao meu lado.

– A quanto tempo você e a Anne são amigas? – eu questionei a morena tentando puxar assunto.

– Não somos amigas. – elas respondeu sérias, o que me surpreendeu.

– Sério?

– Porque eu brincaria com isso?

– Mas, estão juntas.

– E daí? Eu estou junto com você, e nem por isso sou sua amiga. – ela respondeu arrogante.

– Nossa... – eu disse ajeitando a mochila nas costas meio sem graça.

– Mas, eu não tenho nada contra você. – ela completou notando o meu desconforto.

– E tem contra a Anne? – eu disse mais curioso do que gostaria.

– Isso é outra história. – ela disse já apressando os passos e me deixando para trás com um olhar confuso.

Notas finais
Porque será que a Emy não gosta da Anne???? Enfim, até o próximo!