Zombie War

5 Capitulo 5 - A noite dá medo!


Notas iniciais
Mais um capitulo, um pouquinho longo, mas é que eu quando estava escrevendo não vi outra maneira de colocar tudo que eu queria sem esse detalhes, obrigada aos comentários do outro capitulo... Beijos! PS: Ás vezes quando eu escrevo eu esqueço a ideia tempo, mas por sorte não perdi essa ideia enquanto escrevia os outros capítulos, me deixe esclarecer: O capitulo um começa bem de manhã cerca de 9:00 ou 10:00 da manhã, e o capitulo anterior ainda é dia... Tudo ainda esta acontecendo no mesmo dia, por enquanto... Só pra deixar claro.

O dia ainda estava muito claro, pelo sol parecia ser cerca de duas da tarde. Eu estava suando muito, e já estava fendendo pelo fato de não trocar de roupa á alguns dias.

Avistamos o lago novamente.

– Acho que estamos andando em círculos. – eu esbravejei meio indignado.

– Não, essa área é cheia de vários lagos, ainda estamos na direção certa. – disse Kaio ainda andando.

– Esperem. – eu praticamente gritei e todos voltaram seus olhares para mim. – Eu preciso tomar um banho.

– Acho que ninguém discorda disso. – disse Emily dando um sorriso de lado em forma de deboche.

– É sério? – disse Kaio surpreso.

– Não acho que vamos encontrar tanta agua tão cedo novamente. – eu argumentei.

– Vai em frente. – disse Katy.

E me senti estranho já que todos estavam com os olhos cravados em mim.

– Acho que seria bom se todos nós nos aproveitássemos da agua, afinal esse é o ultimo lago até a estrada. – disse Kaio.

– Seria bom pra encher as garrafas e lavar umas roupas também. – disse Anne já se aproximando do lago e abrindo a mochila.

Tirou cerca de três pequenas garrafas e jogou a agua que estava dentro fora, e começou a encher novamente, acho que porque a agua nas garrafas já devia estar quente e a agua do lago parecia ser bem fria, o ato foi imitado por Emily e Katy.

Eu me aproximei do lago e comecei a tirar a roupa.

– Ohhhh... Pretende ficar pelado na nossa frente? – questionou Anne.

– Eu não me importaria. – disse Katy me lançando um olhar e um sorriso provocantes.

– Eu não vou ficar pelado aqui, só quando eu estiver debaixo da agua. Eu ia ficar só de cueca. – eu disse com muita naturalidade, afinal era assim com meu antigo grupo.

– Vai logo. – disse Emily sempre impaciente.

– Esta bem. – eu disse já tirando a calça e entrando na agua.

Tirei a cueca debaixo da água, com Katy me observando atentamente.

Entrei totalmente embaixo d’água e depois de alguns minutos na água, eu pedi para Katy me entregar minha mochila, e dentro dela peguei uma camisa para me secar.

– Esta bem, agora vocês tem que se virar. – eu disse depois de terminar de secar o tronco.

– Parece que o seu plano não é perfeito. – provocou Emily.

Foi quando gemidos se foram ouvidos no meio da mata.

– São zumbis, saí logo daí... – gritou Emily e eu saí da agua na mesma hora.

Enquanto os primeiros errantes já surgiam e Kaio atirava neles, eu estava pelado pegando uma calça dentro da mochila, nem senti vergonha levando-se em conta a situação.

Consegui vestir a calça.

– Vamos correr. – eu disse ainda descalço e sem camisa.

Depois de alguns minutos correndo, acho que conseguimos despistar os monstros.

– Você deve ser a única pessoa que toma banho pelado no meio da mata cercada de zumbis. – disse Emily correndo ao meu lado.

– Eu estava fendendo ok? Precisava de um banho completo. E você não discordou. – eu disse em tom quase engraçado, afinal estava um pouco sem graça agora, eu posso estar errado, mas tenho quase certeza que ela deu um sorriso.

Depois de mais alguns minutos correndo finalmente encontramos a estrada, e estava muito vazia, infelizmente não se podia avistar nem um carro, mas pelo menos dali dava para se ver um posto, e aparentemente ao lado dele havia uma loja.

Foi quando eu senti o asfalto quente começar a queimar a sola dos meus pés descalços.

– Ai... Ai... Ai... – eu saí da estrada pulando, uma situação que seria cômica se não fosse trágica.

Fui para o lado da estrada, quando notei que havia abandonado os meus sapatos no lago.

– Droga! — eu queria dizer coisa pior, mas não essa não foi á educação que minha mãe me deu.

– Esqueceu os sapatos? – disse Emily notando o óbvio.

– Na verdade não, aqui... – disse Katy tirando meus calçados de sua mochila e me entregando.

– Você pegou? Valeu mesmo. – eu disse sorrindo e ela retribuiu.

– Vamos até posto, podemos achar suprimentos, e talvez até passar a noite. – Anne exclamou já andando em direção ao lugar.

Logo que calcei os sapatos, e coloquei uma camisa a segui, assim como os outros.

Chegamos ao posto e por incrível que pareça não encontramos nenhum errante próximo ás bombas, e nenhum carro também.

Entramos na lanchonete que aparentemente fazia parte do posto, os ruivos se dirigiram para a cozinha do local, com certeza nesses oito meses de apocalipse muitos grupos passaram por ali, havia cerca de cinco corpos sem vida no chão.

– Não tem comida. – disse Kaio retornando.

– Mas, até que é um bom lugar para passar a noite. – exclamei olhando para as poltronas acolchoadas que havia no local.

– É... Eu estou cansada. – disse Anne se sentando em uma poltrona.

– É isso, vamos passar a noite aqui! – disse Kate se sentando ao lado do irmão.

– Estão loucos? Ainda é dia, podemos usar as horas restante de sol para acharmos um carro e suprimento. – gritou Emily indignada.

– Não Emy, daqui a poucas horas o sol acabará, e estaremos vagando pela estrada escura sem ter um lugar seguro para ficar... É melhor passarmos a noite aqui. E a amanhã nós saímos bem cedo! – disse Anne.

Elas pareciam se entender, então a conversar com a morena mais cedo ainda me intrigava. Acho que por falta de uma vida de verdade, e não uma busca por sobrevivência como é agora, eu fiquei bem mais curioso do que costumava ser, estava mais interessado nos problemas banais de convivência que tínhamos antes do apocalipse.

Acabamos por ficar por lá mesmo, já que não havia como nos proteger, nos dividimos em turnos, primeiro foram Anne e Emily, depois Kaio e Kate, e por ultimo eu, os turnos se dividam em duas horas como no casebre, eu decidi ficar por último já que os outros não estavam com muito sono, e vagar por três dias me deixou acabado.

O meu turno chegou rápido, todos tinham que ficar parados simplesmente na porta do local, era meio monótono e dava sono, mas de repente começou a chover.

Já estava bem escuro o que indicava que já era noite, e a chuva continuava a cair forte. Eu podia sentir meu peito pesado e não podia mais segurar as lágrimas, sentia como se tudo estivesse desabando... Eu sentia tanta falta dela, porque ela adorava a chuva, comecei a chorar de um jeito desesperado, acho que depois desses dias tentando ser forte como ela me pediu, finalmente sentia o meu peito doer pela perda.

– O que esta fazendo ai? – ouvi uma voz feminina atrás de mim.

Me virei e vi Emily atrás de mim.

– Não precisa assumir o turno, eu não estou com sono, pode ir dormir. – falei tudo de costas, para que ela não notasse que eu estava chorando.

A chuva já estava bem mais fina, e ao contrário do que eu pedi, ela veio sentar ao meu lado.

– Eu não quero conversar, esta bem? – eu disse fixando meu olhar no horizonte, para tentar corta-la.

– Não precisamos falar sobre você, ainda quer saber porque eu não gosto da Anne? – ela disse de um jeito doce, que eu até estranhei.

– Não precisa contar se não quiser. – era bom que chovia, assim eu nem precisava perder tempo secando as minhas lágrimas.

– Tem razão eu não preciso, podemos falar sobre outra coisa então. – e por algum motivo eu sorri com sua insistência, finalmente notei que ela só queria me distrair.

– Tudo bem, manda ver... Eu quero saber. – eu disse finalmente a olhando nos olhos.

– Sabe o marido da Anne? Aquele que ela te contou?

– Esta ouvindo a nossa conversa? Isso não é nada educado. – eu disse sorrindo e ela me deu u pequeno soco no ombro.

– Cala a boca e me deixa terminar. – ela disse também sorrindo.

– O que tem o marido dela?

– Era o meu noivo.

– O quê? – eu exclamei de um jeito até exagerado.

– Nós erámos melhores amigas, ele era o meu noivo, e um dia eu peguei os dois na cama.

– Esta falando sério? – só acenou com a cabeça. – Porque estava com ela então?

– Acabamos nos encontrando pelo acaso, aconteceu tanta coisa nessa minha vida até o destino me aprontar essa.

– Sim, afinal o apocalipse já tem alguns meses.

Ficamos em silêncio. Eu queria saber mais sobre a história? Talvez. Mas, somente quando ela se sentisse segura para me contar, assim como fez desta vez.

Eu realmente estava me sentindo melhor, e a vontade chorar havia passado, ela encarava o céu, que antes nublado agora mostrava uma lua iluminada. Era incrível como seu rosto ficava mais lindo a penumbra... o quê? Não, o que estava pensando, a mulher que eu julgava amar havia morrido só a três dias e já notava em outra? E como assim “julgava”?

Desviei meu olhar confuso para longe... O silêncio predominava entre nós, podia se ouvir gemidos solitários ao longe, a única coisa que eu sabia agora... É que a noite dá medo!

Notas finais
Obrigada por ter lido, e se puder deixe o seu comentário pra mim saber o que achou... Até o próximo.