Zombie War

3 Capitulo 3 - Idéias


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem, pretendo atualizar sempre rápido, e não se esqueçam que os comentários que dão animo para se continuar a estória... Beijos!

Estávamos ainda estáticos do outro lado do lago.

– Diga alguma coisa. – disse Emily gritando.

– Diga você, que eu saiba até agora quem deu todas as ideias fui eu. – disse devolvendo o mesmo tom.

– E olha onde as suas ideias nos trouxeram. – ela continuou.

– Você quer dizer estarmos vivos? Pois se não fosse minhas ideias estaríamos mortos no primeiro ataque.

– E que ideia foi aquela de enfrentar o velho? O que você é? Idiota?

– Eu sou idiota? Foi você quem começou provocando ele, eu só te defendi.

– CHEGA! – disse Anne. – Estamos em muita encrenca pra vocês dois ficarem aí feito crianças, eu sei o que podemos fazer... Achar a estrada, só lá encontraremos comida que não temos mais, e talvez um carro para nos levar para longe desse monte de hordas, e sem brigas esta bem? Somos todos culpados por tudo. – disse ela arfando.

– Tem razão, me desculpa! – eu disse. – Vamos pela beirada do lago, temos mais visão e ainda temos agua para nos servir, já que nem onde coloca-la temos mais.

Ambas concordaram, e assim seguimos andando.

– Você ainda tem a arma? – eu perguntei a Emily.

– Sim. – ela respondeu ainda emburrada, já estava começando a achar que seu rosto não sabia formar outra expressão.

– Ótimo dê pra mim! – eu disse estendo a mão.

– É claro que não.

– Eu perdi a minha na fuga, e ela ainda é minha, me devolva.

– Você me deu ela, eu não devolvo mesmo.

Antes que começássemos a brigar de novo, Anne apanhou a arma na cintura de Emily e entregou pra mim.

– O que pensa que esta fazendo? – vociferou a morena irritada.

– Eu estou cansada dessas briguinhas, ele é o nosso líder, e a arma é mesmo dele, você dois não precisam brigar por tudo droga, já esta anoitecendo, temos que achar algum lugar rápido.

Emily nada respondeu e isso me surpreendeu, aparentemente ela ouvia a loira.

Assim seguimos pela beirada do lago, e surpreendentemente avistamos outra cabana parecida com a que vimos há alguns minutos atrás.

– Vamos até lá? – questionou Anne.

– Eu não tenho outra coisa em mente! – eu disse já tomando a frente e indo em direção ao local.

Não tivemos problemas nos poucos metros que andamos até a casa.

Quando passamos pela porta que estava destrancada, ouvimos alguns gemidos, nos aproximamos e vimos um zumbi sem pernas caído ao chão, e antes que pudesse se arrastar para o nos atacar, Emily tomou a frente e lhe fincou uma faca na cabeça.

– Não sabia que tinha uma faca. – eu disse depois de alguns instantes.

– Tem muitas coisas que não sabe sobre mim. – ela disse seca me lançando um olhar misterioso.

Ela foi até o banheiro, pra checa-lo, era tudo que se resumia aquele casebre... Havia uma comoda próxima a janela, com alguns enfeites em cima, Um cômodo com uma cama e um banheiro, parecia uma casa do lago, coisa de gente rica, mas não era grande, era até bem simples, não tinha onde se olhar em busca de suprimentos, mas mesmo assim Anne chegou a comoda.

– Vamos descansar. – eu disse me sentando na cama e tirando os sapatos molhados que estavam cheios de aguá.

– Temos que deixar alguém de guarda, caso algum daqueles nojentos apareça. – exclamou Emily voltando do banheiro com uma toalha em mãos.

– Ela tem razão. – disse Anne, e eu concordei com a cabeça.

– Tem mais toalhas? — eu disse indo em direção ao banheiro e achando mais duas convenientes toalhas, as peguei e entreguei uma para Anne.

Assim as horas seguintes passaram, Emily decidiu ser a primeira, e em seguida seria eu, nos deitamos na cama sobre a toalha, não queríamos que cama se molhasse, e também mesmo correndo o risco de ficarmos gripados, ninguém ali iria ficar pelado na frente do outro, ou pelo menos elas na minha frente. Acho que por bondade Anne tomou o meu lugar quando dormi mais do que deveria, decidimos nos revezar em turnos de duas horas , foi quando eu acordei e percebi que eu devia estar vigiando.

Olhei em volta e vi Emily deitada dormindo ao meu lado, e Anne estava sentada na janela olhando atentamente através dela. Me levantei.

Minhas roupas já estavam bem mais secas agora.

– Oi. – eu disse tocando o seu ombro e fazendo se assustar. – Desculpe!

– Tudo bem. – ela sorriu, e quando virou o seu rosto para mim, percebi que estava chorando.

– O que foi? – eu disse me ajeitando ao seu lado.

– Não é nada. – disse abaixando o rosto.

– Ninguém chora por nada. – eu disse levantando seu rosto, pegando levemente em seu queixo.

– Medo. – ela respondeu dando um sorriso de canto.

– Isso é normal.

– Não... Eu não gosto de sentir medo, me faz me sentir fraca... E também é saudade.

Ficamos em silêncio por alguns instantes.

– Eu posso saber de quem? – eu disse curioso.

– Meu marido. – ela disse começando a chorar mais.

–Não chore, por favor! – eu disse secando seu rosto com o dorso de minha mão.

E de novo ficamos em silêncio, é difícil conversar com alguém que não se conhece, pelo menos pra mim.

– Você era casada? Parece tão jovem. – eu disse finalmente quebrando o gelo.

– E nós eramos bem mais quando nos casamos. – ela disse passando mão pelo rosto e secando as lágrimas que ainda restavam.

– Eu também perdi alguém, minha namorada. – eu disse sentindo meus olhos umedecerem.

– É mesmo? Eu sinto muito...

– É, eu achava que ela era o amor da minha vida... Meio estupido eu sei.

– Não é não, é muito bonito, é raro encontrar pessoas que acreditam no amor. – seu sorriso desta vez era um pouco maior.

– Pois é então eu posso dizer que sei como é a dor de perder alguém assim.

– Mas, eu não o perdi para morte. – ela disse me surpreendendo.

– Como assim? – eu disse confuso.

– Ele não morreu, nos separamos.

– Ah... Sinto muito.

– Não. – ela disse dando uma pequena risada. – Nos separamos por ambos somos teimosos e decidimos tomar caminhos diferentes numa estrada quando estávamos com nosso antigo grupo.

– É mesmo?

– Agora não sei se esta morto ou...

Mas, antes que continuássemos a conversa, desviei meu olhar para janela e vi algo horrível.

– Ai meu deus! – disse Anne vendo o mesmo que eu.

Ela se levantou com o susto e derrubou alguns bibelôs que estava em cima de uma estante atrás de si.

– Zumbis? – disse Emily levantando com o pequeno grito da loira e o barulho dos objetos tocando o chão.

– Pior... – eu respondi assustado.

Notas finais
É isso, um final um tanto misterioso, acho que alguns podem até sacar o que é, se achar que sabe arrisque dizer e eu prometo responder se esta certo ou não haha, até o próximo o