Zombie Apocalypse--fic Interativa
4 Trying To Survive
Notas iniciais
POV Bethany Smell
Eu estava correndo pelas ruas aquela madrugada inteira, procurando um lugar onde fosse seguro. Percebi que o sol estava raiando no horizonte. Bufei, não havia dormido nada... Mais uma vez...
Continuei caminhando e passando por cima de destroços e lixos no meio da rua até ver um lugar que me parecia útil naquela situação... Uma loja de armas. Entrei lá e olhei para todos os cantos e todas as armas que estavam penduradas na parede. Percebi um homem gorducho, estirado no balcão da loja. Ao olhar melhor, vi que só tinha a parte de cima dele, as pernas não estavam lá. Fiz uma careta de nojo e tentei decidir qual seria a melhor arma. Uma grande seria boa, mas as pequenas eram mais fáceis de manusear. Peguei uma cinza calibre 22 e pus no cós do short que eu usava. Anteriormente era uma calça, porém, correr de zumbis com calça jeans não dá, então rasguei de um jeito que pudesse me movimentar.
Ouvi um barulho e automaticamente me virei na direção dele. Vinha da parte de trás da loja. Passei por uma poça de sangue e abri rapidamente a porta dos fundos, fazendo com que os pombos que estavam lá voassem e me dessem um susto. Droga de pombos, deviam ser chamados de baratas voadoras.
Saí da loja por trás mesmo e voltei a minha caminhada. Pela posição do sol, deveriam ser 5:30 a.m. Minhas pernas fraquejavam, o sono estava começando a fazer efeito. Pisquei algumas vezes para tentar ficar acordada, mas aí, senti alguma coisa bater em mim com força e eu desmaiei.
***
Acordei num banco de um carro. Olhei em volta e vi uma garota de cabelos loiros, um moreno alto e um loiro mais baixo. Tentei raciocinar o que aconteceu.
–Ah, finalmente acordou! –a garota loira falou
–Viu? Eu não a matei. –o loiro que estava dirigindo o carro disse
–Mas quase... –o moreno falou
–Aonde eu estou e quem são vocês? –perguntei confusa, era muito para mim
–Eu sou Alice, esses são Sam e Dean. Somos sobreviventes desse pesadelo. –a Alice respondeu
Ainda estava com sono, então estava processando as informações lentamente.
–Para onde vamos? –perguntei
–Procurar outros sobreviventes, e depois, sair daqui. –o moreno alto, Sam, falou
–Tem algum lugar que não esteja cheio de zumbis? –perguntei realmente curiosa
–Não sabemos, mas não custa nada tentar... –Dean respondeu
Fique calada, não tinha nada o que perguntar mais... Mas ao mesmo tempo tinha muitas perguntas. Passei a mão no cós da calça e minha arma ainda estava lá... Tinha a sensação de que iria precisar dela.
DO OUTRO LADO DA CIDADE...
POV Eleanor Edwards
Pegamos algumas coisas da loja em que estávamos e saímos de lá. Estávamos caminhando com um único rumo: O sul. Por que? Bem... As estações de rádio que alertavam mais perigos eram as do norte de onde estávamos. Tínhamos esperança de que alguma cidade ao sul estivesse a salvo e que conseguiríamos chegar lá a tempo. Agora, uma nova garota, Gretel, estava conosco. Quanto mais gente melhor. Meu irmão ligou o pequeno rádio de bolso dele.
–...aconteceu. Está cada vez mais difícil distinguir essa destruição de uma cidade que, um dia, já fora habitada. Asbury, em Iowa, agora não passa de um pedaço de destruição e caos... –o locutor do rádio disse
Iowa... Estávamos em alguma cidade de Missouri, exatamente ao sul da cidade. Isso significava que estávamos indo bem, até agora.
Um barulho soou atrás de nós e, ao virarmos, lá estavam um enorme grupo de zumbis. Íamos correr, até percebermos que estávamos encurralados. Me aproximei do meu irmão, agarrando com força seu braço. Ele e Gretel sacaram as armas, prontos para atirar, mas não iria adiantar de nada, eram muitos. Um tiro foi ouvido e um dos zumbis caiu, morto de vez, no chão. Os outros olharam para o companheiro caído no chão e depois olharam para a pessoa que havia disparado. Era uma garota. Ela estava com as roupas rasgadas e cobertas de sangue, segurava uma arma numa mão e a outra estava num ponto específico da perna, onde provavelmente havia um corte.
–Estão esperando o que? Corram! –ela gritou e começaram os disparos
Com sorte, conseguimos passar por eles e corremos para um beco, nos escondendo atrás de caçambas de lixo. Gretel ainda tinha guarda alta, mas parecia relaxada depois que se escondeu.
–Quem é você? –meu irmão perguntou a garota nova
–Sou Rebecca. Rebecca Forester. –ela disse
Meu irmão parecia um pouco abobalhado olhando para a garota. O grupo de zumbis passou pelo beco e nós, imediatamente ficamos em silêncio. Eles iam passar sem nos perceber, até meu pé escorregar e eu bater em uma garrafa de vidro que estava lá. A garrafa foi com tudo para a caçamba de lixo onde Gretel e Rebecca estavam escondidas. Um zumbi parou no meio do caminho, virando o rosto em nossa direção. Meu irmão me segurou mais perto e eu o abracei. O zumbi ignorou seus companheiros que iam todos em frente e entrou no beco. De relance deu para ver que seu rosto estava disforme. O maxilar estava mais para o lado do que deveria ser, e um dos olhos estava completamente branco, como se não tivesse íris ou pupila. Ele veio lentamente para perto das caçambas. Meu coração já estava a mil.
Gretel pareceu ter uma ideia. Pegou uma pedra que estava ali e jogou por trás da caçamba, fazendo ela bater num cano de drenagem, na entrada do beco sem saída. O zumbi parou por um instante e logo depois se virou, voltando para seu grupo que andava atrás de um pobre coitado para devorar. A tensão passou e eu encostei a cabeça no ombro de David.
–Bem esperto. –Rebecca falou para Gretel
–Obrigado. –ela respodeu
–Temos que sair daqui... Um beco sem saída não é o melhor lugar para se ficar num apocalipse zumbi... –David falou e todos concordamos saindo do beco com cautela
Ao fazermos isso, demos de cara com um garoto. As armas foram apontadas para ele, e ele arregalou os olhos levantando as mãos.
–Opa, calma! Não sou zumbi! –ele falou
–Quem é você? –Gretel perguntou
–Tyler, mas podem me chamar de Ty. –o garoto disse
Ele tinha olhos incrivelmente azuis e os cabelos loiros estavam sujos de terra. Ele olhou para todos nós, que ainda tínhamos as armas apontadas para ele.
–Podem baixar as armas... –ele falou
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