Zombie Apocalypse--fic Interativa
5 Nothing Like This
Notas iniciais
POV Tyler Williams Fols
Apocalipse Zumbi... Será que podia ficar pior? Saí de casa pra curtir a vida e agora estou no meio de um bando de mortos.
Passei a manhã toda procurando alguém realmente vivo naquela cidade, mas não encontrei nenhum sinal de vida por lá. Talvez eu fosse o único... Mas não era possível, quase todo dia ouvia barulhos de tiros pela cidade. E a não ser que os zumbis tivessem aprendido a atirar pra pegar as vítimas, tinha que ter alguém vivo.
Ouvi um barulho e um grunhido altos vindos de trás de mim, e lá estavam os zumbis. Eles começaram a se aproximar e eu corri, mas dois outros apareceram na minha frente. Tentei correr para o lado, mas acabei tropeçando em um pedaço de metal que outrora fora um poste. Meu rosto foi de encontro com o chão e senti meu nariz doer com o impacto. Levantei rapidamente, tentando ignorar a dor e comecei a correr.
Um dos zumbis me pegou pela camisa e me puxou, mas com uma grande quantidade de força eu consegui me livrar dele... Ou quase dele todo. A força fora tão grande que acabei decepando seu braço, que ainda segurava firme minha blusa. Tirei o braço da minha roupa e o joguei de volta para o zumbi.
–Acho que vai precisar! –falei inutilmente, sabendo que o morto-vivo não entenderia necas do que falei
Correspondendo com o meu raciocínio, o zumbi grunhiu parecendo confuso enquanto olhava para o próprio braço decepado. Corri desorientado, apenas com dois propósitos na minha cabeça: ficar a salvo e fugir dali. Os zumbis ficaram para trás e pouco a pouco desacelerei o passo. Meu nariz estava sangrando graças a minha queda, mas eu apenas limpei o sangue e continuei andando, ignorando a dor quase insuportável.
Por um segundo tive que me esconder, pois um grupo grande de zumbis estava na próxima rua, andando lentamente, todos indo para a mesma direção. Após saírem continuei a caminhar, até ser surpreendido por armas sendo apontadas para mim. Levantei as mãos em instinto e olhei o pequeno grupo que ali estava.
–Opa, calma! –falei exasperado –Não sou zumbi!
–Quem é você? –uma garota perguntou me olhando ameaçadoramente
–Tyler, mas podem me chamar de Ty. –respondi abaixando as mãos lentamente
Nos encaramos por um tempo em silêncio.
–Podem abaixar as armas... –falei
Pouco a pouco eles abaixaram as armas e o único rapaz daquele grupo estendeu a mão.
–Sou David, essas são Eleanor, Gretel e Rebecca. –ele apresentou a todos e eu apertei a mão dele
–Para onde estão indo? –perguntei
–Para o sul. –Gretel respondeu
Arqueei as sobrancelhas e vi David pegar um pequeno rádio de bolso e o ligar, ajeitando sua frequência.
–...foi tarde. O correspondente da rádio de Illinois, que transmitia da cidade de Granville foi morto. Os zumbis conseguiram penetrar a estação de rádio e o mataram. Aqui em Nebraska, as coisas estão ficando feias. Grupos cada vez maiores de zumbis aparecem, não sei se existem outros sobreviventes por aqui. Temo que não dure muito tempo até os zumbis conseguirem me matar... –falava um locutor de rádio
–Ilinois e Nebraska são os estados vizinhos... –uma garota, Eleanor, disse preocupada e visivelmente assustada
–... Mas há salvação. –o locutor falou e todos pareceram interessados –Há uma cidade na qual foram erguidas muros para protegê-la. Ela... –o locutor parou de falar e um estrondo ecoou do rádio –Não, não... Não! –um grito ecoou e os grunhidos dos zumbis tomaram conta do rádio
David desligou o aparelho e todos nos entreolhamos. Havia uma salvação para nós, mas aonde?
DO OUTRO LADO DA CIDADE...
POV Everdeen Black
Já não bastava os monstros que eu enfrentava antes, agora tenho que passar por um apocalipse zumbi... Perfeito! Pra que férias da sua droga de trabalho se você pode ficar por aí atirando na cabeça das merdas dos zumbis?
Eu estava cheia de sangue de zumbi, como se isso fosse uma coisa boa, e carregando uma arma esperando para usa-la a qualquer momento. Estava ficando com fome, mas não era hora para isso, tinha que sair dali o mais rápido possível. Mas não deu pra resistir quando senti um cheiro bom vindo de uma lanchonete ali perto.
Entrei e peguei algumas batatas fritas que já estavam prontas lá e uma lata de Diet Coke. Sentei a uma mesa e comi. Antes de poder terminar minha refeição, ouvi um barulho de asas que me assustou um pouco, mas não tanto quanto ao que apareceu na minha frente.
Havia um homem de sobretudo marrom, olhando para meu rosto. Apontei a arma para ele na mesma hora. Seus olhos azuis fitavam a arma com incredulidade e depois passaram a me fitar.
–Não precisa ter medo. –ele disse
–Quem é você? –perguntei
–Sou Castiel, o anjo do Senhor. –ele respondeu
–Anjo? –perguntei em deboche
–Não acredita?
–Se anjos existissem, nada dessa merda estaria acontecendo. –falei dando o ultimo cole na minha Coca
–Não é nossa culpa o que está acontecendo... –Castiel disse
–E é culpa de quem?
–Peste. O cavaleiro do apocalipse... Ele trouxe essa doença contagiosa. –Castiel explicou
–Certo, certo... Mas o que você faz aqui?
–Procurando por sobreviventes... Temos que tirar vocês daqui o mais rápido possível. –Castiel falou
–Qual é... Mesmo que você fosse um anjo, como sairíamos daqui? Pelo que eu saiba, o mundo todo foi infectado. Não há lugar seguro. –disse saindo da lanchonete com o tal Castiel me seguindo
–Não... Não o mundo todo... –ele falou sério
Olhei em seus olhos azuis celeste. Ele não parecia estar mentindo...
–Então tá... Me leve até lá então. –desafiei-o
–Não sei onde fica o lugar seguro... Mas ele existe. –ele disse confiante
–E como acharemos?
–Vamos precisar de ajuda... –ele falou e tocou em minha testas e parei de sentir o chão sob meus pés
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