Zombie Apocalypse--fic Interativa
6 No One Clues
Notas iniciais
Bem... Enjoy...
POV Dean
Paramos em um posto de gasolina pois a baby precisava de combustível... E nós de comida. Ainda me perguntava onde estava o Cass. Já fazia duas semanas que ele não aparecia, e não podia ter virado comida de zumbi...
Sam estava tentando inutilmente ter acesso a internet enquanto as garotas, Alice e Bethany, arrombavam a loja de conveniência.
–Pra uma garota, até que essa Bethany sabe das coisas... –falei para Sam vendo ela abrir a porta com um pedaço de madeira que estava no chão
Sam soltou uma risadinha.
–Ei nerd, não tem internet por aqui! É um apocalipse zumbi, Sammy. –falei puxando o celular dele
–Não custava nada tentar... –Sam falou
Depois de abastecer o carro, fomos atrás das garotas que comiam pizza com refrigerante.
–De onde saiu a pizza? –perguntei
–Daquele refrigerador ali... –Alice respondeu
Peguei uma fatia e comi. Estava tudo bem, até ouvirmos um barulho. Eu e Sam sacamos as armas prontos para atirar em um zumbi, até vermos que o causador do barulho tinha sido uma lata de sopa que havia caído. Guardei a arma e voltei para junto das garotas. Alice parou um instante.
–Vocês ouviram? –ela perguntou
–Olá, Dean. –Castiel falou aparecendo do nada... Mas o mais estranho era que ele estava com uma garota
–Um dia você me mata do coração... –disse
–Como se o que você come já não fosse te matar... –Sam murmurou mais eu o ignorei
–Quem é a garotinha? –perguntei a Castiel
–Não sou uma garotinha, seu imbecil. –ela disse com raiva
–Certo... Então, quem é a moça?
–Ela é uma caçadora. –Castiel respondeu
Olhei para ela.
–Você não é meio jovem pra ser uma caçadora? –perguntei
–Algum problema com isso? –ela disse arrogante
É, definitivamente ela era uma caçadora.
Nós geralmente ficamos assim depois de tantos anos caçando coisas sobrenaturais, o Bobby é um bom exemplo disso...
–Tá, ok. Mas por que trouxe ela aqui? –perguntei
–Achei que quanto mais ajuda melhor... –Castiel respondeu
–Qual seu nome, garota? –Sam perguntou
–Everdeen Black. –ela respondeu
–É verde ou Black? –falei e ri da minha piada, mas parece que nem todo mundo ali tinha censo de humor
Além do mais, Everdeen me olhou mortalmente, como se pudesse me fulminar com o olhar.
–Podemos te chamar de Eve? –perguntei
–Não. –ela respondeu
–Ok, Eve. Bem vinda ao grupo.
***
DO OUTRO LADO DA CIDADE...
POV Gretel Elena Sulivan
Entramos numa residência que antes era a Escola Saint Wood e colocamos a garota nova, Rebecca, deitada no chão. Ela tinha um corte fundo na cocha direita e se não fizéssemos nada, ela iria acabar morrendo depois de perder tanto sangue.
David pegou um kit de emergência que havia no armário da escola e foi até a Rebecca. Saí da sala antes de ver ele costurando o corte.
Caminhei pelos corredores vazios, imaginando como seria aquele lugar com crianças correndo de lá para cá. Vaguei pela minha mente para tentar achar alguma memória de quando era criança, mas não conseguia achar nada. Só sentia que faltava alguém...
–Gretel? –a voz de Eleanor soou atrás de mim
Me virei para ela.
–Tudo bem com você? –ela perguntou
–Estou bem, obrigado. –respondi
Eleanor abriu um pequeno sorriso.
–Estava pensando em que? -ela perguntou
–Tentado me lembrar do que vivi. –falei
–Não se lembra?
Neguei com a cabeça.
–Nada. Só tenho a sensação de que falta alguém.
Eleanor abaixou os olhos como se pensasse no que eu disse. Respirei fundo.
–Mas não precisa se preocupar com isso. Uma hora ou outra vou me lembrar. –falei
Ela assentiu e saiu me deixando sozinha outra vez. Olhei por uma janelinha da porta de uma sala de aula. Haviam crianças estiradas no chão, mortas. O sangue se espalhava pela sala, antes branca, agora num tom vermelho vivo. Uma das crianças se mexeu. Seus olhos eram completamente brancos e faltava a uma boa parte de sua boca. Seu couro cabeludo havia sido arrancado, deixando a carne a mostra. O garoto se levantou, vacilante e veio na direção da porta. Tentou abrir mas eu fui mais forte. Ele soltou um grunhido de insatisfação e continuou forçando a maçaneta me encarando com seus olhos brancos. Estava ficando sem forças, minha mão doía e o zumbi continuava tentando abrir a porta.
Pulei para longe e o zumbi saiu correndo na minha direção. Ele teria conseguido me pegar se eu não tivesse atirado nele antes.
Todos vieram correndo ver o que tinha acontecido e olharam o corpo do garoto no chão.
–Você está bem? –Eleanor perguntou
–Estou viva...
***
POV David Edwards
Rebecca já estava melhor. Ela agora dormia num canto afastado de todos. Liguei o rádio com a intenção de achar alguma emissora que desse a pista de onde ficava aquele local seguro... Precisava chegar lá e deixar Eleanor a salvo, junto com todos os outros.
O garoto, Tyler, estava com a cara amarrada olhando para a parede. Resolvi ir conversar com ele.
–Por que essa cara? –perguntei sentando ao lado dele
–Não gosto desse lugar. –ele disse
–Por que não?
–Bem, digamos que aqui tem um monte de criançinhas mortas que podem virar zumbis e nos matar a qualquer momento. –ele falou
–São criançinhas...
–Criançinhas é uma coisa... Criançinhas zumbis é totalmente diferente. –ele disse e eu ri
–É, você tem razão. –falei
–Iaí, conseguiu alguma coisa com esse seu rádio?
–Nada ainda... Nenhuma pista de onde é o lugar seguro...
Ele pareceu ficar desapontado mas voltou a encarar as paredes. Tirei um envelope do meu bolso. Uma carta. A carta que meus pais haviam mandado para mim quando estava fora. Nunca tive coragem de abrir, e a Els disse não saber o que havia escrito nela. Por um momento tive vontade de abrir, mas não o fiz. Olhei as assinaturas dos meus pais, mas com a caligrafia da minha mãe nas escrituras.
Jane & Thomas Edwards...
Queria poder vê-los outra vez...
Olhei para a Eleanor... Ela me lembrava minha mãe. O mesmo sorriso, mesmo jeito carinhoso... E minha única família, agora.
Notas finais
E lembrando que preciso de mais uma ficha masculina...
Fale com o autor