Notas iniciais
Aqui está mais um para vocês! ^^ Espero que gostem e desculpem a demora... Nesse capítulo, tem a ultima ficha! Ou seja, é agora que a história começa a esquentar...
Enjoy!

POV Alex Smith

A noite já estava começando a chegar, mas eu não ligava muito para isso. Eu passei todos esses dias caminhando por aí, em busca de alguém da minha família, mas nada consegui achar. Sentei na calçada e pus as mãos no rosto. Meu corpo pedia descanso, mas eu o ignorava.

Estava ficando cada vez mais escuro e eu precisaria de uma lanterna. Entrei em uma casa qualquer e remexi nas coisas que lá haviam. Finalmente encontrei uma lanterna.

Fui ver o que tinha na geladeira, mas quando abri, as comidas estavam mofadas e com insetos. A falta de energia dificultou para mim. Abri os armários e tinha umas latas de sopa enlatada. Com uma certa dificuldade a abri e liguei o fogão com alguns fósforos que tinham lá.

Depois de tomar a sopa fui até o andar de cima. Havia um quarto cor de rosa, exceto pelas manchas vermelhas-sangue na parede. Uma bonequinha de pano estava em cima da cama. Eu a peguei. Faltava um dos olhos de botão e seu vestido tinha sangue.

Isso não era justo... Pessoas inocentes estavam morrendo por causa da droga desse apocalipse e ninguém podia fazer nada para acabar com isso.

Joguei a boneca na cama de novo, o que fez ela soltar um “papai” fraco, e saí dali. Fui para o quarto ao lado. As cortinas vermelhas estavam rasgadas e o vento as faziam balançar. Em cima da cama havia uma arma. Peguei-a e coloquei no cós da calça... Seja lá quem usava ela não precisaria mais. Tranquei a porta e a janela e me deitei na cama, exausto.

Assim que fechei os olhos, ouvi um barulho vindo da porta. Me levantei rapidamente. Apesar de quase não ter claridade, pude ver a sombra de dois pés atrás da porta. Fiquei em silêncio. Três lentas batidas na porta. Tirei a arma e carreguei. Com o barulho da arma sendo carregada, o que quer que estivesse atrás da porta se mexeu. Mais três batidas. Me levantei da cama com a arma apontada.

Se fez silêncio. A sombra dos pés sumiram e eu suspirei aliviado. Até que uma mão atravessasse a porta. Levei um susto e apontei a arma novamente. O zumbi deu um grunhido por trás da porta. Olhei para a janela. A luz da lua entrava por ela. Talvez fosse minha única chance.

Depois de muito esforço, o zumbi derrubou a porta. Não consegui evitar um grito ao vê-lo.

Talvez, antes de se tornar aquilo, fosse uma mulher. Alguns tufos de cabelos caiam pelos ombros. A pele parecia em decomposição. Não havia nariz naquela coisa e os olhos estavam brancos. Me xinguei mentalmente e então, pulei da janela.

O vidro se estilhaçou em mil pedaços enquanto eu caía do primeiro andar. Felizmente, caí na grama alta, o que ajudou com o impacto. Peguei a arma, que havia caído um pouco longe de mim, e corri o máximo que pude.

Aquilo foi como injetar cafeína no meu sangue. O cansaço parecia ter passado, e a adrenalina do medo tomou conta. Depois de correr dois quarteirões parei para respirar. Meu braço estava com um corte feio e foi só aí que eu percebi onde vim parar.

Na minha frente estava um cemitério. Seu nome era para ser Edge of Life Cemitery, mas o “f” do “Life” havia caído o que deixava seu nome sendo “Edge of Lie”. Por alguma razão entrei naquele lugar. As lápides estavam todas normais, o que mostra que não eram os mortos se levantando... Ou, pelo menos, não ainda...

Havia um senhor naquele lugar. Apontei a arma para ele, primeiramente pensando que era um zumbi. Ele olhou para a arma e sorriu.

-O que faz num cemitério a esta hora da noite, meu rapaz? –o senhor perguntou

-Quem é você? –perguntei

Ele sorriu mais ainda.

-Sabe, sou o coveiro desse lugar. Tenho que deixa-lo seguro... –ele respondeu

-Por que não foge? Os zumbis podem entrar aqui tão facilmente quanto eu... –perguntei guardando a arma

-Acho que nem mesmo eles ousariam perturbar os mortos... – coveiro começou a cavar como se esperasse um corpo para colocar no túmulo

-Por que não vem comigo? Posso ajuda-lo. –sugeri

-Não, meu rapaz. Meu lugar é aqui. Junto a todos eles, como sempre foi. –ele falava tão calmamente, que parecia que o mundo continuava o mesmo, como se nada estivesse acontecendo

-Tem certeza? –perguntei

Ele assentiu.

-Vá, garoto. Ache os três rios e salve sua vida. –ele disse

-O que você quer dizer com isso? –perguntei confuso

O sorriso dele se alargou e ele caminhou para longe de mim.

-Ei! –gritei e corri até ele

Tentei alcança-lo mas ao passar de uma árvore, ele desapareceu. Isso me deixou mais assustado então corri daquele local com as palavras do coveiro ainda na minha cabeça.

Ache os três lagos, dissera ele, e salve sua vida.

***

ALGUNS KILÔMETROS DISTANTE...

POV Everdeen Black

Já estava escuro. Eu, Sam, Dean, Alice e Bethany estávamos num carro, com Dean ouvindo rock no maior volume. Não estava me incomodando, mas acho que não poderia dizer o mesmo sobre Sam.

O tal Castiel havia desaparecido, e mesmo assim, não teria lugar para ele no carro.

-Iaí, Ever, -Dean falou com o apelido que ele deu para mim –a quanto tempo é caçadora?

Antes era Eve, agora ele resolveu colocar um “r” no final... Perfeito. Fiquei calada.

-Qual é, deixa de ser... WOW! –Dean freiou o carro bruscamente fazendo todos nós irmos para frente

-Droga, Dean! Nós estamos lutando para sobreviver e você quer nos matar? –Alice perguntou ao meu lado

Só então entendi o motivo dele ter freado. Na frente do carro, um cara estava parado e de olhos arregalados. Dean quase o atropelava.

-Sério, cara! Você já atropelou duas pessoas e agora vai atropelar mais uma? –Alice resmungou

-A culpa não é minha se vocês ficam se jogando na frente da baby! –Dean reclamou

O cara tinha cabelos loiros e uma barba rala. Graças ao farol do carro dava para ver que a cor dos olhos dele eram verdes, e parecia assustado com alguma coisa...

-Quem são vocês? –ele perguntou levantando uma arma

Por instinto fiz o mesmo com a minha quando saí do carro.

-Ei, ei, ei! Calma aí esquentadinha! –Dean falou abaixando minha arma –Somos sobreviventes dessa praga. Igual a você. Agora, me explique, por que você se jogou na frente da baby?

Ele fez uma cara confusa depois que Dean chamou o carro de baby. Revirei os olhos.

-Qual seu nome? –perguntei

-Alex.

-O.K., Alex, o que aconteceu? –Sam perguntou

-Eu... Eu não sei exatamente. –ele disse como se estivesse raciocinando

-Tudo bem, tudo bem... –Dean falou –Vamos sair daqui.

-Não tem mais lugar no carro. –Sam reclamou com o irmão

-Então vá lá atrás com as garotas, você é uma mesmo! –Dean falou

Sam o olhou com raiva. Olhei em volta e havia uma caminhonete estacionada no meio fio. Andei até lá e percebi que todos me olharam. A chave ainda estava lá dentro.

-O.K... Homens no Impala, garotas na caminhonete. –falei

-E quem vai dirigir? –Dean perguntou

-Eu, oras. –falei e entrei na caminhonete esperando as outras duas, que logo já estavam sentadas ao meu lado

-Nos sigam. –Sam gritou do Impala e pegamos a estrada

Notas finais
Rewiens?