Notas iniciais
Hey, demorei mas cheguei =D Eita, rimei O-O' Rimei de novo... Afe... Enfim...
Eu andei lendo Jogos Vorazes, então, se os capítulos começarem a ser mais violentos, já sabem o por que... '-'
Mas chega de lenga lenga e vamos ao capítulo :)
Enjoy...

POV Gretel Elena Sulivan

Já era madrugada. Todos estavam dormindo, menos eu. Estava cansada, minha cabeça pendia para os lados algumas vezes, mas não conseguia dormir, por que se eu dormisse, eu sei que ia ter pesadelos. O Pesadelo. Comecei a chama-lo assim desde comecei a tê-lo todas as noites.

Só conseguia vislumbrar um rapaz estraçalhado na minha frente. Eu nunca via seu rosto claramente, mas sabia que me era familiar. Num certo ponto, ele ficava embasado, e então, eu chamava por um nome, porém, nunca conseguia ouvi-lo. Depois disso, eu acordava, suada e sem entender o por que. Tentei vasculhar minha mente atrás do nome, mas não o encontrava.

Ouvi um barulho surdo atrás da porta e peguei a lanterna, tentando ver o que estava acontecendo. Assim que coloquei a luz para iluminar pela janela de vidro da porta, dei um passo para trás. As crianças mortas estavam lá, paradas. Seus olhos brancos pareciam me encarar. Uma garotinha inclinou levemente a cabeça me olhando. Abaixei a lanterna.

-O que... –Tyler murmurou pois eu acidentalmente pus a luz no seu rosto

-Shh –foi o que consegui falar

Ele me encarou como se eu fosse uma maluca. Rebecca abriu os olhos e veio até mim.

-Saia da porta... –ela sussurrou ao ver as criançinhas

Devagar nós demos passos para traz. Não havia janelas na sala em que estávamos, apenas a porta. Estávamos sem saída.

POV Rebecca Forester

Agora estávamos realmente encrencados. Haviam muitos deles e nenhuma forma de sair. Tyler se levantou comigo e com Gretel. David e Eleanor acordaram um pouco depois.

-O que vamos fazer? –Eleanor perguntou numa voz baixa

Ninguém respondeu. É, nós íamos morrer.

Peguei a lanterna que Gretel havia deixado cair e passei a luz por todos os cantos. Parei numa parte mais afastada da sala. Eu e Gretel nos entreolhamos. Haviam duas marretas lá. Entreguei a lanterna para David e eu e Gretel fomos devagar até elas. Estava tentando entender o por que os zumbis não haviam atacado ainda, o que estavam esperando?

Eu e Gretel fomos até uma parede.

-No três. –ela disse

-Um... –comecei

-Dois... –ela continuou

-Três! –nós falamos juntas

Assim que contamos, nossas marretas bateram com toda força na parede. Os zumbis grunhiram e começaram a atacar. Mais duas marretadas. A porta não iria aguentar muito tempo. Mais duas e a parede se abriu dando espaço para nós passarmos.

Os zumbis entraram e eu ouvi os barulhos de tiros. Minha perna começou a doer. Não era hora pra isso... Não agora.

-Vamos! –gritei

Todos nos enfiamos no buraco da parede. Tyler foi o ultimo e um zumbi segurou sua perna.

-Ah, não! Não cheguei tão longe pra virar seu lanchinho noturno! –ele gritou e deu um chute que arrancou a cabeça do zumbi

O buraco deu em outra sala, com carteiras e um quadro negro gigante, com palavras pichadas em sangue. “Não termina aqui” era o que dizia. Íamos correr para a porta quando uma garotinha me pegou pelos cabelos. Eu gritei e ela abriu a bocarra, pronta para me matar.

Só pude ver seu corpo ir parar longe e seu braço caindo no chão. David havia jogado uma das bancas nela.

-Obrigado. –falei

-Por nada.

-Deixem para agradecer quando estivermos fora daqui! –Gretel gritou abrindo a porta para que pudéssemos fugir

A essa altura, as crianças-zumbis estavam na nossa cola. Fechei a porta ao passar. Talvez os detivessem por um tempo.

Alcançamos o corredor principal e corremos para a saída. As ruas estavam escuras, mas ainda dava para ver algumas poucas coisas graças a lua. Minha perna estava me matando. Paramos alguns metros depois da escola que estávamos e todos estavam respirando pesadamente. Gretel parecia mal, provavelmente não dormiu e ainda teve de correr para salvar a vida... Não é lá uma das coisas mais recomendadas.

Um homem apareceu correndo e gritando numa esquina.

-Socorro! –ele gritou e veio até mim pondo a mão nos meus ombros

-Calma! Ei! Está tudo bem... –eu falei

Nesse momento, David apontou uma arma na cabeça do homem.

-Larga ela. –ele falou

O homem tremia. Deu um passo para traz levantando as mãos.

-O que está fazendo? –perguntei

Ele apontou com a arma o braço dele, foi aí que eu vi... Ele havia sido mordido. O sangue escorria em grande quantidade do braço. Não demoraria muito para que ele caísse no chão, tecnicamente morto. Ele ia passar pelo menos uns dois dias, inconsciente, até virar um completo morto-vivo. Já havia visto.

-Eu preciso de ajuda... O manipulador... Ele tem a cura... –o homem falava pausadamente

-Do que está falando? –Gretel perguntou

Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas então caiu de joelhos e, logo depois, caiu desacordado na rua. Os barulhos das crianças-zumbis pôde ser ouvido.

-Vamos... Não temos tempo a perder, certo? –Tyler perguntou

David assentiu e deu vários tiros na cabeça do homem inconsciente.

-Por que você fez isso? –Eleanor perguntou preocupada

-Fiz um favor a ele. –respondeu

Ficamos parados por um instante olhando o homem, e as palavras dele ecoavam na minha mente. O manipulador... Ele tem a cura...

Ao ouvirmos o barulho das crianças-zumbis mais próximo nós resolvemos que já era hora de sair dali. Minha perna latejava, e provavelmente estava sangrando, mas eu corri do mesmo jeito.

***

EM ALGUM LUGAR LONGE DALI...

*Narração Terceira Pessoa

Ali, naquela pequena sala, um homem olhava com afinco os monitores. Todos mostravam destruição total, menos dois. Os dois monitores que mostravam o estado de Missouri estavam focados em dois grupos de sobreviventes.

O homem sorriu olhando para esses monitores e então se levantou da cadeira na qual estava sentado. Olhou com curiosidade um pequeno grupo que andava pelas ruas escuras e logo depois para dois carros em movimento pelas estradas.

-Eles vão se encontrar... –o homem falou, como se essa ideia o perturbasse –São fortes demais... Se eles se encontrarem, podem achar este lugar.

Então, um homem de sobretudo apareceu em um dos monitores indo na direção de um dos carros. O homem dos monitores arregalou os olhos.

-Eles tem um anjo... Não! –gritou

Um rapaz de uniforme da polícia apareceu na porta neste exato momento.

-Talvez deva voltar outra hora...

-Não... Avise aos outros para aumentarem segurança.

-Sim, senhor. –e saiu sem hesitar

Ele olhou novamente para o monitor em que o homem de sobretudo havia aparecido.

-Não vão sobreviver... Isso eu garanto. –e então olhou para um canto, onde um homem estava sentado o observando -Quero que o vírus seja mais forte! Eles tem que ser mais ágeis! –gritou

O homem do canto o olhou sombriamente e deu um pequeno sorriso.

-Sim, senhor... –Peste falou e mexeu em seu anel

Notas finais
Aceito rewiens e recomendações u.u