Zombie Apocalypse--fic Interativa
3 It's Not Only Here
Notas iniciais
Enjoy =)
POV David Edwards
Acordei com um barulho na loja onde eu e minha irmã dormíamos. Eleanor ainda dormia tranquila encostada em mim. Afastei-a com cuidado e saquei a arma. Passei por alguns corredores e não havia nada, até ouvir um barulho no corredor de bebidas que ficava ao lado do que eu estava agora. Andei sorrateiramente até lá e apontei a arma para onde havia saído o barulho. Me surpreendi ao ver uma garota na minha frente, apontando a arma para o meu rosto. Sua testa estava melada de sangue.
–Quem é você? –perguntei
Ela pareceu me estudar antes de responder.
–Gretel. Meu nome é Gretel. –ela disse
POV Gretel Elena Sulivan
Acordei dentro de um hospital. Havia dormido lá desde que o apocalipse zumbi começou. Não me lembrava da minha vida antes do acontecimento, só me lembrava do meu nome. Peguei minha arma e saí caminhando pelas ruas, tomando cuidado para que não esbarrasse com algum zumbi. Estava com um grande corte na testa graças a um daqueles desgraçados, mas eu o ignorava como se ele não estivesse lá.
Andei por uma rua e vi um punhado de zumbis. Eles pareciam estar comendo alguma coisa... Ao olhar melhor, percebi que era uma pessoa, a essa altura o cadáver já estava sem os membros e era irreconhecível. Dei alguns passos para trás, tentando não fazer barulho para que não chamasse a atenção dos zumbis.
Acidentalmente, pisei num caco de vidro que estava no meu caminho. Os zumbis pararam automaticamente de comer a pobre vítima e olharam em minha direção. Eles vieram até mim, correndo o máximo que podiam. Estourei a cabeça de um deles e corri também. A cada metro percorrido eu me virava um pouco, acertava um e continuava a correr. Despistei eles numa rua qualquer e, ao olhar para o meu lado, havia uma pessoa pendurada. Tomei um susto pois a pessoa, que provavelmente era uma garota, estava deformada e sua mandíbula estava quase soltando do resto da cabeça. Desviei o olhar do cadáver e andei até uma pequena loja de conveniência que havia por ali.
Entrei procurando por alguém ou alguma coisa, mas não havia nada. Caminhei até o freezer de bebidas, mas acabei derrubando algumas latas de almoço enlatado. Ia pegar uma bebida até ouvir um barulho como o de uma arma sendo carregada. Olhei para os lados, mas nada vi. Carreguei a arma e fechei a porta do freezer. E foi aí que do nada apareceu um cara apontando uma arma para mim. Num instinto, apontei a minha arma para a cabeça dele.
O cara olhou para minha testa, provavelmente estudando a ferida que lá estava.
–Quem é você? –ele perguntou
O estudei rapidamente, tentando assimilar se ele era confiável ou não. Se bem que, naquela situação, qualquer um que andasse e não estivesse morto seria uma boa opção para confiar.
–Gretel. –falei –Meu nome é Gretel.
Ele me encarou por mais alguns segundos e abaixou a arma. Eu fiz o mesmo.
–Sou David. –ele se apresentou e estendeu a mão
Encarei a mão dele e logo depois seu rosto. Ele entendeu e abaixou a mão. Logo depois, uma garota, mais nova que David, apareceu a seu lado. Ela parecia preocupada e percebi que ela carregava uma arma no cós da calça.
–Está tudo bem Eleanor... –David falou
A garota relaxou um pouco ao ouvir aquilo.
***
Tinha pego um esparadrapo para pôr sobre a ferida em minha testa enquanto tomava uma garrafa de cerveja.
–De onde veio, Gretel? –David me perguntou
–Não sei... Por alguma razão não me lembro de nada antes dos zumbis... –respondi –E vocês, de onde vieram?
–Da cidade vizinha, ao norte daqui... Lá as pessoas também foram infectadas. –David respondeu
–Então não é só aqui? –perguntei
–Não. Pelo que eu ouvi, tem outras cidades que também foram infectadas. Com sorte, acharemos uma que não tenha sido. –ele disse
–Mas até agora não conseguimos sair dessa cidadezinha. –Eleanor se queixou
–Como sabem que tem mais de uma cidade infectada? –perguntei novamente
David retirou do bolso o que parecia um pequeno rádio portátil.
–É com isso, que nós sabemos. –ele respondeu
–Todas as cidades, até as infectadas, não tiveram suas estações de rádio danificadas. Elas estão transmitindo as notícias de como estão as coisas por lá para outros lugares e avisando onde não é seguro ir. –Eleanor falou
–E já acharam alguma estação que diga que o lugar é seguro?
–Esse é o problema. Não achamos nenhuma que dissesse isso. –David falou
–Então acho que vamos ter que achar por conta própria. –falei e eles me olharam concordando
DO OUTRO LADO DA CIDADE...
POV Alice Watson
Ainda não tinha conseguido fechar os olhos então resolvi fazer o café da manhã, já que era a única coisa que poderia fazer.
Enquanto fazia isso comecei a cantar, coisa que geralmente faço para passar o tempo. Só então percebi que Sam e Dean haviam acordado e estavam me olhando. Virei a cara como se não tivesse acontecido nada e continuei a fazer sanduíches com o que tinha naquela cozinha.
–Sanduíches outra vez? –Dean perguntou
Olhei para a cara dele.
–Você queria o que? Waffles? Tortas? –perguntei irônica
–Torta seria uma boa opção. –revirei os olhos e terminei o ultimo sanduíche
Entreguei um deles para Dean e logo que ele deu a primeira mordida falei:
–Quem te garante que eu não cuspi nele, Dean?
Vi ele cuspir tudo e comecei a rir feito uma idiota.
–Você cuspiu no meu sanduíche? –ele perguntou com um pouco de raiva
–Não, mas foi engraçado ver sua cara de nojo. –respondi ainda rindo
Ele me fuzilou com o olhar e voltou a comer o sanduíche.
–Temos que ir logo. Achar sobreviventes e sair daqui o mais rápido possível. –Sam falou
–Ele tem razão. Vamos lá, loirinha. –Dean falou
–Não me chame de “loirinha”, loirinho. –disse
Ele me encarou com as sobrancelhas arqueadas e depois saiu da casa e entrou no Impala. O segui e logo quando ele foi sair de lá, ele atropelou uma garota. Todos nós nos encaramos.
–Você tem que parar de atropelar pessoas, Dean... –Sam comentou
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