Zombie Apocalypse--fic Interativa
17 Bullet In My Hand
Notas iniciais
Enjoy!
*Coloque essa música para tocar e ouça com o POV da Rebecca: http://www.youtube.com/watch?v=S_vwyyM-eas
(Se acabar a música antes do POV, coloque para repetir)
POV Rebecca Forester
Eu poderia dizer que havia dormido bem aquela noite... Poderia, se não tivesse sido acordada em plena madrugada por um grito desesperado e grunhidos altos. É claro que não fui a única a acordar com aquilo... David, que dormia no banco do motorista, acordou assustado e pude ouvir ele murmurar o nome de Eleanor. Tyler, que estava no banco do carona, deu um pulo fazendo com que batesse a cabeça no teto do carro e Gretel, que estava ao meu lado, acordou assustada, porém, menos espalhafatosa que o loirinho do banco do carona.
Assim que olhei pela janela do carro, pude ver de quem foram o grito e os grunhidos. O suposto anjo, Castiel, vinha correndo em direção aos carros com... qual o nome dela? Everdeen... Mas o que me chamou a atenção foi a massa escura que vinha em seu encalço.
Sam e Dean, que estavam no outro carro, também colocaram a cabeça pela janela e arregalaram os olhos com o que viram. Bethany e Alice, na caminhonete, tiveram a mesma reação. Por um momento, parei para pensar em como havia guardado todos aqueles nomes. Mas, assim que vi os zumbis correndo em nossa direção deixei esse pensamento para lá.
–Liguem os carros! Logo! -Everdeen gritou, dando um jeito de pular para a caminhonete e ligar o motor
Antes que os zumbis nos alcançassem David, Dean e Everdeen pisaram fundo, fazendo todos os carros irem a toda velocidade que eles podiam alcançar. Estávamos ficando cada vez mais longe da horda de zumbis... Mas claro que alguma coisa tinha que acontecer. Quando coloquei a cabeça para fora da janela, para ver os zumbis que ficavam cada vez mais longe, a porta do carro abriu e me jogou com tudo para fora. Rolei no asfalto gelado e parei, sentindo algumas partes do meu corpo arderem. Reclamei comigo mesmo pela dor e só então vi que era meu fim. Os zumbis agora me rodeavam e pareciam famintos ao me encararem com seus olhos brancos e sem expressão. Eles agora não corriam mais e não havia por onde eu correr, eles estavam por todo lado. Um deles tentou me atacar e eu, num movimento rápido, acabei arrancando sua cabeça com um soco. É, eu não sabia que era tão forte assim.
–Há! -falei sorrindo para a cabeça decepada
–Há... -um dos zumbis repetiu meu gesto e veio para cima de mim
Antes que ele conseguisse encostar sua boca enorme e, tenho que dizer, fedorenta, em mim eu segurei sua testa e o queixo com as mãos e percebi que os outros zumbis haviam começado a se aproximar. Não podia pegar minha arma para me defender, não podia lutar pois eram muitos... Eu ia morrer ou, na pior das hipóteses, iria virar uma dessas criaturas desprezíveis.
Mas, antes que eu perdesse a esperança, um carro atropelou metade dos zumbis enquanto derrapava de lado na pista. E de dentro dele, saíram David e Gretel, atirando o máximo que podiam. Sorri ao vê-los ali e arranquei a mandíbula do zumbi que ainda tentava me morder. Consegui pegar minha arma e atirei em alguns, indo para perto do carro cada vez mais.
–Eu me afastaria se fosse vocês... -Ouvi uma voz dizer atrás de mim e pude ver Tyler segurando alguma coisa em mãos
Analisei rapidamente o que era e não pude evitar arregalar os olhos enquanto atirava cegamente.
–Onde conseguiu isso? -David perguntou, também assustado
–Não faço ideia, mas vai ser útil. -o loiro falou com um sorriso alienado no rosto
Segundos depois, Tyler retirou o pino da granada e jogou no meio dos zumbis. Todos corremos para o carro e David arrancou. Desta vez, me certifiquei que a porta estava fechada corretamente. Os carros de Dean e Everdeen estavam estacionados a alguns metros dali e, assim que passamos por eles, eles nos seguiram.
Com um estrondo e pedaços de zumbis voando por todos os lados, a granada explodiu. Tyler riu, satisfeito com sua façanha e David sorriu pela primeira vez desde o sumiço de Eleanor. Só depois de um tempo pude ver a caminhonete de Everdeen ao lado do nosso carro.
–Vocês são loucos! -a garota, Bethany, gritou
–Ser louco faz parte do pacote “Apocalipse Zumbi”, querida. Além do mais, ninguém interrompe meu sono sem sofrer as consequências. -Tyler gritou rindo
Bethany caiu na gargalhada e pude ver Everdeen dar um sorrisinho de canto enquanto acelerava a caminhonete.
***
POV Alex Smith
Acordei lentamente, sentindo minha perna doer... Mas não tanto quanto doía antes. Assim que me toquei do que havia acontecido ontem a noite, me sentei e arregalei os olhos a procura de Eleanor. Nada.
Como ela havia aceitado a ajuda de alguém desse jeito? Estávamos em um apocalipse zumbi, nem todos eram confiáveis. Mas ainda estava vivo, e esperava que ela também estivesse. Ouvi um barulho e olhei para trás. Saindo do que deveria ser a cozinha, uma senhora enxugava as mãos num pano e me dava um sorriso carinhoso.
Ela já tinha idade, isso dava para se ver claramente. Os olhos azuis me passavam uma mensagem silenciosa de que estava tudo bem.
–Finalmente acordou, querido. -a senhora falou
–Onde está Eleanor? -perguntei, rudemente
–Sua amiga está naquele quarto. -ela apontou para uma porta atrás do sofá onde eu estava deitado -Deixe-a dormir um pouco, ela parecia cansada... Venha, vou lhe servir um café da manhã, meu rapaz.
Hesitei antes de levantar, mas resolvi que iria tentar confiar nela. Me levantei com dificuldade e caminhei até a cozinha, mancando. Ao entrar, sentei na pequena mesa que havia ali. A senhora vinha em minha direção com uma panela cheia de bacon e ovos. Foi aí que minha barriga deu sinal de vida. Acho que o ronco foi tão alto que até a velha senhora ouviu...
–Meu nome é Katlyn, querido. -ela disse colocando os ovos e bacon no meu prato
–Sou Alex. -me apresentei e ataquei o prato
Só quando estava na metade do prato meu cérebro processou que a comida poderia estar envenenada. Porém, não adiantava parar agora que já havia comido tudo aquilo, então, simplesmente continuei comendo.
Assim que terminei meu prato, Eleanor entrou na cozinha e me olhou. Pude ver um certo alívio em seus olhos ao me ver ali. Katlyn, prontamente, colocou um prato com ovos e bacon do outro lado da mesa para Eleanor e ela se sentou para comer.
–Vocês estavam na Principia, não é? -a velha senhora perguntou
Eu e Eleanor arqueamos as sobrancelhas, sem entender o que ela queria dizer.
–“Principia”? -perguntei
–É o nome para o arranha-céu no meio da cidade. O nosso líder cismou em pôr esse nome. Principia era como se chamava o quartel general de um exercito na antiga Roma. -Katlyn explicou
Eu olhei pela janela da cozinha e vi o arranha-céu do qual ela se referia.
–Sim, viemos de lá. -Eleanor falou
–Suponho que não sejam convidados do governo... Estavam presos? -ela perguntou mais uma vez
Eleanor assentiu. A velha senhora sorriu compadecida para nós.
–Fico feliz que tenham conseguido fugir... Vocês terão que ficar escondidos por um tempo. O “líder” odeia os que conseguem fugir. Depois posso levar vocês para suas casas. -ela disse
–Não temos casa aqui... Viemos de fora do muro. -falei
Ela parou por um instante e me encarou descrente. Katlyn respirou fundo e olhou pela janela rapidamente.
–Venham comigo... Não é seguro conversarmos aqui.
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