Zombie Apocalypse--fic Interativa
18 Ice Heart
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo...
POV Alex Smith
Katlyn nos levou até o porão da casa que era iluminado precariamente por uma lâmpada que estava pendurada no teto. Ela arrastou algumas cadeiras para que sentássemos e pegou uma para si. Foi então que comecei a sentir medo daquela velha senhora...
Seu rosto, iluminado pela pouca luz, estava sombrio e sério.
–Vocês disseram que vieram de fora do muro... Estão falando a verdade? -ela perguntou
Eu e Eleanor assentimos com a cabeça. Katlyn fez uma expressão surpresa e pensei, por um momento que ela fosse ter um ataque cardíaco ali mesmo.
–Então os rumores são verdade... Como vieram parar aqui? -ela continuou com seu interrogatório
–Não sei... Fomos trazidos aqui. -falei -E que história de rumores é essa?
–Rumores, meu rapaz, de que haviam sobreviventes fora do muro... Que nem todos que foram deixados para trás estavam mortos. -Katlyn disse
–“Deixados para trás”? -desta vez, foi a vez de Eleanor de se pronunciar
–Não sabem nada sobre o por que desse ser o único lugar seguro, não é? -a velha perguntou
Negamos com a cabeça.
–Dizem que é tudo culpa do nosso líder, e eu também acho. Desde o começo, algumas pessoas acham que ele tinha o controle da praga que se alastrava pelo mundo, e que foi ele o culpado por tudo isso.
–E por que só alguns continuaram vivos? -Eleanor perguntou
–Ele escolheu essas pessoas... Deixem me contar tudo que eu sei. A quase um ano atrás, quando a praga começou a se alastrar, o nosso líder, cujo o nome é Orion, já havia construído este muro em volta da cidade, como se soubesse exatamente o que aconteceria. Mas Orion não deixava todos entrarem. Somente os mais fortes, bonitos e com melhores condições financeiras poderiam sobreviver aqui. Graças aos céus eu tinha dinheiro em abundância. Muitos pediam por misericórdia, pedindo para que os deixassem entrar, mas Orion tinha um coração de gelo. Lembro-me de uma mulher que pedia desesperadamente para entrar. Ela estava com o filho no colo, mas Orion se irritou com os pedidos da mulher e a matou junto com seu filho... Foi uma cena horrível. Após retirar todos os que ele julgava não dignos de entrar, os portões de ferro se fecharam. Por noites, eu e meu marido podíamos ouvir os gritos vindo de fora, pedindo socorro, mas este nunca chegava. Alguns meses depois, meu marido se irritou com o jeito arrogante de Orion, e o confrontou... Bem, ele não gosta que o confrontem... Meu marido... Ele... -ela parou de narrar, sem conseguir completar
–Pode pular esta parte, se quiser... -Eleanor falou e tocou na mão de Katlyn
A velha sorriu e continuou.
–Alguns dias atrás, começaram os rumores de que havia um grupo de sobreviventes fora do muro. Todos achavam impossível, ninguém teria condições de viver naquele lugar... Mas, pelo visto, estavam errados.
–E por que ele nos trouxe aqui? Por que nos prendeu? -perguntei, começando a ter raiva daquele cara
–Talvez, a simples ideia de vocês viverem faça com que ele ache que é um confronto ao seu “poder”... -Katlyn disse
–Como ele pode ser tão cruel? -Eleanor perguntou
–Há boatos de que ele largou a própria mulher e os filhos lá fora, sem dó nem piedade... -Katlyn disse
Bufei. Estávamos a salvos dos zumbis aqui. Mas o perigo que enfrentávamos aqui, era pior que os mortos-vivos. Poderia ser a causa definitiva da nossa morte.
***
POV Tyler Williams Fols
E lá, no banco de trás, estava a cena mais engraçada do mundo. A Gretel-durona, como resolvi apelida-la carinhosamente, estava babando enquanto dormia! Bem, se eu ainda tivesse celular e a internet funcionasse, isso com certeza já teria parado na web... Mas, infelizmente, estávamos na droga do apocalipse zumbi.
Todos decidimos que era melhor continuarmos na estrada até o dia amanhecer. Olhei para trás e vi Rebecca olhando distraidamente para janela ao lado da Gretel que babava.
–Cuidado para não cair de novo, bonitinha. -falei
Ela, gentilmente, levantou seu dedo do meio na minha direção.
–Nossa, quanto ódio no seu coraçãozinho... -disse e pude ver David soltar uma risada
–Deixa ela, Ty... -ele pediu
Dei de ombros e fitei a estrada tediosamente.
–Há um mundo bem melhor, todo feito pra você...–cantarolei
Rebecca e David riram enquanto Gretel se remexia no banco, ainda dormindo, falando alguma coisa sobre gigantes e cabelos sedosos. Não entendi essa ultima parte.
–Não acha meio irônico cantar essa música numa situação dessas? -David perguntou
Sorri ao constatar que era verdade e nós continuamos a cantar a música... Acho que estávamos todos morrendo de sono. Só paramos assim que a caminhonete das garotas capotou com tudo na nossa frente, fazendo David frear bruscamente para não colidir...
***
POV 3ª Pessoa
Em cima do grande prédio -principia– Orion olhava as ruas com atenção. O vento batia em seus cabelos negros, fazendo com que bagunçassem levemente. Seus olhos estavam carregados de ódio. Ódio, que sempre esteve presente neles, mas que agora parecia pior, pelo simples fato de duas “crianças” terem fugido de sua prisão. Ninguém havia conseguido tal proeza até agora.
Mas o ódio não era a única coisa que o estava corroendo, o medo também. Medo de que aquelas duas pessoas insignificantes conseguissem fazer alguma coisa para acabar com sua liderança, e isso, para Orion, era inaceitável.
Graças a aqueles dois fugitivos, o medo que se instalou dentro daquele ser, que não podia mais ser julgado humano, fez com que ele matasse a todos que estavam presos, sem nem mesmo tortura-los, como geralmente fazia... Apenas um rápido e certeiro tiro no crânio para acabar com a vida daqueles que tentaram se opor a ele. E ele não queria oposição, pois sabia que poderia perder. Matou a todos, por medo de que, com a fuga daqueles dois, uma chama acendesse naqueles prisioneiros... E toda chama, por menor que fosse, poderia causar um incêndio.
Não, Orion não podia deixar esse incêndio se alastrar... Precisava apagar as chamas para ficar seguro do fogo. Por isso os estava caçando. Os guardas, agora, estavam saindo as ruas para procurá-los. Aonde quer que estivessem, não poderiam estar longe. A perna do garoto, a qual ele teve o prazer de fazer um corte pofundo para impedir que ele tivesse uma movimentação boa, não poderia aguentar muito tempo... Não no estado em que se encontrava... E a garota que estava com ele não aguentaria muito também.
E era com esse pensamento que Orion afastava o medo e fazia com que o ódio voltasse a prevalecer em sua alma.
Com uma ultima olhada nas ruas, ele voltou para dentro do prédio e foi checar seus monitores. Aquele grupo tinha de estar morto. Não deveriam aguentar os zumbis por muito tempo, principalmente depois da breve mudança que ele havia feito neles. Enquanto ele se dirigia para os monitores, Peste estava sentado a um canto, o observando com ódio por tê-lo prendido daquela maneira, sendo forçado a atender seus desejos doentios. Mas Peste não era idiota, ele precisava dar um jeito de fugir... E com este pensamento, girou brevemente seu anel em seu dedo, sorrindo logo em seguida.
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