Zombie Apocalypse--fic Interativa
16 All This Memories
Notas iniciais
POV Everdeen Black
Droga de mundo, droga de apocalipse, droga de vida! E que droga de vida era a minha! A madrugada era fria e escura (Oh, Everdeeen! Não me diga que a madrugada era escura!), porém eu estava caminhando nas ruas da cidadesinha em que nos encontrávamos. O frio daquela noite me trazia a sensação de que pequenas agulhas estavam sendo enfiadas em minha pele, e o que eu fazia? Exato! Continuava andando. O que mais eu poderia fazer? Dormir? Não, já não dormia já fazia um tempo, e continuava sem conseguir tal feito.
Alguns postes estavam acesos, o que era estranho já que a eletricidade havia acabado à algumas semanas... Minha mente vagava pelas minhas memórias mais antigas, tentando me distrair e me fazer esquecer do frio.
Recordei minha melhor lembrança, a única em toda minha vida que valia a pena guardar.
Eu era pequena, tinha apenas cinco anos, e nessa época meus pais ainda eram vivos... Estávamos num parque, fazendo um piquenique e eu me lembrava bem de todos os detalhes...
Flashback On(POV 3ª Pessoa)
Everdeen corria pela grama verde, sem se importar com mais nada. O pequeno vestido florido que a garotinha usava balançava conforme seus movimentos os cabelos castanhos esvoaçavam. Ela ria enquanto sentia o sol e o vento em seu rosto, até ouvir a voz de sua mãe a chamando.
-Everdeen, querida, está na hora de comer! -Nora, sua mãe, gritou
Ela sorriu mais uma vez e correu até onde ela estava. Olhou confusa para os lados, ao chegar perto da toalha que estava estendida no gramado cheia de comidas, e, logo depois, olhou para a mãe.
-Cadê o papai? -perguntou
Foi então que tomou um susto. Seu pai a segurou pelas costas e a levantou no ar, fazendo com que a garotinha soltasse um grito seguido de uma risada. Nora riu também, assim como o pai de Everdeen, Caius.
-Te peguei verdinha! -ele brincou
-É “Everdeen”, pai! -a garotinha reclamou sendo colocada no chão
-Para mim, é verdinha. -Caius disse, arrancando uma risada de Nora
A garotinha pareceu irritada com as brincadeiras do pai. Seu rosto ficou vermelho e ela cruzou os braços, encarando-o com sua melhor cara raivosa. O pai riu mais uma vez e deu um beijo na testa da filha que logo suavizou a expressão.
Eles comiam tudo o que estava em cima da toalha de piquenique e Everdeen se pronunciou.
-Mãe, o que acha que eu vou estar fazendo quando crescer? -ela perguntou
Nora olhou compreensiva para filha e deu-lhe um sorriso.
-Você vai estar mudando o mundo, querida...
Flashback Of
É, mãe, parece que você errou nisso. Controlei as lágrimas que queria sair dos meus olhos e ouvi passos vindos de trás de mim. Me virei rapidamente, pegando o revolver tão rápido quanto, e apontei para quem quer que fosse. Logo, o alvo olhou para a arma com seus olhos azuis demonstrando tédio ao ver a arma.
-Castiel? -perguntei
-Olá... -ele falou
Arqueei as sobrancelhas.
-Você está me seguindo ou coisa assim? -perguntei novamente
Ele deu de ombros e... Ei, ele deu de ombros? Como assim, ele deu de ombros? Ele achava que era normal a pessoa ficar seguindo a outra por aí desse jeito? Eu ein, anjo babão...
-Por que está aqui? Está frio. -falou o capitão óbvio
-Eu não quero dormir, Castiel, mas obrigada por se importar... Agora, se me dá licença, estou aqui vegetando. -disse
Ele me encarou com cara de porta-que ele sabia fazer muito bem- e eu revirei os olhos. Virei de costas para ele e guardei a arma. Num segundo, senti uma coisa quentinha em cima dos meus ombros. Olhei para o homem-ou anjo?- atrás de mim e vi que ele estava ponde seu sobretudo em mim para me esquentar. Não é de minha natureza fazer uma coisa dessas, mas... Ow, que meigo! É tanta doçura que vou ter diabetes!
-Obrigado. -falei e lhe dei um sorriso
Tenho que admitir, aquele sobretudo estava vindo a calhar, levando em conta que, à alguns minutos atrás, eu estava congelando. Ele sorriu de volta e eu voltei a encarar a escuridão, vendo pontos escuros e rápidos vindo em nossa direção...
Merda...
***
POV Eleanor Edwards
Eu e o Alex havíamos corrido e despistado os guardas que estavam atrás de nós. Estávamos agora em um lugar que se assemelhava a um vilarejo. As casas pelas quais passávamos eram pequenas, porém, pareciam bem aconchegantes. E precisaríamos estar em alguma delas logo.
Alex estava em um estado deplorável. Um de seus braços estava apoiado em meu ombro e ele deveria estar de contendo muito para não chorar de dor, pois sua perna machucada jorrava sangue sem parar graças a nossa correria.
-Calma, vai ficar tudo bem. -eu murmurava de vez em quando, sem ter certeza de minhas próprias palavras
Uma senhora que estava entrando em sua casa nos viu e olhou para nós curiosamente. Eu a lancei um olhar de súplica para que nos ajudasse e ela pareceu entender.
-Querida, entre! Oh, meu Deus! -ela disse ao olhar o estado de Alex
Ajudei-o a se locomover até a pequena casa e, assim que entramos, a senhora trancou a porta, olhando preocupada pela janela.
-Coloque-o em qualquer lugar, vou pegar algumas coias... Você tem sorte de eu ter sido enfermeira! -ela disse e foi até um pequeno quarto
Alex me olhou e eu passei a mão pelo seu rosto, tentando dar confiança a ele. A senhora voltou com alguns remédios, faixas e outras coisas nos braços e pediu que eu me afastasse um pouco de Alex.
-Tudo bem, querido, isto irá doer um pouco... -a senhora falou e derramou um liquido na perna machucada de Alex
Ele se controlou para não gritar de dor. A senhora fez um curativo rapidamente e pediu que Alex descansasse, ele deitou-se e, num piscar de olhos, já estava dormindo. Fiquei sem saber o que fazer. A senhora veio para perto de mim com um sorriso.
-Meu nome é Katlyn... -ela se apresentou
-Sou Eleanor. -falei e retribui o sorriso
-Venha comigo, querida. Acho que precisa dormir um pouco... -Katlyn disse, me guiando até um dos quartos
Notas finais
Rewiens?
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