Zoera do Destino.
5 Raiva Suprema & Aposta Impossível
Notas iniciais
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Bati a porta do armário com raiva. Já iria fazer duas semanas que as aulas haviam começado e eu estava mais irritada que o normal.
Primeiro: A professora de musica trocou os grupos, eu e Arme permanecemos no mesmo, porém, Lass entrou no lugar de Amy e a morango substituiu Lass, ficando no grupo de Jin e Sieghart. Segundo: Nossos queridos – olha a ironia – professores fizeram uma reunião no segundo. Sabem o que é segundo?! Pois é, no segundo dia de aula, trocando eu, Amy e Arme de lugar, e, por pura zoera do destino, eu estou me sentando com o Ercnard, Amy com Jin e Arme com Lass.
“E ainda tem a festinha da Rey amanhã”
Pensei revirando os olhos. Rey sempre fazia essas festinhas idiotas para comemorar “Mais um ano de beleza nessa escola”. Esse ano eu não queria ir – depois de três que eu havia comparecido – e ela acabou me ameaçando de morte.
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– Se você não ir, eu te mato Mari. Eu te mato!
– Vou preparar o caixão. – Respondi dando os ombros.
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E eu realmente não duvidava que ela fizesse isso caso eu não comparecesse na festa dela. Afinal, estávamos falando da Rey.
– Então a “Marionette” está irritada? – Fechei a porta ao ouvir a voz de Sieghart. Ele começou a me chamar por esse apelidinho escroto, tudo graças a Amy que ao me xingar, por eu não ter ouvido suas reclamações sobre o ruivo, disse meu nome inteiro e o inútil do Ercnard acabou escutando e teve a grande ideia de juntar meu nome e sobrenome.
– Fala emo. – E eu o apelidei assim graças a Lass, que deixou escapar que por um bom tempo Sieghart foi emo. – Eu não estou com muita paciência para aturar suas piadinhas sem graça.
– Eu só quero te perguntar uma coisa. – Coço a nuca sem graça. Entortei o lábio.
– O que você quer?
– Eu não tenho ninguém para ir à festa da Rey e eu gostaria de saber se...
– Eu não vou ir com você. Nem sonhando. – Ele me fitou confuso e depois riu.
– Espera, eu não iria te convidar.
– Não?
– Não.
– Então porque você...
– Eu iria perguntar se você conhece alguma garota para me apresentar. – Cruzei os braços sem graça. Uma menina da nossa sala passou por nós.
– Elesis! Espera! – Gritei. A menina me encarou mortalmente e depois desviou seu olhar para Sieghart.
– Fala maldita. – Se virou para nós. Sieghart me olhou, dei os ombros.
– Sieghart adoraria falar com você. – Sai dali ao vê-la se aproximar aos poucos.
– Mari! Eu faço o que? – Murmurou após puxar meu braço.
– Se vira.
[...]
– Eu estava com tanta raiva que acabei apresentando a primeira menina que apareceu na minha frente. E adivinha quem era?
– A Lire? – Arme sugeriu rapidamente.
– Não.
– A Holy? – Amy arriscou.
– Não. Foi a Elesis! A minha inimiga numero um. – Mexi no canudinho do Milk-Shake indignada.
– Credo. – A moranguinho murmurou. – Logo ela?
– Acredite, eu me perguntei a mesma coisa. – Suspirei. Eu não conseguia entender o porquê de eu me sentir tão incomodada com a situação. Respirei fundo tentando me acalmar.
– A Elesis te detesta apenas por sua popularidade? – Arme questionou. Assenti.
– Esse é o único motivo... Que eu saiba.
– Que idiotice! – Amy comentou chamando a minha atenção e a de Arme.
– O que? – Arme cruzou os braços em cima da mesa e fixou seu olhar na rosada.
– As três nos odeiam apenas por popularidade. – Se referiu a Elesis, Lire e Holy. – É uma idiotice, pois elas não nos conhecem e nos julgam. – Deu os ombros voltando sua atenção para a bebida.
–... Enfim... – Arme me encarou. – Você ira na festa da Rey?
– Você vai, não vai? – A moranguinho me cortou. – Por favor, Mari. – Suplicou segurando minhas mãos.
– Eu não vou. – Ela largou minhas mãos e fez bico.
– Mari.
– Eu não quero ir. Que saco! – Resmunguei fechando a cara logo em seguida.
– Se você não ir, o trio vai estar incompleto. – Aumentou o tamanho do bico enquanto me obrigava a ir à festa da Rey.
– Vamos em dupla, docinho. – Arme brincou piscando em direção a Amy, que com o ato bufou. – Deixa de ser chata chicletinho. Se a Mari não quer ir, ela não vai. – Concordei com Arme.
– Você vai todo ano à festa da Rey. Porque você não quer ir esse ano?
–... Porque eu vou todo ano! – Justifiquei com as suas palavras.
– Tenho certeza de que há outro motivo.
– Que seria? – Perguntei sem interesse, esperando ela fazer alguma afirmação maluca.
– Você não vai porque Sieghart estará lá! – E ela fez a afirmação maluca. Suspirei pesadamente.
–... Como se ele realmente importasse. – Bebi o restante do Milk-Shake.
– E importa! Você tem medo de o ver beijando Elesis. – Arregalei os olhos gargalhando logo em seguida.
– Não. Você não falou isso? – Saímos da sorveteria logo após o meu ataque de riso.
– Sim. Eu falei!
– Amy não viaja.
– Mari, eu sei que no fundo você está com medo de ver ele beijando a Elesis, ou até mesmo outra garota qualquer. Você está apaixonada pelo Sieghart. – Segurei o ar nos pulmões. Ela estava muito mais do que maluca.
– Até porque eu me apaixonaria perdidamente por um cara em menos de duas semanas. – Fiz um teatro com as mãos e por fim fiz uma careta. Demonstrando que era impossível isso acontecer.
– Você se apaixonou desde o primeiro dia!
–... Do tipo “Paixão a primeira vista” – Ela assentiu. – Você pirou de vez! – Apressei os passos, ultrapassando as duas.
– Então prove! – Amy falou. Parei de andar. – Prove que você não está apaixonada por ele! – Me virei para encarar Amy. Arme rolou os olhos.
– Como? – Falei decidida.
– Você irá à festa da Rey e terá que ignora-lo. Você não poderá trocar uma única palavra com o Ercnard, caso isso acontecer, você apenas confirmará que não consegue resistir aos encantos dele. Vai querer apostar? – Fui até Amy.
–... Você não vai apostar, vai? – Arme questionou.
– Apostado. – Apertei a mão de Amy. Ela me encarou desafiadoramente, retribui o olhar com um sorriso vitorioso estampado no rosto.
–... E ela apostou. – Arme comentou desapontada.
– Você irá perder Amy. – Puxei minha mão. – Não venha se arrepender depois. – Sai dali deixando as duas para trás.
“Essa aposta realmente era impossível.”
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