Zoera do Destino.
9 Que as tretas se iniciem!
Notas iniciais
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Casa da Mari
– E aí? – Questionei com certa curiosidade.
– Nada. – Mari me respondeu após um longo suspiro. Desceu os últimos degraus da escada e veio em direção à sala, se sentando ao meu lado.
– Como ela tá? – Estiquei o pacote de salgadinho em sua direção.
– Dormindo. – Fez uma pausa enquanto pegava salgadinho dentro do saco. -... Ela não falou exatamente nada, não tem como saber ao certo o que aconteceu. Amy só chorou e depois acabou caindo no sono.
– Talvez amanhã ela nos conte com mais calma. – Murmurei. Mari apenas concordou.
– Mas e você? ... Parecia bem nervosa com alguma coisa. – Me cutucou com o cotovelo.
– Eu? – Me fiz de desentendida.
– Você! – Me ajeitei no sofá. – Não vai contar? – Insistiu.
– Contar o quê? – Olhei para a azulada. – Eu não tenho nada para contar. – Menti.
– Você mente muito mal sabia? – Riu. – Eu te conheço desde criança Arme, e te conheço muito bem. Desembucha. – Bufei.
– Não aconteceu nada.
– Se não aconteceu nada, porque você está toda irritadinha? – Semicerrei os olhos tentando não cair na sua provocação.
– Você é chata viu! – Resmunguei me levantando.
– Aonde você vai? – Me questionou.
– Vou dormir pelo menos assim você não me irrita. – Peguei a latinha de refrigerante em cima da mesa de centro. Tomei um gole indo em direção à escada.
– Você vai é ficar sonhando com o beijo que deu em Lass. – Engasguei com o refri. Mari gargalhou.
– Como você sabe?! – Me virei em sua direção.
– Tá na internet. – Deu os ombros, virando sua atenção para a TV.
– O quê?! – Gritei indo até Mari.
– Internet, aquele lugar onde se pesquisa coisas e... – A interrompi.
– Eu sei o que é internet. – Revirei os olhos. – O que eu quis dizer é que, como “isso” foi parar na internet? – Me joguei ao seu lado pegando uma almofada e enfiando no rosto. Deixei apenas o olho esquerdo destapado.
– Foi mais ou menos assim: Alguém viu os dois “rivais” – Me lançou um olhar malicioso, fazendo aspas com os dedos. Bati com a almofada em sua cara. – Osh! – Se defendeu. – Vai me deixar contar ou não? – Me encarou brava. Assenti envergonhada. -... Pois bem, alguém viu vocês se beijando e colocou na internet.
– Por quê? – Murmurei chorosa.
– Por que vocês dois são populares. — Me olhou. — A escola vai estar um inferno segunda.– Comentou.
– Eu mato esse albino maldito. – Bufei.
–... O beijo foi bom? – Mari perguntou. “Foi ótimo” pensei.
– Eu não quero falar sobre isso... – Deixei um suspiro escapar. Ela deu os ombros.
–... Ele beija bem? – Questionou novamente após alguns segundos. Toquei a almofada na cara dela. Ela riu.
– Cala a boca.
[...]
–... Arme! ... Arme! – Me revirei na cama colocando o travesseiro no rosto. – ARME!
– Que foi porra?! – Gritei batendo o travesseiro na cama revoltada.
– Amy já levantou, nós não vamos falar com ela? – Mari estava abaixada na altura da cama. Cocei os olhos preguiçosamente.
– Tem que ser agora? – Resmunguei fazendo bico.
– Sim Arme. Tem que ser agora. – Respirou fundo.
– Mesmo?
– Mesmo.
– Que saco! – Joguei meu corpo contra a cama novamente. – Já desço.
– Vinte minutos. – Me avisou antes de sair do quarto.
–... Ok... – Falei contra o travesseiro.
✖
Festa da Rey
– Qual é o seu problema? – Sieghart empurrou Jin para fora da casa de Rey. O ruivo desceu os degraus da escada ainda de costas.
– O meu problema?! – Gritou furioso. Passei pela porta calmamente encarando os dois na minha frente. – Foi Azin que começou! – Jin soqueou o ar com fúria.
– Você é um idiota mesmo. A briga não era sua. – Falei enquanto me aproximava aos poucos deles. – Não tinha porque se meter.
– Tinha! – Gritou novamente. – Vocês não viram o que ele fez pra ela. – Colocou as mãos na cabeça.
– Eles são um casal droga! – Sieghart se exaltou. – Você não tinha que se meter na vida deles Jin! – Suspirei. As pessoas que passavam por ali nos encaravam sem entender nada.
– Tá bravo porque não conseguiu cantar a sua musiquinha com a Mari, Sie? – Jin provocou. O moreno foi em sua direção o puxando pela gola da camiseta.
– E você em Jin... – Passei a mão pelo rosto. – Todo puto porque viu Amy beijar Azin e não você. – Os olhos do ruivo faiscavam de ira. – E pior, a viu sendo traída e não pode a proteger. – Sieghart rebateu a provocação de Jin. Fui até os dois os separando.
– Chega. – Olhei para os dois; Jin arrumava a sua roupa e Sieghart o encarava bravo. – Vocês parecem duas crianças.
– Ele que provocou! – Ambos falaram me fazendo revirar os olhos.
– Só calem a boca. – Mandei impaciente. – Por culpa de vocês não pude aproveitar a noite. – Cruzei os braços enquanto observava o céu estrelado.
– Culpa de vocês? – Sieghart se ofendeu. Revirei os olhos. – A culpa foi desse tomate ambulante. – Apontou em direção ao ruivo.
– Eu vou matar vocês! – Coloquei as mãos na cabeça ao me lembrar do beijo que eu havia dado em Arme. – Estragaram a minha noite. – Resmunguei indo em direção ao meu carro.
– Hey! Hey! – Os dois vieram correndo até mim. – Como assim “estragaram a minha noite”? – Jin me questionou, distribuindo alguns tapas em minha cabeça e ombro. Sieghart estava puxando meu braço rapidamente.
– Não interessa.
– Na na ni na não! Pode ir contando velhinho! – O moreno me segurou pelos ombros, demonstrando sua enorme curiosidade. Gargalhei.
– Eu beijei... – Fiz uma pausa vendo os dois arregalarem os olhos.
– Você beijou... – Os dois incentivaram deixando algumas risadas escaparem.
–... Bem veados vocês dois, hein? – Gargalhei. Sieghart me deu um tapa na orelha.
– Para de enrolar caralho! – Jin resmungou. – Foi a loirinha né, safado! – Brincou.
– Na verdade... – Fiz outra pausa, resmungaram. – Eu beijei a Arme.
– Oh Shit! – Sieghart foi o primeiro a gritar.
– Caraleo mermão! – O ruivo fez uma careta.
– Zuo!
– Tô falando sério. – Comecei a rir sem querer, já que as reações deles estavam engraçadas.
– Ele tá mentindo Sie. – O ruivo me encarou desconfiado.
– Não, não... – Respirei fundo tentando não rir. – É sério. Sem zoera.
– O que ela falou? – Sieghart indagou curioso.
– O quê? – Questionei confuso.
– O que ela falou depois do beijo! – Bateu com a mão na testa.
~~
– Esquece. Eu vou embora. Esquece a aposta. Avisa a Mari que ela está liberada. Ela pode ficar com Sieghart, não vou cobrar a aposta.
~~
– A aposta. – Coloquei a mão no rosto me lembrando da confissão de Amy.
– Quê? – Os dois me encararam confusos.
– A aposta. – Repeti novamente me ligando só agora no que Amy havia falado.
– Que aposta cara? – O moreno me fitou sério.
– A sua. – Comentei.
– Lass...
– Mari apostou com Amy que não ficaria com você.
– Como é que é?
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Onemi School *
– Tô me preparando mentalmente já. – Arme fechou a cara após passarmos do portão da escola.
– Para de bobagem. Ninguém vai te encher o saco... – Dei alguns tapinhas em seu ombro.
– Eu vou! – Amy brincou dando uma risada. A rosada estava contente, mesmo depois de tudo que Azin havia aprontado com ela.
–... Tirando a Amy. – Sorri enquanto íamos em direção aos armários. Arme cruzou os braços.
– Engraçadinhas. – Resmungou enquanto abria a porta de seu armário. – Se eu escutar algo... – Arme começou.
– Eu não sabia que você era tão fácil assim nanica. – Lire provocou passando por nós. – Na verdade... – Se virou para Arme se fazendo de inocente. – Eu sabia sim. – E saiu gargalhando junto com Holy e Elesis.
–... Eu mato o Lass! – Completou jogando a bolsa de qualquer jeito no armário e o fechando com violência. – Vou acabar com a raça daquele veado. – E saiu às pressas pelo corredor.
– Arme! – Amy gritou. – Eu vou atrás dela. Você vem? – Me questionou rapidamente.
– Vou pegar umas coisas aqui, já encontro vocês. – Respondi. A rosada saiu correndo e gritando para Arme esperar. — Que droga Arme. – Eu torcia para que Lass não tivesse na escola ou que ela não conseguisse o achar a tempo. – Mas o que...– Mal abri o armário e o mesmo foi fechado com certa brutalidade.
– Qual é a sua garota? – Me assustei ao ver Sieghart na minha frente.
– Como assim?
– Não tá lembrada da aposta Marizinha? – Congelei. – Ou será que eu vou ter que te lembrar?
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