Zoera do Destino.
4 E o primeiro dia se encerra.
Notas iniciais
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– Vocês querem me dizer algo? – A diretora Ming, dona de belos olhos azuis, nos questionou.
– Olha... Querer a gente não quer... – Arme que se encontrava ao meu lado esquerdo, falou num tom despreocupado. – Mas antes de qualquer coisa, quem começou a bagunça toda foi aquele ruivo... – Apontou em direção do menino de cabelos avermelhados.
– Jin! – O dono dos olhos dourados se exaltou. – E não fui eu que comecei a confusão, mas sim essa doida! – Apontou em direção a Amy, que nesse momento dobrava as mangas da camiseta do uniforme e ia em direção ao ruivo, porém eu e Arme a seguramos.
– Chega!! – A diretora bateu as mãos na mesa impaciente. – Eu quero saber a historia. – Observou todos nós e por fim parou seu olhar na roxinha ao meu lado. – Arme!
– Eu!
– Você vai me contar tudo. – Mamãe cruzou os braços.
– Ehhh?! Por que eu? Tem mais cinco pessoas aqui, sabia? – Arme resmungou.
– Arme! – O grito que mamãe deu ecoou em meus ouvidos.
– Tá, tá. – Bufou. – Tudo começou quando eu falei para o Jin que ele era parecido com o Sasori, o queridinho da Amy – Amy olhando mortalmente para Arme. – ele chamou o Sasori de inútil, a Amy bateu nele, o albino me provocou, eu derramei refrigerante nele, o Sieghart provocou a Mari e ela deu um soco nele. – Arme resumiu toda a história. Mamãe, que estava na nossa frente, suspirou pesadamente.
– Viu! Nós somos as vitimas da história. – O ruivo se fez de inocente. Revirei os olhos.
– Quem começou a provocar? – Perguntei deixando um sorriso falso surgir em meus lábios.
–... Vocês terão uma punição... Talvez... Um mês sem aula de musica? O que acham? – Mei – Minha mãe – sorriu vitoriosa.
– Como é?! – Arme praticamente gritou ao meu lado.
– Nós temos aula de musica? – Sieghart perguntou num tom baixo.
– Talvez. – Olhei feio para a mulher a minha frente. – Isso só pode ser brincadeira. – Resmunguei balançando a cabeça.
– Tia, escolha qualquer outra punição, menos essa! – Amy pediu. Arregalei os olhos em direção a Mei, talvez isso não tenha sido uma boa ideia.
– Qualquer coisa? – Coçou o queixo de leve. Encarei Amy por um momento, ela sorriu nervosa. – Já sei! – Estralou os dedos sorrindo diabolicamente.
[...]
– Amy, eu te mato! – Arme gritou, colocando as luvas de plástico. – “Qualquer coisa” – Afinou a voz tentando imitar Amy.
– Era isso ou a aula de musica, sua guitarrista idiota. – Resmungou pegando o balde e a vassoura que a faxineira da escola havia entregado.
– Vocês reclamam demais. – Falei preguiçosamente. Amy deixou a vassoura cair no chão. Fiz uma cara de tedio, prevendo o ataque da rosada.
– Eu reclamo demais? Eu?! – Colocou as mãos na cintura, eu e Arme nos encaramos. – Nos só temos que limpar esse banheiro imundo. – Explicou como se fosse algo muito simples de fazer. – Mas parece que fazer isso é difícil para vocês!
– O que foi? – Amy nos questionou depois do nosso ataque de riso.
– Você limpando banheiro? Até parece. – Arme brincou e eu apenas assenti em resposta. Olhei Arme colocar um prendedor no nariz e prender os cabelos.
Amy colocou algum tipo de pano abaixo dos olhos cobrindo o nariz e a boca, depois amarrou o grande cabelo rosa em um coque.
Respirei fundo, ok, nem tão fundo porque o cheiro daquele banheiro estava horrível. Coloquei as luvas e prendi o cabelo.
[...]
Nós já havíamos limpado quase todo o banheiro só faltavam os vasos.
– Socorro! – Amy gritou saindo de uma das cabines.
– Que foi idiota? – Perguntei depois de me recuperar do susto.
– Tem um monstro lá dentro! – Apontou na mesma direção onde havia saído há poucos segundos.
– Monstro? – Arme entrou na cabine. – Monstro?! – Gritou enquanto saia de lá pulando. – Eu pensava que as meninas dessa escola fossem mais delicadas. – Gargalhamos.
– A Mari limpa! – A moranguinho propôs, neguei em resposta.
– Eu não, você que manja das limpezas!
– Chamou de faxineira. – Arme brincou. Amy correu em minha direção com a vassoura em mãos, eu não poderia correr, já que o eu estava segurando o balde com água, então escolhi sair pela porta que havia ali.
Maldita escolha.
♣
– Para de palhaçada cara, entrega o balde. – Eu estava discutindo com o ruivo há alguns minutos. Ele não queria entregar o balde com água, só para me irritar.
– Não. – Riu balançando a cabeça negativamente.
– Jin.
– Sieghart.
– Cara me entrega esse balde. – Eu contava mentalmente, para não soquear aquele molho de tomate.
– Não. – O ruivo sorriu. Fui até ele e puxei o balde de suas mãos rapidamente. Jin empurrou o recipiente contra minha cabeça. Fechei os olhos ao sentir a água molhar parte das minhas costas.
– Eita porra. – Uma voz feminina soou.
Virei-me com receio, Amy e Arme estavam na porta do banheiro feminino e Mari... Bem... Ela estava totalmente molhada na minha frente.
– Foi mal. – Me desculpei fechando os olhos esperando receber um soco ou qualquer coisa do tipo, porém a única coisa que eu senti foi um liquido gelado entrar em contado com o meu corpo.
– Estamos quites! – Ela largou o balde no chão e me encarou. Eu estava sem reação, eu esperava qualquer coisa, menos aquilo.
– Guerra de água! – O ruivo gritou tocando água nas meninas.
– Maldito, você vai ver só. – Amy pegou um balde atrás de si e atirou no ruivo.
[...]
– Filho?
– Mãe. – Toquei a mochila no sofá.
– O que aconteceu? – Analisou meu rosto. – Você brigou novamente Ercnard?
– Sieghart!
– Me responda!
– Não mãe. – Menti. – Apenas apanhei de uma menina. – Ela gargalhou, cocei a nuca.
– Uma menina Sieghart?
– Uma menina macabra mãe. – Ela gargalhou novamente.
– Me deixe adivinhar... Ela te molhou também?
– Como você sabe?
– Coisas de mãe. – Sorriu.
– Coisas de mãe... Coisas de bruxa, isso sim! – Recebi um tapa no braço como resposta.
– Posso saber o nome da minha nora ao menos?
– É Mari. – Ela gargalhou. – Espera! Não! Não foi isso o que...
– Eu não falei nada.
– Malandra você! – A abracei.
– Você esta molhado garoto!
– Eu te amo. – Beijei sua bochecha rapidamente e corri em direção as escadas.
– Volte aqui seu pivete. – Sorri.
Entrei dentro do meu quarto e retirei a camiseta do uniforme, ficando apenas com a calça. Joguei-me na cama, não ligando para o fato de eu estar molhado.
Fechei os olhos respirando fundo logo em seguida.
“Talvez esse ano seja melhor do que eu esperava.”
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