Z - We Are In The Band
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Metro.
-luu, olha ali, cornfake e cornfflacker... –roo apontou.
-qual era mesmo?
-deus, cornfake, como o danny pode se perder tão fácil! –isa bufou.
-é fácil pra você que sempre vem pra Londres... mas o metro daqui é complexo. –luu e rôo fizeram gestos e bocas pra tentar passar a mensagem.
-vamo cambada, encontrar o tal do tom. –bia empurrou as duas tontas.
Elas entraram no trem abarrotado para a tal cornfake.
-espero que o danny fique parado onde está...
-então deixa eu ver se entendi... vocês tem uma banda, sem nome, sem noção e sem dois integrantes? –o garoto chamado harry estava curioso.
-é, tipo, por ai... e a gravadora gostou do primeiro material que mandamos, mas eles querem uma banda inteira, e não uma capenga.
-por obra do destino, não seria um baterista que está faltando, seria?
-siim, e um baixista. A gravadora mandou uns caras ai, mas eu me perdi e nem encontrei!
-dude, isso é...
-mas o dom sempre zoa comigo, todo mundo zoa comigo... preciso de um abraço!
Cena: danny abraça harry (garoto da casa, hehe). Danny no mode on de crise existencial.
Harry olha pro maluco chapinhado (parecia chapinha) abusando sexualmente dele e, pior, dentro da sua própria casa.
-quer um copo de água?
-sim, valeu!
Harry correu pra cozinha, danny já estava hipnotizado pela tv. Pegou o copo d’água e parou pra respirar. Era isso. Não teve resposta das mais de três bandas de rock que tentou, alem das que fugiu. Mas esse maluco parecia o tipo de maluco com quem ele se daria bem.
Espiou a sala. Danny estava em cima do sofá e cantando enquanto via o clipe “Not now” do Blink 182.
Daria-se bem, ou talvez não. Mas era agora. Estava decidido.
Enquanto o ser pulador lambia sua guitarra imaginária, harry assumiu sua posição na bateria atrás do sofá (será que o maluco tinha reparado?).
Chegou a bateria, e ele seguiu. Beleza, tempo perfeito. Ele e Travis estavam em sincronia perfeita.
Porque ele estava ali? Nem importava mais! Ele estava tocando alucinadamente e não tinha mais nada alem da bateria.
A musica acabou e harry tocou a próxima “Always”. Quando terminou estava exausto, depois de blink, veio AC/DC e um improviso de puro barulho. Foi muito bom.
Ele finalmente parou e olhou pra pessoa no seu sofá. Ele estava encolhido e ele só o via dos olhos pra cima.
Silencio. Os dois ficaram se encarando, Danny com os olhos arregalados e harry sem fôlego.
Pensamentos do danny:
*Momento que harry foi pegar água: Quem micão! To na casa de um estranho que eu acabei de abraçar!
*momento que começou blink: adoro esse clipe!!!
*pulando no sofá: nanananananaaam!
*quando percebeu que a bateria estava com o som duplicado: que raios?
*após curtir mais um pouco a musica: nossa! Quero um som assim na minha casa! Pareciam dois Travis!
*musica acaba, começa rapper, blink continua: mas hein?
Danny desliga a tv. O Travis, onde? Olhou o lugar obvio, o gay que foi pegar água estava tocando uma bateria muito da hora.
*momento que danny percebe que o maluco tava possuído na bateria: MAMÃE DO CÉU E CRUS CREDO DE SÃO MATHEUS FOR MY FUCKING GOD BLOODY LORD E O ESCAMBAL A VINTE!
Danny foi abrindo a boca e se encolhendo no sofá. Aquilo era muito bom, do começo ao final, M-U-I-T-O B-O-M!
Harry ficou encarando Danny. Danny ficou encarando Harry.
O baterista pensava que talvez tivesse extrapolado. O sardento pensava em como fazer palavras saírem novamente pela sua boca.
-pois é, acho que...
-WOOOOOOOOOOOOOOOHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
Harry caiu no chão de susto.
-EU NÃO ACREDITO, O DOM VAI ME AMAR, EU ACHEI O TRAVIS SEGUNDO. TEM CABELO DE GAY, MAS QUEM LIGA! SALVE O...? qual seu nome mesmo?
-Harry Judd... será que...?
-SALVE SALVE HARRY JUDD!
-primeiro, que bom que gostou. Segundo, PARA DE GRITAR MALUCO VARRIDO!
-é a emoção...
-claro, falando em emoção... acha que pode me dar uma chance na suabanda.
-por mim, ta dentro, dude! Agora é falar com o Dom.
-então vamos atrás dele!
-que horas são? –danny olhou em volta quando saíram da casa.
-16h!
-OMG! O tempo passou assim tão rapidamente?
-do que você ta falando? Você chegou aqui umas 15h!
-15h? Sem duvida eu tava com fome!!
O tempo passa rápido, péssimo sinal.
Cornfake, 43.
Tom batucava na mesa. Desde que dougie tinha saído, vieram mais dois caras bateristas e um baixista falar com ele. Nenhum parecia realmente bom, todos pareciam egoístas e cheios de ideologias, bem encanados. Nada que tivesse a cara de algo que ele chamasse de banda.
Pensando bem, ele rezava que dougie fosse bom, porque, pelo jeito, se não fosse, ele forçaria o moleque a tocar bem. Ele parecia perfeito pra banda. Danny gostaria dele.
Falando em danny, aquele ser estava perdido e a pessoa misteriosa no telefone ainda não tinha aparecido. 12h (sim, voltamos no tempo!). Estava morrendo de fome.
Pediu comida e ficou de olho no metro logo em frente.
Como se fosse só pelo desejo de que algo bom acontecesse, quatro garotas totalmente atrapalhadas saíram pelas portas.
Seu telefone tocou.
-aloo? –uma voz feminina perguntou.
-hmm, alo!
Uma das meninas na frente do metro falava ao celular. Ela não era muito alta, tinha algo nela vagamente familiar. Do lado dela tinham duas loiras altas com cara de malvadas e uma baixinha com cabelos cacheados olhando pro nada sorrindo.
-Tom? Cadê você? Estamos na frente do metro!
-fala pra ele acenar! –tom viu umas das loiras falar com a do telefone ao mesmo tempo em que ouviu a voz ao fundo.
-acho que estou vendo vocês, venham pro café em frente.
Ao falar isso, a menina olhou pra frente e abriu um sorriso enorme. Ok, ele achou-a familiar? Sim, com o danny. Só sendo da mesma família pra abrir tal sorriso. Eles eram bem parecidos mesmo. Cabelo castanho claro e olhos azuis.
Ela atravessou a rua e foi na direção exata de tom. E passou.
-e ai, beleza, misterioso tom?
Um cara com o celular na mão e óculos escuros olhou estranho pra ela.
Aquela deveria ser uma Jones, disso Tom tinha certeza.
-err, oi!
Ela se virou pro loiro que acenava se divertindo.
-pois não! –ela sorriu. De perto ela tinha sardas. Jones, com certeza.
-prazer, Tom Fletcher. –ele se levantou.
O cara que ela achava que era Tom se mandou pra outra mesa. Talvez pela menina ter pego sua cabeça entre as mãos e o encarado, perguntando “ Você não é Thomas, han?” ou pelas outras meninas pulando pela rua e gritando “pega ele, pega!”.
-que mico, só faço merda! Prazer, Luísa Jones.
-sabia, você é parecida com seu irmão!
-HÁ! Disse que você era burra! – a loira sentada ao seu lado ria toda feliz, tinha os cabelos lisos e pose de modelo. –sou Isabela.
-olá.
-E eu sou Beatriz, Bia. –A outra loira, mas de cabelos enrolados e olhos bem claros, se apresentou. – e a mascote é a Roo.
-Isso ai, só eu to com fome? –a garota baixa era bem animada. Tinha cabelos castanhos, assim como os olhos, e era bem bochechuda.
Várias mãos se levantaram. Menos luu, embora seu estomago roncasse bem alto.
-mas meu irmão! Perdido, com fome, frio! E se ele chorar? E se o veio tarado pegou ele? Ele pode correr rápido, mas nunca se sabe o que tem por ai e...
-ahh, ele se vira. To com fome. –bia não pareceu nada comovida pelo discurso, embora roo abraçasse a amiga.
-não acho que vamos resolver muita coisa caindo de fome... melhor pedir algo! – Isa foi uma luz no fim do túnel.
-é, e temos que esperar o dougie.
-quem? –as quatro meninas perguntaram.
-ahh, um que trabalha aqui e que é baixista. Ele foi buscar o baixo pra fazer uma audiência pra banda.
-banda? – três meninas perguntaram. A quarta ficou triunfante.
-eu DISSE que tinha a ver com uma banda. Não sou totalmente lesada.
-continua sendo JONES o bastante pra mim! –Isa deu de ombros.
-o que quer dizer com isso? –luu se indignou. Não foi convincente.
-Ai, ai. N... –isa foi interrompida por um barulho ensurdecedor.
Era um baixo.
Fale com o autor