Yuiitsu No Kokoro
4 Nada além de esperanças...
Notas iniciais
Le~beijo na bunda favela.
Comam meus shortz E ESSA FRASE É DO BART SIMPSON!
Acordei sem entender o porquê que eu estava no quarto de hóspedes, será que é por que a Miku estava brava comigo? Não, se não eu teria dormido no sofá, eu odeio esse quarto, por alguma razão.
– Ah! — Exclamei ao me lembrar de tudo o que tinha acontecido, Meiko, Ritual, Oni, Morte, enfim tudo, que dor, não no meu corpo, mas sim em minha mente, será que eu realmente terei que matar todas aquelas pessoas?
– NÃO! O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO KAGAMINE LEN? Eu simplesmente não irei matar todos eles! — Ouvi batidas na porta, acho que falei um pouco alto de mais...
– Amor? Tudo bem com você? — Era Miku, lembrei-me imediatamente do que Meiko me contou, ela estaria realmente grávida? — Você pode abrir a porta para mim?
Levantei calmamente e fui até a porta, devagar, encostei meu ouvido nela.
– Miku?- Deu para ouvir o som de um “Hum” vindo de trás da porta — Você está grávida?
– L-Len... Co-como v-você des-descobriu? — Ela perguntava com um certo tom de medo e preocupação — S-Sim, eu estou...- Agora ela falava tristonha.
Minhas pernas ficaram bambas, acabei caindo e bati na porta com força, será que isso é realmente verdade? E desde quando ela estava grávida?
– LEN? — Miku gritava com força atrás da porta — Len? Por favor, abra a porta agora! — Levei a minha mão até a fechadura e a abri, Miku entrou correndo...
– Miku? Desde quando você está grávida? — Ela apenas me olhava com lágrimas nos olhos, essas lágrimas me irritam, me irritam muito...
– Três semanas — Ela falou olhando para baixo. Onde eu já senti esse sentimento? Ah, sim, esse é o sentimento de matança de antes. Será que eu estou realmente destinado a mata-la?
– Len, por favor, entenda, eu quero este bebê...
Fiquei paralisado, ela realmente o queria? A vontade começou a aumentar, não podia nem ficar mais olhando para a cara dela que eu simplesmente sentia raiva. O que eu faço agora?
– Você já foi ao médico? — Olhei para Miku ainda não acreditando no que estava acontecendo-
– MIKU, ME RESPONDA AGORA! — Ela me olhava assustada, acho que ela nunca me viu assim antes, tão nervoso...
– J-já — Ela respondeu rapidamente, sem nem olhar em meus olhos, senti a fúria me dominar. Por que ela não me contou ainda?
Eu estava confuso, não queria ficar perto dela de jeito nenhum, eu tinha duas opções, ou eu ficava e a matava ou eu ia embora e ela e meu filho sobreviviam, resolvi ir embora. Levantei e desci as escadas, deixando-a lá, sem entender, confusa e amedrontada.
A caminho da cozinha, peguei as chaves do carro e fui para a única pessoa que poderia me ajudar nessa situação, mas para isso, eu precisava saber onde ele estava o que seria uma tarefa um tanto difícil, mas eu tenho certeza que eu consigo.
Akaito, com certeza ele iria me ajudar a entender tudo isso, já que no primeiro dia que agente se conheceu ele disse que era um humano com coração de anjo, e acho que ele pode também me acolher em sua casa.
Dirigi horas, mas cheguei em sua “casa”, nem sei mais se ele mora ali, mas aquela era minha única pista, sai do carro e fui até a porta da casa, (é uma casa grande, mas caindo aos pedaços de velha) toquei a campainha e vi uma luz acender e ouvi passos.
– Ah, Len! Há quanto tempo! O que você faz por aqui? — Olhei para ele com cara de cachorro pidão, eu queria uma cama e água, e acho que ele entendeu na hora o que eu estava querendo
– Ah, certo, Meiko, ritual, morte, Miku, bebê, água, casa, cama, sono, né? – Olhei para ele com cara de quem não estava acreditando, cama e água até tudo bem, mas Meiko, bebê, Miku, ritual, morte? Como ele sabia disso tudo?
– S-Sim, como você sabe? — Ele riu, e deu um sorriso quase igual ao de Meiko, cheio de desprezo.
– Len, você lembra o que eu te falei no primeiro dia que nos conhecemos? — Apenas assenti
– Pois é eu estava falando bem sério. Eu e você somos “iguais”, a única diferença é que o meu coração se corrompeu há muito tempo e eu estou nos meus últimos momentos, afinal, eu nunca fiz o ritual ou virei um oni, mas em troca de várias vidas, a minha foi arruinada, minha esposa, filhos, amigos, todos foram mortos por mim, e foram para o inferno – Ele disse com uma cara séria, com um tom amedrontador na voz, com um toque de remorso, culpa e tristeza.
Entrei na casa sem saber o que dizer. Claro que quando ele disse que tinha o coração de um anjo, eu não entendi... Eu achei que ele estava ficando louco e Akaito tinha sumido... A família dele havia morrido... Alguns amigos também e ele simplesmente sumiu. E eu não entendi, mas agora entendo perfeitamente... Ele fugiu, para não machucar mais ninguém...
O problema era que perto da casa dele... Havia uma igreja... Não, não deveria ser...
– Ei Len... Você fez não foi?... Digo... O Pacto? ...
– F-fiz... – Abaixei a cabeça, lembrar daquilo fazia-me sentir sujo, imundo... Era horrível...
– Eu não vou dizer que esta certo, nem errado... Mas pense bem no que vai fazer... Eles podem estar te enganando...
– Como assim?
– Eu não entendi... Matar inúmeras pessoas, ou come-las... – Akaito estremeceu
– Isso não te torna mais impuro? – Ele perguntou... – No final das contas são demônios... Não da pra confiar neles... – Assenti ainda confuso, depois de um tempo fui para um quarto que Akaito disse que eu poderia ficar. Joguei-me na cama e fiquei olhando para o teto...
Eu deveria desconfiar de Meiko... Muito mais do que já desconfiava...
O meu celular começou a tocar e ao ver de quem era o nome, aquela raiva só fez aumentar ainda mais. Era Miku, e ela parecia insistente, não parava de ligar. Com raiva eu atendi, ela me bombardeava de perguntas...
Praticamente discuti com ela pelo telefone até que com raiva desliguei... Encostei-me na parede do quarto e deslizei até cair no chão... Estava ofegando muito, apesar de não ter corrido ou algo do tipo, minha visão voltava a ficar embaçada...
E meu peito doí de uma forma insuportável... Era bem pior do que as primeiras vezes...
Eu sentia meu rosto quente, fervendo... Então, eu deixei de sentir tudo, eu já não via mais nada... Eu havia desmaiado
O problema era que eu sentia meu corpo se mover como um zumbi, passos lentos e desastrados, eu não entendia o que estava acontecendo nem queria saber, mas eu sentia quando alguma parte de meu corpo encostava em algum lugar, então eu ouvi os gritos e foi o que bastou para esquecer de todo o resto...
Acordei... Abri meus olhos, estava tudo negro e a única coisa que iluminava aquele grande lugar era a luz da lua que não era muito útil, a única coisa que ela iluminava era um tenebroso corredor meio avermelhado...
Vermelho? A casa do Akaito não tinha corredores vermelhos...
Levantei-me com uma agilidade que desconhecia e fui tateando as paredes atrás de alguma saída. O lugar era enorme e bem decorado... Com certeza não era a casa de Akaito, havia inúmeras salas que eu não tive curiosidade alguma de entrar, então... Finalmente eu encontrei o grande portão que levava a saída...
A única coisa que não notei no momento foi o sangue pingando do alto da igreja...
Correr... Correr... Isso era a única coisa que vinha em minha mente naquele momento, mas por que eu estava correndo, onde eu estava? Onde está Akaito? Lembrei-me vagamente pequenas cenas, lá estava eu, olhando para os lados, nada do Akaito, senti alguém falar “Céu”, imediatamente olhei para o mesmo e tenho uma visão extremamente perturbadora, caio no chão, sem acreditar, Akaito estava, de alguma forma, espetado no telhado daquela belíssima igreja, que agora estava suja de sangue e corpos...
Então era por isso que eu estava correndo, mas, para onde eu estava indo? Eu não podia voltar para a minha casa, Miku estava lá, e eu estava começando a ficar descontrolado, e eu realmente não quero machuca-la, ou será que quero? Afinal, eu sempre tenho aquele impulso...
Não! Ela está carregando um filho meu! Eu não posso mata-los, eu tenho que fugir, recomeçar, de alguma forma uma outra vida, eu não posso ficar assim... Onde eu deixei o meu carro?
Espera, eu tenho carro? Sim! Acho que as minhas memórias estão começando a ficar ruins...
De alguma forma, lembrei-me onde estacionei o carro, dei a partida e pisei no acelerador, nesse momento, eu tinha que ir para qualquer lugar, eu apenas não podia ficar naquele lugar, ou se não eu poderia correr o risco de acabar com toda a pureza daquela igreja, quero dizer, mais do que eu já acabei...
Há quanto tempo eu estou dirigindo? Acho que eu não como a pelo menos três dias... Pelo menos eu tinha uma garrafa d'água no carro... Pelo menos eu sei o que eu estou a procurar agora, eu finalmente me decidi, eu recomeçarei uma nova vida, ainda com o mesmo nome, mas agora, eu serei definitivamente, um novo Len Kagamine. Estou à procura de uma cidade, um vilarejo, alguma coisae eu tenho a absoluta certeza de que um dia eu ainda vou encontrar aquela garota de cabelos loiros, Rin, uma mulher tão bela que a imagem dela nunca será apagada de minha memória...
Acabei por me perder totalmente em meus pensamentos, quando notei, eu estava finalmente uma cidade! Que alegria! O primeiro posto de gasolina que eu avistara, já coloquei uma quantidade bem grande de combustível, logo, estacionei meu carro na calçada e fui andando pela rua, procurando uma casa temporária, encontrei uma, na qual o aluguel era incrivelmente barato e a casa era média, todos os móveis, apesar da rua não ser muito “acolhedora” e ter ocorrido uma morte nela.
– Você pode me dizer quando eu poderei me mudar para essa casa? — Perguntei com um sorriso estampado no rosto, que mesmo eu não consigo julgar se ele era falso, pois atrás dele eu estava a esconder uma tristeza e solidão imensa, ou se ele era feliz, pois eu estava encontrando um “lar”.
– Hoje mesmo meu senhor — O homem falou olhando com um olhar desprezível para a minha cara, mesmo eu não entendendo o porquê, apenas assenti e fui buscar meu carro.
Casa... Há quanto tempo eu não tive uma? Deitei na minha cama, e comecei a refletir sobre tudo o que me acontecera recentemente, eu tive um coração de anjo transplantado, uma ‘demônia’ estava a me perseguir, a Miku estava grávida, eu fiz um pacto com a Meiko, tenho apenas duas opções, ou eu me transformo em oni, ou eu mato 10.000 pessoas, acabei de “fugir” de casa, matei várias pessoas...
Pensando agora, onde estará Meiko? Já faz um certo tempo que eu não a vejo, mas quanto mais ela demorar, melhor para mim, eu acho... Perdido em meus pensamentos, acabei por dormir rapidamente, sem jantar nem beber água adequadamente.
Acordei com o som de uma menina gritando, apesar dela estar gritando, a voz dela era extremamente aveludada, aconchegante, resumindo, era linda, eu podia jurar que eu já a escutara antes...
Deixei isso de lado e fui até a cozinha, afinal, eu já não comia fazia dias, e não havia bebido água adequadamente, olhei para a geladeira que no momento, estava vazia, sem nem alguma coisa estragada para comer. Fui para o quarto, troquei de roupa, peguei o carro e fui até o supermercado.
Após colocar no carrinho tudo o que queria, avistei uma menina extremamente linda, de cabelos loiros indo até os ombros, ela sorria enquanto estava fazendo compras, a voz, carregada de tanto peso, mas ainda assim, tão doce, simpática, uma voz familiar, o rosto, o corpo, tudo, tão... Familiar, onde será que eu já visitará aquela garota tão doce?
Ouvi algumas pessoas atrás de mim reclamando, olhei para frente e notei que a fila havia andado e que já era minha vez.
Voltei para aquela casa, joguei-me na cama sem me dar ao trabalho de comer. Não queria comer, não queria fazer nada. A dor voltava pior como antes. Sempre piorando.
Eu já não tinha esperanças para nada. Em algum momento em que somente fitava o teto devo ter adormecido...
Notas finais
K-Rin: Ela é feia o bastante para lhe assustar a noite.
#levavoadora
Ta bom. Essa foi brincadeira. E esse é o ultimo capitulo (NÃO DA FIC) no PV do Len. No próximo já começamos a falar da vida da Rin. Tirem suas propiás conclusões.
No final a Gi não ajudou em porra nenhuma a com minha preguiça.
Le~beijo na bunda moçada =*
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