Yuiitsu No Kokoro
5 Vida de merda
Notas iniciais
não me matem, matem a Rin u.u
ou eu chamo meu advogado e.e
K-Rin: MANOLADA! NÃO É PRA ME CHAMAR DE RIN OU EU VOU ARRANCAR OS FIOS DE CABELO DE CADA UM COM UMA PINÇA E CERA QUENTE =D
Depois eu explico por que não pode, poupe-me as perguntas bestas... =D
A menina andava com algumas sacolas. Nelas continham alguns remédios e na outra, laranjas.
Já que não podia beber, decidiu viciar-se nas frutas, então a laranja virou sua favorita.
Akemi Rin andava com passos desastrados e preguiçosos. Tinha cabelos loiros que passavam de seus ombros, estavam presos num pequeno rabo de cavalo em um laço branco. Olhos lindamente dourados e um corpo que apesar de ser bem desenvolvido não era notado por causa das roupas largas...
Ela falava no telefone com uma voz bastante conhecida. Sua mãe insistia em ligar-lhe todo hora, todo segundo.
– Não mãe eu não estou bebendo! – Suspirou
Sua mãe era assim... Preocupava-se com a filha de quase vinte anos...
Preocupou-se com a Rin que era péssima na escola.
Preocupou-se com a Rin que não parava de beber e foi presa inúmeras vezes.
Preocupou-se quando Rin começou a tirar boas notas na escola e era comportada.
Preocupou-se com a Rin que não tinha amigos.
Preocupou-se com a Rin que começou a fumar.
Preocupou-se com a Rin que entrou na faculdade.
Preocupou-se com a Rin que não ligava para a faculdade e parou de fumar.
Preocupou-se com a Rin que nunca teve um namorado.
E agora... Preocupava-se com a Rin que precisava de um coração.
A menina precisava urgentemente de um transplante. Tinha medo que sua filha perdesse as esperanças e começasse a se alto-destruir. Há pouco tempo haviam perdido o pai e agora... Era só o que faltava também perder a filha.
Rin suspirou depois de desligar.
Será que um momento as pessoas vão poder dizer: “Ela esta bem... Não precisa se preocupar”?
Se bem que quando você se droga aos quatorze anos não é como se seus pais fossem confiar em você...
Enquanto andava alguém esbarrou na mesma. Ela só pode ver alguns fios loiros.
As compras foram para bem longe de seu corpo. Rin levantou um pouco fraca limpando sua blusa.
– VEM CÁ SUA IMBECIL! VOCÊ É CEGA?! – Gritou Rin com toda sua ignorância para a mulher ainda caída.
– Desculpe, eu vinha correndo, não lhe vi... Desculpe – E se levantou, como forma de pedir desculpas a loira menor, a mulher recolheu as compras da mesma bem rápido e as devolveu.
– Aqui está, desculpe – Rin pode ver que a mulher tinha cabelos loiros e longos que iam até a cintura e olhos azuis.
– Se desculpas valessem não precisaríamos de policiais – E tomou as compras da mão da maior.
– Interessante sua linha de pensamento. Chamo-me Lily... Quer ajuda? Você esta cheia de sacolas. – Além das frutas e remédios, Rin também estavam com inúmeras sacolas com roupas.
– Vem cá, você quer me estuprar por acaso? – Perguntou desconfiada. Lily começou a rir.
– Não, não, eu não gosto de mulheres... – Falava ainda entre risos.
– Ok então – E jogou algumas sacolas para Lily. As duas caminharam até a casa de Rin. Pequena e bastante simples.
– O que é aquilo? – Perguntou Lily, ao ver uma coisa que parecia ser um extintor de incêndio verde... Certamente não sabia o que era aquilo.
– É meu extintor de incêndio verde... É mais bonito – Respondeu irônica.
– Ah serio?... Pensei que fosse oxigênio... – Bufou revirando os olhos. Estava escrito no mesmo “oxigênio”
– Ah, você sabe ler?
– Sei sim, por quê? Você ainda esta no maternal? – Pisando forte Rin foi para a cozinha, mostrando que a Lily havia vencido a discursão.
– Por que precisa de oxigênio?...
– Por causa do meu coração ok?! Eu preciso de um transplante! E eu juro que se você me olhar com pena eu arranco seus olhos! – Falou brava. A única coisa que precisava eram pessoas com pena dela... Lily sentia-se mal por deixa-la assim...
– Tem algo que eu possa fazer?
– Você tem um coração pra me dar?! Senão... Sua ajuda será inútil... – Lily riu um pouco. Rin ficou sem entender... Logo começara a ofegar, a dor no seu peito era insuportável... Parecia que o estavam rasgando. Lily foi até a mesma, tentando ajuda-la de alguma forma. Até a dor começar a desaparecer aos poucos, mas ainda doía, era incomodo, Rin disfarçava, tinha aprendido a disfarçar aquela dor.
Lily suspirou aliviada.
– Isso aqui... – Ela notou que Rin estava com um colar. Sendo o pingente um rosário.
– É muito precioso sabia?
– C-como? – Perguntou vacilando um pouco.
– Rosários... Eles tem o poder de absorver qualquer poder ruim que estiver na pessoa que o usa... Mas precisa ser ativado por algo.
– Como um anjo? – Perguntou irônica
– Sim, um anjo pode ativa-lo.
– Me poupe! Eu não acredito nessas baboseiras...
– Não acredita em Deus?
– Claro que não! – Rin falou com raiva. – Por acaso você acredita?
– Claro que sim. Devo a ele minha vida.
– Então quando você morrer, pergunta lá pra Deus, por que diabos ele matou o meu pai! Depois pergunta por que ele me deu uma merda de coração defeituoso!
– Talvez Ele tenha algo melhor para você...
– Um caixão por exemplo?!
– Não... Ele pode querer mudar sua vida... Coisas boas acontecerão...
– Ok então. Diz pra Ele que estou esperando... – Rin falou enfiando as frutas dentro da geladeira.
– Eu direi... – Lily sussurrou com um sorriso travesso.
Rin fechou a porta da geladeira e suspirou. Pronto, finalmente poderia descansar...
Ao virar-se Lily não estava mais lá. Não estava mais em canto nenhum. Será que estava alucinando por causa das drogas?... Não... Já tinha largado a maconha e seus primos há anos... Então... O que foi aquilo?
Cansada demais para pensar jogou-se na cama e dormiu no mesmo segundo.
No dia seguinte ligaram para Rin, era do hospital. Conseguiram um coração para ela.
Rin ficou surpresa. Havia muitas pessoas na frente, ainda havia uma garota lá com cara de puta que tinha o corpo e peso iguais aos de Rin, então ela receberia o coração que se adequasse a Rin. Ela mesma havia perguntado ao seu medico.
Mas eles falaram que de jeito estranho o coração adequava-se somente a Rin. Que ele nem era adequado para seu antigo portador. Rin sorriu. Tinha pena do fulaninho que morreu. Mas ela finalmente poderia voltar para casa. Para o campo que tanto amava.
Sua mãe não a deixou voltar... Queria que sua filha tivesse a melhor assistência da cidade grande.
Passou os dias... Chegou o da cirurgia. Foi acordando e logo sentiu as mudanças. Respirava com mais facilidade. Gemeu um pouco ao ver que estava cheia de coisas pregadas em seu corpo. Ela podia ver seus batimentos...
Eram de 300 pra cima.
– “Isso só pode estar errado” – Pensou cutucando a telinha. Aos poucos os batimentos foram diminuindo até se normalizar. Pronto, era só o que faltava. A merda estava quebrada.
– O que eu faço? – Perguntou a enfermeira – Mando umas flores com cartão “Obrigado pelo coração”? – Ironizou
– Só não acabe com este coração também – A enfermeira disse com um suspiro ao ver o histórico da garota. Logo a enfermeira saiu da sala. Odiava aquilo, precisar que alguém morresse para ela poder viver.
Vida de merda...
Deitou-se com um suspiro. Então a dor voltou com tudo. Rasgava seu peito e deixava-o vermelho. Teve vontade de gritar, chamar alguém, mas a voz não saia.
Então ao abrir os olhos... Estava numa sala branca e na maca estava Lily... Dava para ver que estava morta, mas... Parecia estar dormindo... Seu rosto estava tão calmo...
– LILY! – Gritou, mas sentiu então como se estivesse sendo puxada e voltou para seu quarto no hospital. Caída naquele chão.
Passaram-se vários dias. Rin sabia, tinha certeza absoluta que tinha alguma coisa errada com aquele coração. Era sempre da mesma forma. Sentia um dor horrível e quando abria os olhos, estava em algum ponto aleatório. Outra vez, teve que andar a pé até sua casa por que o coração havia lhe levado até o outro lado da cidade.
Pior que acontecera algumas vezes enquanto tomava banho...
– Tem algo de errado com este coração! – Insistia Rin indo pela quarta vez ao hospital.
– Rin, quantas vezes tenho que repetir que você esta bem. – Respondeu o medico enquanto examinava um paciente sem ligar para o que a moça dizia.
– Me dê outro coração!
– Desculpe, mas não temos coração disponíveis todo momento para você.
– Me da o daquele velho – Rin apontou para um homem bastante doente – Ele já vai morrer mesmo! – O homem ficou com uma cara de apavorado ao ouvir o que ela disse.
– Rin, por favor, não assuste os paciente.
– ENTÃO ME INTERNE!
– Aqui só ficam pessoas doente. Internados somente os doentes. Você esáa bem. Está saudável. Está respondendo ao tratamento com tanta facilidade. Durante essas primeiras semanas, os transplantados mal podiam se mover. Vá pra casa ok?
– Ok – Rin suspirou vencida.
Passou-se os dias. Já havia comprado às passagens e finalmente voltaria para o campo, onde queria ficar bebendo até morrer em algum coma alcoólico. Bom esse era seu plano... Mas vendo que sua mãe lhe espancaria decidiu morrer velha como qualquer pessoa comum.
Argh, não queria envelhecer. De forma alguma. Não queria ver seu rosto e corpo todos caídos. A ideia de ficar velha lhe assustava.
Entrou na casa vazia e sem vida. Suspirou novamente, uma grande explosão pode ser ouvida.
E ao abrir os olhos, entre a poeira e alguns pedaços da casa... Estava uma menina de cabelos verdes e vestes brancas...
O que fez Rin ficar paralisada foram as asas brancas nas costas da garota...
Notas finais
A Gi não ta aqui em baixo por que...... Ela foi jantar e me deu a 'honra' de escrever toda essa porra sozinha. Olha, eu só to atualizando essa fic por que o capitulo ja tava pronto. Eu to malzona, doente pra caralho, não aguento nem ficar em pé. Então até que a doença decida atacar outro imbecil eu não vou atualizar minhas fics... Me desculpem...
Bem é isso, quem manda review merece um beijo babado de linguá =D
Quem não manda review, eu vou ai enfiar um cabo de vassoura no seu.....................................Boné...
Mandem review.
le~beijo na bunda =*
Fale com o autor