Poças e mais poças de água preenchiam as calçadas e ruas da cidade, a tempestade da noite passada havia sido uma surpresa meteorológica, relâmpagos, trovões, ninguém esperava por aquilo

A cidade tinha que continuar movendo suas engrenagens, as lojas teriam de abrir, faça chuva ou faça sol, mais uma vez os holofotes teriam de ser desligados. A brisa refrescante não era muito amigável, mas nada que roupas de frio não fossem resolver

Mas a fria atmosfera demoraria passar

. . .


Embaixo da forte chuva, uma figura esperava na cobertura de um dos grandes arranha céus de Neo Domino, olhndo para as ruas abaixo, pequenas como se houvessem vindo de uma maquete, com muitos pensamentos em sua cabeça.

? — (Quase como se pudesse reconhecer cada objeto, cada prédio, cada luz desse lugar, mas ainda sim incapaz de lembrar o por quê, sei que estou aqui, o que devo fazer, mas aos poucos me questiono o que realmente sei)

Sua silhueta era iluminada pelos relâmpagos distantes, sua sombra projetada levemente no chão abaixo de si

? — (O que levaria uma criatura a cometer um ato tão vil quanto aquele que viemos impedir, especialmente em um local como esse…talvez não descubra a resposta para essa pergunta, mas estou aqui para impedir que ela se torne uma verdade. Assim que der seu primeiro sinal, usarei tudo que posso para te localizar, e quando localizar, tenho alguns questionamentos a fazer.) — Seus olhos observavam as gotas cair, uma chuva tão forte que pareciam até mesmo cair em câmera lenta — Não permitiremos que o evento zero ocorra novamente, independente de qual seja o sacrifício.

Um relâmpago caiu próximo ao prédio em que estava, atingindo seu pára raio, e junto do seu flash de luz, desaparecia a misteriosa figura em meio a melancólica chuva.

. . .

Faça chuva ou faça sol, a engrenagem precisa continuar girando

Em meio ao aguaceiro, May levantou cedo, o barulho da chuva batendo contra o telhado da oficina era mais alto que qualquer alarme.

Acendeu as luzes internas, olhou pela janela e viu a chuva, um dos maiores temporais que havia caído na cidade naquele ano, não era bom abrir as portas ainda, ficaria muito fácil para a água adentrar ali.

Foi até o fogão e pôs alguns copos de água para esquentar, tirava de um dos armários o pote onde guardava o pó do café e deixava sobre a bancada, aquele era seu combustível para começar o dia.

Com a caneca em mãos, cheia de café quente, foi até os fundos da oficina, destrancando a porta que dava acesso ao local

May — Parece que vamos ser só eu e você por mais um bom tempo, motor.

Colocou a caneca de café em cima de um banquinho, sentou-se no chão ao lado do motor e abriu sua caixa de ferramentas

May — Só mais alguns ajustes e você vai estar prontinho pra rodar, mais rápido que nunca. — Pegou uma chave multiuso e começou a desparafusar o motor, abrindo ela pelo que poderia ser a sétima vez na semana

Não precisava de rádio, ou de fones de ouvido, o estalar dos parafusos era sua sinfonia e o funcionamento do motor a sua orquestra

Mas um pensamento breve voltou a passear na sua cabeça, quase que por pura coincidência

May — Me pergunto se aqueles dois acharam mais alguma coisa daquele duelante…ou era duelista? Essa coisa de nomes não é comigo — Foi conversando sozinho, enquanto removia mais parafusos — Aquela moto que ele tinha, será que aquilo realmente existe? Rápida, aerodinâmica, o único pecado e ser tão silenciosa…talvez seja elétrica.

Retirou a tampa de cobertura, dando acesso aos pistões

May — Mas se fosse uma moto elétrica, precisaria de balanços para equilibrar o peso das baterias, seria uma moto muito pesada para ser guiada tão rapidamente, a não ser que o chassi fosse de fibra de carbono ou alguma outra liga ainda mais leve…o que significa que os pneus teriam de ser semi-pista, adaptados para alta velocidade, só podendo ser pilotada em asfalto regular e de uso extremamente curto. — Deixou a chave multiuso de lado e pegou a caneca de café, tomando um gole — Isso tem cara de projeto do governo, mas seja lá quem construiu fez um excelente trabalho…mas acho que eu conseguiria fazer melhor.

Comentou e riu consigo mesmo, da sua pouca modéstia.

May — Um motor a combustão de pelo menos seiscentas cilindradas, ajustes na e.c.u e no chip de performance para retirar mais alguns cavalos, chassi de fibra de vidro feito à mão, um conjunto de pneus grossos com rodas de liga leve…e uma suspensão rígida, se for pra correr em rodovias…quem sabe eu não faça algo assim algum dia, mas agora minha prioridade é reviver essa D-Wheel.

Largou novamente a caneca, pegou a chave multiuso e foi realizar mais manutenções.

. . .

A chuva cessou pela manhã, por volta das seis horas da manhã, as poças de água continuavam nas ruas, para quem quisesse se aventurar ou molhar um transeunte qualquer, mas era hora de abrir a loja e começar os negócios.

May foi até os portões da frente e os levantou com seu controle de garagem, finalmente os raios de sol podiam entrar nas baias e na recepção, adaptada para caber ali

Ser mecânico era um trabalho árduo, mas de muita satisfação, ainda que soubesse que a tecnologia não para de avançar e que em algumas décadas poderia ficar obsoleto, seguia com paixão seu coração, prestando o melhor serviço.

Há quem pudesse considerá-lo um mago das engrenagens, fazendo quase um trabalho mágico de restauração e reparo nos veículos que mexia.

Inclusive, não era o único setor em que era perito, mas este assunto será pertinente em outro momento, agora é hora de atender seu primeiro cliente do dia…

Que não é bem um cliente

May — Cayel? O que faz aqui? — Perguntou o mecânico, surpreso por ver o garoto assim que as portas se abriram

Cayel — Eai May, vim te trazer uma coisinha — Disse ele, com sua mochila nas costas

May — Uma coisa? A essa hora? — Questionou, um pouco confuso.

Cayel — É que eu não vou ter tempo de passar aqui depois.

May — Não podia trazer outro dia?

Cayel — Até podia, mas é bem provável que fosse esquecer

A sinceridade na fala indicava que aquilo não se tratava de uma piada

May — Bem…fazer o que, mas aqui, a quanto tempo você está parado aí na porta da oficina?

Cayel — Hum…acho que uns quinze minutos.

May — Você podia ter batido na porta…enfim, entra aí, deve querer descansar um pouco as pernas depois de ficar tanto tempo em pé — May foi entrando para a oficina, indo até o sofá da recepção

Cayel — E como — Ele foi logo atrás, sentando no sofá e deixando a mochila de lado.

May — Então, o que você veio trazer?

Cayel — Isso aqui — Cayel abriu a mochila, tirando de dentro dela uma caixa — Comprei outro dia, dá uma olhada.

May — Tá bom, passa pra cá — Ele pegou a caixa na mão de Cayel e abriu, tirando a figura de dentro de sua proteção — É um boneco?

Cayel — É uma miniatura, Speed Warrior, é um monstro de Duels Monsters.

May — Caramba, olha só essa coisinha, é bem feita — Ele foi observando a figura e seus detalhes

Cayel — Como aqui é a oficina e você mexe nas Duel runners, pensei em deixar ele aqui com você, afinal tem tudo haver, ele até tem rodas nos pés.

May — Não precisava, sério, vou deixar esse carinha na estante, pra todo mundo que entrar conseguir ver.

Cayel — Relaxa, é um presente — Cayel fechou a mochila, virando-se para May — Ainda continua trabalhando naquela Duel Runner de primeira geração? Falta muito pra ela ficar pronta?

May — Você está ansioso pra dar uma volta nela, não está?

Cayel — Mais que ansioso, isso é tipo um sonhos e tornando realidade

May — Dá pra perceber — Ele riu — Você tá mesmo focado nessa coisa de virar duelista.

Cayel — É meu sonho, já consigo me imaginar lá em cima, correndo nos estádios, invocando meus monstros…cara só de pensar fico todo arrepiado! — Ele realmente estava animado.

May — É bom ter um sonho assim, nos guiam para nossos objetivos na vida.

Cayel — Seu sonho era ser mecânico?

May — Mais ou menos, foi um sonho que eu não sonhei, digamos assim.

Cayel — No sentido de não ser o que queria…ou…tem outro sentido? — Perguntou ele, interessado.

May — Descobri essa paixão por acidente, sabe, antes de ser mecânico eu era piloto, tinha proeza com carros mas meu forte eram motos, corri diversos campeonatos, ganhei até alguns prêmios, mas um dia decidi reduzir a marcha e parar.

Cayel — Porque? Parece tão sensacional, você pilotava contra o vento.

May — Eu fui percebendo conforme trocava de equipes que não era da velocidade que eu gostava, mas sim das motos, dirigindo em alta velocidade em meio a tantos outros mal dava para escutar o meu próprio barulho, mas quando estacionava na garagem e escutava o motor funcionando, eu parecia hipnotizado.

Cayel — Então é por isso que você gosta tanto de motos e motores…faz bastante sentido.

May — Sai dos campeonatos, comprei uma casa no subúrbio e abri essa oficina, e pra ser sincero, estou bem feliz — Ele olhou para o teto, contemplando o que tinha — Talvez você também passe por isso, a juventude é cheia de surpresas.

Cayel — Acho difícil, mas se acontecer não vejo problema algum, minhas cartas para mim são como seus motores para você, jogar esse jogo, pensar nas minhas jogadas, enfrentar adversários cada vez mais fortes…só que mais que isso, eu quero fazer tudo que já faço, mas no alcance do horizonte.

May — Escrever seu nome no vento, foi isso que disse que queria fazer, não é?

Cayel — Sim, chegar no topo do mundo se puder, voar ao lado dos meus Blackwings, com o vento contra o rosto, sem limite nenhum, livre.

May — Isso soa bem poético.

Cayel — Realmente — Ele riu um pouco — Mas é assim que me sinto, e sei que tenho o necessário pra correr atrás desse sonho…mas…

Cayel deu uma breve pausa em sua fala

May — Mas?

Cayel — Eu sei lá no fundo que seguindo esse sonho, vou acabar me distanciando dos meus amigos…e isso me traz um monte de dúvidas.

May — Fala daquele rapaz que veio aqui com você?

Cayel — Não só ele, tem a Susie também…somos amigos de infância, sabe?

May — Entendo perfeitamente.

Cayel — Por mais que queira entrar de cabeça nisso, não quero ficar longe deles, mas uma coisa não combina com a outra. Eles tem os sonhos deles, bem diferentes dos meus

O ânimo na voz se dissipou, conforme o assunto foi ficando mais pessoal

May — Vocês nunca deixarão de ser amigos, amizades de infância duram uma vida inteira, acredite em mim.

Cayel — Não falo por isso, é que…caramba que coisa complicada de explicar… — Ele pensou por alguns momentos — Tenho medo de perder essa relação, vamos ficar mais velhos, mudar bastante. É provável que não nos daremos tão bem como hoje.

May — Cayel, sabe que está pensando muito nisso, não é?

Cayel — Sei, mas não consigo deixar de pensar.

May — Isso é natural, todo mundo muda, mas ninguém muda completamente desse jeito, lá no fundo continuamos as mesmas pessoas.

Cayel — Você acha?

May — E como, eu ainda tenho o mesmo jeito de moleque animado que tinha quando era adolescente, do mesmo jeito que também tenho a seriedade que tinha quando era piloto, as coisas não se substituem, elas somam.

Cayel — Elas se somam…faz bastante sentido.

May — Do mesmo jeito que você sempre vai ter esse seu jeito dentro de você, eles vão ter o jeito deles, então não precisa se preocupar em perder essa relação, ela nunca vai pra lugar algum, só vai esperar a hora certa de voltar.

Essa era uma conversa bem importante, que ambos estavam tendo de maneira completamente casual, para May não era surpresa, não conhecia completamente Cayel, mas sabia o que estava passando, já tinha passado pelo mesmo na sua época.

Se Isac ou Susie estivessem ali, talvez estivessem bem mais surpresos, bem provavelmente.

Mas ainda chegaria a hora de se despedir, fosse mais cedo ou mais tarde.

May — Siga o que seu coração achar correto, desse jeito não terá erro.

Cayel — Seguir o coração? Nisso eu sou especialista, até por isso a Susie vive me dando sermão por não pensar muito — Disse, sorridente.

May — Relaxa, isso tudo faz parte da adolescência, mas aqui, você não vai se atrasar para a escola não?

Cayel olhou para o relógio, já eram seis e meia.

Cayel — CARAMBA A ESCOLA, HOJE É DIA DE EXAME! — Disse surpreso, pegando sua mochila e se levantando do sofá — DESCULPA SAIR CORRENDO, MUITO OBRIGADO MAY, APROVEITE A MINIATURA, A GENTE SE VÊ… — Saiu correndo num átimo, sua voz ficando cada vez mais distante, até por isso gritava para que May pudesse ouvi-los, acenando enquanto olhava para trás.

May — Se cuida amiguinho, volte sempre! — May acenou de volta para Cayel, logo depois foi até o sofá, ao lado da miniatura que acabava de ganhar.

May — E mesmo que mudem, sempre teremos dentro de nós todas aquelas lembranças agridoces dos bons momentos — Ele pegou a miniatura, indo colocar ela na estante onde havia dito, por fim olhando a paisagem molhada na frente do seu portão de garagem.

. . ..

Passaram-se as horas e o dia finalmente amanheceu de vez, os pássaros piavam e as ruas estavam cheias de movimento, hora de acordar pra vida…ou para o trabalho…quem sabe pra escola…acho que já passamos por isso, não?

Enfim

Hoje é o dia dos exames de duelo que os alunos do colégio tanto esperavam, dia de verem os frutos de seus esforços, de provarem que melhoraram, e de derrotarem seus rivais.

Podia ser algo mínimo, apenas uma prova, mas era um pequeno gosto do que eram as grandes ligas, do que era uma academia de duelos, então todos entraram no espírito.

Na porta da escola, grupos de alunos se encontravam conversando, alguns preparando seus baralhos enquanto outros apenas verificavam suas cartas uma última vez, como era o caso de Cayel e Isac, enquanto esperavam por Susie.

Isac — É, acho que agora isso deve funcionar — Ele disse, olhando para uma combinação de monstros que tinha na sua frente

Cayel — Se fizer aquela jogada que falamos ontem, você vai ganhar uma vantagem enorme

Isac — Se eu tiver condições, vou fazer, mas e você? Está preparado pra hoje?

Cayel — Tá brincando? Eu nasci preparado pra duelar, meu instinto está mais ávido do que nunca!

Isac — Se você diz, então está bom

Cayel — Estou falando sério, ontem sonhei que duelava comigo mesmo, consegui bolar uma nova estratégia que nunca tinha pensado antes

Isac — E eu pensando que você não tinha como ficar mais maluco…

Cayel — É verdade, eu juro, foi surreal

Isac — Considerando que a única coisa na sua cabeça são duelos e pássaros, acho que não é tão difícil de acreditar…mas não quer dizer que seja normal

Cayel — Apenas diferenciado, assim como eu…mas a pergunta que não quer calar, cadê a Susie?

Isac — Ela deve chegar logo, até porque atrasar não é uma boa opção.

Cayel — Do jeito que ela é, não deve estar se importando muito, vai trazer o Black Rose em campo e acabar com o jogo

Isac — Não sei se essa estratégia vai continuar funcionando tantas vezes, já faz algum tempo, as pessoas começam a criar contragolpes para esse tipo de comportamento.

Cayel — Quero ver que estratégias novas o Yuca tem em mãos, esse duelo já promete!

Isac — Mas a gente nem sabe contra quem vai cair, como tem tanta confiança?

Cayel — É meu sexto sentido, ele me avisou — Comentou, convicto do que acabou de falar

Isac — Achei que a gente já tinha falado que seu estômago não é equivalente a um sexto sentido. — Pontuou Isac, lembrando da última ocasião no mínimo peculiar em que essa mesma conversa havia acontecido

Cayel — Não é igual aquela vez, nem sequer é no meu estômago, é em outro lugar…que eu não sei onde é — Afirmou, ainda que sem muita certeza

Isac — A chance de você estar certo em uma classe com tantos alunos é quase nula, um adversário em específico, que você já enfrentou no passado, seu primeiro adversário na verdade aqui.

Cayel — Essa é a minha chance, esse é o nosso duelo de revanche

Isac — Você já está animado com esse duelo a muito tempo, se acontecer sequer imagino como vai ficar

Cayel — Muito contente, ele é a pessoa que eu mais quero enfrentar no momento.

Isac — Se for pensar assim…acho que eu também tenho alguém que eu gostaria muito de enfrentar.

Cayel — Ah é? E quem seria?

Isac — Não vou falar, pra não trazer azar.

Cayel — O homem da ciência mais supersticioso que já existiu… — Comentou o amigo, em leve deboche, antes de gargalhar

Isac — Hoje promete muito

Cayel — e nós vamos entregar muito também!

Ambos estavam cheios de ânimo.

Passados aos alguns segundos, foi possível ver uma silhueta familiar no horizonte

Cayel — Falando da madame… — Pontuou com o comentário, vendo quem se aproximava lentamente

Era Susie, com uma cara de que já havia visto noites melhores

Isac — Susie, bom dia.

Cayel — Finalmente decidiu dar o ar de suas graças, como fizera outrem.

Susie — Cayel não me faça perder a paciência logo cedo, eu não estou com cabeça boa para brincadeiras hoje…e bom dia, Isac. — Susie foi direta em sua fala, sua face exibia seu cansaço

Isac — Eu estou mais impressionado em como ele usou duas palavras que sequer pertencem a seu vocabulário.

Cayel — Ah, sobre isso, eu li num poema.

Isac — Você lê? Isso é surpreendente, sério — Disse ele, impressionado

Cayel — É que apareceu no meio de um documentário

Isac — Bem, eu já deveria ter esperado algo assim — Deu de ombros, mediante a fala de seu amigo.

Susie — Cayel, você não consegue ficar calado sequer um momento? — Subiu o tom de voz, olhando com seus olhos cansados para Cayel, o primeiro contrário visual que teve com ele — (N-Não…não é possível…sai da minha cabeça, maldito sonho idiota!) — Mal conseguiu olhar nos olhos dele, tendo que desviar o olhar em seguida

Cayel — Susie…você está bem? Você tá agindo muito estranho, tá parecendo que não dorme há uns dois dias, o que que houve? — Perguntou Cayel, verdadeiramente preocupado com o estado de sua amiga.

Isac — Vou ter que concordar com ele, você parece mal, aconteceu alguma coisa?

Susie — Não aconteceu absolutamente nada, vocês que me deixam maluca, especialmente você Cayel.

Cayel — Então quer dizer que eu também estou te deixando sem sono? Não entendi — Era uma pergunta genuína, ainda que idiota

Susie — Quem você acha que é pra pensar que vai aparecer nos meus sonhos? Você é um grande idiota, isso sim.

Cayel — Ei ei ei, esse insulto aí eu não mereci, calma lá também!

Isac — Cayel, acho bom realmente ficarmos calados agora, não é algo que palavras vão resolver nesse momento — Disse Isac, colocando a mão no ombro de seu amigo

Cayel — Poxa, até pra mim isso aí já foi demais — Comentou, chateado.

Isac — Garanto que ela não quis dizer por mal, só está tendo um dia ruim, vamos respeitar isso, ok?

Cayel — Tudo bem — O rapaz suspirou — Seja lá que bicho te mordeu, espero que melhore.

Isac — Belo recado, péssima escolha de palavras.

Susie — Só me deixe em paz, de preferência o resto do dia, por favor — Pediu ela.

Cayel — Tudo bem, como quiser — Disse ele, acatando o pedido.

O sinal tocou, era hora de entrar, o grupo se separou, indo para suas respectivas salas para as conferências antes dos exames de duelo, mas Cayel foi abordado no corredor por uma figura já conhecida.

Aria — Cheguei em mal momento? — Perguntou a garota, pouco após presenciar toda a situação.

Cayel — De maneira alguma, como vai Aria? O que te traz aqui? — Perguntou o rapaz

Aria — O mesmo que te trouxe aqui hoje. Só quero que saiba que se nos enfrentarmos num duelo, não vou pegar leve com você.

Cayel — Oras, mas isso não é novidade alguma, você nunca pega leve.

Aria — Dessa vez te garanto que será diferente, te verei como um rival, verá se formos adversários.

Cayel — Também não planejo pegar leve com você se for seu adversário, mas acho que esse duelo não deve acontecer hoje.

Aria — Não? O que te dá tanta certeza? — Perguntou a garota, curiosa.

Cayel — Sinto que meu adversário hoje vai ser o Yuca.

Aria — Você sente? Como assim?

Cayel — Bem…uma sensação, não sei como explicar além disso, então acho que talvez tenha que esperar mais um pouco para me enfrentar.

Aria — Se esse for o caso, não vejo problema em esperar, você é a pessoa quem eu mais quero enfrentar nesta escola.

Cayel — Sério? Caramba, isso é uma grande surpresa — Exclamou, realmente surpreso — Mas acho que você vai encontrar adversários melhores, aposto que você adoraria enfrentar a Susie.

Aria — Susie, você diz Susie Izinski?

Cayel — Ela mesma, ela tem um baralho bem forte.

Aria — Não é só pelo seu baralho que eu quero lhe enfrentar, Fujiwara Cayel.

Cayel — Me chamou pelo segundo nome?

Aria — É a maneira mais formal de me referir a você, já se esqueceu de quem eu sou?

Cayel — Pra falar a verdade, mais ou menos, mas pode chamar só de Cayel, nem minha mãe me chama pelo segundo nome.

Aria — Informação um pouco desnecessária, mas como quiser. Como ia dizendo, não é só pelo seu baralho que quero lhe enfrentar, também é pela maneira como você usa ele, teria ela essa mesma habilidade que você?

Cayel — Eu tenho meus truques, faz parte do estilo de jogo, mas ela é extremamente talentosa, você vai adorar enfrentar ela se duelarem algum dia, é um desafio e tanto.

Aria — No mínimo interessante, neste caso, se cuide, Cayel. Vejamos se você estará certo — Disse ela, se despedindo do rapaz, com um breve aceno

Cayel — Você também Aria, e boa sorte no seu duelo — Ele acenou de volta

Aria — (Sorte é para os perdedores, Cayel. Não precisamos dela) — Pensou, pouco antes de se dirigir a sua própria sala.

Logo em seguida, Cayel fez o mesmo.

. . .

Aquele era um grande dia, um grande momento, era a hora de os alunos mostrarem suas habilidades, suas melhores jogadas, eram os exames que tanto esperavam

Ainda que fossem uma atividade semestral, era sempre de muito peso, sempre de duelos importantes saem as melhores jogadas, sejam em momentos de desespero, ou em reviravoltas alucinantes

E o dia de hoje promete, o que pode ser uma faísca na futura carreira de qualquer um daqueles duelistas

Xanvier — Atenção alunos, prestem bastante atenção nas regras dos nossos exames de duelo, irei repeti-las apenas uma única vez — Disse o professor, que estava à frente das turmas no ginásio de duelos- Esse exame será definido em um único duelo, os duelos serão realizados simultaneamente. Em caso de empate, serão declarados ambos como derrotados. Os movimentos de vocês serão pontuados com base em aspectos pré-definidos, sendo eles, invocação de monstros, invocações especiais e ativação de magias e armadilhas. Cada duelista possui 4000 pontos de vida, suas mãos iniciais consistem de 5 cartas, com a sexta podendo ser comprada a partir do segundo turno. Alguma dúvida?

Os alunos ficaram em silêncio, evidenciando que não havia dúvida alguma

Xanvier — Muito bem, agora atenção para seus adversários, o duelista que vão enfrentar foi escolhido com base em sua própria habilidade, para que haja nivelamento entre os duelistas. Sendo assim, aqueles que escutarem seus nomes dirijam-se para as arenas vagas, os que restarem esperem na arquibancada. Caso não haja mais arenas, esperem até os duelos terminarem.

O grande momento havia chegado, era hora de finalmente conhecerem seus adversários

Xanvier — Aria Sayiho e Susie Izinski

Cayel — (Caramba, eu tinha falado aquilo brincando, elas realmente terminaram duelando juntas) — Pensou o rapaz, surpreso pela dupla de adversárias

Aria — (Ora ora, parece que estava certo afinal de contas, Cayel. Vejamos se o resto das coisas que me disse também são verdade) — Pensou a moça, indo em direção ao campo de duelo, acompanhada de sua adversária — Espero que esteja pronta, Izinski. Eu não planejo perder pra ninguém, especialmente pra você.

Susie — Acredite em mim, perder pra você também não está nos meus planos de hoje.

Ainda que cansada, Susie parecia ter conseguido colocar suas ideias em dia, e naquele momento sua cabeça estava apenas naquele duelo.

Aria — (O dragão da rosa negra, vejamos como se sairá perante meus heróis elementares)

Susie — (Vou tentar fazer desse um duelo rápido, não quero passar muito tempo nesse lugar, minha cabeça precisa de um descanso…eu preciso de um verdadeiro descanso)

Xanvier — Yuca Inuya e Cayel Fujiwara

Os dois foram andando em direção a uma arena vazia, quando finalmente estavam frente a frente, exibiam sorrisos confiantes em seus rostos

Yuca — Veja só, é chegada a hora de nos enfrentarmos novamente, Cayel.

Cayel — Eu sabia que isso ia acontecer, sabia que seria você, eu pude sentir.

Yuca — Bem, não vou querer decepcioná-lo então, mas se espera um duelo como o da última vez estará muito enganado.

Cayel — Eu digo o mesmo pra você, Yuca. Venho aqui hoje como um novo duelista, e vou fazer de tudo pra derrubar os seus samurais mais uma vez! — Disse o rapaz, entusiasmado

Yuca — Pois eu farei de tudo para que seus pássaros não alcem vôo, vejamos qual de nós triunfará.

Cayel — Eu não vou me segurar, nem por um minuto.

Yuca — Muito menos eu.

Xanvier — Isac Virt e Sedan Sayiho

Isac — (O Ardan? Caramba não acredito que vou enfrentar ele) — Pensou Isac, se dirigindo em direção a arena, junto de seu rival

Ardan — Que agradável surpresa, não acha Isac?

Isac — Devo dizer que é surpreendente, não esperava que realmente fossemos ser adversários hoje.

Ardan — Da última vez que nos enfrentamos, ambos usávamos o mesmo deck, e jogávamos com outras pessoas em nossos times, agora é mano a mano, e nossos baralhos não poderiam ser mais diferentes, não é?

Isac — Só poderá se confirmar assim que começarmos o duelo.

Ardan — Pois bem, vejamos o quão longe chegou com seus monstros Synchrons, Isac.

Isac — Lhe mostrarei com orgulho até onde posso chegar.

O professor sorteou os demais alunos, que foram preenchendo as arenas de duelo, enquanto os sobressalentes esperavam na arquibancada, como plateia

Xanvier — Pois bem alunos, a partir deste momento está autorizado o começo dos exames de duelo.

Agora é a hora

Hora do duelo!

Para começar, Aria e Susie iniciavam sua disputa, cada uma comprando cinco cartas

Aria 4000 LP 4000 Susie

Aria — Pelo visto sou eu quem inicia este duelo, não vou perder tempo, é meu turno! Eu começo invocando Elemental Hero Sparkman em modo de ataque (Light — 4 — Warrior — 1600/1400), em seguida baixo duas cartas e encerro o meu turno — 2 Cards Remaining.

Susie — Aqui vou eu, compro! — Puxou sua sexta carta — Eu começo invocando Rose Witch em modo de ataque (Earth — 4 — Plant — Effect — 1600/1000), em seguida ativo uma carta mágica de equipamento, Thorn of Malice, equipo ela na minha Rose Witch, aumentando seu poder de ataque em 600 pontos (1600 >— 2200). Passo para minha fase de batalha, Rose Witch, ataque o herói elementar dela com seus chicotes de rosa.

Aria — Eu ativo uma armadilha em resposta A Hero Emerges, agora você tem que escolher uma carta da minha mão, se for um monstro, eu invoco ele especialmente, se não for, envio a carta para o cemitério — Havia apenas duas cartas em sua mão, tornando a escolha mais simples

Susie — Eu escolho a carta mais à direita da sua mão

Aria — Pois bem, eu invoco Elemental Hero Bladedge especialmente em modo de ataque (Earth — 7 — Warrior — Effect — 2600/1800)

Aria 3400 LP 4000 Susie

Susie — Graças ao efeito de Thorns of Malice, seu monstro não será destruído em batalha, mas perde 600 pontos de ataque toda vez que for atacado por um monstro equipado com essa carta.

Elemental Hero Sparkman (1600 >— 1000)

Susie — Eu baixo uma carta e encerro por aqui — 3 Cards Remaining

Aria — Pois bem, é meu turno, eu compro — Ela puxou sua segunda carta — Já é hora de fazer alguma jogada impactante neste duelo, eu ativo a carta mágica Polymerization, e fundo meu Sparkman e Bladedge, venha Elemental Hero Plasma Vice em modo de ataque (Earth — 8 — Warrior — Fusion — Effect — 2600/2300). Agora vá, ataque a bruxa das rosas dela e destrua-a!

Aria 3400 LP 3600 Susie

Susie — Tudo isso pra 400 de dano?

Aria — Não se preocupe tão cedo, eu estou apenas começando a jogar, e espero que você não demore muito para começar também, eu encerro meu turno por aqui — 1 Card Remaining

Susie — Acho bom se preocupar com seu próprio jogo, é meu turno, eu compro — Ela puxou sua quarta carta — (Um monstro com 2600 de ataque não é nada que eu não possa enfrentar) Aqui vou eu, eu bano Rose Witch do meu cemitério para ativar minha magia de equipamento Mark of the Rose e equipo ela no seu Plasma Vice.

Aria — (Equipando uma carta em meu monstro? Qual é a pegadinha, afinal?)

Susie – Com isso, eu tomo o controle do seu monstro até o fim do turno, vá Plasma Vice, ataque ela diretamente!

Aria — Jogada muito previsível, eu ativo uma armadilha de resposta Negate Attack, a fase de batalhas se encerra aqui.

Susie — (Sem cartas armadilha, no próximo turno eu posso passar um ataque sem maiores problemas) — Eu coloco um monstro em modo de defesa e encerro meu turno por aqui, seu monstro volta para o seu controle — 2 Cards Remaining

Aria — Se isso é o melhor que pode fazer, esse duelo não será desafio algum, ê meu turno, eu puxo!

. . .


Enquanto isso, o duelo de Isac e Ardan se iniciava

Ardan — Preparado Isac? — Perguntou ele, ligando seu disco de duelo

Isac — Vou descobrir isso agora — Respondeu, também ligando seu disco de duelo.

Ardan e Isac — Duelo! — Ambos puxaram 5 cartas, iniciando o duelo

Ardan 4000 LP 4000 Isac

Ardan — Eu quem começo, baixo duas cartas e em seguida ativo Reinforcement of The Army, com ela adiciono X-Saber Pashuul do meu deck para minha mão, agora eu ativo a carta mágica contínua Fire Formation — Tenki, graças a seu primeiro efeito eu adiciono um monstro Besta Guerreira nível 4 ou menor do meu deck para minha mão, e eu escolho XX-Saber Boggart Knight — Havia utilizado duas cartas para conseguir outras duas, movimentando seu primeiro turno

Isac — (X Sabers? Nunca enfrentei monstros assim, vamos ver o que ele vai trazer)

Ardan — Eu invoco meu XX-Saber Boggart em modo de ataque (Earth — 4 — BeastWarrior — Effect — 1900/1000) graças ao efeito da minha magia contínua ele ganha 100 pontos de ataque, agora já que foi invocado normalmente eu ativo seu efeito, que me permite invocar X-Saber Pashuul especialmente em modo de ataque (Earth — 2 — Warrior — Effect — 100/0). Agora eu vou sintonizar meu Pashuul nível 2 e Boggart nível 4, invocação synchro, venha XX-Saber Hyunlei em modo de ataque! (Earth — 6 — Warrior — Synchro — Effect — 2300/1300). Com isso eu encerro meu turno, é sua vez Isac, me mostre o que aprendeu. — 1 Card Remaining

Isac — Não vou ficar para trás, é meu turno e eu compro! — Ele puxou sua sexta carta — Eu baixo uma carta e invoco um monstro virado para baixo, com isso encerro o meu turno — 4 Cards Remaining

Ardan — Só essa defesa não vai ser suficiente, e irei te mostrar isso agora, é meu turno, eu compro — Ele comprou a segunda carta — Eu ativo Pot of Duality, escavo as três primeiras cartas do meu deck e puxo uma delas, o resto envio de volta para o baralho — Ele puxou as três primeiras cartas do deck e observou elas — Eu fico com XX-Saber Ragigura e envio as outras de volta pro meu deck — Ele colocou o baralho no disco, que foi novamente embaralhado — Eu invoco XX-Saber Ragigura em modo de ataque (Earth — 1 — BeastWarrior — Effect — 200/1000) e ativo seu efeito, adicionando Boggart do meu cemitério de volta para minha mão. Agora é minha fase de batalha Hyunlei, ataque o monstro virado dele.

Isac — Meu monstro virado é Sonic Warrior (1000/0) o efeito dele é ativado, mas não faz diferença.

Ardan — Ragigura, ataque ele diretamente!

Ardan 4000 LP 3700 Isac

Ardan — Eu encerro meu turno por aqui — 2 Cards Remaining

Isac — Tudo bem, é minha vez, eu puxo! — Ele comprou sua quinta carta — Eu invoco Junk Synchron em modo de ataque (Dark — 3 — Warrior — Tuner — Effect — 1300/500) e ativo seu efeito, invocado especialmente Sonic Warrior do meu cemitério em modo de defesa (Wind — 2 — Warrior — Effect — 1000/0). Agora sou eu quem vai fazer uma invocação synchro, eu sintonizo nível 3 Junk Synchron e nível 2 Sonic Warrior, venha Junk Warrior em modo de ataque! (Dark — 5 — Warrior — Synchro — Effect — 2300/1300)

Ardan — (A clássica jogada, bem, é seu Às contra meu monstro, eles têm o mesmo ataque, mas já sei que vai atacar meu Ragigura)

Isac — Eu ativo minha magia de equipamento virada, Junk Barrage, e equipo ela no Junk Warrior. Agora passo para minha fase de batalha, vá Junk Warrior, ataque o Ragigura dele!

Ardan 2000 LP 3700 Isac

Isac — Graças ao efeito de Junk Barrage, você leva dano igual a metade do ataque original do monstro destruído, que são mais 100 pontos.

Ardan 1900 LP 3700 Isac

Isac — Encerro o meu turno por aqui — 4 Cards remaining.

Ardan — (É uma boa jogada Isac, você está aprendendo bem, mas é hora de eu contra atacar)

. . .

Por fim, começava o duelo de Cayel e Yuca, qual ambos haviam esperado meses para acontecer, as emoções estavam à flor da pele e as apostas estavam altas

Cayel — Hora de ver qual de nós dois vai levar a melhor

Yuca — Eu não vou deixar que me vença novamente Cayel.

Cayel — Pois eu também não pretendo perder pra você hoje

Ambos ligaram seus discos de duelo, puxando 5 cartas cada

Yuca e Cayel — Duelo!

Cayel 4000 LP 4000 Yuca

Cayel — Beleza, aqui vou eu, baixo duas cartas e invoco Blackwing — Bora the Spear em modo de ataque (Dark — 4 — WingedBeast — Effect — 1700/800) e encerro meu turno por aqui — 2 Cards Remaining

Yuca — (Pelo visto decidiu não invocar todos seus monstros no primeiro turno, não vou deixar isso passar) É meu turno, eu compro — Ele pegou a sexta carta — Como você é o único que controla um monstro, eu invoco especialmente da minha mão Elder of the Six Samurai em modo de ataque (Earth — 3 — Warrior — Effect — 400/0), em seguida eu invoco Legendary Six Samurai — Kageki em modo de ataque (Wind — 3 – Warrior — Effect 200/2000) e ativo seu efeito e invoco Kagemusha of the Six Samurai especialmente da minha mão (Earth – 2 — Warrior — Tuner — Effect — 400/1800) — Invocava os três monstros em um só turno.

Cayel — (Ele vai invocar um monstro Synchro, tenho certeza disso, vou precisar responder a altura se quiser sair por cima depois dessa jogada)

Yuca — Eu sintonizo meu nível 2 Kagemusha e nível 3 Kageki, invocação synchro, venha Legendary Six Samurai – Shi En em modo de ataque (Dark — 5 — Warrior — Synchro — Effect — 2500/1400) — O imponente Samurai veio ao campo — Esse é o monstro ás do meu baralho, passei alguns meses pra poder conseguir ele, mas valeu a pena.

Cayel — Dois mil e quinhentos pontos de ataque, ele faz mesmo jus aos samurais.

Yuca — E não só isso, ele também é letal, eu passo para minha fase de batalha, vá Shi En, ataque o Bora dele! (Se ele tiver qualquer armadilha virada e pense em ativar, o efeito do meu monstro nega e eu saio na frente)

Cayel 3200 LP 4000 Yuca

Yuca — Elder, ataque os pontos de vida dele diretamente!

Cayel 2800 LP 4000 Yuca

Yuca — Encerro o meu turno por aqui — 3 Cards Remaining

Cayel olhava para aquele monstro, que representava a nova barreira que havia entre Yuca e ele.

Cayel — (Ele pode ser mais forte que qualquer monstro Blackwing meu, mas não quer dizer que vai ser mais forte que eles juntos!) É meu turno, e eu compro! — Cayel puxou sua terceira carta — Eu invoco Blackwing — Gust the Backblast em modo de ataque (Dark — 2 — WingedBeast — Effect — 900/1400), agora como tenho um monstro Blackwing em campo, vou invocar especialmente da minha mão Blackwing — Gale the Whirlwind em modo de ataque (Dark — 3 — WingedBeast — tuner — Effect — 1300/400)

Yuca — (Não acho que seu synchro nível 5 seja mais forte que o meu, mas sei bem o que está aprontando)

Cayel — Eu ativo o efeito de Gale, e reduzo o ataque do seu Shi En pela metade!

Yuca — (Sabia)

Shi En (2500 >— 1250)

Cayel — Agora eu passo para minha fase de batalha, Gale, ataque o Shi En dele, destrua-o com seus ventos cortantes!

Cayel 2800 LP 3950 Yuca

Yuca — Mas eu estou preparado, ativo o efeito do Shi En, quando ele vai ser destruído em batalha, posso destruir outro monstro em seu lugar

Cayel — O que? Droga…

Yuca — (Esse truque só funciona uma vez, e eu só preciso que funcione uma vez, agora já sabe o que meu monstro ás faz)

Cayel — (Eu poderia ter atacado o monstro mais fraco dele com Guts, e conseguiria limpar o campo…mas não posso deixar isso me atrapalhar) Eu passo para minha fase principal dois, sintonizo meu nível 3 Gale e nível 2 Gust, invocação synchro, nível 5, venha Blackwing — Gram the Shining Star em modo de ataque (Dark — 5 WingedBeast — Synchro — Effect — 2200/1500) e encerro por aqui. — 1 Card Remaining.

Yuca — É a minha vez agora, eu compro!

. . .


Aria — [...] é meu turno, eu puxo! — Aria pegou sua segunda carta — (Aquela carta virada dela não passa de um blefe, e julgando pelo que já vi você duelar, sei exatamente qual é) Plasma, ataque o monstro virado dela!

Susie — Meu monstro virado é Revival Rose (1300/1300), ele é enviado direto para o cemitério.

Aria — (Cheque) Eu ativo a magia rápida Mask Change da minha mão, seleciono meu Plasma Vice para invocar Masked Hero Dian em modo de ataque (Earth — 8 — Warrior — Fusion — Effect – 2800/3000), ataque-a diretamente!

Susie — Que!?

Aria 3400 LP 800 Susie

Susie – Droga…

Aria — Essas suas jogadas não surpreendem ninguém, se continuar assim farei questão de vencer no meu próximo turno.

Susie — (Ela gosta de falar bastante…mas está certa, ela não joga esperando que eu invoque o Black Rose, muito pelo contrário, está me punindo por ficar aguardando que ela faça algo…droga)

Aria — Baixo uma carta e encerro o meu turno por aqui – 0 Cards Remaining

Susie – Tudo bem, é minha vez, eu compro! — Susie pegou sua terceira carta – (Perfeito, com isso eu consigo invocar…) — Ao pensar em invocar seu monstro, um lapso de seu sonho voltou a sua mente, vendo o temido dragão espalhando suas chamas negras pela floresta, naquela cena amedrontadora — (Não, não, não…isso é só um sonho, eu preciso me concentrar) — Ela sacudiu a cabeça, voltando a seu juízo — Eu invoco Twilight Rose, Knight em modo de ataque (Dark — 3 — Warrior — Tuner – Effect — 1000/1000), em seguida ativo seu efeito, invoco especialmente Botanical Lion em modo de ataque (Earth — 4 — Plant — Effect — 1600/2000), agora sintonizo meu Twilight Rose Knight nível 3 e Botanical Lion nível 4, Invocação Synchro, venha Black Rose Dragon, em modo de ataque! (Fire — 7 — Dragon – Synchro — Effect — 2400/1800)

Assim que o dragão foi invocado em campo, Susie sentiu calafrios percorrerem seu corpo, seu rugido violento assustou a garota, como se o próprio monstro estivesse irritado.

Susie — (Que sensação horrível é essa? Não é possível que seja ele…)

Aria — (Black Rose Dragon, então esse é seu monstro ás afinal)

Susie — (Sai da minha cabeça, sonho idiota) Eu ativo o efeito do meu Black Rose Dragon, quando invocado eu posso destruir todas as cartas em campo.

O dragão deu seu rugido feroz, preparando seus espinhos negros para destruir tudo em campo.

Aria — Não tão rápido, eu ativo minha armadilha virada, Fiendish Chain, eu seleciono seu Black Rose, os efeitos dele são negados e ele não pode atacar.

O rugido do dragão era impedido, conforme correntes começavam a prender seu corpo, restringindo seu poder.

Susie — (Porcaria…)

Aria — (E então, o que vai fazer, Izinski?) – Ela olhava para sua adversária, esperando seu próximo movimento, que poderia ser decisivo.

Susie — Eu encerro meu turno por aqui — 1 Card Remaining

Havia se dado por vencida

Aria — Então é assim que age quando as coisas não vão de acordo com seu planejado? Se não pretendia jogar, por que vir duelar em primeiro lugar? Por que fazer tão pouco caso de si mesma? — Afrontou a garota, para sua adversária.

Susie — Do que você está falando, garota? O que você tem na cabeça afinal de contas? — Perguntou Susie, já bem irritada com tantas afrontas

Aria — Incrível como consegue ser tão cega de si, seus olhos cansados me dizem mais do que qualquer palavra que você possa falar, se não planejava me enfrentar não precisava ter subido a arena em primeiro lugar! — Exclamou com uma voz genuinamente irritada, como se duelar com aquela garota fosse uma afronta pessoal

Susie — Está irritada com algo tão trivial? O que você tem na cabeça garota? — Respondeu Susie, devolvendo a afronta da garota

Aria — Me disseram que seria uma adversária excepcional, e prefiro acreditar que não passa de você fazendo pouco caso com o que tem. Acho bom se certificar de me enfrentar com tudo que tem na próxima vez, porque esse duelo acaba agora, é meu turno! — Ela puxou sua única carta em mãos — Eu ativo a carta mágica MIracle Fusion, banindo Plasma Vice, Sparkman e Bladedge do meu cemitério eu invoco Elemental Hero Core em modo de ataque (Earth — 9 — Warrior — Fusion — Effect — 2700/2200), agora vá Dian, ataque o Black Rose Dragon dela!

Aria 3400 LP 400 Susie

Susie — Eu ativo minha magia rápida virada Basal Rose Shoot, com ela invoco Black Rose Dragon de volta do meu cemitério em modo de defesa

Aria — É inútil, graças ao efeito de Dian, quando ele destrói um monstro em batalha, posso invocar um Herói nível 4 ou menor do meu deck especialmente, venha Elemental Hero Burstinatrix, em modo de ataque (Fire — 3 — Warrior — 1200/800), Core, ataque novamente o Black Rose Dragon!

Mesmo que houvesse voltado a campo, o dragão era destruído mais uma vez, em questão de segundos.

Aria — Burstinatrix, encerre este duelo imediatamente!

Aria 3400 LP 0 Susie

Aria recolheu seu disco de duelo, retomando sua postura logo em seguida, entretanto acabou suspirando.

Aria — Na próxima vez, faça questão de dar tudo de si, pois eu quero um duelo justo.

Deu as costas a sua adversária e saiu andando da arena, vitoriosa.

Susie — (Mas…urgh que porcaria está acontecendo aqui afinal?) — Susie recolheu seu disco de duelos, indo para a arquibancada logo em seguida.

. . .

Ardan — ([...]mas é hora de eu contra atacar) Antes de encerrar seu turno, eu ativo minha armadilha virada Reinforce Truth, com ele invoco outra cópia de X-Saber Pashuul do meu deck. Agora sim, eu compro! — Ele pegou sua terceira carta — Eu ativo uma segunda cópia de Pot of Duality, puxo três cartas, adiciono mais uma cópia de Boggart para minha mão e devolvo as outras para o baralho, em seguida invoco XX-Saber Boggart Knight novamente em campo (Earth — 4 — BeastWarrior — Effect — 1900/100) seus pontos de ataque aumentam em 100 graças a minha magia contínua. Agora eu passo para minha fase de batalha Hyunlei, ataque Junk Warrior!

Ambos os monstros se destruíram em combate

Ardan — Boggart, Pashuul, ataquem ele diretamente!

Ardan 1900 LP 1600 Isac

Isac — (Mais um ataque desse e eu estou frito, droga…)

Ardan — Eu encerro meu turno por aqui — 2 Cards Remaining

Isac — É tudo ou nada, aqui vou eu, eu compro! — Isac puxou sua quinta carta — (Eu sei…caramba eu sei como sair dessa!) Pra começar eu invoco Junk Anchor em modo de ataque (Earth — 2 — Tuner — Effect — 0/0) e ativo o efeito dele, descartando Road Synchron da minha mão eu posso invocar um monstro Junk não regulador do meu cemitério, volte Junk Warrior (Dark — 5 — Warrior — Synchro — Effect — 2300/1300) e agora vou realizar uma invocação synchro!

Ardan — (Synchro 7? Será mesmo que estou vendo isso?)

Xanvier — (Parece que alguém mais conseguiu uma carta boa nesse lugar…humpf…vale a pena ficar de olho)

Isac — Eu sintonizo meu nível 2 Junk Anchor e nível 5 Junk Warrior, invocação synchro, venha Nitro Warrior!

Ardan — (Invocação Synchro usando outro monstro Synchro, garoto você não falha em surpreender)

Nitro Warrior

(Fire — 7 — Warrior — Synchro — Effect — 2800/1800)

Isac — (Seriam só 1700 pontos de dano, mas eu tenho a solução aqui) Eu ativo a magia Warrior That Returns Alive e adiciono Junk Synchron de volta do meu cemitério para minha mão. Agora batalhe! Vá Nitro Warrior, ataque x-Saber Pashuul!

Ardan — (Ele sabe…) — Ardan observava admirado, o esforço do rapaz que havia lhe trago até aquele lugar, a evolução que teve duelando com os monstros que tanto ama

Isac — O efeito do Nitro Warrior se ativa, como usei uma magia nesse turno, o ataque dele nessa batalha cresce em 1000 pontos, subindo para 3800. Encerre este duelo agora, vai Nitro Warrior!

Ardan 0 LP 1600 Isac

Isac — Eu ganhei…é eu ganhei! Haha! — O garoto estava eufórico com sua vitória.

Ardan — Meus parabéns Isac, você não só me derrotou, como também fez com o monstro que eu te presenteei…acho difícil ter sido coincidência.

Isac — Quando eu vi a carta que tinha na mão, eu tive de tentar…ainda sim, tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe, mais um turno seu e eu teria perdido — Isac recolheu seu disco de duelos, vitorioso

Ardan — Sua performance foi incrível Isac, você melhorou bastante, ainda tem uma longa estrada a percorrer.

Isac — Sim, ainda que não saiba se vou percorrer ela, me sinto feliz por ter chegado onde cheguei, fiquei muito mais habilidoso do que pensei que poderia ser.

Ardan — Isso porque gosta das cartas que usa, faz toda a diferença na hora do duelo.

Isac — Verdade, Cayel quem o diga — O rapaz gargalhou, em seguida indo até o seu oponente, oferecer um aperto de mão — Obrigado pelo duelo.

Ardan — Eu quem agradeço, foi um belo desafio — Ele apertou a mão de Isac — Algum dia gostaria de ter a minha revanche, mas até lá ainda preciso treinar mais um pouco.

Isac — Quando estiver pronto, estarei esperando…

Ambos se dirigiram para as arquibancadas, Isac foi para perto de Susie, enquanto Ardan foi ficar ao lado de sua irmã.

Isac — E então Susie, como foi o duelo? — Perguntou o rapaz.

Susie — Foi…foi horrível Isac, foi horrível….

Isac — Por que? Não pareceu tão ruim assim.

Susie — Aquela garota, ela entrou na minha cabeça de jeito.

Isac — Aria? Ainda que ela seja rude, você tem mental para aguentar isso

Susie — Mas hoje não tive, e ela me leu como um livro, além de que parecia genuinamente irritada de me enfrentar.

Isac — Como é? — Perguntou ele, confuso.

Susie — Disse sobre como eu não estava segundo suas expectativas, que estava fazendo pouco caso de mim mesma…e que ela quer um duelo justo da próxima vez.

Isac — Você estava se segurando durante o duelo?

Susie — Não, eu não estava, mas não consegui jogar ou pensar direito…acredito que o cansaço tirou o melhor de mim.

Isac — Depois de hoje de manhã, sua cabeça não deve estar muito boa para pensar em duelos.

Susie — Essa é a coisa mais conexa que eu escutei o dia inteiro, plausível o suficiente pra ser verdade.

Isac — Ainda sim, isso é no mínimo intrigante, especialmente vindo de alguém como…bem… — O rapaz tentava encontrar as palavras certas em sua mente — Alguém como ela.

Susie — O que quer dizer?

Isac — Como eu disse anteriormente, quando duelamos com ela, era bem rude, ignorante, prepotente…mas o Cayel saberia dizer isso melhor que eu, eles andaram duelando bastante ultimamente. Só que ela não demonstrou nada além disso, mas do jeito que você diz, se ela se sentiu irritada apenas por duelar com você, não sei se seria a melhor das coisas.

Susie — Eu também não faço a menor ideia, só serviu pra me deixar ainda mais confusa.

Isac — Espero que essa coisa toda passe, você anda muito cansada ultimamente, as coisas devem estar bem difíceis.

Susie — Não é nem isso, Isac, mas eu sequer sei como explicar direito.

Isac — Vamos deixar isso de lado por enquanto, o Cayel ainda está duelando, vamos ver como ele está se saindo.

E por fim, o duelo de Cayel e Yuca, que estava a todo vapor.

Yuca — [...] Eu compro! — Ele puxou sua quarta carta — (Nada na mão pra trazer meu Goyo Guardian, vou ter que apostar na minha defesa) Eu baixo duas cartas e passo meu Shi En para modo de defesa, encerro o meu turno por aqui — 2 Cards Remaining

Cayel — Beleza, é meu turno, eu puxo! — Ele puxou sua segunda cara — Esse aqui é especialmente pra você, eu invoco Blackwing — Elphin the Raven em modo de ataque (Dark — 6 — WingedBeast — Effect — 2200/1200)

Yuca — (Esse monstro é novo…) Espera, você não pode invocar um monstro de nível 6 sem tributos!

Cayel — Como eu possuo Gram em campo, posso invocar ele sem realizar tributo algum, e a melhor parte vem agora, eu ativo o efeito dele, quando invocado normalmente eu posso trocar a posição de batalha de um dos seus monstros, seu Shi En volta para a posição de ataque.

Yuca- O que?!

Cayel — Por fim, ativo a magia Glowing Crossbow da minha mão e equipo ela no Elphin, o que vai aumentar seu poder de ataque em 500 pontos!

Yuca- Não tão rápido, eu ativo o outro efeito do meu Shi En, uma vez por turno que posso negar ativação de uma magia ou armadilha sua e destruí-la, seu monstro não vai ganhar esses pontos de ataque.

Cayel — Isso não vai me impedir, vá Elpin, ataque o Shi En dele!

Cayel 2800 LP 3000 Yuca

Cayel — Gram, ataque ele diretamente!

Cayel 2800 LP 800 Yuca

Cayel — (No meu próximo turno eu acabo com isso, essa vitória vai ser minha!) Eu encerro meu turno por aqui — 0 Cards Remaining

Yuca — (Eu não vou perder esse duelo Cayel Fujiwara, vou te provar isso, tudo vai ser decidido por essa carta que vou puxar agora!) É o meu turno, eu puxo! — Ele comprou sua terceira carta — Eu invoco outra cópia de Legendary Six Samurai — Kageki em modo de ataque (Wind — 3 — Warrior — Effect — 200/2000) em seguida ativo seu efeito e invoco Legendary Six Samurai — Enishi especialmente em modo de ataque (Light — 4 — Warrior — Effect — 1700/700) e por fim, como já possuo um monstro Six Samurai em campo, posso invocar Legendary Six Samurai — Kizan especialmente em modo de ataque (Earth — 4 — Warrior — Effect — 1800/500). Como possuo pelo menos um outro Six Samurai em campo, Kageki ganha 1500 pontos de ataque (200 >— 1700), assim como possuo outros dois Six Samurai com diferentes nomes, Enishi e Kizan tem seus ataques aumentados em 500 e 300 pontos respectivamente (1700 >— 2200) (1800 >— 2100).

Cayel — (Caramba…ele invocou três monstros em um só turno)

Yuca — (Você havia feito algo parecido comigo no nosso último duelo, estou apenas retribuindo o favor!) Eu ativo a minha magia rápida virada Asceticism of the Six Samurai e seleciono Kizan como seu alvo, agora do meu deck eu invoco especialmente um monstro com pontos de ataque iguais aos dele, venha Grand Master of the Six Samurai, em modo de ataque (Earth — 5 — Warrior — Effect — 2100/800)

Quatro monstros…

Cayel — (Só um deles tem poder o suficiente pra equalizar meus monstros, você não tem mais carta nenhuma na mão, quero ver o que vai fazer Yuca!)

Yuca — Esse é meu ataque final, Cayel!

Cayel — Vem com tudo!

Ambos estavam aproveitando ao máximo aquele duelo, com as emoções à flor da pele, tudo para ser decidido em apenas uma jogada.

Yuca — Eu ativo o efeito do Enishi, banindo uma cópia de Kageki e Elder of The Six Samurai do meu cemitério, eu retorno seu Gram para o baralho extra! — O Monstro de Cayel retornou para o baralho extra, deixando somente Elphin em campo — (Esse duelo é meu, dessa vez eu vou te vencer!) Batalha! Enishi ataque o Elphin dele!

Ambos monstros se destruíram em batalha

Yuca — Grandmaster, Kizan, ataquem ele diretamente, encerrem esse duelo agora!

Bastava apenas…que ele tivesse uma carta armadilha virada

. . .

Mas ele não tinha

Cayel 0 LP 800 Yuca

Conforme o último ataque removeu os pontos de vida remanescentes de Cayel, Yuca respirou aliviado, vendo que havia vencido.

Yuca — (Eu disse…que não pegaria leve com você…e ainda sim você conseguiu me puxar pro limite mais uma vez, Cayel Fujiwara) — Yuca desligou o disco de duelo, encarando Cayel em seguida.

Cayel — (Dessa vez foi quase…Argh que droga! Foi tão perto!) — Cayel desativou seu disco de duelo, olhando sorridente para seu adversário

Yuca — Parece que eu levei a melhor dessa vez, Cayel.

Cayel — Parece mesmo, mas isso só iguala nossos resultados — Enfatizou ele — Um a um, se lembra?

O sorriso que tinha no rosto era mais que vitorioso, era confiante, desafiador

Yuca — Não tem como esquecer. Ainda que tenha conseguido a minha revanche neste duelo, ainda temos que duelar outra vez, para tirar a prova definitiva — Disse o rapaz, com um sorriso confiante no rosto

Cayel — Qualquer hora, qualquer lugar, saiba que estarei pronto — Respondeu ele, mostrando que ainda teria muito por vir

Yuca — Terei isso em mente, não se preocupe — O rapaz estendeu a mão para Cayel, que foi até ele para cumprimentá-lo.

Cayel — Mal posso esperar pra te enfrentar novamente, Yuca.

Yuca — E eu mal posso esperar para ser seu adversário outra vez, Cayel — Complementou o rapaz

Cayel e Yuca — (Mas você é bem mais que um adversário…você é meu rival!)

Eles se despediram, voltando para as arquibancadas

O resto dos alunos então vieram para duelar, e todos puderam assistir os duelos, um a um

. . .

Xanvier — Com o fim deste último duelo, está finalizado o exame, suas notas serão enviadas no começo da próxima semana, estão todos dispensados

Com a finalização do último duelo, os alunos foram finalmente liberados, podendo ir para suas casas pouco antes do horário do almoço.

Isac, Cayel e Susie saíram caminhando juntos, como de costume, era hora de aproveitar os momentos merecidos de descanso.

Cayel — Cara, eu mal acreditei, eu podia ter derrotado ele se tivesse uma cartinha extra na mão ou no campo, mas caramba que emoção que foi aquele duelo! E vocês, como foram? — Perguntou ele, ainda entusiasmado do duelo que a pouco havia tido

Isac — O meu também foi excepcional, o Ardan é um adversário muito difícil de enfrentar, mas eu consegui sair por cima no final das contas, estou muito feliz de ter ganho esse duelo — Respondeu o garoto, igualmente entusiasmado

Cayel — E o seu Susie, como foi?

Susie — Estranho, pra se dizer o mínimo, no final das contas aquela garota conseguiu me vencer por causa de algumas jogadas mal feitas da minha parte — Ela por sua vez, não demonstrava nenhum entusiasmo

Cayel — Calma lá, você perdeu? O todo poderoso Black Rose foi derrotado? Isso é quase inacreditável.

Susie — Seja por mérito dela ou demérito meu, aconteceu. Agora só quero chegar em casa e descansar, estou precisando disso.

Isac — Acho que todos nós podemos aproveitar um belo descanso nesse começo de tarde, e relaxar um pouquinho já que o mais difícil já passou.

Cayel — Eu vou chegar em casa, almoçar e ver o duelo de hoje da WRGP, vai dar pra assistir ao vivo na TV, acredita?

Isac — Caramba, verdade. Eu tinha esquecido! Sabe quem vai duelar hoje por acaso?

Cayel — NWS contra RDM, dá pra acreditar?

Isac — Tá brincando?! Caramba eu não posso perder esse duelo por nada

Cayel — Topa assistir ele lá em casa então? Começa as 14:00

Isac — Acho bom me esperar então, por que eu vou.

Cayel — E você, Susie? Quer assistir o duelo com a gente lá em casa? — O rapaz convidou sua amiga

Susie — Vou passar esse convite, não acho que eu queira ver nada mais relacionado a duelos por hoje.

Cayel — Como quiser, tenha uma boa tarde então.

Susie — Igualmente.

Chegando no ponto de intersecção, Cayel e Isac foram em direções similares, enquanto Susie foi em direção a sua casa

Susie — (Primeiro os sonhos, agora essa garota…essa não é a minha semana pelo visto…)

Caminhava, concentrada em seus pensamentos, atravessando as ruas lentamente

Susie — (Só que o que mais me preocupa são aqueles sonhos, pra ser sincera estou com um pouco de medo de dormir novamente e sonhar com aquilo outra vez…Eu senti aquela dor, o pânico, o medo diante dos meus olhos…eu…eu…) — Agora que os pensamentos retornavam para sua mente, ficavam ainda mais perturbadores — (Eu senti aquele garoto, morrendo nos meus braços, a agonia daquele grito…como se fosse eu quem tivesse dado ele)

Estava apenas a algumas quadras de distância da sua casa

Susie — (Aquela imagem, ficou gravada na minha cabeça…só que hoje, quando eu vi o Cayel…meu deus eu não quero pensar nisso, de jeito nenhum!) — Ela sacudiu a cabeça, em uma tentativa de afastar os pensamentos intrusivos — (Isso é só um sonho idiota e maluco, coisa da minha cabeça, são eles que estão me deixando maluca!)

Por fim, chegou até a porta de sua casa, abriu-a e adentrou sua residência

Susie — Eu preciso esquecer isso, eu não quero sonhar com isso, seja lá o que for, já me cansei deles — Deixou a mochila na sala, e se dirigiu até seu quarto — Eu só quero dormir em paz novamente, é pedir demais?

Deitou-se em sua cama, sem nem mesmo tirar os sapatos

Susie — Tem que ter alguma explicação lógica pra isso tudo, alguma coisa pra justificar o por que eu sonhei com isso mais de uma vez. Se bem me lembro Isac disse algo sobre as coisas e pensamentos que ficam no subconsciente.

Ficou com os olhos abertos, contemplando o teto

Susie — Isso explicaria o sonho de hoje, essa coisa toda de Rosa e Pássaro que aqueles dois palhaços colocaram na minha cabeça, mas não explica o sonho do dia anterior

. . .

Ela então sacudiu a cabeça

Susie — Eu estou fazendo o contrário só que deveria, porque estou pensando nisso? Não vou esquecer se ficar tentando achar sentido nele, mas no fim das contas só quero algo que me conforte, tudo aquilo pareceu muito real…

Seus pensamentos já não cabiam mais em sua cabeça, saindo abertamente de sua boca

Susie — Quem sabe aquele garoto não me lembre tanto o Cayel por que ele fica na minha cabeça, de uma maneira ou de outra…mas nem por isso eu gostaria que algo assim ocorresse com ele. Mesmo que não precise ter sentido algum, algo me incomoda muito…

Quanto mais tentava encontrar sentido, mais sentia que a resposta que buscava ficava mais e mais distante

Olhou então para a miniatura da Bruxa da Rosa Negra, que havia ganho de Cayel no dia anterior

Susie — Aquilo não passa de um conto romântico trágico, não passou de um sonho, e vai continuar desse jeito, não quero mais isso me atrapalhando no dia a dia.

Tentava constantemente se convencer com as palavras que falava, mas no fundo sabia que elas não a reconfortavam

Susie — E como se já não bastasse isso, ainda tem aquela garota, por acaso ela tem alguma rixa comigo que eu desconheça?

Voltou a contemplar o teto, querendo adormecer logo

Susie — Ninguém faria algo assim, mesmo que seja alguém tão cheio de si…espera

Lembrou então das palavras de Isac

Susie — Os dois andaram duelando ultimamente, não vai me dizer que…ah, só me faltava essa…esse cabeça de gaivota anda falando de mim pros outros agora também?

Foi pouco a pouco fechando os olhos, caindo no sono

Susie — Do jeito que lhe falta talento com as palavras, ela deve ter entendido algo completamente diferente do que ele falou, e agora ela vai querer me enfrentar novamente, ou me importunar para que eu a enfrente novamente…

. . .

Susie — Por que você tem que complicar tanto as coisas Cayel?. . .Quando foi que tudo acabou desse jeito…

Por fim, calou-se, estava cansada, queria um descanso, especialmente de seus próprios pensamentos, que pareciam não cessar nunca.

Aquela seria uma longa tarde, que precedia uma longa noite, com o sol se pondo devagar, deixando o brilho da lua iluminar um pouco os grandes arranha céus e complexos de escritório

Ao menos não havia previsão de chuva, considerando a tempestade da noite anterior isso poderia ser considerado uma benção

A vida noturna podia florescer mais uma vez, livre como sempre, imprevisível como nunca

.

.

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? — Mas eu jamais me esquecerei de você…

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