You're My Only Song

8 Começo de expedição


Notas iniciais
O capítulo de hoje é uma explicação exata dos meus conceitos de Jestin e Jocy. Tem até um pouco de Sumille. Vamos, leiam...Uh... Kames se aproximando também.Nota de Atenção: Segunda-feira e sexta-feira que vem não haverão posts porque vou esperar a Jess chegar aqui, ou vou adiantar muito a fic pra ela. Então, vamos deixar por aqui e só segunda dia 23 haverá post novamente.

– Foi o que vocês ouviram – O diretor Rocque reafirmou.

Ninguém do grupo esboçava uma reação mais ampla do que cacoetes sem ter o que falar. Disfarçadamente, Logan levou sua mão até a de Carlos e apertou, transmitindo segurança para o pequeno latino. O resto do grupo não estava tão “ligado” como os dois. Mas de certa forma, vontade não faltava. A vontade de Kendall era ter pego James em seus braços e dizer a ele que mesmo que eles fossem, ele iria protegê-lo, mas se não podia, fez apenas o que estava ao seu alcance.

– Não podemos ir, James está machucado – Ele indagou.

– Ele não vai morrer. Além disso, a expedição não é nada de mais – Rocque continuou virando os olhos – Vou mandar vocês para uma campina que tem perto daqui para coletar algumas amostrar para a feira de ciências no final do acampamento. Amy irá acompanhar vocês.

– Gustavo, posso falar com você? – Amy perguntou, puxando o braço do diretor e arrastando-o pro lado de fora.

– O que foi? – Rocque perguntou.

– Não gosto disso. Temos o James machucado, Lucy em crise, Dustin odeia todos eles e corre o risco do aparelho do Carlos quebrar de novo no meio da expedição.

– Deixe ele no acampamento e ele vai permanecer seguro – Gustavo insistiu.

– Claro que não. Não depende de ele estar com a gente ou não. Depende de ele ouvir se tem algo errado ou não. E, além disso, se acontecer de sermos atacado por algum animal, como o James vai conseguir fugir? Pelo que eu sei, aquelas muletas não são foguetes disfarçados.

– Amy, se vocês forem atacados, será culpa sua, por ter lhes deixado fazer alguma coisa, que atraiu um animal.

– Gustavo!...

– Amy!

– E o Dustin! – A mulher tentou argumentar mais uma vez – Aqui, com muitas pessoas ao redor, ele já quase matou o Carlos e a Sunny. O que acha que ele pode fazer se ficar sozinho com um deles?

– Essa expedição é pra isso. Faça com que eles se entendam. E nem tente dizer nada sobre a Srta. Stone. Ela só tentará se matar de novo se você deixar algo com que ela possa se matar ao alcance.

– Então não podemos levar nada?

– Deixa de palhaçada.

– Gustavo, se eu for ter que aguentar isso, você também vai.

– Não posso deixar o acampamento sem nenhum diretor.

– Deixe o Erwin como diretor e vem comigo ou nenhuma expedição.

– Está me afrontando?

– Estou.

– Não tem medo de ser demitida agora?

– Faça o que quiser, meu salário já é quase zero mesmo.

– Amy, eu não vou nessa expedição e ponto.

– Você vai sim.

~*~

– É... Ele não vai – Amy disse colocando as mãos nos cabelos.

– Daqui até ele sair daquele banheiro o verão acaba – Kendall disse colocando a mochila nas costas. O grupo estava nos fundos do acampamento. Ele se encerrava em um pedaço de floresta marcado por um trilha, por onde, provavelmente, o grupo seguiria. Todos, menos James, tinham suas coisas nas costas. O garoto que não podia andar, teve Kendall se oferecendo para levar as coisas para ele.

– Obrigado, de novo, por levar minhas coisas, Kendall – James agradeceu, pela vigésima vez (Kendall havia contado).

– Já disse que não precisa agradecer, James. Você tá machucado.

– Que fofo – Sunny disse num tom falseteado.

– Não é fofo, é prestativo – Kendall a corrigiu.

– Que seja. Mas ainda é fofo – Sunny falou e riu do loiro que virou os olhos.

– Bem... O diretor Rocque está com... Probleminhas digestórios... – Amy disse.

– Estamos entre amigos. Pode falar caganeira – Kendall afirmou, assustando James e fazendo Jett e, surpreendentemente, Dustin rirem.

– Kendall! – Amy o recriminou.

– Que foi? Ele não tá com...

– Não fala – James o deu um beliscão, enquanto isso o restante do grupo começava a rir também.

– Enfim... Graças aos problemas dele...

– A disenteria? – Kendall perguntou cínico. Mais uma vez, uma parte do grupo riu, enquanto outra (vulgo, Carlos, Camille e Jo) faziam cara de nojo.

– Essa também – Amy rolou os olhos – Enfim... O Diretor Rocque não vai poder ir. Então vamos apenas nós mesmos até a campina. Tudo bem por vocês?

– Por mim sim, e vocês galera? – Logan perguntou ao resto do grupo.

– Ela se acha a líder – Jett disse com uma voz feminina e Dustin riu.

– Cala a boca, Jett – Logan disse irritado.

– Por nós, tudo OK – Kendall falou – Se quiser ir, podemos ir.

– Então, vamos – Amy falou, puxando sua mochila do chão e pondo-a nas costas. O grupo seguiu a monitora pelo meio da trila, em meio a mato e árvores intermináveis até chegarem a uma clareira banhada por um pequeno riacho de água limpa.

– É aqui – Amy disse – Se quiserem, podem armar as barracas e guardarem suas coisas... Logan, pode me ajudar com a comida?

– Claro – O garoto respondeu.

Carlos ficou um pouco irritado com a atitude de Logan em aceitar o convite, afinal, ele deveria estar ajudando-o a armar a barraca. Mesmo assim, o latino compreendeu que Logan era alguém prestativo e isso era fascinante nele. Sempre pronto a ajudar os outros.

Enquanto Carlos se doía por não ter a companhia de Logan e era contado por Camille e Sunny, James e Kendall se esforçavam para colocar a barraco no local.

– Espera... Eu acho que essa peça tem que encaixar ali – James apontou, enquanto Kendall tentava colocar os pinos um dentro do outro.

– Seria mais fácil se você ajudasse ao invés de só apontar – Kendall expôs, olhando para o outro repreensivamente.

– Desculpa – James disse, largando as muletas e dando um jeito de se sentar no chão, para encaixar as peças.

– Não, eu peço desculpas. Você tá machucado por minha culpa e eu aqui exigindo que você trabalhe – O loiro falou um pouco melancólico.

– Até que é legal, já que é com você – James deixou escapar.

– Como é? – Kendall perguntou arregalando os olhos. James corou fortemente e desviou o olhar, pegando as muletas rapidamente.

– Nada, esquece – O moreno tratou de se levantar com velocidade – Amy, Logan, querem ajuda com a comida – Ele perguntou para tentar evitar que Kendall fizesse mais perguntas. O loiro apenas o olhava surpreso. Sua língua estava presa e sua mente confusa por tudo o que a frase de James podia significar. Apenas balançou a cabeça para tirar os pensamentos inúteis e continuou a armar a barraca (ou pelo menos fingir que estava armando-a).

– Quer ajuda? – Jo perguntou se abaixando ao lado dele.

– Por favor – Kendall falou.

– Você sabe pedir ”por favor”? – Jo zombou e Kendall virou os olhos – Nunca armou uma barraca na vida?

– Não... – Kendall negou timidamente.

– Como nunca? Todo mundo já montou uma barraca na vida... Bem, pelo menos todo mundo que eu conhecia até conhecer você.

– Eu nunca acampei... Minha mãe sempre disse que um dia ia me levar pra acampar, mas aí... Enfim, meu pai não tem tempo pra acampar comigo, então é melhor pra ele me mandar pra um acampamento de verão, já que as barracas aqui já estão armadas.

– O que aconteceu com sua mãe? – Jo perguntou.

– Não é da sua... – Kendall começou, mas respirou fundo – Eu não quero falar sobre isso.

– Tudo bem por mim – A garota falou com um sorriso – Não sou de forçar segredos.

– Obrigado – Kendall falou e estendeu a mão a ela. Jo a apertou. Os dois definitivamente se davam bem, já que Jo fazia o tipo de garota que Kendall admirava: não era fofoqueira e nem curiosa demais.

James olhou para aquele aperto de mão. Era tudo que ele não queria ver. Mas era o mais provável que fosse acontecer. Kendall estava com uma garota, o que tinha de surpreendente nisso?

– James! – Logan gritou estalando os dedos na frente do rosto do outro moreno que sacudiu a cabeça.

– Oi! – O garoto falou rapidamente.

– O que deu em você? Tô te chamando há meia hora. Pega o alho na bolsa da Amy, por favor – O mais baixo repreendeu um pouco impaciente.

– Ah, sim. Desculpa – O maior falou e foi até a bolsa de Amy, caçando pelos bolsos o pequeno pote que guardava alguns dentes de alho. Enquanto isso, Amy e Logan temperavam um pouco de carne que seria assada na fogueira para o almoço do grupo.

– Precisamos mesmo fazer um almoço desse porte? – Logan perguntou.

– De que porte? Arroz com carne assada é o menor porte entre os portes pequenos – Amy disse e começou a rir.

– Eu nunca ouvi tanto “porte” num único minuto – Logan riu também.

– Aqui o alho – James entregou o potinho e voltou a olhar para Kendall. Jo e ele conversavam e riam, enquanto a loira ensinava o garoto a montar a barraca com muita destreza, fazendo James sentir uma leve pontada de inveja de tal habilidade.

– Você tá com ciúmes de qual deles? – Logan perguntou baixinho, assustando a James.

– De nenhum deles – James negou rapidamente.

– Fala sério... Ninguém olha pra outra pessoa por tanto tempo assim sem pensar: “a. De onde esse ET saiu” ou “b. O que eles estão fazendo juntos?”.

– Pois eu não estou pensando nenhum dos dois.

– Ah, é? Então está pensando “c. Por que eu não sou tão bom quanto ele?” – Logan afirmou com máxima certeza, como se tivesse lido os pensamentos de James. De fato, era isso que ele estava pensando, ou quase, já que o pronome no final da frase estava incorreto – Ou ela – Logan concluiu, mais uma vez, como se adivinhasse os pensamentos de James.

– Isso também não – James negou rapidamente.

– Ah, então é o Kendall – Logan o olhou com um sorriso malicioso.

– Não! – James praticamente gritou, atraindo todas as atenções do acampamento. Tal fato o fez corar e colocar as mãos no rosto.

– Seu segredo está a salvo comigo – Logan sussurrou e voltou a picar o alho como se nada estivesse acontecendo. James olhou para ele surpreso, decidiu apenas sair e ir ajudar Carlos com sua barraca.

Enquanto isso, Jett e Dustin estavam montando a barraca juntos sem trocar uma palavra sequer. Enquanto Jett montava seu esqueleto, Dustin se levantou e foi pegar a lona, que estava logo ao lado do outro garoto.

– Poderia ter pedido pra que eu te passasse – Jett falou.

– Não sou de pedir favores a quem não está do meu lado – O coração de Jett saltou no peito, como se tivesse sido socado.

– Mas... Eu... Eu estou do seu lado... Sou seu melhor amigo...

– Não é não – Dustin o interrompeu – Se fosse, teria ficado comigo ao invés do Kendall quando ele me bateu ontem à tarde.

– Quem disse que eu fiquei do lado dele?

– Você foi com ele e não comigo – Dustin disse.

– Não quer dizer que eu não tenha me preocupado com você.

– Não explicitamente.

– Por que está falando isso?

– Porque eu finalmente descobri que você é um falso que prefere o Kendall a mim.

Os olhos de Jett se encheram de lágrimas e o garoto se levantou, correndo em direção à parte mais próxima da floresta e se encostou ao tronco de uma árvore. Desceu vagarosamente até encostar o chão e deixou toda a dor vazar por seus olhos. Aquele velho aperto no peito lhe voltava agora. Dustin o achava um falso e tudo por uma atitude errônea. E o pior, Jett sabia que aquilo era verdade. Ele devia ter vencido o medo do que poderia vir de Kendall e ficado ao lado de Dustin.

~*~

Lucy terminou de montar sua barraca rapidamente, mais por ter recebido a ajuda de Sunny, mas também por estar apressada em terminá-la e se trancar lá dentro, sem que ninguém mais a viesse incomodar. Ela queria ficar sozinha e longe de todos.

– Lucy – Jo chamou, enquanto a garota abria o zíper da barraca rapidamente.

– O quê? – Ela perguntou friamente, fazendo a loira, inclusive, se assustar – Eu... Eu queria conversar um pouco mais com você...

– Desiste e me deixa em paz – Lucy falou fechando o zíper da barraca.

– Você sabe que eu posso abrir por fora, não sabe? – Jo questionou colocando as mãos na cintura.

– Abra se quiser, mas não fala comigo – A morena gritou do interior da barraca.

– Olha, Lucy – Jo abriu a barraca e se jogou pra dentro dela – Eu sei que alguma coisa aconteceu pra você fazer o que fez lá no camping. Então... Por que não fala logo?

– Não vem com essa filosofia de dizer que se eu falar eu vou me sentir melhor, que isso pra mim é estupidez.

– Pra mim também – Jo afirmou – Por isso, tudo que eu vou dizer é que, você pode confiar em mim, não conto a ninguém.

– Sério? Não conta pra ninguém? – Lucy perguntou;

– Não – Jo disse.

– Eu também não – A garota saiu da barraca, fugindo com um sorriso no rosto, o que espantou um pouco Jo. Mesmo assim, a loira saiu correndo atrás dela. As duas se perseguiram por toda a clareira até Lucy desse um drible em Jo e depois a empurrasse dentro do riacho com roupa e tudo, pulando logo em seguida.

As duas boiaram em meio a risadas altas, que deixou todo o restante do grupo surpreso.

– Por que você não ri assim o tempo todo? – Jo perguntou ainda sorrindo – Por que tentou fazer aquilo?

– Ah, Jo, tava tudo muito legal, até você abrir a boca – Lucy disse saindo de dentro da água, sem seu sorriso. Na verdade, sua expressão era de pura chateação.

– Desculpa – Jo pediu saindo da água, também – Eu sei que você não quer falar disso.

– Ei, pombinhas – Camille chamou – Que tal a gente sair atrás de umas frutas pra sobremesa?

– Eu topo – Jo disse – Vem com a gente, Lucy.

– Tudo bem – A morena deu de ombros.

– Sunny? – Camille perguntou.

– Ora se eu ia perder a chance de ir pro meio do mato com a mais gata desse acampamento – Sunny disse, fazendo Camille corar muito.

– Oh-ho! – Logan disse – Cuidado, Camille. Algum bicho pode te devorar.

– Vale o mesmo pra você, Carlos – Sunny gritou, assustando o latino e o moreno. A garota saiu com um sorriso malicioso na direção das outras e foi seguida para o interior da floresta.

Os olhares e risos eram para Logan, enquanto isso. O garoto abaixou seu olhar para os ingredientes e temperos e ficou assim, para evitar as piadas. Assim como Carlos, que se escondeu no interior de sua barraca.

~*~

– Então, o que vocês acham que devemos caçar pra comer de sobremesa? – Jo perguntou.

– Deve ter alguma árvore frutífera por aqui, tenho certeza – Camille falou examinando as árvores – Aquilo ali é manga? – Ela perguntou.

– Duvido muito – Lucy disse olhando para as frutas amareladas – Acho que são pêssegos.

– Nessa época do ano? – Jo disse duvidosa.

– Eu sei lá – Lucy deu de ombros.

– Vamos procurar coisas que tenhamos certeza do que são – Sunny disse tomando a frente e indo em direção a um grupo de árvores similares – Muitas árvores juntas significam disseminação de sementes, ou seja – Sunny olhou para a copa das árvores e comprovou sua teoria – Árvores frutíferas... Macieiras! – Ela apontou às plantas, orgulhosa.

– Se a Camille é a versão masculina do Logan pela aparência, a Sunny é pela “nerdigência” – Jo disse e Lucy riu.

_*_

Um almoço e quatro horas de coleta de material nas florestas depois, todos estavam de volta ao acampamento. Caçaram frutas curiosas, sementes estranhas, plantas atrofiadas, animais interessantes. Foi uma verdadeira aventura de exploradores. James tinha dificuldade de se locomover pelo meio da floresta, com as muletas, por isso, ficava sempre na trilha e perdeu um pouco da diversão, nada que Kendall não pudesse contar animadamente depois.

Depois de todo o tempo, a fome apertou e eles decidiram voltar ao acampamento, para comerem um lanche, antes de fazerem um estudo sobre o que tinham descoberto e finalmente jantarem para depois irem dormir.

– Chegamos – Kendall disse, enquanto esperava James sair para a clareira, calmamente.

– E pela cara do céu, acho que vai chover – Amy disse – Se formos querer algo quente pro jantar, é melhor fazermos logo e guardarmos ou não vamos poder acender fogueira.

– Essas barracas não molham, não é? – Lucy perguntou.

– Não precisa se preocupar, Lucy. Elas são a prova de chuva – Amy afirmou com um sorriso.

Apesar do céu cinzento e pesado, o grupo teve muito tempo antes que os primeiros trovões ecoassem pelo ar. Fizeram seus estudos e a comida, e depois se deliciaram ao pé de uma pequena fogueira, para assarem algo, de preferência, marshmallows.

– Alguém sabe alguma história de terror? – Logan perguntou, enquanto estendia os espetos dele, Sunny e Camille.

– Eu conheço umas, bem legais – Kendall disse.

– Ei, alguém aí viu o Jett? – Dustin perguntou olhando em volta. Só então todos perceberam que o loiro não tinha se juntado a eles por nenhum momento da tarde.

– Não... Ele não armou a barraca com você? – Sunny respondeu.

– É... Mas... Eu vou procurar por ele – Dustin disse, pegando uma lanterna. Não sabia de quem era ou se podia pegar, apenas tomou posse do objeto.

O garoto saiu em busca do outro no meio do curto escuro que já se fazia àquela hora. Dustin apontou às árvores, mas nenhum sinal de Jett. Foi procurar, inclusive, no local pra onde viu que Jett tinha ido. Nada dele em lugar nenhum. Também não havia sinal dele em nenhuma barraca.

– Jett! – Dustin gritou para a floresta, tudo que ouviu foi um eco. Voltou ao lugar onde Jett estava, as folhas estavam amassadas em uma pequena trilha, como ele pode perceber. Eram como pegadas. Ele as seguiu indo cada vez mais para o interior da mata – Jett! – Chamou mais uma vez.

– Dustin? – Uma voz trêmula perguntou.

– Jett? – Imediatamente, Dustin acelerou seus passos em busca da voz.

– Aqui – Jett acenou para a luz da lanterna, se mostrando no interior de uma pequena caverna, feita nas pedras do local.

– Jett, você tá bem? – O moreno (sim, eu prefiro o Dustin moreno) perguntou.

– Por que você se importa? – Jett se encolheu mais ainda dentro da caverninha e Dustin sentiu uma culpa enorme por tudo o que tinha dito à tarde. Bastou o sumiço de Jett pra ele perceber, que o que ele tinha na verdade eram ciúmes de Jett com Kendall.

– Jett, me desculpa pelo que eu disse hoje à tarde... Mas você também não precisava ter fugido.

– Eu não fugi. Eu vim andar por aqui e... Eu me perdi – Jett falou envergonhado. Colocou as mãos no rosto para esconder a coragem que o tomava.

– E decidiu esperar aqui, pra ver se alguém vinha te encontrar? – Dustin perguntou.

– Uh-hum – Jett fez timidamente.

– Tudo bem, vem comigo – Dustin estendeu a mão para o amigo e ele a pegou. Ele procurou a trilha de pegadas nas folhas e voltou ao acampamento, logo quando os primeiros pingos de chuva começavam a cair – Vamos correr ou vamos nos molhar.

– Meninos! – Amy acenou da fogueira – Corram!

Os dois obedeceram e se uniram a todos para recolherem o material e depois foram para sua barraca.

Os dois se espremeram para trocarem as roupas sujas da tarde e finalmente conseguiram se deitar e se cobriram. O barulho da água da chuva na barraca era um pouco reconfortante para os dois.

– Obrigado por ter me achado, Dustin – Jett disse, virando seu olhar pra ele.

– Desculpa por ter dito aquelas coisas sobre você... Acho que eu não tava com a cabeça no lugar – O moreno retribuiu o olhar.

– Eu também peço desculpas... Por ter ido com o Kendall.

– Isso não importa, Jett – Dustin balançou a cabeça – Você ter ido com o Kendall não quer dizer que você seja mais amigo dele. Eu sei que você só foi por medo... Eu acho que eu só fiquei com um pouco de ciúmes.

– Ciúmes de mim? – Jett arregalou os olhos.

– Ciúmes? Eu disse? Eu quis dizer inveja... Inveja do Kendall... Por que ele consegue ter você perto dele quando quer e eu não.

– Como assim? – Jett arregalou os olhos mais ainda (como se fosse possível).

Dustin mordeu o lábio. Ele só estava se enrolando mais e mais.

– Tudo bem... Jett – Ele decidiu se abrir de vez – Eu tenho mesmo ciúmes de você. Eu gosto de você bem mais do que como meu melhor amigo... Eu vejo em você uma pessoa linda e encantadora que eu quero do meu lado... Desculpa por sentir essas coisas... – Dustin falou com curtas pausas para respirar. Quando ele terminou, a adrenalina em seu corpo estava no auge da quantidade. Seu coração batia rápido e só não podia ser ouvido, porque o barulho da chuva era mais alto. O de Jett estava igual. O loiro mal podia acreditar no que tinha ouvido.

– Me desculpa, também – Jett disse, para a surpresa de Dustin.

– Pelo quê? – Ele perguntou.

– Por isso – Jett afirmou beijando Dustin profundamente.

Notas finais
Isso é muito... Empolgante?