You're A Wizard

3 O regulamento de Hogwarts


Notas iniciais
AHHH esse capítulo!!! (6)

John chegou mais perto da coruja e ela o encarou. Não, claro que não, corujas não encaram. Ela era muito branca e tinha metade do tamanho de uma coruja comum. A coruja soltou a carta na mesa e piou.

John abriu o pedaço de pergaminho e leu:

“Estou desenvolvendo algumas experiências em minha sala, se a carne assada não o deixou muito sonolento eu aceitaria sua ajuda. Você deve estar ciente que eu ocupo uma das masmorras.

SH”

A coruja parecia estar esperando pela sua resposta, de modo que John rabiscou rapidamente “ok” no verso do pergaminho, reprimiu um bocejo e voltou pelo caminho de onde veio. Isso ia levar apenas alguns minutos, certamente.

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-Eu sinto muito ter estragado seus planos para noite, mas como eu percebi que você estaria acordado após a janta, eu decidi que arriscar não faria mal. – Sherlock disse em cumprimento quando John empurrou a porta da sua sala. Se John tivesse entrado nela quando o professor Snape a ocupava teria notado que quase nada mudou, mas em comparação a de Slughorn a sala era assustadora. – Mas eu acho que você pode continuar a preparar suas aulas amanhã, na biblioteca é mais confortável, não acha?

-Como você sabe que eu ia preparar aulas depois da janta? – John pergunta com a testa franzida.

-Você levou livros da biblioteca quando saiu. Se fosse para usar amanhã poderia simplesmente voltar à biblioteca. – Sherlock disse sem levantar os olhos do livro de poções.

-Certo, em que você precisa de ajuda então? – Sherlock sorriu para John por trás da fumaça púrpura que saía do caldeirão de uma forma que fez o estômago de John cair.

Quando John voltou para seu quarto três horas depois, apenas se jogou na cama, tão cansado que estava, nem ao menos tirou os sapatos, ele só queria dormir. Sherlock queria que ele mexesse o caldeirão, picasse algumas ervas usadas para as poções, nada demais. John quis comentar que ele não precisava de ajuda com isso, ele faria tudo rapidamente com um aceno de varinha, mas ele não estava incomodado com isso.

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O resto da semana passou tão rápido que John mal sentiu. Sherlock só era visto pelos corredores pela manhã, o café era a única refeição que ele fazia com os outros ocupantes do castelo. O resto do tempo Sherlock e mesmo John passavam na biblioteca e John talvez tenha perdido mais duas noites de sono ajudando Sherlock com seus experimentos extremamente irrelevantes, mas secretamente muito feliz.

Apesar dos estranhos hábitos alimentares do seu amigo pálido, John pôde ter a companhia de Sherlock no jantar de primeiro de setembro. O rosto de Sherlock demonstrava uma leve surpresa durante toda a noite do jantar de abertura, quando algo estalou na mente de John.

-Você não estudou em Hogwarts. – Disse entre goles de suco de abóbora enquanto Sherlock não comia nada, apenas olhava. – Onde você se formou?

-Eu estive em Beauxbatons. – Ele disse com um suspiro enquanto varria os olhos pelo salão. – Quando eu tinha dez anos meu pai morreu, então nos mudamos para França, onde minha vó mora. Por mais que eu quisesse vir para Hogwarts minha mãe não permitiu. Então eu fui pra mesma escola que ela.

John não conseguiu pensar em nada para falar, então encheu a boca de purê. Sherlock não pareceu se importar com o silêncio. Quando a sobremesa chegou John viu Sherlock comer bolo de caldeirão, e se sentiu um pouco melhor. Incomodava o fato de que Sherlock parecia nunca comer nada.

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O mês de setembro acabou, e John se sentia em casa como se nunca tivesse saído de Hogwarts. A maioria de seus alunos gostava dele, mas Sherlock era o professor menos querido de todos. Apesar de todos os esforços de John e todas as conversas que teve com Sherlock sobre como tratar crianças, nos últimos dias de outubro um aluno do primeiro ano chegou a sua classe com orelhas de burro foi a gota.

John reverteu o feitiço e deixou a sala lendo o texto-capítulo dessa aula, e foi até as masmorras. Quando Sherlock viu que John entrando em sua sala pareceu confuso, mas ele sorria para John. John já estava acostumado com o famoso “eu não sei qual foi a besteira que eu fiz, mas aqui vai um sorriso culpado pra você não brigar comigo” sorriso, não ia funcionar hoje.

-Você acabou de mandar para minha aula um aluno com orelhas de burro? – John disse entre os dentes e os alunos do terceiro ano trocaram olhares chocados entre si.

Sherlock rolou os olhos e saiu da sala de aula para conversarem no corredor.

-Ele não pôde preparar uma simples Poção Wiggenweld!

-Não interessa Sherlock, você não pode simplesmente colocar orelhas de burro em um aluno. – John segurou a ponte do nariz e suspirou, tentado manter a calma. – Eu vou ter que reportar a McGonagall, você sabe.

-Faça o que você acha que deve John – O rosto de Sherlock tinha uma nova expressão quando voltou para sua sala de aula batendo a porta na cara de John.

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John foi até McGonagall e por mais que ele não conseguisse tirar da cabeça como Sherlock pareceu traído quando ele disse que vinha, era o certo. A diretora não ficou exatamente feliz em ouvir o que John tinha a dizer, mas ela disse que não era a primeira vez que isso acontecia, disse pra John não se preocupar, ela sabia o que fazer.

Sherlock não apareceu na manhã seguinte para o café, talvez fosse impressão de John, mas talvez seu amigo o estivesse evitando, porque normalmente eles se esbarravam pelos corredores do castelo o tempo todo, e agora John tinha passado o dia todo sem vê-lo. Como no dia seguinte Sherlock também não foi visto, John achou que talvez fosse hora de procurá-lo.

John esperou até depois da janta para descer até as masmorras e ver se Sherlock estava bem, talvez pedir desculpas se fosse o caso, tinha sido a primeira vez em meses que John não tinha visto seu amigo, e não percebeu que suas breves conversas durante o café ou entre as aulas iriam fazer tanta falta, mas quando empurrou a porta, John estava segurando a respiração.

Sherlock estava sentado em sua mesa, lendo um livro muito grosso que John nunca tinha visto, mas podia ser qualquer coisa, John tinha certeza de que não chegou a conhecer metade da biblioteca da escola. Quando John entrou na sala seu amigo não ergueu os olhos do livro, mas apontou a varinha para uma cadeira no canto da sala e ela planou até a sua mesa, exatamente de frente para Sherlock.

John sentou e ficou olhando Sherlock ler. Na verdade ele estava admirando, mas ele nunca admitiria, assim como não admitia que as borboletas no seu estômago tivessem a ver com a criatura divina a sua frente e silenciosamente fez uma anotação mental de parar com as sobremesas após a janta.

Ele esqueceu isso nesse momento, por que Sherlock ergueu a vista e ele estava sorrindo, John queria saber por que, já que ele o dedurou para Minerva.

-Por que você está tão contente, Sherlock? – Perguntou devagar

-McGonagall me deu como punição isso. – Apontou para o livro. – Eu tenho que ler o regulamento de Hogwarts. É fascinante John. As coisas que são proibidas nesta escola. Mas eu estava dando uma segunda olhada agora e sabe o que não é proibido? – John achou que estava delirando, mas o jeito que Sherlock o olhou lembrava muito um hipogrifo olhando uma doninha muito grande.

-Não faço ideia. – John não conseguiu desviar os seus olhos dos de Sherlock enquanto ele dava a volta em sua mesa

-Relacionamento entre funcionários. – Disse simplesmente.

-O que? – Tinha alguma coisa errada acontecendo com John, ele agradeceu estar sentado por que achou que suas pernas perderam a função por um segundo.

-Você é mais esperto que isso John. – Sherlock revirou os olhos e chegou mais perto. – Namoro entre professores. – Disse com um sorriso que fez John corar.

-O que você quer dizer com isso? – John disse com a voz estrangulada, mas ele não saberia explicar o por que.

-Eu quero dizer isso – Sherlock disse enquanto puxava John de pé pelas vestes e o beijava nos lábios.

John aparentemente não sabia que queria até acontecer. Os lábios de Sherlock eram tão macios quanto aparentavam. Não que John pensasse muito nisso. E por mais que John tentasse ficar calmo com o fato de que a língua de Sherlock estava na sua boca ele ofegou quando as mãos dele desceram perigosamente em suas costas.

John pessoalmente aproveitou o momento para encaixar os dedos nos cachos negros de Sherlock, que ele vinha secretamente cobiçando mais que tudo. Os fios eram macios e seus dedos deslizavam com facilidade. John puxou um pouco os cabelos e quando chupou a língua de Sherlock, ganhou um suspiro que era quase um gemido.

John quebrou o beijo e apoiou a testa no ombro de Sherlock, que não parecia estar disposto a quebrar o abraço, mas ninguém estava reclamando.

-Você disse namoro? – John perguntou com alguma dificuldade, tentando recuperar o folego. Era permitido um coração bater rápido assim?

-Na verdade como você prefere chamar não tem a menor importância. – Sherlock tentou soar sério, mas John podia ouvir o riso em sua voz. – O que você me diz?

-Eu não sei Sherlock – John viu os olhos repentinamente preocupados de Sherlock. – Eu acho q eu preciso de uma segunda opinião – Disse enquanto puxava seu amigo incrivelmente alto para poder beijá-lo outra vez.

Notas finais
Eu sei que a Edwiges é branca e por definição nenhuma outra coruja no mundo deveria ser branca, apenas ela, pra sempre ela. Mas se Sherlock precisa ter uma coruja, a coruja tem que ser a mais elegante de todas, você sabe. Então tinha que ser.
Mas essa não é a parte mais interessante do capítulo, certo?