You're A Wizard

2 O primeiro dia


Notas iniciais
Eu queria ter atualizado muito antes, mas aparentemente a vida não é apenas diversão ):
Espero que gostem desse nova parte.

John estava em Hogwarts novamente, mal podia acreditar. Tinham passado 12 anos desde que pisou nos terrenos pela última vez. Ele estava muito feliz que iria lecionar. Defesa Contra a Arte das Trevas sempre foi uma das suas matérias preferidas desde o primeiro ano. Estava se sentindo feliz e confiante, como não se sentia em anos enquanto arrastava o malão para seus aposentos.

John derramou o conteúdo da mala em sua cama, arrumou tudo com um aceno de varinha e esperou em seu quarto até a hora do almoço, onde encontraria antigos professores e conheceria os novos.

Enquanto olhava sua imagem no espelho (“penteie o cabelo! Nem pense em sair com essa camisa amassada!”), John podia ver nas linhas de expressão do seu rosto os anos que passou fora dos portões de Hogwarts.

John passou anos trabalhando como curandeiro em St. Mungus fazendo nada se não o bem e mesmo assim sofreu com a perseguição aos nascidos trouxas quando Voldemort retornou. Ele abandonou o trabalho e a família e precisou se esconder em lugares escuros e frios, completamente só.

Era um milagre que estivesse vivo, tantas vezes tendo que lutar contra três ou mais bruxos que queriam trocar sua cabeça por um punhado de galeões. Quando cansou de fugir, John começou a caçar os sequestradores e matar todos que ele conseguia por as mãos. John fechou os olhos e lembrou quando a guerra acabou, lembrou de aceitar o pedido para se tornar um auror.

John olhou para o espelho e os olhos que o encaravam tinham um brilho diferente. Quando a professora McGonagall enviou-lhe uma coruja pedindo para ser preencher a vaga de DCAT ele já havia percebido há algum tempo que o trabalho de auror era cansativo e pouco vantajoso, ele viu o pedido como uma oportunidade de recomeço. Então respirou fundo e quando o espelho disse que sua aparência era aceitável ele saiu.

Quando John entrou no Salão Principal foi recebido por McGonagall com um abraço um tanto entusiasmado.

–Muito obrigada por aceitar meu pedido, John. Tanto tempo e ainda assim ninguém quer o cargo. – Ela disse com um sorriso cansado.

–Na verdade é uma honra. Não fico tão animado desde que capturei o último comensal da morte, mas isso faz algum tempo. – John disse sorrindo.

–Bom, eu receio que ser professor não dê tanta emoção quanto capturar bruxos das trevas, John. Será que você vai se acostumar com a vida pacata em Hogwarts?

–Mas a vida em Hogwarts nunca foi pacata. – Disse John com um sorriso.

–É bom que pense assim, venha, vou apresentar você a todos, mas eu acho que nenhum rosto é realmente novo. – Então McGonagall encaminhou John a mesa dos professores.

E os rostos não eram novos mesmo. John se sentou na mesa principal com os seus antigos professores, exceto pelo professor de Herbologia, Longbottom, que já lecionava há algum tempo. John não pode deixar de notar que a cadeira a sua direita estava vazia.

–O professor de poções não chegou a Hogwarts ainda? – Perguntou a Flitwick.

–Na verdade ele chegou há uma semana, mas ele só aparece no café da manhã às vezes. – Flitwick disse entre goles de suco de Abóbora. – Ele passa horas na biblioteca e trancado na masmorra sempre resmungando sobre alguma experiência, ou algo assim.

–Ele é um pouco excêntrico, claro. – McGonagall entrou na conversa. – Mas desde que Slughorn pediu afastamento no último ano e ele mandou uma carta dizendo que estava interessado na vaga eu não vi por que recusar. Ele tem ótimas referências, isso é o suficiente.

John precisava ir a biblioteca preparar suas aulas, então naquela tarde ele saiu da sessão de Defesa Contra a Arte das Trevas com mais livros do que deveria carregar numa pilha precária que ele apoiava no queixo, mas ele só deixou os livros caírem com um barulho audível porque alguém falou muito perto do seu ouvido:

– Eu posso ajudar você a carregar isso, parece demais pra um garoto tão pequeno.

John com certeza ia ouvir um sermão da Madame Pince sobre como os livros devem ser tratados e quantos desses livros tem mais que o dobro da sua idade, só de pensar ele estava muito vermelho quando se virou pra dizer que isso não teve a menor graça, mas não conseguiu.

Não conseguiu dizer ou se mover por que nunca imaginou que fosse ver aqueles olhos de novo e ali estavam eles. Encarando John, seus olhos se estreitaram quando a boca formou um sorriso inédito, como se tivesse algo muito divertido sobre o rosto de John. Ele parecia satisfeito.

– Eu falei sério, você parece precisar de ajuda com os livros – Sherlock disse enquanto se movia com mais graça do que deveria ser permitido pra alguém tão alto.

Ele apontou sua varinha para os livros e eles se moveram para uma mesa que já estava um tanto quanto cheia. Aparentemente sua própria mesa. Sherlock sentou-se a mesa e deixou John parado no meio do corredor sem reação alguma.

– Você pode se juntar a mim se quiser John – ele podia ouvir o riso na voz de Sherlock, e quando se virou viu que ele estava analisando algum livro, então John caminhou silenciosamente até a cadeira em frente a Sherlock.

– Então você sabe meu nome? – Não significava que ele se lembrava, afinal, faziam quase vinte anos.

– Sim, John Watson. – Sherlock rolou os olhos. – Descobrir o nome dos professores quando se é um professor é uma tarefa um tanto simples.

– Ah, é claro. É óbvio...

– Mas é claro que eu me lembro de você, se é o que você quer saber. – Sherlock tirou os olhos do livro – Eu tenho uma memória muito boa e poderia apostar que você também.

John sentiu o rosto arder, puxou um livro e fingiu se concentrar. Ele não ia dizer nada do tipo “Seria impossível esquecer seus olhos” e essa porcaria toda, mas ele pensou. E ele achava que Sherlock sabia disso.

De qualquer forma ele já estava ali, então eles se sentaram em um silêncio agradável enquanto cada um fazia suas próprias pesquisas até que fosse hora do jantar. John saiu da biblioteca levando dois livros. Sherlock ficou na biblioteca e não apareceu para jantar, o que ninguém pareceu notar.

John foi para seus aposentos após a janta um pouco sonolento. Ele se deu conta de como a comida de Hogwarts fazia falta na sua vida. Quando chegou em seu escritório uma coruja muito branca estava pousada no encosto da cadeira com uma carta no bico.

Notas finais
Sherlock não só lembra de John, ele lembra do que John disse pra ele. Há 19 anos atrás!!! Se isso não é amor a primeira vista eu não sei o que é u_u
Ow, me desculpe se é irritante, mas eu tenho alguma coisa com os olhos dele. Talvez eu pare com isso(mas não hoje).
Eu revisei isso algumas vezes, mas se passou algum erro de ortografia por favor avisem.