Notas iniciais
Então... Eu voltei!!! Será que alguém ainda acompanha aqui? É o que veremos!

“Se você não fizer o que eu mandar, na hora que eu mandar

Você vai ser punido. Você entendeu ?

(Sim, senhor)

Se você deixar a minha base sem a devida autorização,

eu vou te caçar e jogar sua bunda na cadeia

Você entendeu?

(Sim, senhor)

Eu não posso te ouvir!

(Sim, senhor!)

Grite!

(Sim, senhor!)”

(Drill Sergeant — Muse)

*

Hermione ainda sentia seu sangue pulsar quando saiu da presença do Lord das Trevas. Ela sabia que ele exalava autoridade, trevas e crueldade, mas não esperava ficar excitada diante de tal poder.

— Você está bem? — Draco perguntou um pouco preocupada com a maldição que ela havia sofrido.

— Draco, eu… — Ela suspirou e o fitou com olhos brilhantes — Eu estou incrivelmente bem. Foi mais fácil do que eu pensava, e sinceramente acho que vamos conseguir rápido ser tenentes do Lord.

Draco sorriu de lado, sua preocupação tornando-se fumaça ao notar o entusiasmo dela. Ele havia treinado ela, a preparado para isso e ela se saiu muito melhor que o esperado. Ela era algo que ele jamais poderia sonhar em ter, e ela estava do lado dele, sem reservas e sem aparentar sair correndo.

— Eu acho que vai ser menos difícil alcançarmos isso, sem dúvida. Principalmente com as suas ideias.

Os dois estavam de mãos dados, algo que era inconsciente já. Cada um mergulhado nos próprios pensamentos, tentando assimilar o que acabara de ocorrer. Era oficial, eles finalmente estavam juntos e não precisavam temer nada. De repente, para Hermione, ficou mais fácil encarar dona Narcisa, que provavelmente iria querer uma apresentação decente e totalmente imprevisível.

Antes que eles alcançassem os quartos, Draco parou bruscamente e a puxou:

— Bom, temo que minha mãe estará esperando na porta do quarto — Hermione fez uma careta, mas logo deu de ombros e ele sorriu — Minha mãe com certeza vai gostar de você, mas não era isso que eu queria dizer. Apenas lembre sempre que eu escolhi você.

Hermione estava pronta para fazer uma brincadeira, mas notou uma sinceridade agressiva nos olhos cinza. No momento ela não soube como interpretar, então apenas assentiu. Com seu gesto afirmativo, ele sorriu e os conduziu ao corredor dos quartos.

— Ora, se não é a tal garota misteriosa da Grifinória — Eles ouviram, antes mesmo de focalizar Narcisa Malfoy no corredor. Ela estava encostada na parede, de braços cruzados e mesmo que parecesse relaxada, sua expressão era ferina.

— Mãe, essa é Hermione Granger — Draco disse assim que se aproximaram. As duas mulheres se encararam. Hermione sentiu o peso materno naquele olhar, mas não recuou.

— É um prazer, senhora — A castanha disse soando sincera.

Os minutos que se seguiram foram tensos, Hermione sentiu-se nua de repente, como se Narcisa fosse capaz de ver tudo que ela algum dia pensou em esconder. Passado alguns minutos, antes que o silêncio se tornasse constrangedor, a loura sorriu.

— Você deve ser uma garota incrível, para Draco ter tido todo o trabalho que teve. Eu fico encantada em finalmente conhecê-la. — A mulher tomou as mãos de Hermione e envolveu com as suas. — Não acredito que você fez o Draquinho se apaixonar.

E lá estava a mãe escandalosa, amorosa e exagerada que Draco conhecia. Apesar de odiar aquele apelido, ele sorriu e relaxou. Hermione ficou um pouco zonza com a mudança repentina de atitude mas sorriu e também relaxou.

— Eu que fico encantada — Hermione disse — Seu filho foi minha salvação, obrigada por ele.

Ao dizer essa frase Hermione não pôde conter sua feição de ternura. Ela realmente era grata por ele ter aparecido e mudado tudo. Ela podia estar perdida ou miserável, mas agora tinha uma família, um grupo ao qual pertencer. Ela agora podia ser ela, forte, poderosa e implacável e ele sempre estaria ali.

Narcisa pôde ler todas aquelas palavras não ditas na expressão de Hermione e lembrou-se dela própria quando conheceu Lucius, sem resistir a abraçou com carinho e sussurrou:

— Bem vinda à família.

Os três se encontravam em uma bolha, totalmente alheios ao redor, então não poderiam imaginar que ali perto duas pessoas observavam em uma mistura de ódio e descrença:

— Você devia ter tido mais cuidado — Sussurrou a mulher — Agora ele está lhe esperando e não há nada que possamos fazer sobre isso.

— Eu agi de boa fé — Retrucou o homem fazendo a mulher bufar irônica.

— Espero que sua boa fé te acompanhe pois vai precisar. — Disse e retirou-se pois não suportava presenciar tal cena.

A mulher saiu de forma discreta, mas seu cérebro já formava várias ideias para desestabilizar e expulsar aquela intrusa da sua família.

*

A primeira semana de férias havia se passado de forma natural para Luna Lovegood. Ao chegar em casa já não aguentava de saudades do pai e resolveu ficar apenas com ele e deixar de lado, por enquanto, todas as mudanças que fizera e estava vivenciando em Hogwarts e ao lado de Hermione e dos sonserinos. Porém, o destino tinha outros planos para ela, pois naquela manhã uma coruja em nome de Hermione chegou até ela, e antes mesmo de abrir o envelope sabia que eram notícias que não deviam ser ignoradas.

A loura pegou a carta e o bicho ficou ali. “Ótimo”, pensou irônica, a amiga aguardava uma resposta. Sentou-se em seu quarto e abriu a carta. As primeiras linhas eram totalmente inofensivas, só relatando brevemente o quanto estava se divertindo e que estava mais feliz que nunca. Luna não pôde deixar de sorrir, se ela estava feliz nada mais importava. Os próximos parágrafos, porém não tinha nada de doce e a menina leu várias e várias vezes como que para ter certeza de que aquilo era real.

“Se você quiser estar ao nosso lado, venha essa noite.”

*

“Essa noite, ouviu bem mocinha?”

Pansy não conseguia parar de ouvir essa frase que lhe fora gritada por seu pai no café da manhã. Sua cabeça a repetia milhões de vezes, até distorcer a voz paterna e a transformar em um verdadeiro chamado à morte.

Porque estava com tanto medo? Porque parecia tão errado? Ela já não sabia o destino de ser um Parkinson? Enquanto se fazia essas perguntas, outra parte gritava um “NÃO” veemente. A verdade é que ela não sabia, ela jamais sonharia que Voldemort iria voltar e arruinaria todos seus planos. Ela não cresceu para ser comensal, cresceu para ser amada, mimada, e casar com alguém de família nobre e assim seria feliz para sempre. Ninguém lhe disse que esse feliz para sempre incluía se tornar assassina.

Ela olhou pela janela, e o sol já estava baixo. Pelos seus cálculos ainda teria algumas horas até que seu pai viesse chamá-la, então encarou o sol com raiva como se o seu destino fosse culpa do astro.

Sua cabeça estava a mil, e ela não conseguia raciocinar direito. Havia tanto conflito, principalmente por causa dos sentimentos que despertaram nela nas últimas semanas de Hogwarts. Na verdade, desde o acidente ela se sentia diferente. Algo dentro dela mudou depois da queda da escada e não estava preparada ainda para saber o que era.

A luz que entrava pela sua janela ficou ainda mais inclinada. deixando-a nervosa e um pouco desesperada. Ela não tinha ideia do que queria, ou do que seria daqui pra frente, a única coisa que ela tinha certeza é que não queria de forma alguma o que seu pai lhe reservava para está noite. Pensando nisso, ela pulou da cama e puxou seu malão de debaixo da cama.

*

Hermione abriu os olhos e sorriu, se isso fosse um sonho ela realmente não queria acordar. Era incrível o poder que uma semana poderia fazer sobre ela. Uma semana em que ela participou de várias reuniões de comensais como ouvinte, exibiu-se com Draco por vilarejos bruxos e foi muito mimada por uma sogra que não conhecia limites.

Ela estava deitada no jardim tomando sol, com Draco voando e fazendo manobras sobre si. As vezes ela abria os olhos para apreciar o belo namorado que tinha, e repetir consigo mesmo o quanto ela era sortuda.

Voltando suas memórias para antes, viu que se tivesse com Harry e Rony, provavelmente estaria em um quarto apertado com Gina, tendo que aguentar as brincadeiras de Rony e as prováveis teorias de Harry. Além do quê apostava que o ex amigo estaria ainda mais nervoso e ansioso e só de pensar nas horas que levaria para tentar acalmá-lo, lhe causou enjoos. Era tão bom estar do lado que não precisava se preocupar com isso.

É claro que ser comensal não era a coisa mais segura e tranquila do mundo, ela ainda nem era uma e sabia disso só pelas reuniões que presenciara, a diferença é que ela não teria que se segurar, não teria limites ou regras que tivesse que seguir. Contando que fizesse o que lhe era ordenado, não importava os meios e isso era um alívio. A preocupação com os entes queridos… bem, ela nem ousava se preocupar com Draco, pois ela sabia que ele sempre estaria ao seu lado e que ele era forte o suficiente para o que iriam enfrentar e isso bastava:

— O que tanto pensa? — Ela se surpreendeu ao ouvir a voz de Draco tão perto, estava tão feliz se regozijando com seus pensamentos que nem notou que ele já havia descido.

— Só estava pensando que eu estou assustadoramente tranquila com o lado que escolhi e que isso não me preocupa muito. — Ela sorriu.

— Você é maluca Granger — Ele não pôde segurar o pensamento — Eu estou sempre esperando a hora em que algo vai ser demais e você vai sair correndo e você aí me dizendo que está feliz.

— Ué… — Ela ficou confusa — Mas não era assim que deveria ser? Você não está feliz com a sua escolha? — Ele sentou-se ao seu lado e a fitou.

— Feliz… bom, digamos que satisfeito. Feliz estaria se eu realmente não fosse para guerra nenhuma, mas como isso é fantasia, fico contente de estar do lado onde tenho chances de sobreviver, e com você. Apesar de não saber, isso é mais fácil de aceitar com você ao meu lado.

Ela enrubesceu involuntariamente, sabia que aquilo não era uma declaração melada e cliché, era só a verdade. Algo puro e simples. Além disso, ela sentia o mesmo. Ela finalmente tinha alguém ao seu lado, não alguém que dependesse dela, não alguém por quem ela devia se sentir responsável como costumava ser em outros tempos, mas uma pessoa que está no mesmo nível e que lhe permite relaxar, sem preocupações:

— Você está certo — Ela continuou depois de um tempo — O ideal é não ter guerra. Mas se precisa ter, que bom que estou ao lado dos fortes — Ela disse isso cutucando o braço dele e ambos sorriram.

— Você acha que a Luna vai vir? — Draco disse, mudando drasticamente de assunto. Ela pensou um pouco antes de responder.

— Para ser sincera eu não sei o que fez Luna vir para o nosso lado. E isso é importante para saber o final. — Ela se tornou ainda mais pensativa, mas concluiu — O que sei é que ela é inteligente, e depois de pensar em tudo ela vai escolher a parte dela que pode aguentar sobreviver em uma guerra.

Hermione estava certa. Escolher um lado em uma guerra, escolher um lado para se seguir a vida, não tem nada a ver com o que os outros possam pensar, mas sim com o que nós podemos suportar. Porquê no final, quem vai carregar o fardo das escolhas somos nós, e é mais leve carregar o que escolhemos do que carregar algo que nos foi imposto.

*

Luna nunca entendeu o porquê de se sentir deslocada no mundo. Aquela última semana com o seu pai havia sido maravilhosa, pois ele era o único que a enxergava e não a julgava. Estava cansada de receber apelidos, cansada de ouvir fofocas ao seu respeito, mas não havia nada que ela pudesse fazer, pois ela amava ser… ela. E ela nunca estaria pronta para abrir mão disso.

Olhou novamente a carta de Hermione com todas as instruções que deveria seguir caso escolhesse o lado deles e viu que a amiga se preocupou com todos os detalhes. Ela realmente se preocupou com ela e a queria ao seu lado… E talvez Luna devesse só simplesmente ir. Então ela não pensou muito quando disse ao ar, com força:

— TICK!

*

O resto do dia, para o casal, passou-se de maneira serena. Por mais importante que fosse àquela noite para os dois, eles estavam tranquilos, pois já tinham feito a sua escolha, agora precisavam apenas vivê-la e que se houvesse consequências, enfrentam juntos depois.

A noite caiu e Hermione e Draco já se encontravam de pé à porta do Salão onde estava Voldemort.

— Ouvi dizer que não somos só nós — Hermione murmurou.

— Todos os filhos de comensais que já fizeram 16 foram convocados. — Draco respondeu.

— Isso significa que… — Antes que pudesse concluir seu raciocínio, cinco sombras se aproximaram deles. Todos estavam trajados igualmente, com vestes negras e capas cobrindo o corpo e o rosto.

— Boa noite casal — Murmurou Blás Zabini com o ar de sorriso. Os dois assentiram e fitaram o grupo restante.

Hermione reconheceu Theodore Nott, Crabble e Goyle a quinta sombra foi difícil reconhecer, mas sabia que era visivelmente uma menina. Por um instante pensou em Parkinson, mas duvidava que a mesma se manteria quieta quando a visse ali. Antes que ela pudesse perguntar quem seria a menina, Bellatrix abriu as portas do Salão e pediu para que eles entrassem:

— Podem entrar bebezinhos — Ela disse irônica. Para ela era totalmente desnecessário deixar que pirralhos fizessem trabalhos dos verdadeiros comensais, mas não discordava que eles eram bons olhos dentro de Hogwarts. — Só espero que não chorem muito.

Ela disse, antes de dar passagem para eles entrarem. Um a um, eles seguiram com passos firmes para dentro do Salão, Draco e Hermione eram os últimos a entrar, porém antes que eles o fizessem um estampido de aparatação tremeu no ar, revelando Tick e Luna.

— Espero que eu não esteja atrasada — Ela sorriu.

— Você veio — Hermione lhe sorriu feliz. — Venha!

A castanha lhe esticou a mão e Luna a segurou e pretendia não soltar mais.

*

— Vejo carinhas desconhecidas — Disse o Lord fitando oito adolescentes em sua frente — Quem é você mocinha? — Ele apontou para a garota que intrigava Hermione mais cedo.

— Daphne Greengrass, Milorde — A menina curvou-se respeitosamente.

— Não conhecia sua filha mais velha — Ele se dirigiu ao Sr. Greengrass — Seguiu os passos do pai, que ótimo. Só espero que ela não faça o escândalo que você fez quando recebeu a marca — Os poucos comensais que estavam ali sorriram. — E você mocinha? Seria Pansy Parkinson, finalmente me dando a honra de conhecê-la?

Luna levantou o olhar e Voldemort a fitava, ela engoliu seco mas manteve a voz firme quando disse:

— Não senhor, sou Luna Lovegood, Milorde — Fez uma reverência e rezou para que ele seguisse.

— Lovegood? — Ele pareceu pensativo — Desconheço tal sobrenome, me diga menina como entrou aqui?

— Eu a trouxe, Milorde — Hermione se pronunciou antes que alguém pudesse pensar em algo — Sinto muito por minha arrogância, mas Luna é uma fiel amiga que desejo manter ao meu lado.

Os segundos que se seguiram, pareceram horas. O Lord fitou as duas moças e depois abriu uma gargalhada:

— Finalmente um Malfoy soube escolher uma esposa — Draco e Hermione quase tremeram ao ouvir a palavra… esposa. — Não tenho um soldado tão ousado desde Bellatrix, mocinha — Voldemort continuou, para Hermione — Espero que você seja tão boa como ela.

— Serei melhor, Milorde — Hermione declarou fazendo uma reverência profunda e fitando o chão. Mas uma vez Voldemort abriu a gargalhada, o que deixou Bellatrix totalmente enfurecida.

— Veremos! — Ele disse e tornou Luna, mas uma vez, o centro de sua atenção — E você, Lovegood, quer mesmo ser fiel à Granger? À mim? — Luna pareceu nervosa, mas sua voz foi alta e límpida.

— Sim Milorde, eu desejo.

— Temos jovens interessantes esse ano — O Lord das Trevas concluiu — Espero que tenha uma explicação, Parkinson, para a sua filha não estar aqui — O comensal mexeu-se desconfortável. — Conversaremos mais tarde, sim? Por enquanto esses jovens me bastam.

Lord Voldemort olhos para os jovens promissores em sua frente. Sangue novo, sangue jovem, estariam páreos para a Guerra? Era o que iriam descobrir:

— A partir de hoje, meus jovens, você serão soldados. Aptos e autorizados a agirem sob o meu comando, que suas ações sejam sempre para o meu ganho, e o de vocês, é claro? Você entendem?

— Sim, Milorde — Responderam em couro.

— Sei que são jovens muito espertos e que não preciso dizer que traição tem consequências… não é? — Eles permaneceram calados — Muito bem! Vocês fizeram sua escolha e eu fico muito contente em recebê-los entre os meus… Sejam bem- vindos.

Então o Lord ergueu sua varinha e apontou na direção deles, oito filetes de luz despontou da mesma e direcionou-se a cada um deles e antes que os gritos começassem, eles ouviram:

— Morsmordre!



Notas finais
O QUE VOCÊS ACHARAM??? Eu mesma estava me punindo por não ter terminado essa fic, mas agora vai real!!! Se vc tiver lendo isso, fala comigo pra eu saber que não estou sozinha kkk Beijos!!