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3 I'm Still love u, I'm sorry
Notas iniciais
Conhecida por ser a maior taberna de Magnólia, bêbados de todo lugar visitavam HoneyParadise em busca de álcool.
O horrível odor de suor e cerveja dominava o local.
Bêbados farreavam por todo lugar. Apostando em jogos de azar. Brigando na entrada do bar. Curtindo o som de um sanfoneiro contratado pelo dono do lugar.
Sentado no balcão, com um grande copo cheio de cerveja, estava Freed.
Já recuperado do problema no pé, Ele enchia a cara, deixando o álcool consumir sua mente, esperando que ele conseguisse afastar Laxus de seus pensamentos. Mas sabia que não poderia ficar chapado o tempo todo. Beber para afogar suas mágoas era a pior das medidas que ele poderia tomar.
"Tenho de aprender a controlar a poha dos meus sentimentos!" pensou decididamente.
Porém não conseguia pôr em prática. Era muito difícil para um pioneiro no amor. Nunca sentira algo por outra pessoa. Não sabia como lidar com a situação.
Não era como nos livros que costumava ler e compartilhar com Levy. Laxus não era nenhum príncipe encantado que viria montado em seu cavalo, pronto a pedir-lhe a mão, para então viverem felizes para sempre.
Lidar com esse maldito sentimento na vida real era completamente diferente.
Com o copo sempre cheio de cerveja, ele se afogava no alcoolismo.
A música da sanfona ao fundo o fazia lembrar do ano passado. De quando após os Grandes Jogos Mágicos em Crocus, o Rei de Fiore organizara um grande baile para as guildas participantes, que ajudaram a salvar a humanidade contra terríveis dragões.
Mas lembrava especificamente de como fora ignorado por Laxus ao convidá-lo para dançar ao som da valsa. Naquela noite, tanto ele quanto Juvia, uma outra maga de sua guilda, esta também rejeitada, ficaram ouvindo conselhos do espírito da primeira mestre da Guilda a respeito do amor. Fez um esforço lembrar do que ela os dissera, mas não conseguiu.
Se bem que naquela noite, já sob o efeito do álcool ele não prestara muita atenção à Primeira.
Passou o resto da noite tentando lembrar do que ela dissera.
"Eles Seriam de grande ajuda agora."
Tentou e tentou, mas no fim nao conseguiu se lembrar. Sua cabeça agora latejava. Sentia uma pequena revolta acontecer em seu estômago. Aquela era a deixa para ele abandonar o local e parar com a bebedeira.
Seus olhos estavam irritados, não só pelo local possuir um péssimo odor que os incomodava, mas também por ele tanto chorar.
Deixou tudo o que tinha no bolso em cima do balcão, e dirigiu-se a saída do local. Pela felicidade do dono da taberna, a quantia era muito alta.
Em direção à saída, Freed cambaleava por dentre os bêbados devido à tontura. Já fora do bar, Freed vagou tonto pelas ruas de Magnolia, tentando encontrar o caminho de casa, enquanto reclamava e se perguntava porque bebera tanto.
Estava tarde, já passara da meia noite desde que saíra do bar. Já cansado de tanto chegar em casa, parou em uma praça mal iluminada e decidiu descansar em um dos bancos. Para a pior de suas surpresas, lá estava ele sentado em um dos bancos aos beijos com uma bela garota de longos e belos cabelos que imitavam o luar. Suas mãos apalpavam e apertavam partes do corpo da moça, enquanto ele beijava-lhe o pescoço.
Apenas uma estátua de cabelos esverdeados os observava naquela pdaçat vazia. A única coisa que no momento denunciava Freed como vivo, eram as lágrimas que jorravam de seus olhos.
Embora alguns metros próximo de onde estavam, sua presença parece não ter sido notada.
– Já esta muito tarde, Lax... Tenho que voltar... Lisanna deve estar ficando
... preocupada. — sendo interrompida apenas pelos beijos do loiro, ela despede-se.
E com um último beijo demorado, os dois separam-se, indo cada um para casa em direções opostas.
Quando viu que o loiro finalmente notara a sua presença, moveu-se pela primeira vez naqueles quinze minutos desde que chegara.
Assustou-se com ele que vinha em sua direção, tentou correr, ainda aos prantos. Lamentando-se pelo péssimo dia que estava tendo. Tonto por causa da bebida, caindo sobre seu braço no chão. Enquando debruçava-se no chão, resmungando e gemendo de dor, Laxus correu para ajudá-lo.
–Deixe-me aqui! Não preciso que me ajude. — levantou-se do chão sozinho com o maior esforço.
Perplexo e surpreso, Laxus, que nunca o vira levantando a voz para ele, aproximou-se ainda mais dele.
–Por que não tem ido mais em missões com a Raijinshuu? Porque veio aqui ? Espera... Você andou bebendo? — perguntou a Freed, sentindo um forte cheiro de bebida. — Esquece, olha o estado do seu braço. Esta muito ralado, precisa enfaixar isso logo.
Não conseguia respondê-lo. Estava com raiva dele, de Mirajane, mas acima de tudo, com raiva de si mesmo por odiá-los sem razões concretas.
–Vem, me deixa te levar para casa. Nesse estado você não vai conseguir chegar lá. — apoiou Freed em seus ombros largos e o ajudou a caminhar até em casa.
Durante o trajeto, Laxus viu se em necessidade de saber porque Freed o espionava, todavia seu amigo não conseguia nem ficar em pé direito, então decidiu deixar o assunto para depois.
Passaram-se meia hora até que os dois chegassem na pensão onde Freed morava.
Adentraram os dois no quarto. O ambiente era totalmente diferente do quarto de Laxus. Organizado e harmônico. Não bagunçado e em desordem. Repleto de livros de magia e títulos de romance e suspense.
Em uma mesa de centro havia alguns retratos de Freed com Bick,Ever e Wendy. Pela primeira vez, Laxus sentiu um certo ciúminho pelo amigo.
Ele deixou o amigo embriagado sentado na cama, enquanto procurava por esparadrapos para fazer um curativo. O braço de Freed estava precisando urgentemente de um.
Envergonhado, era assim que Freed se sentia. Por ter se enfiado naquela situação, se render aos seus sentimentos daquela forma.
Ele tentou, mas Laxus nunca fora bom tratando machucados. Mesmo bêbado, Freed conseguiu faze-lo melhor que o amado.
Os dois estavam sentados na cama, um ao lado do outro, encarando um criado mudo que estava ao lado da cama.
O forte e doce cheiro que Laxus exalava não podia ser dele, a menos que ele usasse colônias femininas. Este causou náusea em Freed, ele sabia de quem era e de como Laxus acabou ficando com seu cheiro. Lembrou automaticamente da cena que presenciara na praça. Das mãos fortes e nada delicadas de Laxus sobre o belo corpo de Mirajane.
Somado com o enjôo que o álcool lhe proporcionou, o resultado não foi agradável. Novamente, a camisa de Laxus estava cheia de vômito.
Todavia Laxus reagira pacientemente calmo com tudo isso. Foi ao banheiro, onde tomou uma ducha rápida, e voltou para onde Freed estava, porém de peito nu sem a camisa azul que vestia.
–Me desculpe... — desculpou-se, envergonhado com tudo. Freed pensava em enfiar a cabeça debaixo da terra, como um avestruz.
–Tudo bem, isso não foi nada.
–Não só por vomitar em você, mas por ter agido como um idiota. — lágrimas agora percorriam suas bochechas.
–Bem, quem nunca bancou o total idiota? — sorriu, enxugando o rosto de Freed com as mãos.
O sorriso. O toque da mão calorosa de Laxus em seu rosto. Freed sentiu seu sangue aquecer. Seu corpo se enrijecer. Sua respiracao estava ofegante. Estava imóvel. Sentiu seu corpo inclinar-se em direção aos lábios do loiro.
A janela que estava aberta, deixou uma breve brisa entrar no quarto, fazendo o corpo do maior estremecer. Bastou aquilo para Freed voltar a ter controle sobre si. Eles não podiam fazê-lo, não seria justo com Mirajane.
Procurando alguma coisa, o jovem dos cabelos verdes tateou debaixo do travesseiro, e tirando de lá um tecido lilás e o oferecendo ao grandão que estava com frio.
Sua camisa favorita. Laxus lembrou instantaneamente da noite em que Freed cuidara dele. Suas bochechas pareciam duas romãs.
–Valeu mesmo, mas... — seus olhos se encontraram. — não posso aceitar. — devolveu-lhe pondo a camisa em suas mãos, e Freed, não protestou, apenas sorriu, sendo retribuído com um resplandecente
Ficaram em silêncio. Um ao lado do outro. De vez em quando trocavam olhares, soltando risadinhas um para o outro, até que o sono viesse para atrapalhà-los.
"Boa noite meu Lax... Até am..." despediu-se Freed, já caindo na cama de tanto sono.
Todavia ao contrario do que ele pensara, Laxus não voltara para casa naquela noite, e sim dormira ao seu lado. Protegendo-o a noite toda.
O corpo de Laxus estava colado ao seu devido ao pequeno espaço da cama.
"Ótimo, o que mais preciso é esquecê-lo, e continuo sonhando com ele." sussurou para si mesmo.
Seus rostos estavam a poucos centímetros de distância.
A idéia de colar seu lábios aos do loiro não saia de sua cabeça, mas Freed não se aproveitaria do momento, mesmo que fosse apenas um sonho. Ele não era esse tipo de cara.
Apenas desabafou para si mesmo, observando o belo rosto cicatrizado que dormia a sua frente:
–Me desculpe, Laxus, pois ainda te amo, me perdoe. Sei que sou o tipo De cara que você chama apenas de amigo, mas não consigo te esquecer. — sentiu com suas delicadas mãos, a cicatriz em forma de raio de Laxus.- Eu queria, mas sei que nunca de verdade vou poder te chamar de "meu".
Ele não estava dormindo, suas bochechas coradas o denunciaram. Ouvira as belas palavras do amigo. Apenas abraçou-lhe, a fim de tentar acalmá-lo, pois Freed já se afogava em suas proprias lágrimas.
As lagrimas quentes de Freed escorriam no peito de Laxus.
Tudo acabou em um beijo.
O sangue de Freed agora fervia. Ele paralisou. Não conseguia se mexer. Apenas continuou a sentir os doces lábios que colavam aos seus.
Colocou-se sobre Laxus e retribuiu-lhe o beijo, parando se apenas para tomar ar.
–Desculpa Freed, não devia ter te beijado... Eu.. er.. — estava envergonhado e suando frio, afastou-se de Freed, que se perguntava o que estaria acontecendo.- Não sei o que
deu em mim... Perdão... — e saiu em direção a porta do quarto, por onde fora embora, provavelmente para casa.
–Mas...? — disse ele sem entender nada.
Deitado na cama, perguntando se o que raios acontecera ali, esperava o momento em que despertaria.
Mas se passaram horas, ainda na mesma posição, não conseguindo acreditar que aquilo acontecera de verdade.
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