Your Type

4 Never Get to Hold You


Notas iniciais
A fadiga e o cansaço eram castigados pelas mornas e prazerosas águas que banhavam lhes o corpo na fonte. Depois de uma longa e cansativa missão, Evergreen sugeriu aos outros membros da Raijinshuu que descansassem o resto da tarde em fontes termais, e que só pela manhã voltassem para Magnolia. Nem Evergreen, nem Freed haviam chegado. Apenas Bickslow e Laxus estavam na fonte. Os dois atrasados estavam na estalagem que os quatro alugaram para passar a noite. -Ever, o Elfman não sente ciúmes de... Bem, três homens com você... Seminus... - insinuou Freed, com uma careta maliciosa no rosto, enquanto trocava a cueca para um short de praia. Ele usaria uma sunga. Mas ela não esconderiam uma possível ereção. E caso acontecesse na frente de Laxus, ele não saberia como lidar. -Sou uma mulher bem resolvida, não como a estúpida da Erza, que escolheu logo um qualquer para se apaixonar. O Elf não sente ciúmes de vocês. - Freed achava bobeira essa rivalidade entre as duas, mas lhe tirava boas risadas. - Bem, vamos indo. Laxus e Bick odeiam esperar. Passaram-se poucos minutos até que eles chegaram. Não demorou para a atenção de Freed se desviar para o corpo do loiro na água. -O brilho da vida de vocês acabou de chegar! Desculpe o atraso meus amores. - disse Ever pondo os pés na água e soltando pequenos gemidos. - A agua está na temperatura ideal. Freed ainda não havia entrado na água, estava paralisado, observando a cada detalhe o belo peitoral de Laxus. Lembrando do que acontecera na noite que o beijou, e de como Laxus ignorou tudo o que acontecera. -Terra chamando Freed! - Bick espichou agua com as mãos, acordando Freed de seus pensamentos. - Vai entrar ou não? Retirou a toalha que o cobria da cintura para baixo e entrou lentamente na água, enquanto ela lentamente cobria e massageava lhe o corpo. -Espera, porque vocês dois vieram com roupa de baixo? - levantou Bickslow e mostrou estar totalmente nu, deixando Ever chocada. - De quem vocês estão com vergonha? "Ele não mencionou Laxus, isso significa que..." Freed corou em pensar que Laxus estava totalmente nu, distante apenas poucos metros. Querendo esconder o rosto vermelho como uma romã, mergulhou a cabeça na água. Mas emergiu em instantes, mais vermelho do que estava antes. O que ele havia visto fez seu membro endurecer em poucos segundos. Ao lado, Bick e Ever trocaram olhares maliciosos. -Bick, que tal me ajudar com meu biquíni? - A fada saiu da água e já na porta de saída chamou Bickslow. "Bem que ela podia arrumar umas desculpas mais convincentes." pensou Bickslow antes de sair com Ever do local, e se esconderem atrás da porta, ouvindo tudo o que acontecia no outro lado. Freed demorou para perceber o que os dois estavam aprontando. Estava distraido depois do que vira. Ele gostaria da idéia de ficar sozinho com Laxus. Mas ainda estava chateado com ele. Por ter ignorado totalmente os seus sentimentos. Laxus estava coberto pela água até os ombros. Olhava para cima, para o céu estrelado que os cobria. Freed já estava saindo da água, olhando em direção a porta com um olhar de reprovação. Porém quando deu o primeiro passo, pisou no chão molhado da borda, e escorregou de costas. Antes de cair na água, Laxus conseguiu segurá-lo nos braços. Sentiu em sua costas o peitoral molhado do amado. E a virilha de Laxus tocar lhe os glúteos. Os dois braços o seguravam sem delicadeza acima da cintura. O rosto de Freed estava tão vermelho que parecia estar com raiva. Sua testosterona estava mais ativa do que nunca. Queria agarrar Laxus para nunca mais soltar. Mas óbvio que ele não faria isso. Mas faltou pouco. Na verdade, apenas um sinal de que Laxus não o rejeitasse seria o bastante. Contudo havia um, abaixo da água, duro como pedra, mas não teria como ele saber. Agradeceu da forma mais seca que pôde para Laxus, embora mesmos assim soou cheio de agradecimento e compaixão. Saiu da água e dirigiu-se a porta. Pensando nos palavrões que diria aos dois fofoqueiros do outro lado, sem dirigir um único olhar à Laxus. - Parem de tentar fazer "Fraxus" acontecer, vocês sabem muito bem que nunca vai acontecer. - reclamou Freed para com Bickslow e Evergreen, fazendo aspas com os dedos em"Fraxus". - Laxus-sama deixou bem claro isto! Vocês sabem. Estavam no trem de volta para Magnolia. Eram 10 horas da manhã. Laxus ainda estava dormindo em outro vagão, portando Freed nem se importou em falar aquilo alto. Mas essas palavras tiveram efeito nele mesmo. Sentiu um peso sobre si. Por mais que ele fingisse na presença dele, seu amor por Laxus não havia sumido. -Desculpa a gente por ficar alimentando isso. Só que sabemos o quão ele é importante pra você. Só queríamos dar uma força. - desculparam-se, recebendo um longo e demorado abraço de Freed. Laxus estava em um dos quartos do vagão dormitório, deitado e pensando em sua namorada. Uma vez ou outra se pegava pensando no amigo. E também, no que aconteceu outro dia nas fontes termais. Todavia quando acontecia, sentia-se obrigado a pensar em Mirajane, e não nele. Sentiu-se atraído por Freed. Por pouco no outro dia, não o agarrou. Mas não queria, ele não era o que chamava de "bixinha" ou "marica". Não na presença de Freed, é claro. Tinha um minimo de decência a respeito desse assunto. Ouviu uma batida na porta, e a voz de Freed o chamar. "Droga! Por que isso ta acontecendo?!" -Vá embora, me deixe dormir! - respondeu às batidas na porta. Contudo Freed abriu a porta. Mesmo contra a vontade de Laxus. Ele precisava pôr um fim nisso tudo. Queria e tinha mais que tudo que conversar com Laxus seriamente. -Desculpe, Laxus-sama. - não conseguia olhá-lo nos olhos. - Mas, preciso falar com você a respeito de... bem você sabe. A respiração de Laxus ficou ofegante. Foi pego desprevenido. -Volte outra hora! Não é o melhor momento. -Desculpe, mas tem de ser agora. - Estava decidido, ele não sairia dali até resolver o assunto. Laxus estava inquieto. Não queria falar sobre isso. Não queria falar do que acontecera na casa de Freed. -O que acha que temos para falar? Não vou me apaixonar por você por causa de um discurso. - murmurou Laxus, de forma grossa e fria. Mas por dentro ele não se sentia bem por ver seu amigo prestes a chorar. -Só quero saber porque anda me evitando tanto. Por que ignorou o que aconteceu naquele dia? Claro, não espero que você se apaixone por mim, ou se sinta obrigado a fazê-lo. Só queria saber porque está agindo como se o que eu sentisse por você não fosse nada. - Soltou Freed, de uma só vez, soltando algumas poucas lágrimas. Laxus queria dizer lhe a verdade. Sobre a total confusão que o beijo de Freed causou em seus sentimentos. E que o evitava por não querer alimentar o possível sentimento que estaria sentindo. Sentia que dois homens juntos era algo errado. Estava prestes a dizer tudo, com sinceridade. Contudo o trem parou, bastou isso para acabar com todo o clima tenso. -Depois resolvemos isso. Vamos indo para a Guilda entregar o relatório da missão. Já chegamos em Magnolia. - Freed estava prestes a protestar, mas o que Laxus disse em seguida o reprimiu. Deixando-o sem palavras, pronto para chorar, mas não o fez.- E você sabe que estou muito afim de rever Mira. Laxus se levantou, e abriu a porta, fazendo Bickslow e Evergreen cairem por estarem apoiados nela ouvindo tudo, e saiu do quarto. Os dois lançaram um olhar de pena para Freed, que mais parecia um cachorrinho com a pata pisada. Sentia-se muito mal por dentro, mas não fazia questão de demonstrar. Mas não entendia porque Laxus fez questão de jogar na cara dele que os dois nunca ficariam juntos. Apenas ajudou os dois a se levantar e saíram de lá. A volta a guilda foi ainda pior para Freed. "Miraxus" nunca foi tão intenso quanto antes. Laxus fez questão de agarrar Mirajane na frente de todos. Não para machucar Freed, embora fosse inevitável. Mas para provar a si mesmo que gostava de Mira, mas especificamente de mulher. Para Freed aquilo era demais, não aguentou ficar, e saiu do local. Laxus sentiu-se mal por isso, mas voltou a focar nos lábios de Mirajane, a qual parecia não aguentar mais ficar sem o namorado. Enquanto cruzava a porta, passou direto por uma ruiva, coberta até o pescoço por uma armadura. E com ela, uma adolescente de cabelos azuis e uma Exceed branca. Respectivamente Erza Scarlet, Wendy e Charlie. Elas estranharam ao ver o gentil e companheiro Freed, passar por elas sem nem ao menos olhá-las no rosto. Mas viram de longe o motivo. Agarrada aos braços de Laxus, beijando-lhe o pescoço, estava Mirajane. Havia caído a ficha. Estavam prontas para irem atrás de Freed, mas Erza as impediu. -Deixem que eu falo com ele. - disse decididamente para as duas. Indo atrás de Freed. A praça principal estava animada. Algum festival seria realizado naquela semana. Bandeiras coloridas eram penduradas de árvore em árvore, de poste em poste, de poste em árvore, para decorar o ambiente. Um palco estava sendo montado. Alguns vendedores montavam ali suas barracas, para seus futuros negócios. Somente Freed estava mal. Sentando de costas para um grande carvalho. Longe de tudo e de todos. O sol que passava pelas brechas por entre as folhas, reluzia diretamente nas lágrimas em seu rosto. "Por que você tem de fazer tanto drama, Freed?" Reclamava ele para si mesmo. Sentiu uma mão apalpar seus longos cabelos verdes. Olhou para cima e avistou um cabelo ruivo, seguido de um sorriso meigo. Erza estava em pé, segurando dois sorvetes. Sentou ao seu lado, perguntando as razões de estar às escondidas chorando, mesmo que ela já soubesse. Apenas pensou que desabafar os problemas pudesse ajudar a enfrentá-los. -Tem a ver com Laxus e Mira, né? Eu os vi juntos quando você passou por nós. -Não é isso... - respondeu ele pedindo um dos da ruiva, que parecia estar sofrendo ao entregá-lo. - Mas o Laxus parece ter feito de propósito, para me provocar. -Por que acha isso? - disse ela com voz chorosa por seu sorvete. Freed relatou o que acontecera mais cedo no trem. As palavras grossas e insensíveis de Laxus. Ele ter esfregado em Freed que namorava Mirajane. E depois a cena na Guilda. -Depois do que ele me disse mais cedo, tenho certeza que ele fez aquilo de propósito. - lentamente dizia as palavras, o choro o interrompia. -Freed, não deixe que ele te atinja. E você sabe que não precisa do amor dele para ser feliz. -acariciando o rosto dele, enxugando-lhe as lagrimas. -Sei disso. -pensou em como Evergreen a odiava, mas não entendia o porquê. -De verdade, já aceitei que não serei correspondido. Só queria saber porque ele vem sendo tão insensível comigo. Estava decidida, Erza iria perguntar isso a Laxus. Mas não contaria a Freed, que provavelmente tentaría impedí-la. - Talvez seja melhor você perguntar isso a ele depois. - sugeriu ela, ajudando ele a se levantar. - Que tal voltarmos para a Guilda? -Acho que vou para casa. Minha cabeça está latejando, uma boa soneca deve resolver. -despediu-se, abraçando a ruiva. - Obrigada por tudo, mesmo. -Bem, é isso que os amigos fazem. Ouvem e aconselham quando se é preciso. - Deu-lhe tapinhas no ombro. - Cuide-se! Ela estava de volta a guilda, olhando severamente para todos os lados, em busca do loiro amargo. Queria forcá-lo a confessar o motivo de sua insensibilidade, e também a pedir despulpas à Freed. O jeito Erza de resolver problemas com garotos. Mas na Guilda ela não o encontraria, muito menos estava junto de Mira. Na verdade, estava onde a ruiva nunca procuraria, no apartamento de Freed.

A fadiga e o cansaço eram castigados pelas mornas e prazerosas águas que banhavam lhes o corpo na fonte. Depois de uma longa e cansativa missão, Evergreen sugeriu aos outros membros da Raijinshuu que descansassem o resto da tarde em fontes termais, e que só pela manhã voltassem para Magnolia. Nem Evergreen, nem Freed haviam chegado. Apenas Bickslow e Laxus estavam na fonte. Os dois atrasados estavam na estalagem que os quatro alugaram para passar a noite.
–Ever, o Elfman não sente ciúmes de... Bem, três homens com você... Seminus... — insinuou Freed, com uma careta maliciosa no rosto, enquanto trocava a cueca para um short de praia.
Ele usaria uma sunga. Mas ela não esconderiam uma possível ereção. E caso acontecesse na frente de Laxus, ele não saberia como lidar.
–Sou uma mulher bem resolvida, não como a estúpida da Erza, que escolheu logo um qualquer para se apaixonar. O Elf não sente ciúmes de vocês. — Freed achava bobeira essa rivalidade entre as duas, mas lhe tirava boas risadas.
– Bem, vamos indo. Laxus e Bick odeiam esperar.

Passaram-se poucos minutos até que eles chegaram. Não demorou para a atenção de Freed se desviar para o corpo do loiro na água.
–O brilho da vida de vocês acabou de chegar! Desculpe o atraso meus amores. — disse Ever pondo os pés na água e soltando pequenos gemidos. — A agua está na temperatura ideal.
Freed ainda não havia entrado na água, estava paralisado, observando a cada detalhe o belo peitoral de Laxus. Lembrando do que acontecera na noite que o beijou, e de como Laxus ignorou tudo o que acontecera.
–Terra chamando Freed! — Bick espichou agua com as mãos, acordando Freed de seus pensamentos. — Vai entrar ou não?
Retirou a toalha que o cobria da cintura para baixo e entrou lentamente na água, enquanto ela lentamente cobria e massageava lhe o corpo.
–Espera, porque vocês dois vieram com roupa de baixo? — levantou Bickslow e mostrou estar totalmente nu, deixando Ever chocada. — De quem vocês estão com vergonha?
"Ele não mencionou Laxus, isso significa que..." Freed corou em pensar que Laxus estava totalmente nu, distante apenas poucos metros. Querendo esconder o rosto vermelho como uma romã, mergulhou a cabeça na água. Mas emergiu em instantes, mais vermelho do que estava antes. O que ele havia visto fez seu membro endurecer em poucos segundos.
Ao lado, Bick e Ever trocaram olhares maliciosos.
–Bick, que tal me ajudar com meu biquíni? — A fada saiu da água e já na porta de saída chamou Bickslow.
"Bem que ela podia arrumar umas desculpas mais convincentes." pensou Bickslow antes de sair com Ever do local, e se esconderem atrás da porta, ouvindo tudo o que acontecia no outro lado.
Freed demorou para perceber o que os dois estavam aprontando. Estava distraido depois do que vira. Ele gostaria da idéia de ficar sozinho com Laxus. Mas ainda estava chateado com ele. Por ter ignorado totalmente os seus sentimentos.
Laxus estava coberto pela água até os ombros. Olhava para cima, para o céu estrelado que os cobria.
Freed já estava saindo da água, olhando em direção a porta com um olhar de reprovação. Porém quando deu o primeiro passo, pisou no chão molhado da borda, e escorregou de costas. Antes de cair na água, Laxus conseguiu segurá-lo nos braços.
Sentiu em sua costas o peitoral molhado do amado. E a virilha de Laxus tocar lhe os glúteos. Os dois braços o seguravam sem delicadeza acima da cintura.
O rosto de Freed estava tão vermelho que parecia estar com raiva. Sua testosterona estava mais ativa do que nunca. Queria agarrar Laxus para nunca mais soltar. Mas óbvio que ele não faria isso. Mas faltou pouco. Na verdade, apenas um sinal de que Laxus não o rejeitasse seria o bastante. Contudo havia um, abaixo da água, duro como pedra, mas não teria como ele saber.
Agradeceu da forma mais seca que pôde para Laxus, embora mesmos assim soou cheio de agradecimento e compaixão. Saiu da água e dirigiu-se a porta. Pensando nos palavrões que diria aos dois fofoqueiros do outro lado, sem dirigir um único olhar à Laxus.

– Parem de tentar fazer "Fraxus" acontecer, vocês sabem muito bem que nunca vai acontecer. — reclamou Freed para com Bickslow e Evergreen, fazendo aspas com os dedos em"Fraxus". — Laxus-sama deixou bem claro isto! Vocês sabem.
Estavam no trem de volta para Magnolia. Eram 10 horas da manhã. Laxus ainda estava dormindo em outro vagão, portando Freed nem se importou em falar aquilo alto.
Mas essas palavras tiveram efeito nele mesmo. Sentiu um peso sobre si. Por mais que ele fingisse na presença dele, seu amor por Laxus não havia sumido.
–Desculpa a gente por ficar alimentando isso. Só que sabemos o quão ele é importante pra você. Só queríamos dar uma força. — desculparam-se, recebendo um longo e demorado abraço de Freed.

Laxus estava em um dos quartos do vagão dormitório, deitado e pensando em sua namorada. Uma vez ou outra se pegava pensando no amigo. E também, no que aconteceu outro dia nas fontes termais. Todavia quando acontecia, sentia-se obrigado a pensar em Mirajane, e não nele.
Sentiu-se atraído por Freed. Por pouco no outro dia, não o agarrou. Mas não queria, ele não era o que chamava de "bixinha" ou "marica".
Não na presença de Freed, é claro. Tinha um minimo de decência a respeito desse assunto.
Ouviu uma batida na porta, e a voz de Freed o chamar.
"Droga! Por que isso ta acontecendo?!"
–Vá embora, me deixe dormir! — respondeu às batidas na porta.
Contudo Freed abriu a porta. Mesmo contra a vontade de Laxus. Ele precisava pôr um fim nisso tudo. Queria e tinha mais que tudo que conversar com Laxus seriamente.
–Desculpe, Laxus-sama. — não conseguia olhá-lo nos olhos. — Mas, preciso falar com você a respeito de... bem você sabe.
A respiração de Laxus ficou ofegante. Foi pego desprevenido.
–Volte outra hora! Não é o melhor momento.
–Desculpe, mas tem de ser agora. — Estava decidido, ele não sairia dali até resolver o assunto.
Laxus estava inquieto. Não queria falar sobre isso. Não queria falar do que acontecera na casa de Freed.
–O que acha que temos para falar? Não vou me apaixonar por você por causa de um discurso. — murmurou Laxus, de forma grossa e fria. Mas por dentro ele não se sentia bem por ver seu amigo prestes a chorar.
–Só quero saber porque anda me evitando tanto. Por que ignorou o que aconteceu naquele dia? Claro, não espero que você se apaixone por mim, ou se sinta obrigado a fazê-lo. Só queria saber porque está agindo como se o que eu sentisse por você não fosse nada. — Soltou Freed, de uma só vez, soltando algumas poucas lágrimas.
Laxus queria dizer lhe a verdade. Sobre a total confusão que o beijo de Freed causou em seus sentimentos. E que o evitava por não querer alimentar o possível sentimento que estaria sentindo. Sentia que dois homens juntos era algo errado. Estava prestes a dizer tudo, com sinceridade. Contudo o trem parou, bastou isso para acabar com todo o clima tenso.
–Depois resolvemos isso. Vamos indo para a Guilda o relatório da missão. Já chegamos em Magnolia. — Freed estava prestes a protestar, mas o que Laxus disse em seguida o reprimiu. Deixando-o sem palavras, pronto para chorar, mas não o fez.- E você sabe que estou muito afim de rever Mira.
Laxus se levantou, e abriu a porta, fazendo Bickslow e Evergreen cairem por estarem apoiados nela ouvindo tudo, e saiu do quarto. Os dois lançaram um olhar de pena para Freed, que mais parecia um cachorrinho com a pata pisada.
Sentia-se muito mal por dentro, mas não fazia questão de demonstrar. Mas não entendia porque Laxus fez questão de jogar na cara dele que os dois nunca ficariam juntos. Apenas ajudou os dois a se levantar e saíram de lá.

A volta a guilda foi ainda pior para Freed.
"Miraxus" nunca foi tão intenso quanto antes.
Laxus fez questão de agarrar Mirajane na frente de todos. Não para machucar Freed, embora fosse inevitável. Mas para provar a si mesmo que gostava de Mira, mas especificamente de mulher.
Para Freed aquilo era demais, não aguentou ficar, e saiu do local. Laxus sentiu-se mal por isso, mas voltou a focar nos lábios de Mirajane, a qual parecia não aguentar mais ficar sem o namorado.
Enquanto cruzava a porta, passou direto por uma ruiva, coberta até o pescoço por uma armadura. E com ela, uma adolescente de cabelos azuis e uma Exceed branca. Respectivamente Erza Scarlet, Wendy e Charlie.
Elas estranharam ao ver o gentil e companheiro Freed, passar por elas sem nem ao menos olhá-las no rosto. Mas viram de longe o motivo.
Agarrada aos braços de Laxus, beijando-lhe o pescoço, estava Mirajane.
Havia caído a ficha. Estavam prontas para irem atrás de Freed, mas Erza as impediu.
–Deixem que eu falo com ele. — disse decididamente para as duas. Indo atrás de Freed.

A praça principal estava animada. Algum festival seria realizado naquela semana. Bandeiras coloridas eram penduradas de árvore em árvore, de poste em poste, de poste em árvore, para decorar o ambiente. Um palco estava sendo montado. Alguns vendedores montavam ali suas barracas, para seus futuros negócios. Somente Freed estava mal.
Sentando de costas para um grande carvalho. Longe de tudo e de todos. O sol que passava pelas brechas por entre as folhas, reluzia diretamente nas lágrimas em seu rosto.
"Por que você tem de fazer tanto drama, Freed?" Reclamava ele para si mesmo.
Sentiu uma mão apalpar seus longos cabelos verdes. Olhou para cima e avistou um cabelo ruivo, seguido de um sorriso meigo. Erza estava em pé, segurando dois sorvetes.
Sentou ao seu lado, perguntando as razões de estar às escondidas chorando, mesmo que ela já soubesse. Apenas pensou que desabafar os problemas pudesse ajudar a enfrentá-los.
–Tem a ver com Laxus e Mira, né? Eu os vi juntos quando você passou por nós.
–Não é isso... — respondeu ele pedindo um dos da ruiva, que parecia estar sofrendo ao entregá-lo. — Mas o Laxus parece ter feito de propósito, para me provocar.
–Por que acha isso? — disse ela com voz chorosa por seu sorvete.
Freed relatou o que acontecera mais cedo no trem. As palavras grossas e insensíveis de Laxus. Ele ter esfregado em Freed que namorava Mirajane. E depois a cena na Guilda.
–Depois do que ele me disse mais cedo, tenho certeza que ele fez aquilo de propósito. — lentamente dizia as palavras, o choro o interrompia.
–Freed, não deixe que ele te atinja. E você sabe que não precisa do amor dele para ser feliz. -acariciando o rosto dele, enxugando-lhe as lagrimas.
–Sei disso. -pensou em como Evergreen a odiava, mas não entendia o porquê. -De verdade, já aceitei que não serei correspondido. Só queria saber porque ele vem sendo tão insensível comigo.
Estava decidida, Erza iria perguntar isso a Laxus. Mas não contaria a Freed, que provavelmente tentaría impedí-la.
– Talvez seja melhor você perguntar isso a ele depois. — sugeriu ela, ajudando ele a se levantar. — Que tal voltarmos para a Guilda?
–Acho que vou para casa. Minha cabeça está latejando, uma boa soneca deve resolver. -despediu-se, abraçando a ruiva. — Obrigada por tudo, mesmo.
–Bem, é isso que os amigos fazem. Ouvem e aconselham quando se é preciso. — Deu-lhe tapinhas no ombro. — Cuide-se!
Ela estava de volta a guilda, olhando severamente para todos os lados, em busca do loiro amargo. Queria forcá-lo a confessar o motivo de sua insensibilidade, e também a pedir despulpas à Freed. O jeito Erza de resolver problemas com garotos.
Mas na Guilda ela não o encontraria, muito menos estava junto de Mira. Na verdade, estava onde a ruiva nunca procuraria, no apartamento de Freed.

Notas finais
Vambora fazendo pererecona
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.