Notas iniciais
Pessoal, postaremos capitulos contando um pouco mais sobre a vida do principe enquanto nao temos o numero certo de selecionadas. Mudamos um pouquinho a pre seleção e iremos fechar as fichas quando tiver 35 inscritas, ou se chegar na data que colocamos. Nos desculpe se os caps de antes da seleção forem um pouco chatos, mas e que é so pra contar sobre a vida do principe

Nicolas acordou com um barulho vindo de seu banheiro. Assim que abriu seus olhos, foi surpreendido pela forte luz do sol que penetrava a fina cortina branca em sua janela. Ele não costumava odiar aquelas cortinas, mas naquele dia sim. Esfregando os olhos ele se levantou e cambaleou até o banheiro. Chegando la sua criada catava algumas escovas de dente esparramadas pelo chão.

– Amma, você tinha que me acordar com esse barulho? Você é uma desastrada, não faz nada direito.

– Desculpe Sr. Collins. – ela falou enquanto terminava de recolher as escovas.

– Tudo bem, termine de arrumar isso.

– Se me permite falar senhor sua mãe, a Vossa Majestade, pediu para que eu o acordasse. Como eu não consegui acorda-lo resolvi vim de uma vez preparar o seu banho...

Quando ela se levantou olhando para Nicolas, a criada corou. O príncipe reparou em suas bochechas vermelhas e perguntou:

– O que foi?

A garota começou a falar, mas parecia que faltava-lhe palavras. Ela gaguejou, mas ainda não conseguiu se explicar. O constrangimento era explícito em seus olhos.

– O que está acontecendo Amma? O gato comeu sua língua?

Amma olhou novamente para os olhos de Nicolas e em seguida retornou o olhar para o chão, tomando todo o cuidado para não olhar para o corpo do príncipe. O mesmo sem entender nada do que acontecia seguiu o olhar da criada e notou sua nudez. Rapidamente ele alcançou uma pequena toalha que estava sobre a pia e se tampou.

– Pode olhar agora Amma – o príncipe diz ao notar os olhos fechados da garota.

Ao abrir os olhos a jovem encontra novamente os olhos do príncipe que agora é de um azul intenso como uma piscina muito funda, onde qualquer mulher jovem ou velha gostaria de se aventurar.

– Pode se retirar Amma.

– Mas e o seu banho, senhor?

– Eu cuido disso. Vá agora.

A criada assentiu e se retirou. Agora sozinho o príncipe jogou a toalha para o lado e desligou a torneira da banheira, que já estava cheia. A sensação da pele contra água quente era algo reconfortante, isso o fazia relaxar.

Após o banho ele saiu da banheira, enrolando uma toalha em sua cintura. O banheiro estava com um cheiro bom de sabonete e bem quente. O enorme espelho estava completamente embaçado e os azulejos estavam um pouco molhados, parecendo estar transpirando.

Em seu quarto uma outra criada estendia sua cama, com lenções de seda de cor branco cremoso importados da China.

– Senhor Collins, o almoço está na mesa, sua mãe está a sua espera.

– Almoço? Quantas horas são?

– Meio dia e trinta e dois senhor.

– Droga!! – o príncipe praguejou.

Ele passou pelo imenso corredor cheio de quadros caros e bem feitos. Alguns criados que se encontravam enseirando os móveis pararam quando ele passava e fizeram uma breve reverencia.

Chegou na enorme sala de jantar, onde a comprida mesa de centro estava cheia de pratos com comidas de todos tipos. Tinha purês de bata com molhos especiais, frutos do mar de todos os tipos, bolos e tortas com frutas caras e saladas preparadas com iguarias que só a família real se dava a esse luxo.

– Pra que é tudo isso?

– Isso tudo o que? – perguntou o rei olhando para a expressão do rosto do filho.

– Isso tudo de comida pai, você acha que vamos dar conta de comer isso tudo hoje?

A rainha levantou o olhar para seu filho e pela expressão da mãe lá vinha bronca. Ela pegou ao lado um guardanapo de pano e o passou delicadamente no canto da boca.

– Isso não importa. Eu quero saber o que deu em você.

– O que deu em mim? – disse ele se sentando em frente a sua mãe.

– Você levantou meio dia e tínhamos uma reunião importante. – sua mãe, a rainha Liara, falou com uma voz tranquila, parecia que ela estava cantando uma canção de ninar.

– Meu bem... – falou o rei com uma voz rouca. – Não vamos tocar nesse assunto agora, isso está me fazendo perder o apetite.

O rei Robert deu uma piscada discreta para Nicolas, que apesar de tentar segurar não conseguiu conter uma breve risada com o canto da boca.

– Qual é a graça Nick? – perguntou a mulher com uma expressão séria.

– Nada – respondeu ele enfiando a comida na boca para disfarçar.

– Bom, isso não importa. Tenho um chá com a Madalena essa tarde. Venha me encontrar as quatro em minha biblioteca. E sem atrasos. Tenha um pouco de responsabilidade, pelo menos uma vez na vida.

– Tudo bem mamãe.

O silêncio tomou conta do lugar, agora cada um se concentrava em seu prato de comida. Geralmente era assim o ambiente de almoço, todos calados e sem parecer se importar com a presença do outro. Tirando quando tem visitantes no castelo, onde o assunto nunca para e a família real esta toda cheia de animo.

– Onde esta a Bela?

– Sua irmã, Aurora, resolveu almoçar mais cedo. Ela disse algo como andar a cavalo.

Depois do almoço o príncipe foi para o jardim do castelo. Era um lugar enorme e maravilhoso, com rosas brancas e bem cuidadas espalhadas pelo lugar, arbustos aparados e de uma tonalidade verde escura. Os raios de sol iluminavam as folhas e grama, que estavam um pouco molhados pelo regador. Nicolas caminhava no chão de cascalho, sentindo o aroma da primavera e a brisa fresca batendo em seu rosto.

De longe avistou seu pai, observando a fonte que se encontrava no centro do jardim. Era de concreto e com uma escultura de um anjo no centro de onde saia água constantemente de sua boca em formato de coração

– Esta tudo bem? – perguntou o príncipe para seu pai.

– Já estive melhor, só queria tomar um poco de ar fresco. – ele finalizou a frase com uma série de tosse.

– Pai, você tem certeza que está bem?

O rei assentiu, olhando para a água cristalina da fonte.

– O que achou do seu presente de aniversário adiantado? – perguntou Robert com um sorriso irônico no rosto.

– Foi uma boa experiencia.

– Imaginei. Queria falar com você.

– O que foi?

– É que você sabe que eu não vou ficar aqui para sempre, não é?

– É claro que sei...

– Quero que você esteja preparado para quando isso acontecer.

– Eu estou.

– Não, você não esta. Você precisa ser responsável.

– Você também? Ache que estivesse do meu lado, mas...

– Você precisará ser o homem e não um moleque e já se preparar para quando tiver que assumir o trono. Você precisa de uma esposa.