Your Love Is My Drug
2 Capítulo Dois
Notas iniciais
Eu disse que ia postar de manhã, mas quando eu tava vindo postar o meu pai apareceu aqui e me chamou pra ir pro Centro... E Centro, galeria do Rock, NÃO DEU PRA RECUSAR [a]
Bom.
Enjoy (:
I'm making us desperate cause
I'm staying up all night hoping
And hitting my head against the wall
No dia seguinte, logo na primeira aula, a professora de Biologia anunciou que daria uma atividade que poderia ser realizada em duplas ou trios.
Direto olhei para as carteiras do lado e de trás para, como de praxe, formar dupla com a Nanny; já que somos quatro e sempre fazemos isso quando não podemos ficar todas juntas.
- Você sabe alguma coisa de Biologia? Ela diz que eu sou um legume. – Lucas disse virando-se pra mim.
- Sei... – respondi rindo da comparação.
- Er... Se não for pedir muito, pode me ajudar com isso? O que ela tá pondo na lousa pra mim é a mesma coisa que grego.
Eu ri mais ainda.
- Só um instante. – me virei para trás e disse às meninas: — Amores, façam em trio que eu vou ajudar o guri aqui, ok?
- Ok, Bia... – Nanny disse. – Mas estamos de olho em você.
- Suas pervertidas! Não é nada disso que vocês estão pensando! Onde já se viu! – reclamei voltando-me para frente. – Bom, vou tentar te explicar a bagaça.
Tentei. Tentamos fazer o negócio, mas começamos a conversar e achamos tanto assunto que quase não fizemos nada. Faltando 5 minutos pro fim da aula, começamos a fazer a lição só por medo de não conseguir terminar... Eu sou boa em Biologia, faço essas coisas rapidinho e podia explicá-lo sem problemas, mas a pressa fez com que eu monopolizasse a folha e terminasse sozinha.
- Desculpa não terminar de te explicar a parada, a gente ficou conversando e perdemos tempo, er. Fico te devendo.
- Deixa, então. Vou cobrar.
- Aah, pode cobrar, senão é capaz de eu esquecer mesmo...
Bate o sinal. Intervalo. Juntei-me de volta às meninas e fui pro pátio. As três aulas que se seguiram foram a mesma coisa de sempre, nada de especial.
Saída. Despeço-me de Nanny e as outras (já que sou a única por aqui que sobe a rua, e todas elas descem) e sigo em direção à minha casa. Ando alguns metros e alguém me chama:
- Beatriz!
Virei-me.
- Lucas! Você também sobe a rua?
- É. Se incomoda se eu te acompanhar, seja lá onde nos separemos?
- Não, claro que não.
Descemos a ladeira conversando (continuando o assunto da aula de Biologia), sem nem perceber que fazíamos o mesmo caminho. Virei a esquina da minha rua me perguntando se ele morava na mesma rua que eu ou se estava me seguindo. A poucos passos da minha casa, perguntei:
- Onde você mora?
- Na travessinha logo mais à frente. A propósito... Nós fizemos o mesmo caminho. Onde você mora?
- Aqui. – respondi parando em frente ao portão e pegando a chave na bolsa. – Nos vemos amanhã? – disse enquanto destrancava o portão.
- Aham. Até amanhã.
- Até.
Entrei em casa. Coração batendo forte. Eu hein.
Ok, fiz um amigo sósia do Bill Kaulitz. E daí? Posso entrevistá-lo um dia desses e colocar no blog.
Passei a tarde toda na internet falando com o povo da comunidade. Comentei meio como quem não quer nada sobre o Lucas e recebi uma enxurrada de perguntas: se já o tinha adicionado no Orkut, se ele tinha Twitter, todo mundo queria saber do meu colega-sósia-do-Bill. Disse que amanhã perguntaria e desconectei, já que precisava estudar para a prova – de biologia – que teria no dia seguinte.
Acordei atrasada e saí de casa voando – a prova seria na primeira aula. Entrei na sala de supetão e quase a profe me deixa pra fora, já que estava pronta a distribuir as provas. Nanny me lançou um olhar querendo dizer alguma coisa, que eu não entendi por causa da aflição de chegar em cima da hora.
A prova estava relativamente fácil – pelo menos pra mim. Eu já tinha terminado quando notei a aflição de Lucas à minha frente. Ergui a mão a fim de entregar a prova à professora, e trinta segundos depois um papel aterrissou na minha carteira. Um pedido de cola.
Em condições normais de temperatura e pressão, eu não faria isso... Mas dessa vez eu fiz porque primeiro: eu não o tinha ajudado ontem e segundo: ele nem sabia que teria uma prova hoje. Logo, me senti na obrigação de ajudar.
Depois no intervalo Lucas veio falar comigo (e as meninas saíram correndo e me deixaram sozinhas. Ai que raiva quando elas fazem isso, eu fico morrendo de vergonha!).
- Bia... er... posso te chamar assim?
- Claro.
- Então... Obrigado pela ajuda na prova.
- De nada. Me senti na obrigação. Mas não acostume – disse brincando -, não faço isso sempre.
- Tuuudo bem. Ham, mas obrigado mesmo. Como posso agradecer?
- O que é isso! Capaz. Não precisa fazer nada.
- Não, faço questão. Pelo menos pagar um lanche pra você.
Concordei, afinal estava com fome e na pressa de sair de casa acabei me esquecendo de pegar o dinheiro.
Duas semanas se passaram normaizinhas, como sempre, como se nada de mais nunca acontecesse (exatamente como é de praxe). Tinha ficado realmente amiga de Lucas; com o tempo ele se enturmou com os outros meninos e não senta mais à minha frente, mas continuamos indo pra casa juntos – e indo também quando a gente se encontra.
Na semana seguinte, a professora de Artes entrou na sala dando bom dia e avisou que iria encomendar um trabalho e que era melhor que escolhêssemos grupos de pessoas que morassem perto da gente, por se tratar de uma maquete. Tanto faz. A única pessoa que mora relativamente perto de mim na sala é Lucas, então... O próprio veio na hora até a minha carteira perguntar se não poderíamos fazer um grupo.
- Claro. – respondi.
- Então... depois a gente combina direitinho, ok?
- Tá bom.
Ele sorriu e voltou pro lugar.
Como tinha dito ao povo da comunidade, me informei a respeito dos endereços virtuais de Lucas, que não saía do MSN, assinava o Twitter como @pauladelucas (de “Lucas de Paula”, o nome completo dele) e cuja foto do perfil do Orkut realmente se parecia com um fake. E depois de ganhar uma dúzia e meia de seguidores, finalmente tomou coragem de aparecer na comunidade e dar um oizinho pro povo admirador.
Notas finais
Bom, pudera, eu tô em 90% das fics dela, tava na hora de retribuir u-u
Até amanhã :D
Fale com o autor