Your Love Is My Drug
3 Capítulo Três
Notas iniciais
What you got boy it's hard to find
I think about it all the time
I'm all strung out, my heart is fried
I just can't get you off my mind
Bom, tínhamos combinado de fazer o trabalho na minha casa, já que é mais tranquilo por não ter ninguém à tarde. Eu só estava preocupada porque não tinha o que almoçar, quer dizer, eu sempre requento a o jantar do dia anterior ou faço alguma coisa rápida – mas nesse dia, justo nesse dia, não tem NADA pra fazer. E lá estávamos nós, descendo a rua pra irmos pra casa e eu “o que eu faço o que eu faço o que eu faço”.
E, para minha surpresa, ao chegar em frente ao portão da minha casa, ele diz:
- Bia, vamos lá em casa almoçar e depois a gente vem pra cá fazer o trabalho. Eu comprei algumas coisas pra gente fazer a maquete, tá tudo lá.
- Ah... Tudo bem!
A irmã mais nova dele, Bianca, adorou me conhecer – e achou super divertido termos o mesmo apelido.
Depois do almoço, pegamos o material que ele tinha comprado e voltamos pra minha casa.
A ideia era dar uma olhada na comunidade, fechar a internet e ficar só ouvindo música no computador, mas Lucas me pediu pra entrar no MSN.
- Não consigo estar na frente de um computador sem estar on no MSN.
Eu ri do tique. Mas tudo bem, ué. O que custa? Depois ele me ensinou uma configuraçãozinha que permite entrar em mais de um MSN ao mesmo tempo.
- Põe uma música aí. Hmm... que tal Tokio Hotel?
- Eu ia fazer isso, espertinho.
- Ah, que bom. Porque eu também não consigo fazer nada direito se não tiver algum barulho no ambiente.
Fiz uma careta.
- É estranho, eu sei. Não pede pra entender.
- Tá. – eu disse e comecei a rir.
Passamos a tarde inteira com a cabeça no trabalho. Eram cinco horas e já estava feito pela metade... bem legal. Então Lucas disse que precisava ir pra casa e que podíamos terminar no dia seguinte.
Só que, 30 segundos depois dele ter saído, eu lembrei que no dia seguinte tinha consulta marcada no dentista. Ok, eu o aviso na escola.
Acontece que no dia seguinte ele não foi pra escola. “Ferrou, eu vou sair na quinta aula e sabe-se lá que hora volto pra casa”, pensei. A ideia que eu tive foi colocar um bilhete no portão, e assim fiz. Escrevi num papel que tinha saído e pendurei na caixa do correio. Também deixei uma reply no Twitter; do jeito que ele é viciado, vai ver assim que entrar.
O consultório do meu dentista é que nem posto de saúde: você marca uma consulta às 13h, chega ao meio-dia e só sai de lá depois das 14h. É paciente pra caramba, a clientela dele é enorme. E hoje não foi diferente.
Mas parece que nenhum deu certo. Quando cheguei em casa, mais precisamente quando virei a esquina, o vi sentado em frente ao meu portão. Terminei o trajeto correndinho e, ao chegar, perguntei:
- Lucas... o quê você tá fazendo aí?
- Te esperando pra terminarmos o trabalho. Onde você tava?
- No dentista. Não viu o meu bilhete?
- Que bilhete?
- O que eu deixei na... – interrompi ao avistar o bilhete jogado no canto da garagem. – Aquele lá – apontei. – Que eu tinha deixado pendurado na caixa do correio. Mas parece que ele voou.
- Pois é.
- E a minha reply? Você não viu?
- A Bia monopolizou o computador a manhã inteira. E o meu iPod tá no conserto, lembra?
- É verdade. Mas você ficou aí esperando?
- Eu... fiquei. Achei que você não fosse demorar, mas... que horas são?
Tirei o celular do bolso, dei uma olhada e informei:
- Duas horas.
- Tudo isso? – disse ele meio desconcertado.
- Aham.
- Nossa... bom... ainda tem tempo de terminarmos a maquete?
- Tem. Vamos entrar. A gente ainda tá na rua.
Naquela tarde, fizemos mais uma parte do trabalho sem muito papo.
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