Your Love Is My Drug
6 Capítulo Seis
Notas iniciais
Mas aí eu esqueci aqui, não-deu-tempo ali, não-postei-de-propósito-porque-ninguém-me-deixou-review lá, acabou que deu um atraso.
Anyway, tá aí.
What you got boy it's hard to find
I think about it all the time
I'm all strung out, my heart is fried
I just can't get you off my mind
De tarde eu entrei na comunidade e o primeiro assunto já tinha sido o campeão de ibope da manhã. Fui metralhada de perguntas sobre se era verdade o que ele andou postando no Twitter, que tinha mudado o cabelo. Respondi que sim e fui perguntada como estava e se continuava seduzindo como antes. Tive que concordar. Aí o povo caiu em cima de mim dizendo “como assim não tirou nem uma fotinho pra mostrar pra gente”. Disse que tinha acabado a bateria do celular – e era verdade.
Dali a uns vinte minutos o próprio apareceu dando oi pro povo como quem não quer nada. Como todos quisessem ver fotos, ele prometeu que no fim de semana tiraria algumas, porque a câmera estava emprestada para uma prima e a web não estava conectando. Nesse momento a Joice sugeriu:
“Vai na casa da Bia e tira algumas, o celular dela já deve ter carregado. Aliás, você tem uma câmera semi-profissional, né, Bia?”
Legal, sobrou pra mim. Lucas perguntou se eu podia mesmo e eu disse que nem ia rolar porque tinha que sair em meia hora, aliás, deixa eu desligar aqui senão eu acabo me atrasando.
Mentira. Por quê? Sabe que nem eu sei? Não sei mesmo. Naquela hora me deu uma descarga de adrenalina e eu simplesmente dei Alt+F4 em tudo, desliguei o computador e voei pra baixo do chuveiro. Aproveitei pra lavar o cabelo e demorar bastante. Depois liguei a tevê e peguei umas bolachas no armário pra comer. Nada de interessante passando, pus o HCL no DVD e fiquei assistindo. E ansiando pelo dia vinte e três. E lembrando do Lucas.
Quando acabou o show eu fiquei vendo a galeria de fotos dos bastidores. Fotos... que me lembravam do Lucas.
Fim de semana, feriadão. Todo mundo viajou. Aproveitei que não ia pra lugar nenhum mesmo e aceitei o convite da Vanessa pra passar o feri no condomínio onde mora o meu pai. Passei o sábado e o domingo na piscina do prédio e jogando videogame no salão de jogos com a galera do condomínio – pessoal com quem havia tempos que eu não falava. Soube que metade das famílias também tinha ido viajar e que combinaram todos de ficar e passar o feriadão juntos pelo menos uma vez na vida, já que uns moraram ali a vida inteira, outros fazia muitos anos, e mesmo os recém-chegados ou que apareciam pouco, como eu, faziam certa falta e o sonho comum do povo era fazer um piquenique noturno no jardim do prédio.
Na verdade estava mais pra uma reunião de feriado, porque reuniu todo mundo no jardim às seis da tarde do sábado (hora em que ainda é permitido fazer barulho, já que também tem gente chata morando no condomínio), mas realmente só fomos comer os doces, salgados e refris que todo mundo tinha levado depois das onze.
A madrugada, passamos contando o que anda acontecendo com todo mundo, contando as experiências e trocando risadas moderadas devido ao horário. Quando perguntada sobre o que ando fazendo e o que tem acontecido, respondi o de sempre; meu blog ganhou cinquenta seguidores em pouco mais de duas semanas, o povo da comunidade de quem eu tanto falo está bem e safado como sempre, eu vou poder ir no show do Tokio Hotel, com um garoto que entrou na minha sala e parece um sósia do Bill.
A galera que eu conheço do condomínio do meu pai conta com um povo bem variado: vai desde duas primas que fazem aula de canto e fazem parte de um coral da Universidade até uma que faz dança de salão e é doida por forró; passando por pagodeiros, surfistas, manos, emos, funkeiros, roqueiros, quem escute MPB, católicos, evangélicos, budistas, espíritas e até um judeu; nem todos os grupos contam com mais de um indivíduo, mas falo no plural para enfatizar a biodiversidade. E o engraçado é que todo mundo se dá bem, independentemente do tipo de música que ouça ou a religião.
Tivemos a ideia de fazer um Halloween na noite de domingo. Mas eu não poderia participar, porque tinha que voltar pra casa. Então, no fim da tarde, fui pra casa e fiquei esperando que a segunda chegasse, já que eu tenho um trabalho pra entregar em pleno recesso de feriadão prolongado. As primas disseram que, se ganhassem doces, guardariam um pouco pra mim, mas só se eu prometesse que voltaria lá no próximo fim de semana e não sumisse mais. Concordei, eu adoro o povo de lá, nem sei por que eu dei essa sumida. Enfim, nem o meu pai vai trabalhar na segunda-feira.
Finalmente eu acordei e era segunda. Levantei, tomei café e me arrumei, meio emburrada. Não vai ter quase ninguém na escola. Acordei a minha mãe, lembrando-a de que tinha que levar a maquete pra escola; e andando não ia rolar, apesar de eu não morar tão longe. E já que eu ia de carro, deu pra dar uma enrolada antes de sair.
Pois não deu outra: devia ter no máximo meia dúzia de alunos em cada sala. E claro, ir embora, só se algum professor tiver faltado. A aula de Artes era a quarta. Dei graças a Deus ao descobrir que a professora de Português, que daria as duas últimas, tinha faltado. Isso queria dizer que eu iria embora ás 10h40. Menos mal.
Dali a pouco encontrei o Lucas no corredor.
- Cadê a maquete?
- Lá na sala. Como eu disse, não veio quase ninguém. Só a gente e mais três.
- Isso não é novidade se tratando de um feriadão.
- Né. Eu ainda não acredito que eu levantei às seis da manhã pra vir pra escola numa segunda-feira de um feriado prolongado só pra entregar um trabalho.
- Nem me fala. Nem eu. Vou dar uma cochilada agora na primeira aula, será que o professor se importa?
- Se ele se importar a gente manda ele ir plantar batata, porque eu vou fazer a mesma coisa.
Subimos pra sala, juntamos mais uma carteira do lado do fundo que estava desocupado pra maquete ficar mais firme. Tirei o fichário da mochila pra servir de travesseiro e deitei a cabeça na carteira da frente. Lucas juntou três cadeiras e três carteiras e deitou nas cadeiras.
Tirei um cochilo até que bom e acordei com o sinal da segunda aula. A professora de História não suporta que durmam na aula dela, então eu me levantei e fui acordar o Lucas. Ele levantou das cadeiras, se espreguiçou e deu bom dia. Eu já tinha o discurso pronto pra não sofrer com a mesma explicação da matéria da última aula e muito menos ter que copiar texto no caderno. Pedi pra profe contar alguma história da História que não me entediasse, e ela concordou.
Notas finais
[desabafo]Eu estou numa certa crise a respeito das fanfics.[/desabafo]
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