Notas iniciais
O negócio tá complicando por aqui. HAHA *-* A fic já está acabando! Enjoy (:

I don't care what people say
The rush is worth the price I pay
I get so high when you're with me
But crash and crave you when you leave

A terceira aula foi a salvação do dia. Química. Não que seja minha matéria preferida, mas a aula do nosso professor é tão legal que até faz a gente gostar de queimar os miolos com as fórmulas. Até ganhei uma trufa por ter respondido certo o exercício que ele me mandou resolver na lousa.

Depois o intervalo. Descemos para o pátio. Nada pra fazer. Sentamos os dois num canto e falamos alguma coisa do fim de semana.

- Por que você não apareceu na comunidade? O povo ficou me perguntando de você.

- Agora você virou arroz de festa lá também?

- Pois é. Culpa sua, você que me mandou ir lá e eu acabei viciando.

- Então. Eu fui pra casa do meu pai.

- Não tem internet na casa do teu pai?

- Tem. Mas quando eu vou pra lá eu não consigo ficar com a cara no computador. Eu passo o tempo inteiro com a galera do condomínio. Eles combinaram de ninguém viajar nesse feriado e fazerem um piquenique noturno.

- Sério?

- Aham. Eu participei. Depois a gente teve a ideia de fazer tipo um Halloween ontem à noite, mas como eu tive que voltar pra cá miou pra mim. A essa hora o povo deve estar dormindo depois da farra. Iam até bater nas portas dos apartamentos pedindo doce, pode?

- Aah, qual é. Eu já fiz isso quando morava em prédio. Uma semana antes do Halloween a gente imprimiu uma folha e colocou no quadro de avisos do hall, avisando que no dia 31 de outubro iríamos bater às portas e pedir doces.

- Eu já participei uma vez, há alguns anos. Mas cara, lá tem gente de até dezoito anos que super se animou em participar.

- Hey! Infância forever!

Eu ri.

- E você, o que fez no fim de semana?

- Fora ir na casa da minha prima só pra pegar a câmera pra poder tirar algumas fotos pro povo da comu ver o meu cabelo? Ham... Eu pensei em você o tempo todo.

Então não fui a única a não conseguir te tirar da cabeça? Óbvio que eu não disse isso.

- Ah. – disse meio sem saber o que fazer.

- Ansiosa pro show?

- Bastante. E você?

- É, também. Mas ultimamente eu tenho andado mais ansioso por outra coisa.

Ele se virou, trouxe o meu rosto pra perto e me beijou.

Como explicar o que eu senti naquele momento? Fui pro céu e voltei? Que coisa capenga... Mas foi mais ou menos isso. Depois de passar o fim de semana inteiro com aquele garoto na cabeça, ser beijada por ele... É, é difícil descrever. Até por que... Por que era mesmo que ele tava fazendo aquilo?

Bateu o sinal. Ele me soltou.

- Vamos subir? – falou.

- V-vamos. Disse meio desconcertada.

Na aula de artes, mostramos a maquete pra profe, e o resto do tempo custou a passar.

Não fui pra escola o resto da semana. Não porque eu não quis. Tomei chuva na terça e peguei um resfriado. Mal liguei o computador, e quando liguei, foi só pra postar as notícias no blog.

Lucas me ligou na quinta, mas eu estava dormindo. Minha mãe me avisou e eu tentei retornar, mas em casa ele não estava e o celular, fora de área. Tentei várias vezes, sem sucesso, acabei desistindo. Depois esqueci.

Era sábado de manhã quando o meu celular tocou e eu atendi com a voz fanhosa.

- Você tá fugindo de mim, Bia? Não apareceu na escola a semana inteira, não me atende nem retorna...

- Bom dia, tudo bem com você?

- Tudo. Bom dia. E você?

- Péssima, obrigada. Minha mãe não te avisou que eu estou resfriada?

- Avisou, mas você não me retornou. Eu acho que esse resfriado ainda é o motivo de você estar fugindo de mim. O que há com você?

- Isso não faz sentido. Eu tentei te ligar. Mas você não estava em casa e o seu celular tava fora de área. Foi a Bianca que me atendeu, ela não passou o recado?

- Ah, por isso. A Bia nunca passa recado.

- Então você ainda acha que a culpa é minha? E caso você não tenha notado, eu estou com a voz fanha por causa do nariz ainda entupido. – pausa. – Era só isso?

- É, acho que sim. Queria saber onde andava você.

- Ah tá. Então tchau.

- Espera. Você ainda não... – desliguei. Como se eu escolhesse hora pra ficar doente! E também não tenho culpa de ter tomado chuva, quando eu saí de casa estava o maior solão e eu nem peguei guarda-chuva. Mas quando eu estava voltando, caiu aquele toró e eu acabei chegando em casa molhada até a alma.

Sentei no sofá e liguei a tevê. Parei num desenho, minha mãe avisou que ia ao mercado e eu fiquei assistindo. Dali a dois minutos a campainha tocou. Saí na porta pra ver quem era. Lucas.

- Por que você desligou na minha cara?

- Não desliguei. Caiu a linha. Não obstante em tentar ligar de novo você veio aqui?

- Não. Percebi que era uma idiotice te falar o que eu ia te falar por telefone.

- Não estamos mais no telefone. Pode falar.

- Você vai me deixar aqui no portão, falando com você como um mendigo implorando um prato de comida?

Entrei em casa sem dizer nada. Peguei a chave do portão, voltei e abri.

- Pronto.

- Então tá. Posso te fazer uma pergunta primeiro?

Dei de ombros.

- Você ficou brava por causa de segunda?

Notas finais
HAHAHA não disse que tava esquentando?Gente, cadê os reviews? Tá tão ruim assim?Até amanhã.