Your Hunger Games VI - O Retorno Interativa
18 Peter Waldorf
Notas iniciais
Peter Waldorf
Qualquer um ali poderia fazer uma lista gigantesca do quanto odiava Loe. Mas principalmente por ele ter parado o jantar para avisar que teriam mais um treino noturno, igual ao da noite passada. Peter se lembrava vividamente de como foi... E digamos que ele não tinha gostado da experiência.
Mas Peter , diferente dos outros, entendia que se ele não se acostumasse com a dor e o sofrimento, jamais conseguiria sobreviver na arena. Lá não era um treinamento, e sim vida ou morte, por isso ele se esforçou muito nas aulas de lanças e arpões. Percebeu que June era a garota mais chata da face da terra e por isso decidiu ir no setor em que ela com certeza não gostaria de ir: Espadas e adagas. Mas aquilo não era para ele. Peter tinha uma queda por arpões...
– Bem vindo ao meu setor – a jovem e bela mulher de no máximo trinta e cinco anos, com cabelos ruivos e os olhos vívidos sorriu para ele. Talvez tivesse se apaixonado, mas ela segurava um arpão, o que o impediu de vê-la como alguém gentil.
– Sou Peter.
– Eu sei quem você é. – Nathália entregou o arpão para ele. – Também sei que veio do Distrito 6 e que sua companheira de distrito é muito boa em manipular.
– Ahn?
– Não se preocupe, meu papel aqui dentro é saber de tudo isso. Nunca se sabe quando Loe será demitido e quem irá substituí-lo, embora eu tenha certeza que seja eu. – ela piscou – Mas então, veio aqui querendo aprender como usar uma lança ou para ouvir histórias?
– Histórias?
– Isso mesmo. Sou conhecida por minhas histórias fabulosas – Nathália se vangloriou. – Sei de tudo, na verdade. Usei toda a minha memória para isso.
– Bom... Não sei se me interesso por histórias.
– Embora matar seja importante, o mais importante é ter uma história para contar aos outros. Eu muito bem poderia contar minha história, mas ela é trágica, não é estilo como gostam. Por isso eu conto a história dos outros e das vitórias e derrotas deles. Não é fofoca, é como um livro. A maioria dos meus amigos morreu, mas eles ainda vivem aqui dentro, nas minhas memórias.
– Isso parece muito interessante, mas eu quero mesmo é aprender a usar os arpões.
– Ah, sendo assim, tudo bem – ela lhe deu um sorriso, mas visivelmente estava incomodada.
Peter, em três horas de treino muito puxado, já conseguia acertar os alvos parado. Nathália até perguntou se ele gostaria de experimentar os alvos que se movimentavam, mas ele negou. Queria era ver como estava sendo o treino dos tributos, e antes mesmo que pudesse soltar o arpão, eles tinham chamado seu nome.
– Boa sorte. – Nathália piscou.
º º º
Agora eles estavam no Jardim Secreto, todos com os pijamas e com o medo estampado no rosto. Aquilo tudo era muito irritante. Era como se eles estivessem sendo mantidos como bonecos para que os mentores brincassem de casinha... Naquela noite eles iram ver a arena da 101ª Edição.
Loe estava muito elegante com seu terno azul escuro e a gravata preta e cintilante. Os cabelos arrumados e o sorriso brilhante até lhe faziam parecer mais amigável, mas os tributos sabiam que ele era o verdadeiro terror. Ou pelo menos achavam.
– Hoje vocês verão a arena da 101ª Edição, não foi a edição mais bem sucedida de todas, mas é interessante. Eles colocaram todos os ex-vitoriosos, e até mesmo meu tataravô está lá! Tem o Ethan, também e a Nath. – Loe olhou por cima do ombro – Se acham que ela é uma fofura de mulher, não esperem isso quando a virem com um tridente na mão...
Nathália soltou uma risada.
– Não é á toa que eu sou conhecida como a Sede.
– Nathália Polônia, a Sede. Sede pois veio do Distrito 4 e normalmente aparenta estar sedenta de sangue... Pode-se dizer que ela perde apenas para meu tatataravô, presidente do Distrito 14 e para Ethan, o nosso Metre-Ex-Supremo.
Ethan cruzou os braços sobre o peito, mostrando um estilo ameaçador, mas logo caiu na gargalhada junto de Nathália. Os dois nem pareciam ter nascido há mais de cem anos... Aquilo tudo era uma piada, na verdade. Os tributos estavam prestes a cair dentro de uma arena cheia de carnificina e eles estavam agindo como se não fosse nada.
– Ninguém verá você ou poderá tocá-lo, vocês somente estarão lá dentro. Todos juntos, não irei separar ninguém quando enviar, mas vocês podem escolher se separar, se quiser. – Loe comunicou – Agora, por favor, deitem nas cadeiras e preparem-se.
Peter sentiu novamente aquele pânico quando se deitou na cadeira. O capacete foi colocado em volta de sua cabeça e os fios conectados em seu ouvido, e parecia estarem sugando algo de seu cérebro. Fechou as pálpebras, se preparando. Sentiu o vento tomá-lo de súbito, então o frio e depois abriu os olhos. Não era o vento, era a correnteza. Estava dentro de uma bolha que lhe dava ar, enquanto via o resto do mar. Um navio logo abaixo da sua bolha e várias outras iguais ao seu lado. Ele estava lá dentro junto com todos os outros tributos, mas no círculo ao redor deles as pessoas estavam separadas em duplas e todos tinham um olhar fixo no navio.
A contagem aparecia através de sons no fundo do oceano. Tinham sido sete batidas, quando a décima soou, as bolhas se estouraram e eles nadaram como todo o fôlego na direção do navio. Incrivelmente, nenhum dos tributos enviados estavam sentindo falta de ar, na verdade eles nem precisavam respirar. Alguns dos vitoriosos se atacavam no fundo do mar, mas outros já estava indo para a superfície. Peter escolheu nadar até a terra firme, também. Viu uma pequena ilha, onde subiu. Lá em cima dela estavam mais dois tributos que tinham chegado primeiro.
– Vamos sair daqui! – André gritou. – Temos de achar um lugar melhor que este.
– Mas, espera, estamos sem energia. – Denis interveio.
André apontou para uma monte de areia que emergia da água. Ela ligava a pequena ilha totalmente devastada até uma praia, onde mais atrás tinha uma floresta com metade congelada, metade normal e outra metade pintada de laranja. Enquanto os dois tributos corriam, Peter resolveu segui-los. Eles entraram na floresta de aspecto normal. E assim que também entrou, entendeu o que a floresta tinha de diferente: Nela estavam três estações diferentes, verão, inverno e outono, só não entendeu por que primavera tinha sido excluída, sendo que era uma estação tão bonita.
Peter não encontrou mais os dois tributos, mas por outro lado teve coragem de entrar mais na floresta sozinho. E quando a atravessou, viu que do outro lado tinha um templo feito de pedras e muito bem conservado (embora houvesse muitas plantas crescendo pelas estruturas). Uma fonte de água jorrava um líquido um tanto quando avermelhado, e parecia que ninguém tinha ainda chegado ali. Isso o animou. Explorando tudo, percebeu que havia um tronco de árvore um pouco mais distante do salão, onde a fonte estava. Esta árvore tinha as raízes mergulhadas nas águas avermelhadas, mas parecia que nenhum mal fazia a ela. Quando um pequeno esquilo que andava pela árvore, porém, resolveu entrar e tomar um banho, a água o corroeu na mesma hora, deixando apenas o esqueleto. Aquela imagem foi assustadora, para Peter, e ele deu alguns passos para trás, percebendo que a árvore estava logo perto. Ele então notou uma abertura no tronco dela e resolveu ver o que era.
Quando entrou lá, porém, uma luz ofuscante o cegou na hora e ele sentiu que a árvore o espremia. Estava sendo devorado por aquela planta! Era como se ela fizesse parte da fonte. Assim que o tronco ficou bem próximo ao seu corpo e ele estava totalmente imobilizado, um tremor percorreu a espinha, sentindo o gelado da água. Mas não era água, era o ácido da fonte. Os cabelos se iam, enquanto ele gemia de dor.
Aos poucos, a água ia achando brechas entre o tronco e o corpo de Peter e assim o corria devagar, sem pressa.
Peter não sabia se deixaria de existir, só sabia que queria sair dali, precisava sair dali... Ele... Ele... Não conseguia mais pensar em nada, só conseguia gritar algo para que alguém o tirasse dali. Era impossível que alguém ouvisse, tanto por ele ser o único dos tributos a sair da água e o único a chegar até aquele templo. Ficou desesperado, até que sua cabeça foi completamente comida pelo ácido. Quando parou de pensar, seu corpo se tornou uma massinha mole e então foi bem mais fácil para a árvore terminar sua refeição.

Conversando normalmente com a Maju quando... AH RECOMENDAÇÂO DO NEPPIOS! Ai dei um ataque :3 Tá garanhão, hein, Neppios XD

Ai vinte minutos depois vem a Giulia recomendar ♥
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