Notas iniciais
:3 "Vá à merda".

Alexei

“Abençoada a desgraça que vem só”

Qualquer outro lugar seria mais agradável do que uma floresta de inverno. Quando notou que estava perto da mesma, se afastou rapidamente. Não queria frio. Não depois de sentir o calor de Elizabeth.

Enquanto caminhava em direção a floresta de Outono, onde a maioria dos tributos estavam indo, sentiu que o vento mudava de direção. Olhando para cima, pôde ver a dádiva cortando os céus, rápida como um raio, caindo em sua mão estendida. Ele sorriu, desembrulhando e segurando o objeto com força. Abriu o sorriso ainda mais, sádico e maníaco. Enquanto tivesse aquilo, nada nem ninguém poderia detê-lo.

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Evon Boyer

“Fagulhas – espirro do fogo” – Vitor Caruso

Olhou para dentro do poço, jogando-se dentro dele. Todos estavam fazendo a mesma coisa e nenhum canhão soava, por isso Evon achou que seria a melhor forma de sair daquele lugar. Permaneceu com a respiração presa até tocar a água do esgoto, quando a atingiu e o gelado e fétido líquido tomou suas roupas, a surpresa o fez abrir a goela, assim engolindo litros e litros. Por sorte não se afogou. Conseguiu chegar até a passarela, onde um grupo de tributos estava. Do outro lado mais um grupo se reunia e já ia embora, cada um por um túnel daquele esgoto. Evon conseguiu chegar perto o suficiente para ouvir o que eles tinham a dizer.

Mas de nada serviu, afinal eram uma aliança e Evon nada sabia o que fazia ali. De certo ele tinha se esquecido até mesmo do próprio nome. Acordara enquanto vagava por um bosque d e outono e então viu pessoas se jogando dentro de poços. Achou que aquele seria um bom modo de cometer suicídio, afinal era esse seu objetivo.

E agora ninguém estaria lá para salvá-lo.

º º º

Alexei

“Sem sofrimento a glória não se alcança” – Luis Carlos

Encontrou o menino enquanto caminhava pelos túneis do fétido esgoto. Tinha conseguido manter a boca fechada enquanto caía e por isso não tinha engolido a água suja, o que foi diferente com os outros tributos, sendo que um morreu afogado. Não sabia quem era, nem se deu ao trabalho de reconhecer. Pouco importava agora. Alexei não lutava contra eles, mas sim contra os números. Quanto mais eles abaixassem, mais sua vitória seria certa. Agora, porém, a única coisa que precisava era da dádiva que tinha ganho alguns minutos atrás. Ou talvez horas, não sabia quanto tempo tinha se passado dentro do esgoto.

Em silêncio, seguia o menino de cabelos escuros. Parecia trêmulo e molhado, assim como todos os outros tributos que caíram nas águas do esgoto. Sua dádiva começou a tremer e se aquecer dentro do bolso da camiseta. Alexei abriu um sorriso sádico, avançando mais depressa sobre o menino do Distrito 4. Ele, por sua vez, pouco percebeu a presença de Alexei.

Quando viu que as águas do esgoto estavam borbulhando, Alexei se jogou para cima das costas do garoto, que, surpreso, começou a se debater a procura de socorro ou um meio de se desvencilhar. Quando a boca do jacaré-bestante estava já aberta por completo, Alexei lhe chutou as costas e o garoto caiu para frente, na direção das águas do esgoto, e consequentemente para sua morte.

Porém não morreu.

Alexei foi tomado de surpresa quando sentiu uma dor alucinante no ombro esquerdo e então o sangue começou a escorrer pelo braço. O menino do 4 por pouco não caiu nas águas do esgoto, alguém segurou sua mão antes que ele fosse devorado e assim o puxou para a salvação.

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Evon Boyer

“Gratidão: juros de consciência” – Vitor Caruso

Talvez tivesse alguém para salvá-lo. E esse alguém possuía lindos olhos claros. Ele teve de se equilibrar antes de entender o que acontecia. Um garoto muito mais alto que Alexei, porém mais fraco, o atacava e o prendia pelos braços, com uma faca ameaçando cortas eu pescoço, porém Alexei era forte o suficiente para impedir que isso acontecesse e deste jeito os dois travavam uma luta entre enfiar a faca no pescoço e evitar que isso acontecesse.

Evon agarrou o braço da menina que o salvara e olhou dentro dos olhos dela, tentando encontrar Emma lá dentro, mas foi em vão. Aquela não era sua menina. Irritado, jogou-a em direção ao esgoto, enquanto se virava para acabar logo com aquela briguinha de merda dos dois rapazes.

Porém não chegou a tempo. Eles terminaram sozinhos.

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Alexei

“A fraqueza do inimigo é o meu ataque” – Meell Gomes

Alexei trincou os dentes enquanto usava toca a força que tinha para impedir que aquela faca entrasse em seu pescoço. Era muito mais forte que o garoto, porém seu braço esquerdo estava machucado e o direito preso atrás das costas, o que dificultava muito a situação. Talvez tivesse morrido, caso aquela menina não tivesse cambaleado para dentro das águas do esgoto, onde os bestantes estavam esperando-a de boca aberta.

– Ariel! – o garoto o deixou rapidamente para salvar sua aliada.

Alexei abriu um sorriso de lado enquanto via a menina caindo na água. Enquanto o garoto do Distrito 4 avançava num ataque ridículo, Alexei o pegou pelo braço e quebrou-o com facilidade com as duas mãos, jogando o menino para dentro do esgoto, onde os jacarés avançaram e o devoraram, matando-o instantaneamente.

Alexei, por milagre ou obra do destino, salvou a garota que tinha caído dentro da água chamando a atenção dos bestantes com o menino do Distrito 4. Isso, é claro, porque o parceiro dela quase tinha enfiado uma faca em seu pescoço, grande retribuição...

– Obrigado! – o menino, depois de se certificar de que sua aliada estava inteira, estendeu a mão para Alexei – Muito obrigado! Uma aliança?

– Vá à merda – Alexei deu um tapa nos dedos do menino. – Eu trabalho sozinho. Até mais.

Notas finais
Fiz uma tabela mental com as chances de vitória de cada tributo: Noralinne - 20% Ethan - 6% Alexei - 18% Charlie 4% Austin 2% Sanderson - 10% Ariel - 5% Max - 25% Rudy - 10% Acho que fiz a conta certa... :v Beijos da Meell!