Notas iniciais
Espero que gostem da doca Faith.

Faith Woodberry

Faltava apenas levar as novas linhas para a sala de linhas e colocas os modelos na vitrine. Assim que terminou o serviço, Faith foi até a cozinha da casa, que ficava aos fundos do ateliê. Sua mãe, Lea, estava desenhando mais um vestido novo para a linha de moda de papai. Faith se ajoelhou e pousou as mãos em seus joelhos.

- Quer que e faça mais alguma coisa, mamãe? – perguntou.

- Não, pode ir ver como seu irmão está se saindo na marcenaria. – Lea olhou, com os olhos banhados a lagoas de um marrom calmo e tranqüilo, que, se Faith pudesse, iria encarar para sempre.

Faith, obediente, fechou as janelas e deixou a porta da loja trancada. Embora papai tivesse uma marcenaria, ele usava seu nome popular e chamativo para vender artigos de luxo aos mais afortunados do Distrito 10. Ela andou até o final da rua, onde ficava a marcenaria. Lá ela encontrou papai e Angus, os dois suados e com as testas franzidas.

- O que está acontecendo?

- Um cliente pediu pra eu checar o carro dele. Mas... Não entendo isso aqui – ele apontou.

- Deixe-me ver. – Faith andou até lá.

- Espere, irmãzinha, está tudo sujo de óleo.

- Tudo bem. – ela sorriu, driblando Angus e observando a máquina. – É simples, isso é igual aos pontos dos rolos de linha. – ela indicou os pregos fortemente colocados no motor – É como se você estivesse costurando. Esta linha puxa essa, e essa puxa esta aqui. Entenderam?

- Ah, vendo por este ângulo é fácil, mesmo... – o pai coçou a barba – Obrigado, Faith.

- De nada, papai. Vim ver como o Angus estava se saindo.

Angus sorriu, triunfante.

- Forte como um touro! – ele respondeu.

- Oh, que bom. – Faith sorriu abertamente. – Querem alguma coisa? Posso trazer lanchinhos.

- E que tal aquele seu maravilhoso café, hein? Meu anjo? – Adolf acariciou os cabelos de Faith.

- Papai, sua mão está suja. – Angus lembrou-o.

- Ah, é mesmo, que cabeça a minha! Desculpe-me, doce.

- Que isso, papai, meus cabelos são negros e um pouco de óleo não faz diferença! – ela sorriu, compreensiva. – Vou fazer o café e trazer algumas... Ervinhas para o Angus.

- Não muitas. – Adolf advertiu. – O máximo para que a cabeça dele funcione direito.

- Ora, papai, não fale assim de Angus. Ele se esforça muito para ajudar o senhor aqui.

- Se esforça nada! – o pai pigarreou – Esse daí deixa tudo na minha mão!

Angus cerrou os punhos, porém Faith o impediu de rebater o que o pai havia falado. Ela o acalmou. Era a única que conseguia fazer isso sem levar um tapa na cara. Faith disse que traria algumas a mais, para ele relaxar mesmo, e então deixou o lugar, voltando pela rua e indo para casa.

Lá fez o café que papai e Angus iriam adorar, e pegou algumas ervas do canteiro. Angus era um meio-viciado. Não fumava até ficar louco, mas o necessário para não arrumar brigas. Embora Angus soubesse se controlar na hora de dar um soco, ele não o fazia por muito tempo. Normalmente batia boca por cinco minutos, depois descia a porrada em qualquer um que estivesse por perto.

Faith já havia presenciado inúmeras brigas, e já havia aconselhado Angus a não se meter com os outros meninos, mas ele pouco se importava com os conselhos dela. Faith sabia que era a melhor e única amiga que Angus tinha, e por isso valorizava muito o irmão. Ele era uma pessoa boa, forte e corajosa, e por isso Faith tinha vontade de ser como ele.

Através do anos de costura junto com a mãe, e da necessidade de ir e vir com caixas pesadas, manequins e máquinas de costuras nos braços, ela desenvolveu muito bem os músculos dos braços e pernas. Era uma lutadora como o irmão. Forte e com socos precisos. Porém era péssima em lutar corporais. Faith sabia disso. Por ser de sua raça, os negros, ela possuía uma ginga e um movimento adorável em uma capoeira. Sua família era rodeada por costumes e culturas de seus antepassados, o que dava ainda mais orgulho para Faith.

Quando chegou na marcenaria, viu Angus e papai sentados, já esperando o café. Faith colocou a garrafa na mesa e entregou as ervas para Angus.

- Ei, filha, onde estão as xícaras?

- Ah, papai, eu esqueci. – Faith colocou a mão na testa. – Estava entretida com o desenho que a mamãe estava fazendo e me esqueci de pegar as xícaras.

- Não tem problema. – Angus disse. – Eu preciso buscar os fósforos, que você também esqueceu. Vamos juntos.

- Ah, puxa! Eu sou tão desatenta... – ela encolheu os ombros.

- Não se preocupe, Faith, não é culpa sua. – papai passou a mão por seus cabelos – E eu lavei as mãos, desse vez. Você me puxou, lindinha.

- Obrigada, papai.

Faith voltou, junto com Angus. Ela adorava ficar ao lado do irmão. Além de ser sua única companhia, ele também a entendia e aceitava ela do jeito que era. Faith não possuía músculos saltados, como os fortões e as fortonas do 2. Faith era forte e desenvolvida, porém sem a aparência de uma lutadora. Na verdade, quando se vestia para um desfile de moda, ela costumava parecer uma das modelos, com suas roupas coloridas e seu rosto com olhos, nariz e boca grande e carnuda, lhe dava uma beleza maravilhosa. Ela, como sempre, adorava usar jóias e bijuterias, principalmente colares.

- A Colheita vai ser daqui cinco dias. – observou Angus.

- Sim. – concordou Faith. – E você, como está se sentindo? Já colocamos nossos nomes lá umas trezentas vezes. Principalmente depois do... Acidente...

- Sim. Aquela foi uma época difícil para nossa família. Não estávamos preparados para perder a casa e todo o nosso sustento.

- É... – Faith se mexeu, desconfortável.

- Não é culpa nossa. – Angus sorriu – Éramos crianças...

- Mas nós derrubamos a vela! Mesmo sendo crianças fomos nós que incendiamos a casa... – Faith colocou um cacho de cabelo para trás da orelha.

- Não se preocupe, papai e mamãe nos perdoaram.

Eles chegaram até a casa, pegaram as xícaras e os fósforos de Angus, e voltaram para a oficina, já escurecia. Mais um dia de trabalho, pensou Faith, mais um como todos os outros.

Notas finais
Faith: http://3.bp.blogspot.com/_FKSrS9BiTMg/TTjjrfYSWzI/AAAAAAAAALE/SBZclsq0pAY/s1600/Keke+Palmer_ring_web.jpg
Angus: http://www.hdwallpaperspot.com/wp-content/uploads/2013/06/11799_corbin-bleu.jpg
Comentem!! *-* As vagas já encerraram (e pela primeira vez eu não precisei fazer meus próprios personagens pra encher!) Beijins, amo vocês.