Notas iniciais
Mais um capítulo para hoje! Comecei a ter dor de cabeça, ... Vou lavar louça e se não passar, vou tomar um remédio, mas não se preocupem, o próximo capítulo eu começo a escrever hoje mesmo, e talvez ainda o poste.

Distrito 14

Giulia estava a bater as roupas nas pedras, enquanto Maré observava. O dia estava começando.

- O que está fazendo, mamãe? — Maré perguntou.

- Estou lavando nossas roupas, querida. –

- Posso ajudar?

- Claro, lave as suas camisetas, assim como eu faço.

As mulheres abriam suas casas, varriam as sacadas. Crianças corriam pela praça, dando voltar na fonte que servia como carrossel. Entre as crianças estava Bart, segundo filho de Maria Júlia. Ele era alegre e hiperativo, não ficando quieto um segundo só.

Caio chamou Bart para dentro de casa, era hora de tomar o remédio. Caio pegou o casaco para Esmeralda.

- Nada de brigas, chantagens, trapaças ou...

- “Paquerar com garotos” – completou ela. – Eu já sei, pai.

- Agora me dê um beijo de adeus. – Caio pediu.

Nathália puxou Lola da cama. Aquela garota era dorminhoca demais! Ela a lembrou de que Heikki a estaria esperando para verem o nascer do Sol, porém ela quase não escutou. Lola não era de acordar cedo. Nathália pegou uma panela do armário, encheu-a de água da geladeira e então, segurando a panela pelo cabo, andou pelo corredor, indo de volta para o quarto de Lola.

- Se você quiser eu posso agilizar seu banho. – ela avisou – Um... Dois...

- Já to indo, mãe! – Lola resmungou, colocando o travesseiro em cima da cabeça.

- Bem... Você que pediu... – ela levantou a coberta e derramou apenas algumas gotas nas costas de Lola.

E eles suavam. A camiseta grudada ao corpo, enquanto aquela luta demorava. Minutos desde que havia começado. As espadas pareciam cantar uma música agitada de empolgação e orgulho. Os dois lutadores se movimentavam como em uma dança, e cada um tinha potencial para aquilo. O primeiro lutador tentou golpear o adversário, usando a espada para rasgar seu colete protetor, porém o segundo lutador se defendeu com a espada, indo para cima. Ethan sorriu, já vendo que ele estava cansado.

Mas mesmo assim era ótimo ver aquilo, ele se aconchegou em cima da pilha de caixas com as novas armas de treino e começou a rir, assistindo a todo o filme.

Enquanto isso, o segundo lutador soltou a espada com leveza, fazendo-a cair suavemente na direção da testa do primeiro lutador, já o adversário usou o braço para se defender, com a armadura. Mas era apenas um truque, enquanto o primeiro lutador estava se defendendo do possível ataque por cima, o segundo lutador o atingiu nas costelas com um soco duro e frio.

Ele caiu, cambaleando e soltou a espada. O segundo lutador também soltou a espada e se ergueu sobre o oponente desorientado, tirando seu capacete e levantando-o pela gola da camisa.

- Ta perdendo a prática, hein, pai. – Kido riu.

- Está e chamando de...

- Que isso.

- Respeite o seu velho. – Denis arrumou a armadura, se livrando das mãos de Kido. – Eu só... Não estava esperando.

- Correção: Você está lento.

- Não comece com isso, de novo. – ele se virou, pegando a espada e a guardando na bainha. – Ah, olhe quem estava nos assistindo.

Ethan se levantou e então caminhou empolgadamente em direção aos dois homens. Primeiro cumprimentou seu velho amigo com um aperto de mão, depois bagunçou os cabelos do jovem Kido, enquanto ele tentava se desvencilhar de sua chave de braço.

- Meu garoto! – Ethan exclamou. – Isso sim é tesouro! Parece eu quando criança.

- Sai daqui. – Kido se livrou – Você é tão velho quanto meu pai.

- Mas estou mais em forma. – ele olhou para a própria barriga. – Cá entre nós,o seu pai vem engordando, não?

- Ei, o que estão cochichando de mim, ai? – Denis interrompeu.

- Ora, de você? Pff, por quê a gente falaria de alguém tão chato como você?

Denis revirou os olhos.

Lucy tocou seu braço suavemente, fazendo círculos com as pontas dos dedos. Noah despertou adoravelmente do sono tranqüilo. Se abraçou a sua namorada e então beijou sua testa. Os cabelos loiros de Lucy estava espalhados pela cama, enquanto ela se deitava ao seu lado. Os olhos naquele azul fascinante, em nada havia mudado. Claro, era uma mulher maravilhosa, como ele havia suposto anos atrás. Com face tão parecida com a da mãe que alguns até a chamavam de Selene, em momentos de distração.

Molly pulou na cama, vindo para debaixo das cobertas, no meio do casal. Lucy a abraçou forte e então lhe desejou bom dia. Ella foi mais cautelosa, chegando com Aliss nos braços, e colocando a gata na cama, antes de subir para cima da mesma. Lucy também a abraçou e então Noah suspirou, já pensando: A família já ta toda reunida, só falta o...

Pronto, ele veio latindo, pular para cima da cama. Teobaldo era fogo e água, perto de Aliss. As gêmeas seguraram a gata e o cão, enquanto Noah ralhava com os animais. Lucy riu e então disse para Ella soltar Teobaldo, para que ele voltasse para seu quarto. Também soltaram Aliss, que foi correndo procurar por Teobaldo.

- Só esses dois, mesmo – riu Molly.

- Vamos ver um filme! – pediu Ella.

Molly e Ella eram gêmeas, embora não fossem junção de Lucy e Noah. Ella era filha somente de Noah, já Molly era filha somente de Lucy. Lucy era uma alma, por isso não podia gestar crianças, e assim pediram uma rápida ajuda para Lipe, que os ajudou de bom grado, junto com D. Saturn, é claro.

Darin beijou os seios da mulher, enquanto ela fritava os ovos no fogão. Ele acariciou sua barriga, já de oito meses, pronto para nascer. Era um menino, até onde Lipe havia conseguido identificar sem muita tecnologia. Eles tinham o básico no Distrito: Fogão, geladeira, uma TV, cafeteira (no caso de Saturn) e os alvos de treinamento.

Bolina o cutucou, pedindo licença, enquanto virava os ovos e então ia para a pia, descascar as maçãs que Darin gostava tanto (sem as cascas, é claro).

Bianca desenhou a constelação nova em seu mapa. Mostrou a D. Saturn, que estava ocupado tomando sua jarra de café puro. Ela tentou achar mais alguma coisa, mas nada surgiu. Pegou uma cadeira e se sentou ao lado do amigo-namorado-marido-rolo.

- Quando é que você vai desencalhar e me pedir em casamento? – ela perguntou, como fazia quase todos os dias.

- Quando for a hora certa – D. deu de ombros.

O Distrito 14 havia se tornado o Distrito do Vitoriosos, onde somente vitoriosos e suas gerações viviam. Lá eles treinavam todos os anos seus jovens para que um dia pudessem ser tão bons quanto os vitoriosos. Mas enquanto isso não ocorria, a Capital se aproveitou do talento com armas do Distrito e o tornou seu Distrito-Treinador, onde os tributos passavam cerca de três dias melhorando suas praticas e ficando mais experientes, para que na Arena houvessem mortes mais divertidas.

O Distrito 14 era considerado um fracasso, assim como o Distrito 13. O 12, 5 e 4 foram reerguidos, embora agora não fossem mais os mesmos e fortes como eram antes.

Notas finais
Lucy Sant'Dio: http://p2.trrsf.com/image/fget/cf/619/464/images.terra.com/2012/01/02/elle-fanning-cover-story-00[1]20120102075306.jpg
Noah Christhurt: http://24.media.tumblr.com/659c16c117c9364360aa3bf85a5ff1e0/tumblr_mhtwhxeFDm1s4d57uo1_500.jpg
Elle: http://3.bp.blogspot.com/-QT_HhZV2Pl8/Tg1ISx4tyyI/AAAAAAAAAsM/4Cke7WRfbVo/s400/ruiva.JPG
Molly: http://topwalls.net/wallpapers/2013/06/Dakota-Fanning-In-Hounddog--1920x2560.jpg
Teobaldo (feat. Aliss): http://www.rachandobico.com.br/wp-content/uploads/2013/03/cachorro-e-gato.jpg
Aliss: http://thumbs.dreamstime.com/z/gato-amarelo-11151076.jpg

Beijins!