Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
7 Charlotte Brown
Notas iniciais
Fleur
Charlotte, ele disse, não tem como sobrevivermos nessas condições. Ninguém iria querer contratar você com quinze anos, e esse emprego é o máximo que podemos conseguir... Iremos deixá-lo assim que o dinheiro for suficiente para comprarmos nossa casa e fazermos nossa família. Ele havia dito essas palavras, que ficaram na mente de Charlotte por dias, até ela decidir que, se tinha de abrir as pernas para ter o namorado, então abriria. Não importava o que isso iria custar. Ela não podia perder Louis, não podia... Seu amor por ele era maior que seu amor próprio, e ela cedeu. O que a levou hoje para essa vida.
º º º
Fleur cruzou as pernas. Estava sentada naquela mesa de bar há alguns minutos, já. Mas não havia visto ninguém que servisse. Por fim, estava pensando em ir para outro bar algum freqüentado por gente mais rica, porém no mesmo instante em que estava se levantando da mesa, ela viu um jovem cavalheiro entrar. Ela prestou bastante atenção.
Um metro e noventa, no máximo, concluiu. Olhos castanhos, porém claros, um charme clássico. Cabelos louros, oh um deus grego... Pele morena queimada pelo Sol, um trabalhador. Roupas de boa marca e um sapato de couro legítimo. Ela também notou a marca de seu cigarro: Era Boltz, uma marca bem cara. Ela sempre quis experimentar um cigarro Boltz...
Tomou a decisão. Se levantou da mesa e, descolando o salto do sapato, pegou a bolsa e foi em direção a porta, fingindo estar um pouco bêbada. Os olhares a seguiam. Alguns já a conheciam, outros somente contemplavam sua beleza. Por fim, chegou a hora da ação. Ela torceu o pé, caindo no chão automaticamente, e levando consigo uma garrafa de vodka que estava no balcão. A garrafa estourou, explodindo em milhões de pedaços, e molhando Fleur. Ela se levantou, porém gritou de dor quando pousou as mãos sobre os cacos de vidro.
O jovem cavalheiro, que havia entrado e estava perto dela, logo a socorreu, levantando-a e levando-a para fora do bar. Ele a sentou em cima do capô de um carro e então tirou delicadamente os cacos de vidro de sua mão. Ela o encarou nos olhos o tempo inteiro, mesmo que ele nem estivesse percebendo. Quando percebeu, levantou uma sobrancelha e disse, em tom formal.
- O que uma garota bem vestida como você faz num bar?
- O que um garoto bem vestido e que fuma cigarros caros faz num bar? – ela jogou a pergunta para ele, usando seus lábios carnudos para seduzi-lo.
- Você gosta de cigarros? – ele mostrou a caixa, dourada e branca. – Quer um?
- Claro. – Fleur respondeu, pegando e então, sem perguntar, tirando do bolso de sua camisa um isqueiro.
O rapaz a olhou, já com certo entendimento nos olhos. Ele fez questão de acender o cigarro para ela, e colocar em sua boca, fumando logo em seguida o mesmo cigarro. Os dois se seduziam com os olhos. Fleur gemeu levemente quando sua mão voltou a doer.
- Quer que eu a leve para um médico?
- Não, acho que não é nada grave.
- Você não se machuca todas as vezes que chama um cara, não é? – ele sorriu.
- Normalmente não – ela sorriu de volta. – E então?
- Eu estava procurando exatamente isso.
- Não poderá me ligar no dia seguinte. Nem pedir pra marcar hora. Eu não tenho identidade. Não moro em lugar nenhum. Por isso, quando me achar, se considere alguém de sorte.
- Uma prostituta de luxo que se valoriza, é isso? Oh, como o mundo muda. – ele tocou seus rosto – Você fede a álcool.
- É um fedor bom. – ela corrigiu – Pode me lamber, se quiser.
- Vou fazer isso em um lugar mais reservado. Entre no carro. – ele mandou gentilmente, e, como sempre, ela obedeceu de bom grado.
Percebeu que o carro também era de luxo, e isso a animou um pouco. Quando chegaram no lugar onde iriam passar a noite, ele logo avisou que estava sem dinheiro no momento e iria ter de alugar um quarto em um motel normal. Ela pouco se importou: Só precisava de seu dinheiro. Onde iriam fazer, isso era coisa de menos.
º º º
Lício, como ele disse ser seu nome, lhe envolveu. Estavam relaxados e quase bêbados. Ela beijou seu peito e então se encostou nele.
- E você dorme com quantos homens por noite?
- Somente um. Eu escolho. – ela respondeu, sem muito esconder.
- Então você escolhe com quem dorme? Um, você é uma prostituta interessante.
- Não gosto que me chamem de prostituta – Fleur disse, friamente – Para meus clientes eu sou Fleur.
- E eu sou bom de cama? Quer dizer, você deve já saber avaliar, não?
- Digamos que é jovem no caso, mas é bom. Se ganhar um pouco mais de experiência irá dormir com quem quiser, assim como eu.
- Uhm, isso é interessante – ele comentou – Será que existem prostitutos... Quer dizer, luxuosas pessoas que vendem seu corpo do sexo masculino?
- Sim, eu conheço alguns. – ela respondeu sincera. – Mas não recomendo. Normalmente esses homens tem de se acostumar á... Dar para outros homens. Os clientes na maioria das vezes são homens, então é mais favorável ser mulher.
- Entendo. Achei interessante isto. Nunca tinha dormido com uma prosti... Com uma mulher como você, antes. Então ficará comigo até o final da noite?
- Sim.
- E eu sei que você disse que não é para mim te procurar, mas...
- Normalmente eu fico perto da Prefeitura.
- Prefeitura, ok. – ele sorriu. – Você é interessante, Fleur.
º º º
Charlotte levantou, já com as olheiras no rosto. Estava cansada. Sua cama não era tão confortável quanto ela se lembrava. Tentou não dormir novamente, fez um leite com torradas e comeu de mal humor. Saiu de casa, com os cabelos soltos e o cachecol nos ombros. Enquanto andava pela rua, ela olhava para o Sol. Odiava dias quentes, e aquele era um típico dia perfeito, para ela.
Quando chegou até a biblioteca, pegou o cartão de Leitor Fiel & Funcionário, indo em direção ao balcão e logo cumprimentando Rosa e Estephane. As duas idosas estavam lendo seus costumeiros romances eróticos, velhas! Charlotte riu. Não tinham mais disposição, agora era só nos livros mesmo.
Ela pegou a tabela e foi verificar a ordem de chegada dos livros novos. No calendário dizia que era o dia dela ir arrumar a brinquedoteca. Hoje os pirralhos não iriam vir, e ela iria tirar o dia para arrumar o lugar. Charlotte começou pela pilha de lápis de cor esparramada no chão. Depois colocou os livros nas estantes e os DVDs nos lugares certos. Pegou uma bucha e, esfregando com força, limpou os desenhos nas paredes. Quando já estava para sair, foi tomada pelo susto ao ouvir alguém chamá-la da porta.
- Ei, você sabe se o livro Gaspard está aqui?
Ela se virou, pronta para responder que não, o livro Gaspard ficava na sessão de ficção científica e romance. Quando sua voz entalou na garganta.
- N-Não. – respondeu, rapidamente colocando a gola do casaco para cima do queixo. – Não é nessa sessão. Aqui são livros infantis.
- Ah, tudo bem. E você trabalha aqui?
- Sim. – ela tentou parar sua tremedeira. – O que está fazendo aqui? Eu disse para não me seguir. – ela apontou o dedo.
- Seguir? Olhe, eu nunca te vi na minha vida – ele sorriu – Acho que está me enganado com outro garoto loiro e lindo...
- Não se lembra da Fleur? – sua sobrancelha se ergueu.
- Fleur? – aquele nome ficou impregnado no ambiente. – Aquela garota de semana passada?
- Oh, aquela garota de semana passada. Você seguiu meus conselhos, está ganhando experiência.
- Ah, não – ele riu – Não é nada disso. Não tive coragem de repetir a façanha. Sou um herdeiro, não posso me envolveu todos os anos com isso...
Ela sorriu. Herdeiros... Isso era bom...
Notas finais
Lício: http://sonaopodetirarum.com.br/wp-content/uploads/2012/07/tony-marston.jpg
Sei que na descrição os olhos dele eram castanhos mais não liguem... HAHA
Boa noite, beijinhos! :3 E para as jujubas que não mandaram a fichas logo, amanhã é o último dia. Se não eu tiro a reserva.
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