Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
35 Blair Sunfield
Notas iniciais
Blair Sunfield
Quando é que tinha se dado conta de que quem atirara aquela faca tinha sido ela própria? Oh, céus, o que tinha acabado de fazer? Era só uma criança! Blair colocou as mãos na boca, tentando se livrar da culpa que a castigava. Tinha treinado a vida inteira para isso, mas simplesmente, quando ia matar, ela não conseguia deixar de se sentir culpada. Duas mortes. Duas mortes foram culpa dela. Alec a abraçou e beijou sua testa. Ela não queria ter matado ninguém, ninguém! Mas... Agora era tarde... O céu estava já escuro e a fogueira queimava. Eles voltaram para o acampamento na Cornucópia. A grande árvore que era a Cornucópia continha uma abertura no tronco que permitia acesso ao lado de dentro, que era um arsenal para a uma guerra inteira. Havia de tudo lá. E principalmente: comida. Comida em abundância. Tanta comida que eles poderiam ficar na arena presos por dez anos que não teria fome. Brenda, como sempre fora, foi a primeira a decidir quem iria dormir do lado de dentro da Cornucópia: Ela. Embora todos ali soubessem que Brenda não passava de uma isca, ela achava que poderia se igualar a eles. Carreiristas. Inúmeras vezes Blair desejou ter matado Brenda em vez de Scott, mas o burro tinha sido ele por ter desafiado-a. ela deu de ombros.
Alec parecia estar passando por sérios problemas. Desde que apanhara de Angus, ele tinha se tornado totalmente dependente de Blair. Para ir fazer qualquer coisa ele tinha de estar ao lado dela. Para montar guarda, para comer, para matar, até mesmo para urinar (ela não ficava olhando, claro). Blair já estava começando a se sentir incomodada com aquilo. Ela gostava de ficar com Alec, claro, mas... Ele estava grudento demais! Tinha de parar com aquilo ou ela começaria a evitá-lo. Quando terminaram de comer o arroz com carne que estavam fazendo na fogueira, Brenda se recolheu para seu cafofo e Dominica também. Danilo insistiu para ser o primeiro a montar vigia, por isso Blair e Alec teriam um tempo sozinhos. Do lado de fora, com o vento frio bagunçando seus cabelos, Blair conseguia sentir o cheiro da comida ainda vivo em seu nariz.
Alec segurava sua mão com delicadeza. A acariciava, como se quisesse estar abraçando-a, mas se segurando para não fazê-lo. Ela, por fim, se virou em sua direção e indagou:
- Por que está tão grudado em mim estes dias?
- Ahn?
- Não se faça de desentendido. Você sabe que está bem menos... Valentão do que era.
- Ah... – Alec soltou sua mão. – Eu só... Queria... Eu quero ficar com você o máximo de tempo que quiser. Quero que, no fim, quando eu morrer, não tenha arrependimentos em relação a nós. Se você não quiser, tudo bem, posso me conter em só olhá-la.
- Você pode sim, mas... Não acha chato ficar o tempo todo escorando em mim?
- Sinceramente, não. Escorar em você é a única coisa que está me movendo neste momento. Não há mais nada na qual eu pense para... Querer... Viver. – ele franziu a testa – Sou um homem, não era para ter sentimentos tão profundos assim... Às vezes me pergunto se esse não deveria ser o seu papel, não o meu. Blair piscou várias vezes, para assimilar tudo aquilo. Mas Alec não tinha terminado.
- Eu a amo de verdade. Quando eu... Tive de ser carregado por você, percebi e aceitei que seria totalmente dependente. Acho que nenhum homem já esteve em minha situação. Nem meu pai, nem o seu. Ninguém. Isso é algo somente meu. Algo enorme, maior que qualquer coisa. Minha vontade não é de segurar sua mão, você sabe disso. É de sentir seu corpo. De sentir a pessoa que eu amo.
- Normalmente eu deveria dizer algo fofo neste momento, mas não sou deste tipo de garota.
- Não é preciso dizer nada. – ele sorriu. – Também não entendo o que digo, nem sei se é fofo. Blair?
- Sim.
- Me abrace. Me deixe te sentir.
Deveria? Talvez o melhor fosse não alimentar aquele sentimento que estava no peito de Alec. Ou talvez ela devesse. Mas e o que ela sentia? O que ela queria? Já tinha parado para pensar nisso? E agora, o que ela sentia por Alec? Não parecia ser amor. Ou talvez fosse de uma maneira menos doentia como a de Alec. De repente tomou noção do quanto era sortuda. Todo ser humano quer ser amado por outro ser humano. E ela tinha o amor doentio de Alec. O que mais iria querer? Isso ela não sabia, mas sabia que não queria machucá-lo. Decidiu que, independentemente de seus sentimentos, ela deveria dar a ele tudo o que ele daria a ela.
- Claro, por que não?
Alec abriu um sorriso acanhado. Corou rapidamente. Os dois ficaram em estátua. E agora? Quem abraçaria. Quem abriria os braços? Blair os abriu, e em dois passos Alec chegou até ela. Não havia nenhum espaço entre eles. Fechou seus braços em volta do corpo de Alec, e o sentiu. Ele era forte, musculoso, além de ser bem mais alto. Suas costas eram uma demonstração do quanto homem ele já era. Pousar a cabeça em seu peito era uma sensação deliciosa e se perguntou por que não tinha feito isso antes. Senti-lo era a melhor coisa do mundo! O mesmo era para Alec. Um tanto inclinado para que pudesse alcançar Blair, ele a tirou do chão alguns segundos depois de terem se abraçado. Nossa, como ela era pequenina! E isso era tão... Bonito. Alec gostava do tamanho de Blair. Gostava de tudo nela. Não havia defeito visível. Os cabelos, os olhos... Ele também gostava de seios menores, de altura baixa e de cara de criança. Se imaginou vivendo sem ela. Nossa!, não seria vida! Se perguntou como tinha agüentado aquele tempo todo no distrito sem Blair. Encostou sua testa na testa dele, olhando para o fundo de sua alma. Os olhos são as janelas da alma, ou alguma coisa assim. Ele já tinha ouvido esse ditado. E era verdadeiro.
Ele já tinha beijado-a três vezes, porém a quarta vez foi de uma maneira diferente, era como se fosse o primeiro beijo. Sim, e era. Os outros não eram beijos, era encenação. Mas este... Ah, este sim. Ele era tudo o que Alec sempre quis. O beijo de Blair era a coisa mais surpreendentemente gostosa que alguém poderia experimentar. Os lábios eram grossos e macios. Beijá-la era o mesmo de encostar os lábios nas nuvens.
A parte mais triste de tudo, era quando tinha de soltá-la. Devolvendo-a ao chão, ele sentia como se parte dele tivesse saindo de si. E o desejo súbito de agarrá-la e de tê-la para si só voltavam, e sempre com mais força. Talvez não conseguisse se conter. Era difícil, sim, controlar essa vontade louca.
Somente de olhar para ela, ele já a imaginava nua em seus braços. Era algo pecaminoso, mas ele se deliciava. Se um dia tivesse a graça de vê-la assim, ele poderia morrer satisfeito com a vida que tinha vivido. Seus instintos de homem falavam alto, e ele jurou para si mesmo fazer aquilo quando estivesse totalmente preparado. Só queria saber se Blair também estaria. Pois não gostava de esperar. E costumava ser do tipo insaciável. Ele era egoísta.
- Vou dormir hoje com você.
- Você dorme comigo todos os dias. – ela respondeu, sem muito prestar atenção.
- Mas hoje será diferente.
Blair ergueu uma sobrancelha.
- Não. Não é isso que você está pensando. Só que parar de “dar a mão” e ir pro “dormir de conchinha”.
- Ah. – ela assentiu – Eu sempre quis dormir de conchinha. Parece algo bem romântico.
- Tornarei o mais romântico possível, para você.
Quando voltaram para perto de Danilo, ele quase cochilava. Mas ainda não queriam tomar a vigia. Se deitaram perto da fogueira, onde a grama estava quentinha (na verdade era o único lugar onde a vegetação era normal) e trataram de ficar na posição correta. Assim, enquanto ele a cheirava, Blair sentia as mãos firmes e quentes de Alec lhe segurando o abdômen. Ela era magra, ele anotou, bem magra. Sorriu ao pensar que talvez um dia eles tivesse um bebê. Quem sabe. Um balão desceu dos céus. Ele pousou bem na frente do nariz de Blair. Ela o pegou e o abriu. Lá dentro tinha um prendedor, um casaco e um cachecol. Um bilhete dizia: “Dividir é sempre bonito”. Blair sorriu e disse que era para Alec colocar o casaco e para ela se colocar dentro dele, o cachecol eles iriam usar juntos. E o amarrador... Blair o guardou no punho, quando precisasse ela iria usar. O que a chamou a atenção foi um brilho dourado no fundo do paraquedas. Eram duas alianças. Ela pegou-as e leu os nomes Blair e Alec em cada uma. A aliança com nome Alec era menor que a outra. Guardou os dois anéis no bolso. Agora não, pensou, agora não.
Notas finais
--YHG--
Mesmo sendo uma destruidora de casais e tributos preferidos, a Blair é diva. E quem não gosta dela é tudo recalque :P Hahahahaha.
--YHG--
Votem:
#Brenda
#Beatrice
#Robert
#Alicia
Votem aleatoriamente. Não vou dizer para o que que é, por isso votem em quem você gosta, em quem você odeia ou quem não conhece. Enfim, votem aleatoriamente. Pode ser bom quanto ruim. Beijos.
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