Notas iniciais
A votação era... Para decidir quem iria morrer! E por pouco não foi a Beatrice u.u

Percy Lancaster

Ele realmente adorava Sol. Aquela sensação de aquecimento da ponta do pé até os cílios... Ah, como ele odiava aquele lugar! Frio, frio e mais frio! Será que era falta de criatividade dos Idealizadores. Após duas noites com chuva de neve, uma noite calma e com ventos fortes o que seria agora? Uma nevasca de fazer a neve aumentar três metros? Ou uma avalanche? Um rio iria se partir? Ele odiava aquilo, ele odiava tudo aquilo! Seu péssimo humor já estava irritando profundamente Bernardo, e, se continuasse assim, o garoto seria capaz de matar o parceiro.

- AH! O que você quer de mim? – Percy gritou para o céu pálido. – O que mais quer de mim?

- Ele quer de enlouquecer. – Bernardo respondeu – E está conseguindo.

- Branco! Só vejo branco por toda parte! Neve, frio, vento... Ah! Não agüento mais!

- Pare de fazer drama. – Bernardo suspirou. – Vamos para o rio, estou com sede.

Percy se levantou, com a foice em mãos, caminhou até Bernardo e o ajudou a levantar. A neve estava começando a derreter, por isso eles aproveitaram e beberam um pouquinho. De leve, Percy notou os raios solares tocando sua pele, porém não foi o suficiente para deixá-lo animado. Podia ser somente uma jogada dos Idealizadores para enganá-lo. Enfim, ele e Bernardo foram caminhando tranquilamente até o rio. A floresta era um ótimo lugar para dois caras se esconderem. E, admitia, Percy queria muito ver uma garota. Sabe, ficar com um cara, acordar do lado de um cara, comer com um cara... Isso irrita! E o frio! Tudo parecia acumular dentro dele, fazendo-o surtar.

Sabe, os homens, às vezes, acordam com o pau da barraca armada (gente, que linguagem é essa para um narrador?) e ter a imagem de outro homem do seu lado nesse momento não é algo que... Seja agradável. Percy entrou dentro do rio, já sentindo aquela água fria o congelando.

- Você é louco? Vai morrer congelado! – Bernardo gritou.

Porém Percy já tinha nadado até a metade do rio e subia a margem do outro lado. Ele sacudiu as roupas e tirou a camiseta, exibindo seu definido abdômen. Bernardo virou o rosto para o outro lado. Realmente não entendia porque as mulheres gostavam daquilo...

Bernardo também entrou dentro do rio, logo percebendo que suas águas estavam mais quentes do que o normal. O Sol brilhava no alto do céu, e ele notou que a temperatura estava subindo. Isso o animou. Ele colocou o arco no ombro e tirou a camisa, também. Os dois andavam um do lado do outro. Bernardo com o arco, Percy com a foice. Tranquilamente, seguindo em direção a Cornucópia, onde três Carreiristas estavam de vigia. Eram somente três, pois outros dois haviam saído para “caçar” alguém. Blair, Alec e Brenda montavam guarda de modo intercalado. Enquanto se aproximava, Brenda os identificou e ficou em alerta. Pegou sua espada e, com cuidado para não chamar a atenção do casalzinho apaixonado, ela seguiu em direção aos meninos.

Bernardo nem Percy esperavam que os Carreiristas ainda estivesse por ali, afinal, eles tinham de caçar os outros. Mas ficaram em alerta ao verem a presença deles. Na Cornucópia, dois deles estavam sentados numa pedra, ou tronco, conversando e com suas armas do lado. Ele e Percy seguiam em caminhos opostos. Percy pela direita, ele pela esquerda.

Percy sentiu algo incomodá-lo. Alguma coisa se movia na vegetação. Ele procurou, porém só conseguia ver com o canto do olho. Quando notou que Bernardo corria perigo, não hesitou ao correr na direção dela e lhe empurrar em direção ao chão com o cabo da foice. Bernardo logo viu o perigo e foi ajudar, porém Brenda já tinha derrubado Percy e estava sobre ele. Percy tinha conseguido deixar a espada longe o bastante de Brenda, porém ela tinha cartas na manga. De dentro da calça tirou duas facas. Com um ela perfurou a pele de seu braço, na parte de dentro (sensível e branca). Percy exclamou de dor. Como aquilo doía! De repente agradeceu ao clima frio por ter diminuído aquela sensação de ardume. Brenda, por outro lado, já estava preparando a segunda faca. Com ela, aproximou a lâmina da garganta de Percy, aprofundando devagar, para que ele sentisse a morte chegando cada vez mais, conforte os segundos passavam.

Bernardo colocou a sua última flecha (depois de ter errado duas) e respirou fundo. Estava a trinta metros de distância. Se errasse, provavelmente Percy morreria. Era agora ou nunca. Com o canto do olho, viu que os outros Carreiristas tinham percebido a briga. Tinha que fazer isso, se errasse poderia acertar Percy. Sua mão tremia. Ele fechou os olhos e, após mover braço um centímetro para o lado, soltou. A flecha disparou. Droga! Ele errou. A flecha tinha ido cinco centímetros para o lado! Usar arco e flecha era muito difícil. A flecha se alojou no ombro de Brenda e isso causou a ela uma dor profunda. Percy aproveitou e segurou seu braço e a colocou para o lado, virando o jogo e ficando sobre ela. Ah, uma mulher bonita, loira e com tetas grandes.

Pena que ela iria morrer. Percy a imobilizou, colocando os joelhos nos braços dela e agarrou seu pescoço. Esmagando-o. Demorou dois minutos, porém o canhão veio. Brenda Medeiros estava morta. Com ar triunfante, Percy se levantou, porém logo falhou. Seu braço doía demais! Ele conseguiu tirar a faca e ver a ferida. Era um corte pequeno, porém profundo. Ele sentia a carne reclamar, os músculos corrompidos, as veias danificadas. E se tivesse acertado uma artéria? Percy não sabia a localização de uma artéria, porém estremeceu de pensar na possibilidade.

Quando Bernardo o alcançou, os Carreiristas estavam a cinco passos de distância. Os dois, com armas na mão.

- O que vieram fazer aqui?

- Comer. – Bernardo mentiu – Ver se tinha alguma comida.

Blair ergueu uma sobrancelha e tirou do bolso um saco.

- Tomem. – ela sorriu – Por terem matado ela. Muito obrigada. Era um peso morto e fedido.

Alec não parecia tão amigável assim, porém não os atacou.

- Agora vão embora! – Blair fechou o rosto. – Não quero ver a cara de vocês outra vez. Não irei ser legal.

Bernardo colocou a mão no ombro de Percy.

- Vadia. – Percy disse entre os dentes – Desgraçada!

Alec não entendeu muito bem o motivo daquilo, porém Blair suspirou. Ah, meu Deus! Por que a arena tinha que ser tão pequena...?

- Você matou o Scott! Vadia, ordinária, sua puta...
— Ei, eu estou poupando vocês. – ela apontou o dedo para Bernardo. – Você, seja sensato e leve seu amigozinho daqui.

Bernardo assentiu e segurou Percy pelo braço.

Percy não reclamou, porém continuou a xingá-la até desaparecerem de vista. Percy não estava indo com a cara daquela garota. Numa outra ocasião ele teria adorado enfiar a mão nas tripas dela! Bernardo conseguiu acalmá-lo, falando que o dia estava ficando bem quente, conforme as horas iam se passando. A neve estava derretendo e a vegetação ficando verde. Aquilo o agradava. O agradava muito, na verdade. Eles atravessaram o rio e cortaram a floresta. Atravessaram o rio novamente e deram de cara com os três montes. No pico deles, algo estava descendo como enxurrada. Não... Espere... Era uma enxurrada!

Notas finais
No próximo capítulo, a pedido da nossa queridíssima Midnight, teremos um pouco mais de... Calor! E não estou falando do clima! Teremos um Blaec especial, caso alguém queira, pode mandar seu pedido de capítulo.