Notas iniciais
Segundo capítulo e um pouco maior. Mas vou logo avisando: Minha média de palavras é de 1500 para 3000.

Blair Sunfield

Show de Rock And Roll — Roupa Nova

Ela encarou aquilo. O que havia ocorrido ali? Ela passou por baixo da faixa na porta, que dizia “Cuidado”. Abriu a porta e encontrou paramédicos e vizinhos. A casa estava cheia de fumaça e comida por todos os lados. Blair segurou forte o ombro de seu vizinho Tobbwin, com quem tinha mais intimidade.

- O que está acontecendo aqui? – ela mostrou seu tom de preocupação na voz.

- Nada com que precise se preocupar. Noora esqueceu a panela de pressão no fogão e...

- Oh... – ela encarou os olhos alagados de Tobb – Aconteceu algo grave com ela?

- Não, não. A panela só explodiu a cozinha, por sorte. E o encanamento estourou. Mas nenhum ferido. Sorte que Murillo estava na escola.

- Realmente. Esse menino adora ficar na cozinha comendo – notou Blair.

Tobb assentiu e então mudou de posição com os pés.

- Vou deixá-lo em paz. – Blair saiu e desceu as escadas da casa de seu vizinho. Tinha acabado de voltar da avaliação. Ainda pensava em como havia sido fácil derrubar aquele cara, quando viu quem procurava andando na rua.

Revirou os olhos e correu até ela.

- Mãe! O que a senhora está fazendo uma hora dessas na rua? Venha, vamos para a casa.

- E-Eu fui na feira. – Fiora apontou para a rua.

- A feira é para o outro lado do Distrito. – Blair beijou sua testa. – Mãe, não é bom a senhora ficar andando por ai... Já está ficando com certa idade que se perder é fácil. Sabe que existem pessoas mal intencionadas aqui.

- Não me dê ordens, Clove.

- Eu não sou a Clove, eu sou a Blair. A Clove é minha prima. Já morreu.

- Não diga bobagens, Clove. Rápido está tarde, vamos para casa, você tem de comer.

Blair respirou fundo e acompanhou a mãe até a casa. Ajudou a velha a subir as escadas e então abriu as portas, dando passagem para Fiora. Fiora não era exatamente sua mãe, mas sim uma tutora, que também havia sido mentora de Clove, sua prima. Fiora já estava bem velha, com mais de oitenta, e estava com um começo de Alzheimer. Isso dificultava os treinos de Blair, mas ela não se importava em cuidar da mentora que havia adotado ela, quando fugiu do orfanato.

- Vou fazer uma sopa bem quentinha para nós duas. – Blair disse da cozinha – Tome um banho.

Fiora resmungou que não precisava de ordens e foi para o banheiro. Blair colocou a água para ferver. Pegou o saquinho de sopa instantânea e colocou no balcão. Olhou pela janela, vendo a lua no céu e então sorriu. A noite estava bonita. Bastante vento do lado de fora, porém dentro de casa estava quentinho. Ela foi até o quarto e tirou as roupas do treino, ficando somente de calcinha e sutiã (suas roupas preferidas) e se sentindo bem à vontade. Olhou-se no espelho. Pequena e com uma cinturinha de dar inveja. Pernas finas, porém bonitas para alguém de sua altura. Seios pequenos e que eram escondidos no sutiã. Ela não gostava de seu corpo, era verdade. Uma criança poderia ser confundida com ela.

Tentou ignorar-se e então ligou o estéreo. Um pouco de Roupa Nova seria bom. Enquanto ia para a sala, pegou o controle da estante e colocou no aleatório, indo até a música preferida. Sempre fazia isso. Show de Rock And Roll. Ela ligou o liquidificador, colocando algumas maçãs, bananas e mamão. Bateu tudo, dançando na batida da música.

- Blair, me ajude... – ela ouviu do banheiro.

- Já vou, mãe! – gritou por cima da música.

Abaixou o volume com o controle e foi para o banheiro. Ajudou Fiora a pegar a toalha e se secar, levando-a para o quarto e separando uma camisola quente para ela.

- Que modos são esses, Blair? – Fiora disse, cutucando o seio esquerdo de Blair. – Coloque uma roupa decente, se o papai ver...

- O papai morreu há quatorze anos, mãe... – Blair disse, paciente. – E você sabe que não gosto de roupas...

- Coloque um agasalho agora! – Fiora não discutiu, disse e encerrou o assunto, se levantando e indo em direção a cozinha – E o bife já está pronto?

- Mãe... Eu disse que ia fazer sopa...

º º º

Blair deu-lhe um beijo na testa, puxando as cobertas para cima de seus ombros.

- Boa noite, Mãe.

- Boa noite, Blair. – Fiora falou. – E tome cuidado para o bicho-papão não te morder os pés.

- Sim, mamãe, eu vou tomar cuidado... Durma bem. – e apagou a luz, saindo do quarto e fechando a porta.

- Blair.

- Sim, mãe?

- Deixe a porta aberta. Tenho medo de dormir no escuro total.

- Sim, mãe. – ela abriu a porta.

Foi para a cozinha, apagando a luz do ambiente, depois da sala e então entrou no quarto. Fechou a porta. Desligou a luz e ligou o abajur. Pegou o livro Romeu e Julieta, abrindo na página que havia parado. Aquela era uma verdadeira história de amor, onde dois jovens lutavam para ficar juntos. Há muito tempo, a Capital proibiu as bibliotecas e livros nos Distritos, pois eles diziam que aquilo havia feito uma revolta terrível. Agora Blair e as outras pessoas do 2 trocavam os livros que tinham a assim mantinham segredo agudo. Ela ganhou Romeu e Julieta de Tobb, e havia dado Pinóquio para a pequena Rosa, filha de sua vizinha mais carrancuda.

Leu até a página seguinte. Não estava com cabeça para ler, enquanto sua atenção se voltava para a ventania lá fora. O vento batia nas janelas e fazia um barulho fraco, mas perturbador para alguém que não conseguia ler sem ter silêncio absoluto. Ela colocou o livro embaixo da cama e então pegou o caderno de desenho, refazendo pela septuagésima vez o desenho de Michelle caindo de sua janela.

Michelle era sua colega de quarto, no orfanato. Ela havia se suicidado, jogando-se da janela do oitavo andar. Aquela imagem, de ver a amiga caindo e correr para a janela, tentando ajudar, foi... Traumatizante, para Blair. Mas agora pensava se aquela não tivesse sido a maior oportunidade de sua vida. Viver não fazia sentido nenhum, para ela. Quando terminou o desenho, arrancou-o do caderno e guardou-o na gaveta de meias, junto com os outros. Depois olhou para a foto de papai e mamãe, os pais verdadeiros, que havia morrido na Revolta. Blair soltou seu corpo, deixando-se levar até a cama. Com o caderno de desenho em mãos, ela se deitou e então desligou a luz. Fechando os olhos.

Demorou horas para conseguir dormir, mas quanto mais tempo ficava acordada, mais pensava no que havia perdido, e no que a esperava... E então por um segundo sua luta de hoje passou por sua mente. Ela recaptulou todos os seus movimentos. Eram perfeitos, mas mesmo assim o garoto era bom. Como era mesmo seu nome? Alex. Isso, Alex.

Ela sorriu, já começando a dormir. Alex era mesmo um gatinho.

Notas finais
Nesse capítulo eu também faço menção na música Oitavo Andar da Clarice Falcão, se não me engano.
Fiora: http://cs.i.uol.com.br/cienciaesaude/2011/06/06/mulher-idosa-rugas-1307386280006_956x500.jpg
E as fichas:

Nome Completo:

Idade (12-18):

Distrito (1-13):

Características & Personalidade (Aceito principalmente fotos):

Habilidades Naturais (Em que clima se adapta melhor, etc.):

Habilidades Com Armas (Armas criativas, já chega de tanta espada, tridente e adaga!):

Gosta de:

Não Gosta de:

Vícios (Se tiver algum):

Pessoas do Distrito de Origem que Conhece:

História (Biografia antes dos Jogos):

Alianças: ( ) Sim ( ) Não

Se sim, qual(is) Distrito(s) de preferência:

Concorda em comentar em todos os capítulos da Fanfic: ( )Sim ( )Não ( ) Em alguns

Concorda que seu tributo pode morrer a qualquer momento: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, mas prefiro que seja no final

Concorda em colocar a fanfic nos favoritos ( ) Sim ( ) Não ( ) Eu faço isso se a Fanfic for boa

Concorda que eu sou a autora da Fanfic, e, embora seja interativa, quem escolhe os tributos principais, carreiristas e vitoriosos sou eu: ( ) Sim ( ) Claro ( ) Absolutamente ( ) Não

Se você respondeu "Não", pare com a ficha imediatamente, pois eu não a aceitarei. A dona da fanfic sou eu, e quem escolhe os acontecimentos e capítulos sou eu. Se quer dar dicas e opiniões tudo bem, mas não tente mandar em mim.

Quantas fichas irá fazer: ( ) Apenas essa ( ) Essa e mais uma ( ) Muitas [colocar quantidade]

Agora dê um beijo da Tia Meell : ( ) Sim, claro, ela é minha cupcake preferida! ( ) Não, eu nem conheço ela, que se dane