Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
3 Alec & Blair
Notas iniciais
Blair & Alec
Todos estavam agitados. Alguns contentes e confiantes, outros morrendo de medo. Alec queria saber logo a dupla desse ano. No Distrito 2 tudo era armação. Todos os anos havia uma seleção para decidir os melhores do Distrito para serem sorteados ou se voluntariarem.
- Eu, juntamente com o mentor Kinder, decidimos qual a dupla a ir disputar a vitória nos Jogos.
Blair riu. Quem é que se chamava Kinder? Isso era nome de mulher! Ela virou os olhos, que caíram em Davyla, que a encarava com raiva.
- Não ria do MEU mentor. – Davyla sibilou.
Blair queria rebater aquilo, porém decidiu ficar quieta, sem comprar briga com a garota que provavelmente iria para os Jogos. Davyla havia se esforçado e era a melhor em quase tudo. Aquela garota podia ser tão habilidosa o possível, mas sua cabeça era tão vazia quanto o vento.
- E levando em conta vários pontos importantes, escolhemos Alec Rockfelter e Blair Sunfield. – continuou Jorge.
- E-Espere! Eu e a Blair?
- Então o seu nome é Alec! – Blair se virou para Alec.
- Você não está preocupada? – Alec se virou para ela.
- Mas é claro que estou! – Blair apontou o dedo para o nariz de Jorge – Eu tenho minha mãe para cuidar e sustentar! Não posso dar minha vida de entretenimento e deixá-la a mercê de sua própria cabeça! Você quer morrer? – sua voz estava alterada.
- Eu já pensei nisso. E estou disponibilizando minha casa e minha família para cuidarem dela.
- V-Você não entende... A... A Fiora parece uma criança... – ela sussurrou – E-Ela não conseguiria sem mim.
- Se você ainda não sabe, a Fiora foi minha mentora, também. Não precisa se preocupar com isso, Blair, ela será bem tratada. Eu sei dos problemas de saúde que ela tem. Já agendei tudo. Você será sorteada e o Alec irá se oferecer. Assim ninguém suspeitará.
Blair ainda não conseguia compreender que aquilo realmente era verdade. Como assim: Deixar mamãe com estranhos? Jorge era seu treinador, mas nada além disso. Foi então que se virou para Davyla, que estava chorando e soluçando, impotente.
- Você não vai dizer nada? Não quer ir no meu lugar? – Blair gritou para Davyla, que por sua vez respirou fundo, e, com um ar de soberania, igual a de seu pai, ela falou:
- Jorge, quais critérios usou para escolher tais tributos?
Jorge olhou para Blair e Alec e então sorriu.
- Querida Davyla, sem dúvida alguma você era a mais capacitada da turma. Mas temos de levar em conta várias coisas, inclusive a cooperação e equipe e a individualidade. Você é uma ótima líder, porém tende a aproveitar disso. Os tributos serão uma equipe, um corpo só. Você tem de pensar em seu parceiro, também. Davyla, você é individualista, quer o brilho todo para si. E Blair tem um coração grande, embora seja osso duro. Alec é protetor e grandalhão. Se misturarmos a força dele com a agilidade dela, ninguém se meterá com os dois. Se fossem jogos onde somente um pode ganhar, você seria a primeira de minha lista. Mas a questão é outra. Quem sabe ano que vem.
- Tudo bem. – ela limpou os olhos – Irei aperfeiçoar minhas técnicas até lá. Mas eu vou para os Jogos. Nem que eu tenha de subornar todos.
E saiu. Jorge sorriu, amigável, e, embora na maioria das vezes fosse, aquele não era seu verdadeiro eu. Blair tocou o braço de Alec, já sentindo seu corpo diminuir ainda mais. Ela se sentia pequena perto dele. Na verdade, se sentia pequena perto de qualquer garoto do Distrito 2. Alec a encarou e então sorriu.
- Alec Rockfelter. Prazer em conhecê-la.
- Blair Sunfield. – ela sorriu meio sem querer. – Prazer em conhecê-lo, também. Então... Temos cinco dias para treinar juntos.
- Sim. – ele concordou. – Espero que eu me dê bem com você. Odiaria ser seu inimigo, de novo. – ele colocou a mão no maxilar.
- Ah, está doendo? – ela perguntou.
- Não, não. Já parou de doer. Mas você tem uma direita forte, hein.
- O-Obrigada. – ela ruborizou. E então tomou um tom mais profissional. – Vamos. O treinador com certeza irá nos apresentar ao tal Kinder. – ela riu.
- Aposto que é um cara bacana!
º º º
- Ah, cara, eu odeio ele! – Alec se jogou contra a parede. – Quero morrer, quero morrer...
- Calminha, ele só vai nos guiar até certo ponto. Não precisaremos ficar com ele para sempre. – Blair sorriu.
- Mas... Ah, que droga. Ele deu em cima de você, depois veio com o papinho de que meninos fortes eram presas adoráveis!
Blair riu do jeito que Alec murmurava. Ele era bem legal, na verdade. Hum, bem legal mesmo. Novamente se sentiu pequena, estando ao seu lado. Ele tinha ombros largos e peitoral de atleta. A maioria dos meninos do 2 tinham, na verdade. Porém era alto e gracioso com uma espada na mão. Tinha leveza, o que era ainda mais surpreendente. Blair tinha certeza que realmente eles formariam uma dupla e tanto.
Para Alec, Blair era a típica menina matadora e assassina. Igual a quase todas que iam para os jogos. Baixinha,flexível e incrivelmente forte. Mulheres não tinham a força que homens tinham, mas aquelas baixinhas eram demais. Baixinhas de pele oliva eram conhecidas por serem boas em lutas corporais, fazendo os homens correram para debaixo das saias de suas mães. Blair era uma delas. Como sua mãe, Alec pensou, mas logo excluiu aquele pensamento.
- Vamos ser Carreiristas. – ela comentou.
- Sim. A maioria dos Distritos odeiam a gente. – ele concordou.
- Tudo bem. Eles pensam que nós somos movidos pelo sentimento de matar, que não pensamos. Mas eles ainda só viram o lado músculo da nossa era, não lado cérebro.
- Você parece interessante para uma garota de dezesseis anos, que treina e cuida de uma idosa que tem Alzheimer.
- Ei, como sabe da Fiora?
- Todos sabem. Ela é a idosa mais conhecida daqui. Por ter perdido o marido e ficado com a herança.
-Todos acham que foi golpe, mas não foi. – Blair abaixou a voz. – Ela chorou noites inteiras. Eles não tinham conseguido nenhum filho, pois o marido não podia fazê-los, por isso era foi minha tutora no orfanato e logo em seguida me adotou.
- Interessante, sua história. – Alec disse. – A minha não é tão legal assim.
- Não quero saber dela, também. – Blair desencostou da parede, percebendo que estava dando moral demais para ele. – Então, vou para casa. Já está tarde. Tranquei as portas, dessa vez, para que Fiora não escapasse.
- Oh, tudo bem. Se quiser ajuda, eu vejo se posso fazer algo.
- Não aja como se fosse meu amiguinho. – ela apontou o dedo para ele – Você não é meu amiguinho. Ouviu? Não estamos aqui para criarmos uma amizade, estamos aqui pois essa merda de Distrito nos escolheu. Agora vá tirar essa barba mal feita.
º º º
- Aleeee! – Aubrey pulou em seu colo – Trouxe bala?
- Nossa, eu esqueci de passar no mercadinho, hoje.
- Aaah...
- Não esquenta, bala dá cárie. – ele abraçou-a forte. – E como vai a escola.
- Eu tirei um 9,8 na prova de soletração!
- Sério? Que legal!
- Pelo menos ela tira notas boas na escola – mamãe disse, atrás do fogão.
Alec soltou Aubrey e se aproximou da mãe, abraçando-a e beijando sua testa.
- Eu me esforço, mas não consigo entender porque o Distrito 2 está perto da Capital e o três não!
A mãe riu e o beijou no rosto.
- Deixe-me terminar o cozido.
Alec se moveu pela casa, indo até o quarto do pai, com Aubrey bem grudada em sua perna. O pai de Alec estava deitado na cama, vendo a TV. Somente os homens de negócio podiam ter TVs, e o pai de Alec era um deles.
- Boa noite, papai.
— Ah, Alec, entre.
Aubrey passou por baixo de suas pernas e pulou na cama do pai, ficando bem do ladinho dele, vendo a tela.
- E então, os resultados dos testes já saíram?
- Sim, sim. – Alec disse, tentando parecer tranqüilo.
- Eu sabia. – Alexandre Rockfelter sorriu – Você não vai para os Jogos, eu já sabia. Existe outros jovens muito mais treinados do que você. E então, o que sua mãe está preparando? Hein?
- Cozido.
- De lebre! – completou Aubrey, pulando na cama – A mamãe ta grávida! A mamãe ta grávida!
- Shiu, Aubrey, era surpresa. – papai riu. – Já que ela estragou a surpresa, você vai ter um irmãozinho.
- Nossa! Que... Bom... – Alec sorriu, esforçadamente.
- O que foi, meu filho?
- N-Nada, pai. Vamos, sinto o cheiro do cozido daqui!
Todos os três foram para a cozinha, onde, sentados na mesa, mamãe serviu o prato de cada um, colocando um pouco mais para Alec, comemorando que ele não tinha sido selecionado, novamente. Já era o segundo ano de Alec a seleção, que iam de dezesseis á dezoito anos. Davyla tinha dezoito. Ele dezessete e Blair dezesseis. Era o primeiro ano dela, e já havia sido recebida com essa bomba.
- Que comida boa, mamãe! – Aubrey exclamou.
- Sim, sim. – concordou Alexandre.
- Não coma muito rápido, vai dar dor de barriga, depois – avisou Amandla, a mamãe.
Alec sentiu que devia falar. Não podia mais adiar aquilo... Seu peito se tomou pela dor de não ver mas a família, de não ver nem seu irmãozinho que estava vindo... Ele soltou o garfo e a faca e então limpou a garganta.
- Pai, mãe, Aubrey... – ele começou – Tenho que contar uma coisa que... venho adiando.
- Certo, Alec. – Alexandre ergueu as sobrancelhas.
- Hoje a tarde, no resultado da seleção, eu e mais uma garota fomos escolhidos. Eles disseram que nós formávamos uma bela dupla, e então eu... Só percebi agora... Estou perdendo vocês...
- Oh, Alec... – mamãe olhou com tristeza para o filho mais velho. – Mas porque não contou antes?
- Fiquei com medo. – ele respondeu. – Mas agora entendo que é o destino.
- Meu filho – disse Alexandre – tendo de amadurecer de uma forma tão brutal... Mas se te escolheram é porque você tem potencial, então pode vencer e voltar para casa.
- Sim, acho que sim.
- Então é isso. – Aubrey falou – O Ale vai pra arena, ganha, se casa com a menina e então me dá um sobrinho, pronto.
- O-O quê?
- Aubrey, você anda vendo muita novela... – Amandla disse severamente – Onde já se viu ganhar e casar com alguém que você nunca viu na vida?
- A Katniss casou – Aubrey deu de ombros – E eu também vou casar.
- Quem é Katniss? – Alexandre levantou novamente a sobrancelha.
- É a garota do livro que eu to lendo.
- Essa menina vive com a cabeça nas nuvens – disse mamãe, apontando o garfo. – Se continuar assim, vai começar a pensar que ir para os Jogos é bom.
- Mas não é?
Alec sorriu ao ver que a família havia confiado nele. Eles realmente achavam que ele podia voltar inteiro para casa. Alec então levantou a cabeça e concordou “Sim, eu vou para os Jogos. Sim, eu vou dar um sobrinho para a Aubrey. Não, ele não será da Blair, fala sério”.
Notas finais
Alexandre: http://static3.lojasdeternos.com/files/2011/08/gravata.jpg?41ed4f
Amandla: http://mdemulher.abril.com.br/imagem/saude/interna-slideshow/mulher-loira-doencas-relacionadas-cor-cabelo-8804.jpg
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