Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
18 Allegra Prequel
Notas iniciais
Allegra Prequel
O Sol estava entrando pela janela do trem, enquanto ela tomava o café da manhã. Oito horas de viagem e ainda estavam passando pelo Distrito 5. Particularmente, ela gostava de tomar banhos de Sol, porém aquele Sol amanheceu banhado a sangue. Enquanto queimava no rosto de Allegra, ele lhe dizia o quanto seu tempo de segurança estava contado. Ela suspirou. Será que agora iria pagar pelos seus pecados? Mas matar Pacificadores que só querem desfazer famílias infelizes não é algo lá muito ruim, certo?
- Hoje será o dia em que pisaremos na Capital! Glórias, eu não consigo ficar um segundo mais sem pensar no que estão fazendo com a Mimmi...
- Mimmi... ? – Edgard ergueu a sobrancelha, enquanto observava a mulher típica da Capital, com sua maquiagem em abundância.
- Sim, minha lindinha.
- Ah, er, desculpe. – ele engoliu em seco. Logo em seguida se voltou para Allegra – Ela é lésbica? – perguntou.
- Não sei. – Allegra o observou, detalhe por detalhe, de seu rosto jovem. Estava pensando na conversa que tiveram sobre os jogos, estratégias e pacificadores, na noite passada.
Edgard era determinado e cooperativo, como Allegra. Ele lutava pela vitória, e, na opinião dela, era a melhor dupla que poderia ter feito. Porém havia algo no olhar de Edgard que o afastava das pessoas normais. Como se ele não fosse o sagaz que aparentava ser. Até onde tinha visto, Allegra sabia que ele não iria desapontá-la. Mas e se... Isso que ele carregava nas costas fosse ainda pior do que ela conseguia imaginar?
Tentou se livrar daqueles pensamentos, enquanto notava que Edgard estava incomodado com o jeito que ela o olhava. Allegra colocou os olhos enevoados sobre a mesa, enquanto ouvia a porta do vagão sendo aberta. Era o mentor. O único vitorioso do Distrito 13, que vencera os Jogos á uns trinta anos atrás.
- Bem. – ele concordou consigo mesmo – Dois jovens magrelos e feios. Como posso arrumar isso? Ninguém vai querer olhar para eles quando estiverem do lado dos do 2 ou do 1...
- Que tal maquiagem? Combina com a pele dela... – Junina sorriu para Allegra.
- Maquiagem? Ah, não, isso é a última coisa que eu irei passar na minha cara. Antes fosse lama.
- Acho ela bonita do jeito que está. – Edgard franziu a testa – E não somos tão magrelas assim.
- Ah, são, meu jovem. Seus corpos são pequenos e suplicam por comida. Mas uma vantagem que vocês tem é isso: Conseguir sobreviver com pouca comida. Mesmo que fiquem dois dias sem comer, não será algo tão desafiador... E seus olhos... – ele apontou para Allegra – São comuns nas peixeiras.
- Pei... Xeiras? – Alle ergue uma sobrancelha.
- Sim, mulheres do Distrito 4 que ficam nas praias, são fortes e sabem usar facões grandes para cortar e tirar escamas dos peixes.
- O que adianta ter olhos assim e não ser nada disso?
- Bom, só me lembra uma velha amiga minha. – ele deu de ombros. – Vamos ver... Vocês não são bons em nada, então...
- Eu sei matar. – Allegra se alterou – O que te faz pensar que nós somos tão ruins assim? Só porque você era? Eu treino todos os dias, e mato Pacificadores... – ela cerrou os punhos – Em nome de minha família... – engoliu em seco – E não sou tão ingênua quanto você pensa! Não serei sua marionete!
- Sabe, eu me casaria com você. – disse Briareu – Sim, gostei de você. Seria uma boa esposa. Raramente as mulheres tem força para colocarem sua opinião a mostra, lá no 13. Então irei encarar isso como uma jogada de sorte. Quem sabe um dia você esteja no meu lugar. – ele riu – Agora eu só preciso saber que tipo de arma você usa.
- Um tridente menor que o comum, no estilo adaga.
- Adaga sai, é isso?
- Conhece as adagas egípcias? – Allegra se encheu de vontade.
- Claro, ótimas armas. – Briareu voltou os olhos para Edgard – E você, filhote. Um menininho ainda. Quantos anos tem mesmo?
- Quatorze – Edgard respondeu – E não sei nenhuma arma. Não dediquei minha vida inteira a isso. Minha vida foi dedicada a correr atrás de duas garotas. E no final descobrir que as duas me amavam. Tudo em vão.
- Um galanteador. – Briareu ficou pensativo – Normalmente os papeis são invertidos, mas saber seduzir uma garota também pode ser útil.
- Espere, seduzir...
- Não importa. Eu o ensinarei. Agora quero que dêem suas palavras de que vão lutar até o fim, juntos. Não importa que desentendimento tenham, nem o que faça vocês se separarem, têm de ficar unidos.
- Eu juro, vou ficar perto dela – Edgard respondeu, como sempre, olhando longe. Allegra pensou se ele não estaria lembrando das tais garotas das quais ele gostava – Afinal ela parece a Alice.
- Certo, seja lá quem for Alice. – Briareu segurou as mãos de Allegra – Jure.
- Ta, eu juro, agora me solte – ordenou, porém Briareu não moveu as mãos. – Mas o quê... Af... Eu, Allegra Prequel, do Distrito 13, juro que irei ficar do lado de meu companheiro de Distrito, Edgard Meminger, também do Distrito 13. Ta bom assim?
- Perfeito. – Briareu riu – Agora, vocês dois, venham comigo. Quero apresentar alguns amigos que separei pessoalmente.
º º º
- Estes são... André Vieira e Giulia Vieira. – Briareu acenou – Seus mentores depois de mim. Irão treinar mais intensamente com vocês. André, o acho que irá ser um ótimo instrutor para Allegra. E Giulia será a de Edgard. Passarei as coordenadas assim que chegarmos ao 13. São mentores ótimos, membros do conselho da última Revolta.
- Revolta, é? – Edgard pela primeira vez prestou total atenção no momento, e isso fez Allegra pensar e até ponderar se ele não era ainda mais persuasivo do que parecia – Meus parabéns. Não sei se teria coragem de fazer o que fizeram.
- Fracassar? – André riu, debochado.
- Não. Vocês não são fracassados.
Giulia pareceu mais animada com aquelas palavras.
- Sim, não somos fracassados – ela concordou. – Uma bela dama não seria mais usável comigo?
- Não, ela não é do tipo conquistadora. – Briareu interrompeu [N.A: Olha, até rimou!].
- Usável? Querem me usar para quê?
- Para torná-la uma máquina de matar, simples. – André respondeu. – Mas acima de tudo, pôr juízo na sua cabeça, antes que você descubra na Arena.
Allegra não entendeu aquilo, porém não interrompeu mais. Enquanto o mentor e os instrutores conversavam, ela e Edgard se sentaram na cama do quarto. Edgard sempre olhando fixamente para o nada. E ela sempre tentando descobrir no que ele pensava. Até que se irritou de vez.
- Ei, Edgard, no que você tanto pensa?
- No que eu não conseguia ver. No que perdi. – o clima ficou tenso assim que ele respondeu. – Mas me chame de Ed – de repente ele aliviou a pressão com um simples sorriso.
- Ah, sim, Ed.
- E você, Allegra, perdeu algo?
- Algumas cabeças, talvez... – ela riu. (Cabeças na frase quer dizer a morte dos Pacificadores que ainda estavam na lista dela). – Sabe, não sou de conversar muito, mas você parece ser alguém que...
- É igual a você?
- Isso.
- Não, é um engano. Não sou nem um pouco parecido com você. – Edgard se endireitou – Posso parecer sério e quieto, mas isso é só por causa do choque que ainda estou recebendo por ter sido sorteado.
- Você é alegre e simpático, então? – ela pensou no sorriso que, de repente, ele tinha dado, e cortado todo o clima pesado.
- Na maioria das vezes eu tento ser. Acho que jamais conseguiria fazer uma garota gostar de mim, sem ao mesmo tempo me apaixonar por ela. Sabe, eu me apaixono fácil. Por isso eu amo duas garotas... e ainda não sei qual delas eu amo mais... Alice ou Patty?
- Entendo... – Alle apertou as mãos em volta da barra do vestido que estava usando desde a Colheita – Então não seremos amigos?
- Claro que seremos – Edgard sorriu, aquele sorriso de deixar o ambiente mais leve. – Afinal somos parceiros de distrito, e do que seria nosso juramento, sem nossa amizade?
- Não sei.
- Você sabe sim, só não quer pensar – ele bateu o dedo em sua testa.
Allegra riu e bateu em sua mão, tirando-a de perto dela.
- Independente do que isso quer dizer, eu quero ir logo para a Arena. Quero lutar logo e voltar para o Distrito. Não tenho um significado verdadeiro para continuar lutando, porém eu quero fazer isso. É uma vontade sem sentido de viver. Acho que todos sentem isso.
- Sim. – concordou Ed – Mas nem todos são assim. Alguns entendem e aceitam quando não são de mais nenhuma serventia. Quantos seus sonhos e seus objetivos são alcançados ou destruídos. Aceitam.
Allegra não sabia o que aquelas palavras queriam dizer, mas no fundo entendeu que tinham um significado importante. E aceitou que Edgard iria se tornar mais que um simples aliado, mas um amigo de verdade.
Foi recebida com sorrisos no Distrito 14. O Distrito que ficava mais afastado de todos os outros e que era fortemente protegido pela Capital. As insígnias deles brilhavam em todos os lados, os holofotes e nas bandeiras dos prédios. A arquitetura também a impressionou muito, num típico estilo alemão.
Primeiro foram conduzidos até um palco, onde, depois de apresentador com nome, idade e distrito, foram leiloados. Mas não um leilão comum. Era como uma seleção. Haviam várias pessoas, porém não enchia nem metade do minúsculo Distrito 13. Eram os únicos sobreviventes da Revolta. As crianças estavam apontando para várias pessoas, e, quando Giulia e André escolheram ela e Edgard, uma menininha se abraçou entre as pernas de Ed e Alle, e lá ficou.
Os primeiros a serem selecionados fora os do 2. Depois do 1 e do 4. Até chegar aos do 12. Allegra se sentiu feliz por já ter seus mentores pré-escolhidos e conhecidos. Depois de serem filmados por umas duas câmeras da Capital, eles foram até uma das mansões em estilo camponês e ficaram na sala de estar. Todos os tributos. Ainda tímidos e receosos, eles começaram a se conhecer.
Allegra não conseguiu escolher ninguém para conversar, porém a mesma menininha que veio se agarrar em sua perna apareceu sorridente e com ma lesma na mão. Correndo em sua direção.
- Olha o que eu peguei no jardim. – ela mostrou – É uma Flócus Aliberatures.
- Uma o quê?
- É uma lesma modificada para combater as pragas em vez de comer as plantas e flores. – ela contou – eu tenho uma coleção de insetos, uma Grandiola Guntalles, um Hynsseu Udialize e até mesmo uma borboleta!
- Ah, a borboleta eu sei o que é. – Allegra riu, passando a mão nos cabelos arruivados da garotinha.
- Alguém disse “borboletas”? – uma das mentoras se aproximou. – O que fez você, para que a Maré te mostrasse a coleção dela?
- Nada. – Allegra respondeu, com respeito.
- Ela definitivamente gostou de você. Demorou alguns anos para eu conseguir vê-la apanhar um simples mosquito, mas você a conheceu em alguns minutos e ela já te ama!
- Obrigada, eu acho.
- Gostaria de saber se você é a garota que a Giulia vai treinar.
- Sim, sou eu.
- Uhm. Você deve ter algo diferente para ela te escolher assim, de cara. Pois bem, isso não importa. Meu nome é Lucyelle, mas sou conhecida pelos tributos como Elle.
- Elle?
- Exatamente – ela tomou um tom mais severo – Proponho uma aliança, entre você e minha tributa.
- E quem seria?
- Distrito 1, interessa?
- Parece bom... Mas não tenho certeza.
Ela procurou por Giulia, porém Lucyelle enroscou seu braço no de Allegra e a levou para o lado.
- Cá entre nós, minha garota não se dá muito bem com seu parceiro, e o seu companheiro não é lá muito velho. Que tal você deixá-lo e se juntar a Dominica?
- Não, obrigada. – Allegra se afastou – Prefiro o meu parceiro.
- Entendo – Lucyelle deu de ombros – Que seja.
Allegra achou Edgard num lado, conversando e sorrindo, junto com outro garoto. Este tinha cabelos loiros e olhos azuis. Algo que ela reconheceu do Distrito 12. Os comerciantes tinham cabelos louros e olhos azuis. Havia uma garotinha menor do lado deles. Esta tinha óculos maiores que deveriam ser e olhos puxados. Estava atenta ao que os dois garotos diziam.
- Olá. – Allegra chegou do lado de Edgard.
- Ei, Allegra, estes são Robert Pelucc e Tabitha Nakamura, distrito 12 e 6. Vieram falar comigo.
- Estou propondo uma aliança. – Robert segurou o ombro de Tabitha – E decidimos fazer uma aliança entre nós três.
Allegra contou e concluiu que estava de fora desta aliança. Se sentiu mal, pois havia recusado uma aliança com Carreiristas, enquanto Edgard nem havia pensando nela.
- Mas vamos incluir a Tabitha. – Edgard completou o que Robert havia dito.
- Então eu estou também?
- Mas é claro. – ele riu. – Achou que eu ia te deixar de fora? Somos uma dupla, certo?
- Claro. – ela sorriu alegre, o que desde sempre havia sido difícil de fazer. De repente Allegra notou que, do lado daqueles jovens de sua idade e na mesma situação que ela, sua raiva e sua vontade de matar sumiam.
Tabitha empurrou os óculos e disse com a voz de alguém sério, que deveria ir falar com seu companheiro de distrito, para informar a ele que não iriam jogar juntos. Enquanto isso, Robert começou a contar como era a vida no Distrito 12, e como ele fazia para ganhar o sustento para a mulher e os dois filhos. Ele tinha dezoito, e já tinha uma família feita. Foi tirado dela a força e agora estava prestes a morrer. Porém estava feliz de não ser sua mulher.
Edgard mostrava seu lado mais amistoso, enquanto conversavam. Ele contou sobre Alice e Patty. De repente foram interrompidos por uma garota de cabelos louros iguais aos de Robert. Ela estava vermelha. Com raiva fumegante.
- Aquela pirralha de olho puxado me contou que você vai fazer aliança sem mim!
- Vou mesmo – Robert concordou. – Vá achar o seu grupinho de estúpidos, Brenda, eu já achei o meu.
Ela se segurou para não acertar um soco em seu nariz, indo embora com mais raiva ainda. Robert suspirou e pediu desculpas. Garotas eram mesmo fogo.
Notas finais
Brenda:http://1.bp.blogspot.com/_sTi0-_tKh9M/S8NROPxzP5I/AAAAAAAABdo/6GnHZ2bf2pc/s400/1.jpg
Robert:http://www.highschoolmusicaldisney.com/wp-content/uploads/2009/09/Lucas-Till.jpg
Edgard:http://25.media.tumblr.com/a4bd28865daf83c581babd8c1d356938/tumblr_mhxwu8jhxm1s3lw6eo1_500.gif
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Allegra: http://24.media.tumblr.com/tumblr_m8ifd0THs21rd1zaeo1_500.jpg
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