Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
29 Alec Rockfelter
Notas iniciais
Alec Rockfelter
Era só o que faltava. Além de ter derramado vinho em seu terno, ele havia caído em cima de Faith Woodberry, a mimada irmã do temível Angus Woodberry. O jeito como aquela garota tinha se levantado já dizia que ela iria contar tudo para seu irmão superprotetor. Alec se deixou ser ajudado por Blair para levantar, enquanto todos tentavam contornar o chão cheio de vinho. Blair colocou as mãos na cintura.
- O que foi? – Alec perguntou.
- Você caiu em cima dela! – Blair deu um soco em seu peito. – Em cima da Faith!
- O que você queria que eu fizesse? Perdi o equilíbrio quando Danilo passou correndo e me empurrou.
- Mas você... Você caiu em cima dela... Não em cima de mim... – Blair encolheu os ombros.
Alec sorriu e passou o braço pelos ombros de Blair, a levando para um lado mais reservado do salão. Ele gostava de sua baixinha. Ela era competitiva e ciumenta. Isso era legal, na opinião dele. Gostava de tudo em Blair, exatamente tudo. Seu corpo, sua personalidade, e principalmente jeito que ela ficava acanhada...
- Só estou com medo de quando a mimadinha for contar ao irmão dela...
- Acho que não será tão ruim. – Blair afirmou – Você nem derrubou tanto vinho no vestido dela...
- Sim, mas com aquele irmão brutamonte sempre 24 horas por dia protegendo ela... Qualquer vento que relar nela Angus destrói.
- Relaxe. Você está comigo... – Blair piscou – E eu não deixarei ele fazer mal á você...
Alec sorriu de volta e encostou a cabeça na cabeça de Blair. A pequena era sempre amável e confiante... Ah, como ela era importante para ele... Enquanto pensava em quanto gostava de Blair, ele nem percebeu a aproximação de uma sombra negra e grande. De ombros largos e jeito de brigão. Era Angus Woodberry, o irmão-cachorrinho-protetor de Faith Woodberry.
Alec se levantou, exibindo um sorriso meio forçado.
- Fiquei sabendo que você “caiu matando” em cima da minha irmã – Angus comentou.
- Ah, eu não diria que foi matando, estava mais para... Cair... Bem... Mais suavemente...
- Suave? Você caiu em cima da minha irmã, me deu uma cotovelada na nuca e ainda quer se sair bem? – ele foi para cima de Alec.
Alec não sabia do que Angus estava falando. Mas logo entendeu que iria apanhar. Enquanto conseguia se desviar dos socos de Angus (que eram precisos e fortes), Blair gritava por ajuda, por alguém para os separasse. Angus logo acertou um soco no queixo de Alec, o desorientando. E esse foi o fim. Ao ser derrubado e imobilizado no chão, Alec recebeu inúmeros golpes na cabeça e no tórax.
- Pare! Você vai matar ele! – Blair tentou impedir que Angus continuasse, segurando se braço – Ele está desacordado! Seu idiota! Vagabundo, imundo, seu... Arg! Eu te odeio! – ela lhe socou o ombro, o que era em vão.
Angus se levantou e então encarou Blair.
- Quer apanhar também? – perguntou.
A menina ficou em silêncio. Angus cuspiu ao lado do corpo de Alec e saiu pisando duro e abrindo espaço. Todos estavam parados, olhando para o que havia acontecido. O único que parecia estar tentando ajudar era Dominica. A menina ajudou Blair á levar Alec até a enfermaria e lá os homens de branco se certificaram de que estava tudo bem com Alec. Ele logo acordou, ainda muito desnorteado. Blair não sabia o que fazer. Quando parou um segundo para prestar atenção no rosto de Alec, logo percebeu que tinha recebido muitos socos na sobrancelha. Seu olho estava inchado.
- Os Jogos começam amanhã... – ela disse. – Ele ficará bem?
- Se ele não precisar lutar, sim, ficará bem. – médico informou. – Minha sugestão é que deixem a Cornucópia. Não briguem por ela. O quanto mais seguro estiverem, melhor.
Blair assentiu, se virando para Dominica.
- Isso vai totalmente contra os nossos planos para tomar a Cornucópia... O que iremos fazer? Não vou permitir que Alec entre em outro confronto... – ela disse de olhos baixos. Uma coisa lhe pesava dentro do peito. – Acho melhor eu e Alec... Sairmos da aliança...
- Não! – Dominica segurou o ombro de Blair – Não iremos fazer isso. O novo plano é o seguinte: Você leva Alec para um local seguro e escondido, enquanto eu e os outros tomamos conta da Cornucópia. É simples. Quando você conseguir escondê-lo, é só voltar e nos ajudar.
Blair assentiu. Voltou os olhos para Alec. O que mais doía nela, não era saber que iria trazer problemas para a aliança, mas que Alec seria um alvo fácil. Como aquilo pôde acontecer? Por quê? Justo tão perto dos Jogos... Alec era o melhor parceiro de luta que ela poderia arranjar, e agora ele não estaria lá, para cumprir seu papel. Desde sempre Alec tinha sido destinado á proteger as costas de Blair. Nos treinamentos eles aprenderam a confiar um no outro. Alec era “o guarda costas” e ela “a assassina”. Sem seu guarda costas, como ela ficaria?
Mas prometeu que, independente do risco que a Aliança estava sofrendo, ela iria proteger Alec. Nem que precisasse trair seus amigos. Isso era aceitável, certo? Quando precisamos proteger o bem daqueles que amamos, trair pessoas é aceitável... Assim ela pensasse que fosse. Porém pediu para qualquer criatura que atendesse desejos que não precisasse trair ninguém.
Alec a abraçou forte, como se estivesse lendo seus pensamentos. Ele derramou poucas lágrimas. O médico e Dominica entenderam que era para deixá-los a sós. Quando isso foi possível, Alec segurou seu rosto, logo percebendo que Blair também chorava. Alec nunca pensou que ela choraria por causa da vida dele. Isso o fez ficar, de alguma forma bem louca, feliz. Tudo o que queria era que ela se importasse com seu bem.
- Se eu falhar... – ela soluçou – Vou me culpar para sempre...
- Você não vai falhar. – Alec sorriu torto. – Eu não sei em quem melhor eu poderia confiar a minha proteção, ou melhor, a minha vida.
Blair o encarou, com os olhos pesados. Por que ele não a beijava logo? O clima estava bom para isso... Ah, que menino chato... Era só fechar os olhos... Ela segurou o rosto de Alec, assim como ele fazia com ela, e o aproximou, beijando-o com força. Tanta força que até bateu seu nariz contra o dele.
- Ai! – exclamou Alec, após sorrir.
Blair corou, porém não parou. O puxou novamente, para um segundo beijo. E para um terceiro, e um quarto. Talvez até um quinto...
Notas finais
Vou começar a Arena narrando pelo Mestre de Cerimônias (dizendo as notas, também).
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