Notas iniciais
Capítulo dedicado ao meu "querido" Asukin.

Mellyne Mizashi

- Está quase na hora no almoço... – Dona Mizashi apareceu na porta – Oh-ho! Desculpe incomodar...

Mellyne caiu na gargalhada. Denis puxou os lençóis e fungou. Nem estavam namorando tanto assim... Ele ouviu as panelas sendo colocadas na mesa e o cheiro de comida pronta invadiu o quarto. Sua mãe era a única que cozinhava melhor que ele. Escutou a barriga roncar, e logo em seguida a de Meell. Ele a abraçou mais forte e beijou sua testa.

- Às vezes é legal ficar com você.

- Oh, obrigada, eu acho.

- Às vezes não. Você é irritante. – ele disse.

- Af, tava tão bom enquanto você não estragava tudo...

- Ah, claro, eu sempre estrago tudo...

Mellyne bufou e saiu de seus braços, indo em direção ao banheiro. Entrou e se trancou. Ah! Ele sabia ser chato! Ficou se olhando no espelho por muito tempo. Qual seria o motivo da próxima briga deles? Já estava começando a pensar que Denis não estava muito ligado no que estava acontecendo com eles. O bebê e a gravidez. Ele parecia estar em outra órbita. Ela queria entendê-lo, pelo menos uma vez na vida. Ou talvez só estivesse exigindo muita atenção. Ela não merecia, certo? Tentou eliminar aqueles pensamentos de sua cabeça.

- Denis! – ela ouviu alguém gritar e então um arrepio lhe subiu o corpo. – Denis!

Ela abriu a porta do banheiro rapidamente, enquanto Denis passava correndo pelo corredor. Os dois foram em direção á cozinha. Dona Mizashi estava no chão, com a bacia de vidro e a salada esparramadas no chão. Lipe a segurava e pedia para que Denis o ajudasse a colocá-la no sofá. Denis o fez e então perguntou o mais óbvio:

- Ela desmaiou?

- Ataque cardíaco, parece... – Lipe disse. – Oh... – ele fez uma massagem rápida, porém todos ali já sabiam que era tarde demais.

- Não... Mãe! – Denis chacoalhou os ombros da sua finada mãe. – Por favor... A senhora não pode me abandonar agora!

Meell não sabia o que mais poderia abalar a instável personalidade de Denis. Agora aquilo viraria um inferno... Ela sentiu uma lágrima lhe escapar dos olhos, porém virou o rosto. Aquela não era sua mãe para ela estar chorando, nem era alguém muito importante em sua vida. Porém ela sabia a dor que Denis sentia, sabia que ele nunca se recuperaria por completo. Ela tinha perdido os pais, nem havia conhecido eles, porém ela sentia a dor. Fora por isso que Meell havia escolhido Lucy. As histórias das duas era semelhantes, embora Lucy tivesse sofrido muito mais.

- Meus pêsames, senhor Mizashi – Lipe se levantou e então saiu da casa, deixando os dois sozinhos.

Denis já não segurava mais o choro. Encostado no peito da mulher que lhe dera a vida, ele implorava para que aquilo fosse um sonho. Como aquela velha tão saudável e cheia de vida tinha morrido do nada? Ela estava preparando o almoço e então... Oh, céus! Por quê algo assim, tão terrível, agora? Bem agora? Quando sua vida estava a mais complicada possível...

º º º

Conselho

Todos estavam presentes. Como sempre. Quem poderia imaginar que aquela era a última vez que o Conselho se reunia...? Tanto o Conselho da Capital, como o Conselho da Revolta. Todos estavam com os dias contados. Snow levantou a mão e pegou seu copo de vinho.

- Há muito tempo, eu dividi meu amor pelo vinho com um rapaz de dezesseis anos. Ele era jovem e cheio de garra. – ele contou – Ganhou os Jogos e era o melhor do Distrito que ele nasceu. Porém ele era filho de um homem que eu detestava. Travis Mizashi. E filho de uma mulher muito boa. E agora recebo a notícia de que a mãe dele morreu, não o maldito pai! Eu dei ordens para executarem Travis Mizashi, não Mary Mizashi! Eu vou matar o desgraçado que comandou a operação!

Todos viraram as cabeças para Odair Francisco.

- Eu não quero matar pessoas boas! Somente aqueles que ameaçam a nossa paz! – Snow apontou o dedo para Odair – Você! Mandem-no para a sala de almas. Torturem-no e o faça pagar por todos os pecados que já cometeu!

Enquanto isso, no Conselho da Revolta...

Travis não sabia mais o que fazer para manter a ordem no Conselho. Agora que André e Giulia havia ficado encarregados dos deveres de Meell e Denis, e os novatos estavam mais a vontade, ele é que se sentia um adulto no meio de um monte de criancinhas. Parecia que a ordem do Conselho havia ruído. Os pilares não estavam mais lá para dar sustento...

Estavam todos perdidos.

Notas finais
Pedoem-me mas só consegui escrever até aqui... Acho que peguei a doença de depressão e tédio do Denis...