Notas iniciais
Espero que gostem.

Freddie Killer

Fred sorriu e segurou a mão de Mellany. Ela estava tremendo, mas era realmente um momento crítico. Ele podia ser um pirralho de doze anos, porem sabia que Mell precisava de um apoio emocional. Ela estava convocada para uma reunião com o Conselho de Snow, ou seja, ela parecia suspeita. Fion não deixou que ela informasse os comandantes da Revolta, porém... Fred suspirou.

– Tudo vai dar certo, minha mascarada. – ele segurou o rosto de Mellany. – Confie em si mesma. Você não tem nada a ver com a Revolta.

– Porém eu... E-eu sou uma vitoriosa! E se eles... Arg! – Mell deixou os ombros tremerem, tensos.

Freddie a envolveu. Seu coração acelerou, quando ela aceitou e se aninhou em seu peito. Oh, meu Deus... A sensação de ter uma menina nos braços era tão boa! Ainda mais uma menina mais velha... Seu coração inocente palpitava de emoção! Ele corava a cada batia mais violenta. Queria saber se Mellany sentia aquilo. Queria saber se era possível ela ouvir o seu coração de criança. Uma criança decidida em relação à Mellany.

– Você sempre me apóia tanto, Fred... Queria que meus pais fossem assim... – ela o olhou nos olhos, com um marejar contagiante, fazendo Fred ficar com vontade de chorar também. – Queria que você fosse meu irmão...

– Seu irmão morreu nos Jogos há muito tempo... – lembrou Fred.

– Sim... Infelizmente... – ela o abraçou, envolvendo-o.

Fred não sabia o que fazer. Ele sentiu seu coração bater ainda mais rápido, e então algo quente lhe subiu a garganta e foi até suas bochechas, fazendo-as corarem rapidamente. Ele era tão magro e franzino que ficava horrível a cena entre os ele e Mellany ser ao menos um pouco romântica. Ela era uma mulher, já. Desenvolvida e linda. Significativamente linda. Maravilhosamente linda. Simplesmente linda, na opinião de Fred. E ele era um tapado, um nanico, uma criancinha... Mal podia se defender sozinho. E ainda ficava imaginando como seria ter dezessete...

– E-E-E-Eu te a-amo. – Freddie disse cuidadosamente.

Não recebeu uma resposta. Mellany não tinha ouvido, será?

– Eu te amo, Mellany.

Mas não houve nada. Freddie sentiu seu coração endurecer. Tinha sido rejeitado por seu grande amor... Queria se matar ali mesmo. Para que viver se não posso ter ela?

– Obrigada, Fred. – ele ouviu já tentando segurar uma lágrima.

– N-Não vai dizer se me ama ou não?

– Não.

– Você não me a-a-ama?

– Não vou dizer. – ela se levantou de seus braços e o olhou, sorrindo carinhosamente. – Você só tem doze anos.

– Você acha que eu não sei disso? – seu rosto ficou vermelho e ardido – Não acha que eu nunca me perguntei porque não poderia ter nascido alguns anos antes de você?

Mellany o observou. Algo em seus olhos verdes diziam que aquele era um caminho sem fim. Ela estava com dó. Dava para ver isso. Estava com dó dele... Freddie não precisava da dó dela. Virou o rosto, já estava ficando bravo. Ela deveria pensar que ele era um pirralho iludido. Porém seu amor era muito mais maduro do que ela poderia sequer pensar.

– Eu não ligo para a idade, sabe? – se inclinou e passou lentamente os lábios em sua face. – Mas eu sou do tipo egoísta e insaciável...

º º º

Mellyne Mizashi

Já faziam três semanas que estavam treinando novos recrutas no Distrito 1. A tragédia tinha passado, e somente uma cicatriz grossa havia ficado. Denis estava recuperado, embora isso tenha custado onze dias sem se falarem ou trocarem uma palavra sequer. Isso a machucou muito, porém ela sabia que era para o próprio bem dele.

– Vamos parar um pouco com o treino – Noah decidiu. – Eu quero descansar.

– Tudo bem. Eu vou tirar uma água do joelho – Denis disse.

– Eu vou com você. – Ethan decidiu.

Meell ergueu uma sobrancelha.

– Ei, pensei que fossem só as meninas que gostassem de ir pro banheiro juntas – comentou Amandla.

– Vai saber, né... – Mellyne sorriu para ela. – E então... Vi que você gosta de facas!

– Sim! Sou a melhor nisso! – Amandla se gabou.

– Oh, verdade... – Mellyne estava sentindo um desafio. – E você venceu os Jogos quando?

– Jogos? Eu ainda não fui para os Jogos...

– Ah, ora, então como pode ser a melhor de todos? Sabia que existem vitoriosos muito mais capacitados que você? Ethan é um exemplo. E, que tal, a gente descobrir se eu também sou?

– Está me desafiando, Senhora Grávida?

– Ora, o quê que tem? Eu grávida... Você ingênua... Isso é justo!

Amandla fixou seus olhos em Mellyne, estava determinada agora. O chão começou a tremer e ela sentiu que todo o mundo estava a seu favor. E então... O teto cedeu.

º º º

Tributos

– Me soltem! Canalhas! Idiotas! Filhos da Puta... – Nathália se debatia nas mãos dos Pacificadores.

– Vocês não sabem com quem estão se metendo! – Ethan gritou, preso em suas correntes.

– Vou enterrar suas tripas nas minhas unhas! – Alay esperneava.

– Não apertem demais... Ah! – Meell tentou chutá-lo, enquanto o Idealizador prendia uma corrente grossa em sua barriga. – Vou te matar, desgraçado.

Os Pacificadores saíram da sala quando todos já estavam presos. A porta se fechou e eles conseguiram ouvir os mil trincos sendo trancados. Uma sala de paredes almofadadas e chão de carpete preto. Eles se entreolharam. Sem dizer uma palavra. Todos os vitoriosos estavam lá. Todos...

– O que querem coma gente? – André perguntou – Não fizemos nada...

– Não... ? Desafiá-los não é nada – Maju o interrompeu.

– Mas... – André abaixou a cabeça.

– Certo. Temos de bolar um plano para sairmos daqui. Somos vitoriosos, não somos? Podemos fazer isso. Somos muito mais habilidosos que eles. – Denis incentivou.

Mas um choro interrompeu aquela convicção.

– Não... Não... – Nathália estava totalmente destruída. Chorando com o rosto no carpete, molhando-o. – Não me matem, por favor...

Meell se arrastou até ela e a envolveu com os braços.

– Não podemos fazer nada – disse – A Nath já sofreu os horrores da Capital... Se fizermos algo eles não perdoarão.

– Se não fizermos nada todos nós iremos sofrer esses horrores.

– Pelo menos uma vez na vida seja pacífico!

– Está querendo me desafiar? – ele ergueu a voz.

– Gente, isso não é hora para brigas. – Ethan disse, com sua voz de liderança – Vamos fazer o que a Meel disse. Esperaremos e então, se virmos que irão nos torturar, iremos contra-atacar.

– Tudo bem... Tudo bem... – Denis suspirou. – Venha cá, sua magrela... Eu preciso mais dos seus braços do que a Nathália.

– No momento não é verdade. – ela respondeu, com um sorriso cauteloso.

º º º

Meia hora sem nem um pio. Nathália havia dormido com a cabeça nas pernas de Meell. André e Giulia estavam dormindo também, juntos, claro. Ethan conversava com Caio e Paul. Reih falava sobre a revolta com Mellany. Denis estava apoiando a cabeça de Meell em seu ombro e Noah discutia seus gostosa musicais com Vance.

Todos no extremo do tédio.

º º º

Senhoras e senhoras, povos de Panem, moradores e vitoriosos. Sem mais delongas, começa agora a Centésima Primeira Edição de Jogos Vorazes!

Notas finais
Fred: http://25.media.tumblr.com/tumblr_mavgqirTIa1rdebh8o1_250.jpg
Agora sim vocês irão receber o que querem! Vou fazer uma promoção para as Jujubas: Respondam corretamente "Qual é a Arena deste ano?". Vou dar uma dica fundamental: A Arena possui partes, cinco na verdade.E também tem as respostas na minha página do Face! Meell Gomes.Se vocês acertarem uma das cinco terão direito a pedir o capítulo de alguém para ser o próximo. Agora, quem acertar onde será a Cornucópia... Haha', irá ter seu personagem como principal. VALENDO!