Your Hunger Games IV - Fanfic Interativa

2 Um Garoto de Cabelo Verde & Uma Grisalha


Notas iniciais
Bom capítulo, Jujubas!

Noah Christhurt

Ele abriu os olhos sonolentamente. Embora já fosse meio-dia, parecia que tinha acordado de madrugada. Ele passou a mão pelos cabelos, e os sentiu curtos... Não tinha barba, e se sentia muito mais vulnerável. Ora, não estava mais na Arena? Noah tentou descobrir em que lugar estava. Era como uma sala de hospital, com camas de doentes ao seu lado e aquele cheiro de morte e desanimo. Arg, que coisa ruim!

Alguém chegou ao seu lado. Era um garoto com cabelos verdes. Ele o olhava com um sorriso no rosto, uma prancheta em mãos e um avental de enfermeiro. Nele havia o crachá com seu nome, porém Noah não conseguiu lê-lo, pois sua visão estava turva.

- Bom dia, flor do dia. – o menino riu – Ficou em coma por três semanas, mas conseguiu sobreviver àquele trauma! Parabéns.

Noah não respondeu. Não conseguia entender ainda onde estava. Fechou os olho e voltou para um sonho infinito.

º º º

- e foi assim que armazenaram a alma de cada tributo em um computador. – Meell colocou a mão em seu ombro.

- Então... Já é um velho truque da Capital? Eles usam a alma dos tributos para formarem novos monstros?

- Sim. Nada pode ser feito á partir do zero. Tudo tem de ter uma base. As arenas são feitas a partir de alguma paisagem que já existiu no mundo. – ela explicou com cuidado.

- E... eles conseguiram salvar a Acacia?

- Ainda não temos notícias, mas a Lucy está salva.

- Eu quero saber é da Acacia. – Noah balançou a cabeça, irritado.

- Pare de agir como se a Lucy nunca tivesse existido, Noah. – Meell o encarou. – Ela existe sim.

- Nada do que passei com aquela pirralha foi verdade. Era tudo planta da minha imaginação...

- Não era imaginação. Era real. Aquela pirralha te ama, Noah. Ela o tinha como um pai. Sabe como Lucca foi importante para ela? O pai dela era um herói, a pessoa que ela mas amava e admirava. E você o substituiu. Sabe como isso é grande?

Noah virou o rosto para outra direção. Não queria saber nada sobre Lucy. Queria esquecer de vez aquela menina irritante, tagarela.

- Mas afinal, o que importa é que eu estou vivo. – ele deu de ombros – E a Acacia, talvez.

- Sim. – Mellyne suspirou – Certo. Tenho que te arrumar para a Entrevista com a Griselda. Eu já conversei com ela, e ela está do nosso lado. Pode ficar tranqüilo.

Noah concordou com um meneio de cabeça. Se ao menos tivesse um texto completo em sua mente... Poderia falar tudo e ao mesmo tempo nada, e todos iriam aplaudi-lo. Suspirou. Noah odiava estar inseguro. Queria voltar para os Jogos, para a Arena, essa era a verdade. Tinha se apegado tanto ás encruzilhadas do Labirinto e as surpresas em cada corredor... O mundo real agora parecia pacato demais para ele. Além do tempo passar muito mais devagar. Denis tinha dito que aquilo era efeito do tempo que ele tinha passado na Arena, e que logo passaria. Mas Noah não queria que passasse, essa era a verdade.

Com muita relutância, ele foi se maquiar com os estilistas. Quando perguntaram se podiam cortar seu cabelo, ele respondeu:

- Cortar mais? Ele já não está bem curto?

Ele tinha se acostumado á ter o cabelo ruivo lhe caindo nos olhos. Dois anos sem cortar os cabelos ou tomar um banho decente dava nisso. A barba lhe fazia falta. Parecia que seu rosto estava pelado, com frio.

Quando finalmente pôde colocar o blazer preto e a gravata preta, por cima da camisa de botão branca, sentiu como se a roupa estivesse flutuando. Ele estava acostumado com seus músculos e bíceps sobressaltados fazendo a roupa ficar apertada. Suspirou. Também sentia falta de ver um cabelo louro escorrido e longo. Olhos azuis como o céu... Ah... Que saudade.

Ele foi direcionado aos bastidores da Entrevista e pôde ouvir a platéia interagindo com Griselda, a Mestra de Cerimônias. Ele respirou fundo. Se virou para ver por uma última vez seu mentor tomando um copo de vinho e então foi empurrado para as escadas que o levariam ao palco principal.

- Senhoras e senhores, com vocês, o vencedor da centésima edição de Jogos Vorazes! – Griselda gritou.

Noah entrou aos empurrões contra os cameramen.

- Noah Christhurt! – ela o cumprimentou e então se sentaram.

Noah pôde ver a euforia do público, gritando seu nome e fazendo com que ele se sentisse um deus. Griselda riu e esperou que todos se acalmasse, para então colocar as mãos sobre as de Noah e olhar para dentro de seus olhos.

- Então, Noah, como se sente sendo o vitorioso da centésima edição? Feliz?

- Ora, quem não estaria feliz? – ele sorriu.

- Sim, acho que minha pergunta foi meio boba. Mas me conte, Noah, você teve de se hospitalizar por três semanas após os Jogos, como foi a experiência de sair de um mundo totalmente agitado, para este?

- Confesso que foi meio triste e deprimente. Eu adorava a ação da Arena. Era... Vibrante!

- Ótima descrição para a Arena deste ano. Vibrante! Com certeza tenho de dar os parabéns aos Idealizadores deste ano, eles se superaram!

- Sim, com toda certeza. – ele concordou, falsamente.

Griselda fez mais algumas perguntas sobre como era estar dentro da Arena então logo depois saiu do assunto.

- E sua aliança? Como foi ter de se separar de todos os seus amigos, e ainda mais, da Lucyelle Sant’Dio?

- Bem... Foi difícil, no começo. Mas descobri que faço um ótimo trabalho sozinho.

- Mas e a Lucy? Como se sentiu?

- Bem, eu disse que foi difícil no começo. Mas eu vi que ela não fazia tanta diferença assim. Era somente um peso morto.

- Oh? Não acredito no que está dizendo, Noah!

- Sim. Estou dizendo a verdade.

- M-Mas, bem... Todo mundo sabe que você e a Lucy eram como pai e filha!

- Não. Eu só cuidava para ela não morrer. Nada demais. Se ela e considerava ou não um pai, o problema é dela, certo?

Griselda ficou sem silêncio por alguns segundos, como se tentasse entender o que Noah queria dizer.

- Noah, você já viu algum vídeo da Arena? – ela perguntou por fim.

O tom de Griselda mostrava que aquela fala não estava no scrip que ela tinha de seguir.

- O final? A luta final? Você sabe como a Lucy morreu?

Noah engoliu em seco, mas sustentou o rosto fechado.

- Não. Não sei como ela morreu.

Griselda fungou.

- Pois bem, vamos ver agora os melhores momentos da Arena da Centésima Edição dos Jogos Vorazes!

Todos aplaudiram e subitamente ficaram e silêncio, ansiosos para quando começaria o vídeo. As luzes pegaram um tom mais escuro, e o telão atrás de Noah e Griselda brilhou mostrando o número 100. Todos seguraram o ar. O rosto de todos os tributos passou em quase dois segundos, tão rapidamente que Noah quase não teve tempo de ver o rosto de Lucy. Uma sigla muito conhecida por ele apareceu de repente. ICxPS. Noah olhou para seu braço, vendo a tatuagem com o IC e embaixo D1. Suspirou, voltando os olhos para a tela. 47 canhões tocaram um seguido do outro, enquanto as cenas das mortes apareciam rapidamente. Noah olhava tudo com calma. Então apareceu uma cena que ele não esperava que tivesse ido ao ar.

- Você me machucou! Eu estou sangrando! – Lucy gritou com ele.

Ele sentiu sua garganta se fechar, enquanto a cena mudava.

- O amor é bom, não é, Noah? – seus olhos azuis como o céu...

Uma náusea atacou Noah de surpresa.

- Meus pais me abandonaram, pois eles sabem que tenho alguém capaz de me proteger, agora. – Ela olhava fixamente para seus olhos.

Noah segurou fortemente o apoio de braço da cadeira.

- Aquela vadia só quer ficar sozinha com o Noah, para seduzir ele. – ela estava com May, neste momento, dizendo essas palavras á ela.

Noah encarou a tela. Tão real...

- Longe... Lá de Longe... Onde toda beleza do mundo se esconde...

Então a cena da luta entre Noah e Acacia apareceu. Lucy estava descendo as escadas com Lupi ao seu lado, devagar. Ela parou ao lado de Noah e Acacia, que brigavam arduamente um contra a espada do outro.

Uma voz que se esconde e sustente este instante...

A voz de Lucy continuava a cantar a letra da música, enquanto a luta acontecia. Era uma voz de fundo. Para dar impacto ao acontecimento. Então a música acabou.

- Noah, por que a gente faz coisas por outra pessoa, que não faria por mais ninguém?

- Cale a boca, Lucy, não é hora para perguntar idiotas como você. – ele tinha respondido, com os punhos cerrados e a raiva escorrendo em forma de suor.

Então a câmera deu um close na pequena faca de caça que Lucy tinha em mãos. Era a faca que Noah tinha dado á ela no primeiro dia dos Jogos. Ele se lembrava. Ainda no close, ela levou a faca ao peito. E a afundou no tecido do vestido-rasgado-sujo. Bem em cima de seu coração.

Ele sentiu um apertou em volta de seu corpo no mesmo instante. Ele sabia a resposta da pergunta. E sabia porque Lucy tinha feito ela naquele momento. “Por que fazemos coisas pelo outro, que não faríamos por mais ninguém?”. Por amor, esta era a resposta. Lucy acreditava que ele poderia sair daquela Arena e vencer a luta contra Acacia. Agora a única coisa que precisava era dar caminho para ele vencer mais facilmente, ou seja, se matar. No mesmo instante em que seu canhão soou, Lupi abaixou e pegou o corpo de Lucy nas costas, e se deitou, uivando para o nada. A poeira levantou e ele não conseguiu ver o que aconteceu na luta, mas ele se lembrava de que tinha afundado a espada em Acacia. Porém seu canhão não tinha tocado. E não tocou agora, também. Mas ninguém percebeu isso.

Quando as luzes voltaram ao normal, o rosto de Noah estava pálido.

- Então ela morreu assim? Sem... Mais nem menos? – ele se virou para Griselda, ignorando as câmeras que o mostravam para Panem inteira.

- Sim. – Griselda concordou com um aceno de cabeça – Creio que você tenha se sentido mais aliviado de saber a resposta. – ela pigarreou, lembrando-o de que ainda estavam no ar.

- Ah, claro, me sinto muito mais aliviado. Queria mesmo saber como ela tinha falecido.

Griselda concordou e o cortou no mesmo instante. Ele esperou até ela terminar de dar seu tchau ao pessoal e então saiu do palco, pronto para surrar qualquer um que o impedisse de beber uma garrafa de vinho.

Notas finais
Próximo capítulo é... HAHA', não falo!
E então, oq acharam? Noah está vivo com os membros do Conselho, mas Acacia foi levada pela Capital. Lucy morreu. Será que Caci conseguirá sair viva das garras capitalistas?