Your Hunger Games IV - Fanfic Interativa
22 Terceiro Dia (Parte Um)
Noah Christhurt
Tum. Bateu.
- Não, Lucy, o que você está me pedindo é impossível. – ele se levantou, rapidamente.
Tum.
- Você não me ama, Noah. – Ela olhou para o fundo do lago – Adeus.
Sua queda na água tóxica fez Noah correr para tentar salvá-la, porém ela se agarrou a ele, o levando junto. Noah engoliu um pouco da água, porém segurou Lucy pelo tórax, arrastando-a para a beira da fonte, porém ela já havia se transformado em osso. Sim, um cadáver. Sua pele se destruía, e seu sangue nadava pelas águas. Ele olhou para si mesmo, e percebeu que também estava sendo corroído. Tentou nadar para fora, porém não tinha mais como escapar na morte.
- Você me enganou, Lucy, me enganou... – ele murmurou, enquanto soltava o cadáver e se deixava afundar nas águas.
Agonizou, até que somente seus órgãos, agora vítimas, foram destruídos. E ele deixou de existir. TUM. Agora sim, esse era o canhão.
º º º
Mellyne Mizashi
Elas escutaram o canhão e então ficaram atentas. Ninguém havia entrado na floresta congelada, ainda, e elas estavam seguras ali. Mas Mellyne pôde sentir o perigo se aproximando. Algo estava acontecendo, ou prestes a acontecer.
- Não podemos mais ficar aqui – ela disse. – Vamos para outro lugar.
- Mas aqui é seguro, temos fogo e roupas quentes. – Giulia disse – Se sairmos, ficaremos mais vulneráveis.
- Se não sairmos iremos nos acomodar e ai sim ficaremos vulneráveis – Meell a corrigiu, pegando suas facas e as prendendo em locais estratégicos pela roupa. Ela prendeu os cabelos num rabo de cavalo, usando uma tira de roupa para amarrar. Giulia fez o mesmo e pegou duas mochilas, deixando outras duas para Meell. Elas apagaram a fogueira, cobriram os vestígios de sua estadia com neve e foram embora.
Sair da floresta nevada era difícil, e muitas vezes tinham obstáculos mortais, mas conseguiram. Chegaram até a praia, por onde tinham vindo, e Meell não encontrou o arco na pedra, e no lugar de seu MM, havia um DM. Ela sorriu. Ele tinha achado. Não contou nada para Giulia. As duas decidiram que deveriam explorar mais as ilhas do Arquipélago. Esperaram uma ponte aparecer. Esta ponte ligava-as até uma ilha mais afastada, bem perto do Navio Afundado. Ela era pequena, porém rodeada por pedras altas, mantendo somente um arco visível por onde entrar na ilha. Lá dentro tinham palmeiras e coqueiros. Seguiram na ponte.
- Esse lugar é um forte. – disse Giulia. – Não há nem dez metros aqui de largura. – ela notou.
- Isso é tudo o que precisamos. Podemos ficar aqui sem problemas. – Meell respondeu – Pelo menos até o final do dia. É um lugar reservado. Ninguém pensaria vir para cá. Se conseguirmos arrastar as pedras pequenas para o arco, talvez possamos fechar a entrada e nos prender aqui, até o dia terminar.
- Certo, é um bom plano – Giulia concordou, enrolando a mochila numa palmeira e começando a agarar pedras.
Meell deixou os equipamentos e até suas facas de lado e ajudou até que metade do arco estivesse preenchido. As pedras acabaram. Mas era perfeito. O arco estava quase totalmente invisível, somo se aquela ilha fosse somente decoração. Elas se sentaram, com as costas nas paredes da ilha. Giulia estava suada, e Mellyne não muito diferente. Cansadas pelo esforço físico, pegaram seus equipamentos e os colocaram em um lugar escondido por folhas e pedras junto com areia. Então Giulia subiu num coqueiro e pegou dois cocos, não muito bons, mas necessários. Já Meell, por sua vez, usou a faca grande para abrir os cocos e as duas beberam a água pura (Mellyne odeia água de coco...).
Hidratadas pelo esquilo gordurento da noite passada e pela água da manhã, as duas estavam satisfeitas.
- Ainda temos aquele coelho – Giulia tirou o prato térmico de sua bolsa – Ele está bom. Quer acender uma fogueira?
- Não. Já gastamos fósforos demais. Temos quantos, ainda?
- Seis. Para seis noites – Giulia respondeu – Isso se a gente não perder alguns tentando acendê-los... – ela se lembrou do fracasso da noite passada.
- Usamos dois fósforos, então tínhamos oito, é isso?
- Não. Eram dez fósforos, no total. EU contei antes de acendermos a fogueira. – Giulia respondeu.
- Mas... Então como só temos seis?
- Isso é estranho... Espere! Meell, aquela garrafa ainda está com você? – Giulia indicou a mochila.
- Oh... Não. – Mellyne respondeu. – Alguém nos roubou! Ontem a noite. Mas... Nós ficamos de vigia! E estávamos na floresta... Quem pode?
- Somos vitoriosos espertos. E existem muitos com talentos para roubos...
Mellyne a ignorou.
- Estamos presas aqui, agora. Não quero derrubar a barreira, se não as pedras irão cair no mar e já era. Não temos água, somente essa água de coco que é horrível.
- Paciência. – Giulia sorriu. – Agora vamos comer este coelho...
- Não. – Meell respondeu, pensando melhor – Não coma nada. Me espere.
Ela escalou as pedras da ilha e então pulou para o outro lado, quase já saindo da ilha.
- Vou buscar alguma coisa da Cornucópia. Me espere – Ela disse, pulando na água logo depois.
A água lhe deu energia, uma refrescante melhora. Seu humor melhorou muito. Os cabelos se soltara, e ela nem se importou, nadou com o ar na boca até o fundo do mar, onde o Navio estava. Se xingou por ter esquecido a mochila-salva-vidas. Mas agora não iria voltar. Segurou o ar mais um pouco, enquanto nadava até o interior do navio, através de um buraco na casca do mesmo. Lá ela encontrou várias armas e mochilas variadas. Algumas maiores que outras.
Uma das mochilas estava em formato diferente. Era um colete com algo para a boca. Ela colocou o colete, já ciente do que se tratava, e sugou o ar para seus pulmões. Uma mascara de ar? Não sabia, mas o ar veio. Ela se sentiu aliviada, encontrou mais facas, porém as deixou ali mesmo. Não podia usá-las demais, senão não conseguiria manejá-las. Encontrou uma mochila idêntica a uma das outras mochilas que ela e Giulia tinham. O ar do colete acabou, obrigando Meell a agilizar. Ela agarrou a alça de três outras mochilas e nadou até a superfície, respirando fundo o ar.
Ela colocou as coisas para cima da ilha e então subiu. Pela abertura pequena que ainda existia no arco, ela colocou as mochilas para dentro e então tirou o colete, jogando-o na água e o vendo afundar. Subiu as pedras novamente então se sentou em seu lugar.
- Eu voltei quando o ar acabou – ela disse – Peguei novas mochilas, pois essas estão sabota...
Sua voz se prendeu dentro da garganta, enquanto ela se fechava. Nas mãos de Giulia estava o coelho que ela disseram para não comer. Uma fogueira semi-acesa também chamava sua atenção, porém Giulia estava dormindo (ela sabia que estava dormindo e não morta pois baba escorria de sua boca e ela roncava). Meell suspirou e pegou o coelho, jogando-o por cima das paredes de pedra na ilha. Se Giulia tivesse comido e ele estivesse salvo, tudo bem, mas se o ladrão tivesse jogado algum pó ou colocado algum veneno... Meell respirou fundou, arrumou suas coisas dentro das mochilas e então empurrou o ombro de Giulia. Ela não acordou. Beliscou forte seu braço, mas nada. Então pegou o prato térmico e o cheiro. Vendo uma fina poeira se levantar dele. Passou o dedo por ela. Era vermelha e parecia grãos de terra, porém tinha cheiro doce e suave, como chocolate. Veneno.
Um dos piores e mais indolores de todos. A pessoa dormia para sempre, até morrer de fome, desidratação ou alguma coisa deste tipo. O veneno já havia se espalhado pelo corpo de Giulia. Se Mellyne conhecia bem essas coisas, um chá de rosas de platina iriam adiantar. Mas aquilo era a arena, não o Distrito 1, onde flores assim brotavam por todos os lados. Sua mãe morreu deste jeito, envenenada com o mesmo veneno. Porém estava no Distrito 2, onde também não havia a rosa. Meell olhou para Giulia. Já sabia o que iria acontecer. E o que deveria fazer. Procurou no sutiã a faca adequada, a segurou. Pousou a mão direita nos olhos de Giulia e com a esquerda cortou seu pescoço, sem deixar que ela pudesse agonizar. Morte instantânea, seu canhão tinha disparado.
Ela limpou a faca nas roupas e então beijou a testa de Giulia. Deixou as mochilas sabotadas no lugar, e esvaziou as outras três que havia pego na cornucópia, colocando todos os itens numa mochila só, a que boiava. Pegou as roupas de frio e então escondeu Giulia e os equipamentos com areia, pedras e folhas de palmeira. Pulou o cercado da ilha e com as pedras do lado de fora fechou o túmulo da amiga. Limpou uma lagrima que escorreu sem permissão. Começou a chover de leve, enquanto ela, sentada na areia, esperava uma ponte surgir para sair dali.
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