Notas iniciais
Escrevi este capítulo na casa da minha vó enquanto fazia uns vídeos loucos com a minha prima =D Quem me tiver no face vai poder ver, e eu mandei uns beijos pra umas pessoinhas lá! HAHA. Mas agora, ao capítulo!

Nathália Polônia

O canhão fez com que ela se lembrasse de Noah. Olhou para os lados, sem vê-lo. Perguntou a John se ele tinha falado se ia para algum lugar, mas John negou. Na fonte, ela encontrou restos de cabelo vermelho, ossos corroídos e uma pequena faca. De noite o rosto de Noah apareceu no céu, confirmando.

No dia seguinte, ela e John reuniram suas coisas e saíram do templo asteca, indo em direção a floresta. A floresta de árvores de folha laranja realmente era linda. Eles admiraram as árvores e viram um pequeno lago sem peixes com algumas folhas que haviam caído e sido levadas pelo vento.

- Um lugar tão belo... O distrito 7 no outono deve ficar maravilhoso. – comentou John.

- Sim. No meu Desfile da Vitoria as árvores estavam assim. – Nathália respondeu. – Meus jogos foram na Grécia. Os templos e os presentes...

- É. Você ganhou o tridente de Poseidon.

- Sim. Eu era do 4, por isso ganhar ficou fácil.

John caminhou mais um pouco antes de falar:

- Meus jogos foram numa pirâmide. Cheia de tumbas, armadilhas e maldições.

- Sim, eu lembro – Nath concordou – Ei, está ouvindo este zumbido?

- Não, aonde?

— Não sei. Parece estar para aquele lado – ela apontou o dedo.

- Ótimo, vamos lá ver.

Nathália, mesmo hesitante, seguiu John. Floresta adentro, o zumbido ia ficando mais alto.

º º º

Mellyne Mizashi

Ela tirou duas facas, lançando-as em direção a Channel. A menina desviou, porém a segunda faca acertou sua panturrilha. A menina pegou sua lança e a jogou. Meell desvirou facilmente, já que Channel não tinha a força necessária.

Channel, desarmada, e Mellyne, com somente mais uma faca escondida na calça, se encararam. Channel se lançou contra Meell, socando forte seu estômago. Mellyne cambaleou para trás, porém conseguiu desviar do segundo ataque, segurando o braço dela e o virando para trás de suas costas. Channel emitiu um ruído de dor. Meell pegou a faca , pronta para matar Channel, porém ela morreu antes, com uma flecha no pescoço.

Mellyne a soltou, ouvindo seu canhão e começou a correr. A flecha não era de Denis. Aquela flecha era roxa, e as da aljava de Denis eram pretas e vermelhas.

Ela não iria ficar lá para ser atingida também. Correu até a praia, onde uma ponte estava desaparecendo. Meell a atravessou o mais rápido possível, porém afundou quando já estava na metade.

º º º

Phelipe Pires

Mellany olhou, apontando a flecha, até Meell desaparecer entre as árvores. Maldita. Tinha conseguido escapar, porém por pouco tempo. Mellany não deixaria barato. Ela desceu a árvore e tirou a máscara.

- Obrigada, Phel – sorriu Adorei. Me deixa mais confiante.

- De nada. Fico feliz que tenha gostado, pode ficar, é um presente. Costurei sozinho.

- Sim, eu sei. – ela recolocou máscara, escondendo sua face, e suas terríveis cicatrizes de batalha.

Mellany era linda, uma jovem digna de ser a mais bela de todos os jogos, porém as batalhas que enfrentou durante seus jogos contra carreiristas foram muito difíceis. Ela ganhou várias cicatrizes, das quais tinha vergonha. A mascara foi adotada por ela assim sua bochecha foi drasticamente arranhada. Percebendo que mulheres se sentiam bem afetadas quando sua beleza desapareciam, seu mentor lhe enviou como dádiva uma máscara verde e branca.

Para uma mulher a beleza é bem mais do que só aparência, mas sim a auto-estima dela, a crença em si mesma e a vontade de fazer as coisas darem certo. Sim, uma mulher que se sente bela é bem mais ativa e sorridente do que uma que se despreza. Além de cuidar de si mesma, ela cuida dos outros.

Sem sua beleza, Mellany não era tão competitiva assim. E então ficou mais lenta e menos motivada. Mas com a máscara tudo mudou. Somente seus belos olhos esverdeados é que ficavam para fora, o que a deixou sedutora e bonita. Um mistério para os homens: Descobrir como ela era por baixo da máscara. Mas se fizessem isso, iriam se arrepender.

º º º

Nathália Polônia

Ela e John corriam para longe das abelhas que os perseguiam. John não havia tomado cuidado e se lambuzou de melado, atraindo a atenção das abelhas. Nathália o viu seguindo-a vorazmente, e então se lembrou do lago. Mudou de direção drasticamente, indo para o lugar onde haviam vindo. Quando olhou por cima do ombro, após ter corrido muito, não viu mais John, porém algumas abelhas ainda a seguiam, e já havia lhe picado os braços. Ela pulou dentro das águas do lago, assim que chegou até ele. Ficou lá até o ar lhe faltar. Por sorte as abelhas haviam ido embora. Ela não sentia os braços. E eles tinham inchado bastante. Nathália, desorientada, se sentou na margem do lago e então tirou ferrão por ferrão. A dor era quase inexistente, porém a tontura e a vontade de dormir só aumentavam. Por fim, se deitou ali mesmo, e começou a dormir.

Acordou quando o Sol já estava se pondo. Perto dela havia uma fruta desconhecida e uma garrafa de água. Ela sorriu. Talvez fossem dádivas. Pegou a garrafa e estava prestes a tomar a água toda, quando viu, no fundo da garrafa, algo se dissolvendo. Encarou até aquilo ficar evidente: Veneno. Ela olhou para a fruta. Parecia deliciosa. Porém ela nem ousou tocar. Limpou a mão nas águas do lago e então escondeu os objetos envenenados. Alguém havia tentado enganá-la, porém não havia matado-a. Quem iria perder uma oportunidade tão boa? Nathália tocou a têmpora, mas no mesmo momento que ergueu o braço, uma dor inexplicável a atingiu debaixo do braço, na parte mais frágil. Ela notou que havia sido ali que picaram-na.

Ela olhou para céu. Suspirou e então começou uma longe caminhada até a praia. Tinha de encontrar John. Ela o procurou de um lado ao outro. Porém ele não estava na praia. Entrou na floresta de verão, e em nenhum lugar ele estava. Foi para a nevada, mas não agüentou ficar nem mais que sete minutos lá. Finalmente tomo coragem e então foi para a floresta de outono. Lá ela não ouviu mais os zumbidos. Talvez a Capital tivesse sumido com as abelhas após terem atacado. Ela entrou mais, porém estava receosa. Quando encontrou a primeira ponta da linha coberta de melado, ela parou. Deu a volta e então procurou mais. Encontrou o corpo de John totalmente picado e inchado ao lado de uma moita. Ela não entendeu, mas algumas abelhas estavam caídas, mortas, ao lado do cadáver. Nathália seguiu o rastro das abelhas mortas, até que começou a ouvir alguma coisa, como se estivesse estralando. Quando mais chegava perto do estralo, mais abelhas mortas havia. Por fim, ela teve de sair correndo.

O fogo já tinha tomado a maior parte da floresta de outono. E parecia que, agora que tinha visto sua presença, ou sentido, havia começado a aumentar e a perseguir. Nathália se perdeu, enquanto corria desorientadamente. Por vezes teve de refazer o caminho, pois tinha andado em círculos. Ela encontrou o lago. E seguiu o mesmo caminho, em direção a praia.ela olhou para a floresta de outono. Pegando fogo. Porém somente aquela parte da floresta queimava. A floresta nevada e a de verão continuavam intactas. Nathália continuou a olhar para a floresta, e nem notou a presença de mais pessoas por ali. Alyson e Reih estavam avançando devagar. Também tinham saído as pressas da floresta de outono. Tudo indicava que era uma armadilha dos Idealizadores para que as três se encontrassem. Porém Alyson e Reih tinham uma aliança, isso fazia com que Nathália ficasse na desvantagem.

Após um longo suspiro, ela olhou para o céu, bateu palmas.

Reih e Alyson não entenderam. Sacaram sua zarabatana e sua espada, prontas para atacar. Quando do céu caiu, como um trovão, um tridente prateado. Nathália sorriu.

- Obrigada. – disse e então se virou, olhando assustada para ALyson e Reih, mas logo se recuperou da surpresa.

Reih e Alyson não estavam mais tão seguras de que agora tinham vantagem. Elas conheciam a fama da loucura e o desejo insano de Nathália de matar. Diziam que, era ela pegar no tridente em suas costas, que um canhão disparava. Ela era habilidosa e tinha o sangue feito de adrenalina. Embora fosse bem mais velha que Alyson e Reih juntas.

Reih sabia que aquela não era a hora certa para usar a zarabatana, por isso deu um sinal a Alyson, para que começasse o ataque. Alyson, relutante, o fez. O primeiro ataque de Alys foi aparado com as pontas do tridente, mas Nathália não contraatacou, enchendo Alyson de surpresa, coragem e abrindo seu ego. Essa era uma das estratégias. Você deixa o inimigo pensar que está na vantagem, mas quando ele menos esperar, você ataca.

Reih colocou a zarabatana na boca e tentou mais uma vez, porém Alyson entrou na frente, contra-atacando Nathália, e isso a atrapalhou. Mas Reih era paciente. Nathália estava na palma das mãos delas.

Alyson girou a espada, acertando Nathália com o cabo da mesma. Estava tão perto que ousou tentar desferir um golpe certeiro em uma de suas pernas. Seu grande erro. Nathália se protegeu com o cabo do tridente, enquanto, ao mesmo tempo, enfiava suas três lindas e brilhantes pontas nas costas de Alyson. Ela havia baixado a guarda, já que pensava ser melhor, e agora era inofensiva. Reih aproveitou e assoprou, fazendo um dardo passar diante dos olhos de Nathália. Assim que a menina notou a ameaça, tirou o tridente de Alyson e começou a caminhar pesadamente, porém calmamente e até mesmo mortalmente, até Reih. Reih, por sua vez, deu vários passos para trás, já ouvindo o canhão de Alyson. Era seu fim, ela pensou. Colocou novamente a zarabatana na boca e assoprou. Mas como se fosse um raio, Nathália se protegeu usando tridente, e o dardo pareceu inofensivo. Reih já estava colocando mais um dardo na zarabatana, dessa vez envenenado, quando sentiu algo lançá-la longe. O tridente havia sido jogado por Nathália, e a levado uns dez metros longe, em direção ao mar. Reih tentou se levantar, porém era quase impossível. Quando a maré subiu, ela se sufocou, morrendo afogada.

Nathália tirou o tridente de seu corpo e o limpou nas águas salgadas do mar da praia. Ela sentiu o vento bater em seu rosto, lembrando-a novamente de que seus braços estavam dormentes, ela quase deixou o tridente cair.

Olhou para o céu, meio hesitante, porém bateu palmas mesmo assim. Após dois minutos, um pára-quedas caiu, nele havia remédio para ferroadas e um bilhete, dizendo “Pouco é bom, muito é mortal”. Aquilo era um aviso. Porém para Nathália se tornou uma nova arma.

º º º

Maria Julia

Embora estivesse de saco cheio de ter de aturar Paul, Maria não se sentia mais ameaçada. Ela tinha visto que Paul sabia ser sério nos momentos certos. Mas também sabia que ele jamais hesitaria em matá-la, por isso, tomou a decisão mais difícil de todas: Matá-lo. Maria esperou até que ele estivesse dormindo. Então pegou o pacote com veneno e o fez respirar o ar de lá de dentro. Paul tinha uma grande vantagem: Tinha um mentor que o conhecia melhor que qualquer outro. Paul envenenava a tudo. Até mesmo as roupas das próprias pessoas. Quando eles encontraram Nathália, Maju não quis nem pensar em cortar sua garganta, por isso Paul envenenou água e comida para dar a ela. Mas aquilo não havia funcionado, eles notaram, pois haviam voltado para o mesmo lugar que ela estava minutos depois, e encontraram somente os equipamentos envenenados escondidos em uma moita.

Ela era esperta, Maju tinha que admirar, porém Nathália, mesmo sendo sua amiga, não iria hesitar em matá-la. Às vezes Maria Julia odiava ter um coração grande demais. Ela valorizava muito a amizade, e isso a tornava mais vulnerável e inofenciva. Quando entrou nos jogos, ela não conseguiu matar seu companheiro de distrito, que ficou vivo com ela até o final, quando só havia ele e o garoto do 6 contra ela.

Quando seu parceiro finalmente morreu, e seu canhão tocou, ela olhou para céu, que já estava quase totalmente escuro. Maria se arrependia arduamente, porém não ficou ali parada chorando. Ela recolheu suas coisas e o veneno, caso precisasse mais tarde. Saiu com somente uma adaga e duas granadas em mãos, deixando o cadáver de Paul com o resto.

Ela se pegou correndo em direção a praia. Quando uma ponte surgiu, ela correu pela mesma, até chegar na ilha. Lá, se deixou cair na areia e então dormiu sobre a luz do luar. Ela acordou quando sentiu a dor e o sangue escorrendo por as mão. Ela abriu os olhos e então encarou o rosto do menino, com a luz fraca e os olhos desorientados. Ele havia cortado seu pulso. Ela morreria, ou... Iria agonizar até a última gota cair. Ela encarou Hensel, se levantando e então o esfaqueando no estomago com a adaga cheia de veneno.

- Obrigado – ele disse para Maju, antes de cair duro, morto.

Maria Julia pouco se importou com ele. Agora ela tinha outro problema. Não conseguia conter o sangue. Jamais conseguiria. Pensou em amputar o braço e estancar, mas era suicídio. Por fim, tirou conclusão de que nada a livraria daquele fim penoso. Nada a menos... Ela vasculhou os pertences de Hensel, até encontrar no seu bolso o saco com os venenos de Paul. Ela tinha que achar o que matava instantaneamente e sem dor. Mas todos eram iguais para ela. Por fim, pegou uma garrafa com água que também pertencia a Hensel e misturou todos os vidros de veneno juntos. Fez gargarejo e engoliu, fazendo aquilo raspar em sua garganta. Esperou e esperou, até que olhou para sua mão e ela estava azul. A lua era rosa e o mar vermelho como sangue. Sorriu. Morreria vendo um mundo paralelo.

Simples. Ela morreu sem dor e nem tristeza. Ela morreu sabendo que iria morrer, porém, aceitando o fato.

º º º

Denis Mizashi

Ele se viu em um cemitério com neblina densa e ar úmido. Era noite de lua cheia. Grilos gritavam de pavor, corujas avisavam dos perigos de estar ali e as estrelas lhe diziam para ir embora. Enquanto ele caminhava por entre os túmulos, vendo os nomes de entes queridos ou pessoas que ele nunca viu na vida, encontrou o epitáfio de sua mãe. Mary Rownnie Mizashi. Denis também viu as flores que estavam no túmulo. Olhou mais adiante.

Havia uma sombra de homem perto de um pé de goiaba. Ele foi até o homem, e nele viu sangue. Em seu rosto havia ódio e raiva, porém suas mãos tremiam e seguravam um bebê inteiramente intacto do sangue do homem. Ele chorava incontrolavelmente, enquanto deixava suas lágrimas caírem nos olhos do pequeno em suas mãos. Denis não entendeu aquilo. Porém, quando olhou para debaixo do pé de goiaba, notou um cadáver que não havia reparado. Era uma mulher, com cabelos castanhos e lisos cobrindo seu rosto. O sangue escorria de sua pele, porém não havia ferimento ou corte algum. Ela somente sangrava. Vestia uma saia marrom de couro e uma camiseta branca de renda. Isso fez em Denis despertar as lembranças de uma época que parecia ter ocorrido séculos e mais séculos atrás. Sua infância. No Centro de Treinamento dos Vitoriosos, junto com os filhos de vitoriosos, ele já conhecia Borges e Meell. Borges sempre com seu olhar apaixonado sobre a garota de cabelo em rabo de cavalo e saia de couro marrom.

“Meell”. Ele disse. O homem então começou a tremer e soluçar, enquanto o bebê ria e gargalhava em suas mãos. Denis olhou para o pequeno ser, que tinha um cabelo exatamente liso e castanho, como os de Meell, embora fossem falhos e ralos, já que era um recém-nascido, até onde tudo ia. Seu pai, que estava chorando, lhe entregou o bebê e então disse com voz trêmula “Eu tentei evitar, mas era tarde demais. Eu juro que tentei, eu juro...”. Não havia sinal de corte ou parto em Meell. Nem no bebê. Porém ele possuía um umbigo, como qualquer um. Quando olhou para Denis, sua primeira reação foi rir e gargalhar ainda mais, porém então começou a chorar incontrolavelmente, assim como seu pai. Denis encarou aquilo. Não entendia o que estava acontecendo. Meell no chão, com as roupas da infância, seu filho nascido aparentemente do nada e seu pai tendo uma crise emocional. O túmulo da mãe com seu nome completo e a lua. Tudo combinavam perfeitamente.

Denis acordou sem surpresa ou desespero. Simplesmente abriu os olhos. Não prestou muita atenção no sonho, pois logo se esqueceu dele. Viu André cozinhando um servo no fogo de uma fogueira alta. Estava chamando a atenção de qualquer pessoa num raio de trinta quilômetros. É, ele estava exagerando. André não era a pessoa certa para “menos”.

- Dormiu bastante, em. O servo está quase pronto.

O estômago de Denis gritou de felicidade, fazendo André rir. Os dois se serviram e, com a fartura, tiveram de guardar os restos. Estava de noite, e eles dormiam na ilha de palmeiras e árvores frutíferas. Estavam bem atrás de uma árvore grande e grossa, antiga, também. Seriam necessárias quinze pessoas para abraçar seu tronco.

Eles ouviram ruídos e então se levantaram, ficando atentos a qualquer outro movimento. As folhas se moveram conforme o vento ia passando por elas no leste. Porém as folhas do oeste também se moveram. Denis pegou o arco e uma flecha da aljava, colocando-a na corda e apontando para as moitas do lado oeste. André sussurrou tão baixo que suas palavras só chegaram até Denis porque foram carregadas pelo vento.

- Ethan Huck.

Como André sabia que estava a espreita, Denis não entendeu, mas logo vieram novas informações.

- Ele não consegue ver, parece que perdeu um lado da visão. Ele só acha que eu estou aqui. Se esconda e o ataque quando ele estiver desprevenido.

Denis se escondeu atrás das moitas do lado leste, porém o vento era cortante e sua pele não estava acostumada com aquele frio intenso. Ethan saiu da moita, como dito por André. Um de seus olhos estava vazando. Porém o outro era feroz e voraz. Ethan tinha em mãos sua poderosa e temível foice. André tinha somente uma espada. Logo começou a discussão entre as lâminas. Enquanto André recuava e tentava fazer com que Ethan se virasse de costas para onde Denis aguardava, Ethan queria matar André com a foice enfiada em seu crânio, o que dificultou bastante André. Denis, por outro lado, havia se erguido nas sobras da árvore grande e agora estava com uma flecha na corda. Ele só tinha uma chance. Se errasse, seria o fim dos dois. Ethan era muito forte, inteligente e, Denis admitia, sabia tudo sobre tudo. Ethan conhecia os movimentos de Denis, Ethan conhecia os ataques de André, Ethan conhecia até mesmo as fraquezas e o jeito mais fácil de acabar com uma briga contra Meell, dando a palavra final. Afinal, Ethan era o cara.

Denis na gostava nem um pouco disso.

- Só mais um pouco... – sussurrou.

Ethan finalmente ficou de costas, e Denis viu a oportunidade brilhar diante de seus olhos. Soltou a corda, que já estava sendo puxada fazia muito tempo. Porém o barulho que ele fez ao cair da pedra em que estava, acordou os sentidos de Ethan, fazendo-o virar e a flecha atingir seu peito. Não do lado d coração, mas numa profundidade adequada para uma morte certa. André sorriu, já fazendo um positivo para Denis, certo de que era o fim. Quando a grande massa de corpo de Ethan se virou em sua direção e com um único movimento preciso ele decapitou André.

Ethan caiu no chão. Já respirando com dificuldade. Denis se ajoelhou, ao lado de Ethan.

- Você foi um grande guerreiro, Ethan. Descanse em paz. – Denis fechou seus olhos.

- E você foi um grande amigo. – ele respondeu.

Denis tirou a flecha do peito de Ethan e com ela cortou sua garganta,o matando instantaneamente.

Três dias completos. Oito sobreviventes. O que o destino aguardava para o próximo dia, Denis não sabia, mas tinha uma estranha sensação de que encontraria alguém que ele jamais desejaria encontrar.

Notas finais
Mandem reviws e recomendem, por favor. Esta fanfic será a menor de todas da saga. Logo irá acabar, na verdade já está na reta final, então peço que recomendem, coloquem no favoritos e comentem muito!!