Notas iniciais
Eu não li HP...

Capital

Snow segurou a mão de Rosa com força.

- Nada vai acontecer com você, Amore Mio. – ele garantiu. – Ainda tenho cartas nas mangas...

Rosa balbuciou algo em italiano como “e os filhotes?”. Snow a envolveu com os braços. A cabeleira branca de Rosa estava presa no coque alto.

- Sabe, se a Capital cair, eu não me importo... Pois tive a chance de envelhecer do seu lado. Éramos jovens e cheios de vida quando eu prometo que jamais a deixaria. Minha sorte foi ter encontrado você, amoré mio...

Rosa enrolou os dedos nos pelos brancos do peito de Snow, que saiam de sua camisa semi-aberta.

- Pai. – Rosely apareceu na porta dos aposentos. – Tenho notícias para te dar.

- Diga. – Snow passou a mão sobre a cabeça ruiva da segunda filha. – Agora.

- Bolina e Darin foram rastreados na casa do traidor.

- Ótimo. Pego três coelhos com uma cajadada só.

- Devo mandar as tropas?

- Não. Leve cinco homens com você e me traga a cabeça do traidor. Se mostrar que é capaz, eu te coloco nas linhas de frente, com seu irmão.

- Fico honrada, papai. E o que eu faço com Bianca?

- Deixe-a. Ela está trancada no quarto. Não se importa com a guerra, a ameaça nem o perigo. Uma filha bastarda.

Rosely reverenciou e segui pelos corredores da mansão. A armadura forjada com as medidas exatas de seu corpo, o cabelo ruivo preso no típico rabo-de-cavalo, e os olhos negros e pequenos que pareciam os de uma águia.

Em outro quarto da mansão, Bianca, a primogênita, estava tomando coca-cola, com o visor, luvas e botas conectados no computador. Ela estava lutando contra o Boss do nível 87, o mais poderoso até agora liberado. Uma mensagem apareceu no canto. “Demon pede amizade”. Demon? Quem diabos é Demon? O martelo do guardião quase a atingiu. Ela não tinha tempo, a luta era mais importante.

Bainca segurou a adaga com firmeza, enquanto pegava a besta com a mãe esquerda e atirava nos dois guardiões. Eles explodiram e o sangue a manchou inteira. Ofegante, ela largou a besta e a adaga, começando a invocar seu mais novo brinquedinho. Ele ainda não estava num nível bom, mas serviria de isca. Dimitry, o dragão. Dimitry desceu voando e usou as garras para chamar a atenção do Boss de Bianca. Ela aproveitou e saltou sobre a calda do dragão que voava por perto, tomou impulso e pulou novamente, fazendo surgir sua espada épica e fincando-a na testa do Gigante.

Ele explodiu, jogando-a longe.

Dimitry se aproximou dela, raspando o focinho em sua bochecha.

- Calma, garotão, eu to bem...

- Palmas. Bela luta.

- O quê?

- Espero que se lembre de mim, Kyioh.

- Não. Não lembro.

- Sou Demon, o recruta que você treinava.

- Ah! Aquele que vivia saindo do jogo... Pelo que vejo você continua fraco.

- Não foi por isso que a procurei. Em que lado da Capital você mora?

- Oeste, mas por quê?

- Preciso que confie em mim Estou em sério risco, preciso de um lugar para ficar, um lugar escondido. – Demon se aproximou, porém Dimitry se colocou entre eles, protegendo Bianca.

- Quem é este?

- É o Dimitry, meu dragãozinho.

- Dimitry... Um nome legal. Mas espera! Dragão?

- Ele é liberado após o nível 80.

- Você está no 80?

- 85. E com 326k de poder.

- Uau.

- Não sou mais uma mensageira, tenho minha própria guilda especializada em Dragões. Todos os membros tem mais de 50k de poder, e todos estão na faixa do nível 80.

- Você prosperou.

- Depois de onze contas você começa a pegar o jeito do jogo.

- Nossa... Bem... – Demon passou as mãos pelos cabelos.

- Mas você disse que queria abrigo, certo?

- Isso. Eu e meus amigos estamos em problemas.

- Tudo bem, eu conheço um lugar secreto na Capital. Ninguém além de mim vai saber onde vocês estarão.

- Obrigado. Mas espera... Por que está me ajudando?

- Sabe, estou cansada de ser forte somente nos jogos online. Quero uma aventura. Sair do meu quarto, ser reconhecida!

Demon sorriu.

- Você está do lado certo. Quando a Revolta acabar, você será conhecida por nos ajudar.

- Meu pai terá orgulho de mim! Vou ser a governanta e...

- Kyioh, preciso ter certeza que você confia em mim. Me diga seu nome e idade.

- Bianca S. Rosa. Vinte e quatro anos. Sou filha do Presidente de toda Panem. Eu herdarei os Distritos 10, 11, 12 e 13.

Demon a encarou.

- Filha... de Snow?

- Isso mesmo – ela sorriu. – O que foi?

- Digamos que eu não curto muito a sua família.

- Nem eu, — ela comentou – mas e então? Vai fugir de mim?Não confia mais em mim?

- Dimitry... Saturn. Em torno de vinte anos. – ele ergueu uma sobrancelha – Ainda vai mesmo me ajudar? Um traidor?

- Será uma ótima aventura...- Bianca tirou as luvas. – E você é bonitinho, embora eu nunca tenha te visto pessoalmente. Me encontre na Praça do Cristo de Braços Abertos.

- Quando?

- Imediatamente.

º º º

D. Saturn

Dimitry jamais imaginaria que seu nome iria ser descoberto. Ele arrumou poucas trocas de roupa e a cafeteira, saindo com Bolina e Darin logo atrás. Ele foi para a praça e foi fácil reconhecer a jovem de cabelos ruivos que o aguardava. Ela estava acompanhada de um guarda-costas alto e musculoso.

- Dimitry, este é Logan. Depois de mim, é o único em quem você deve confiar.

- Ainda não entendi por que você está me ajudando... – D. segurou seu braço. A pele era tão macia...

- Estou cansada. Ninguém gosta do governo do meu pai. Eu mesma não estou nada feliz. – ela tinha olhos penetrantes. – E você é uma aventura imperdível. – ela sabia ser sensual — Vamos? – e era ruiva. Uma perdição definitivamente.

- Vamos – concordou.

Bianca puxou o capuz sobre os cabelos e fechou a capa por completo. Logan se ofereceu para levar as coisas de D. Saturn, Bolina foi na frente, explicando tudo para Bianca. Darin estava ao seu lado.

- Tem certeza que é seguro? E se for uma armadilha?

- Eu não tenho muita escolha. Não possuo muitos amigos, e até agora ela foi a única que aceitou. O Conselho não pode nos abrigar, mais.

- Bem... Se nos pegarem, tenha certeza que te defenderei até o fim.

- Obrigado, Darin, você é um bom amigo.

Dimitry ficou em slencio em todo o trajeto. Às vezes parava para ver Bianca, mas só por alguns segundos.

- Chegamos. – ela anunciou.

Eles estavam diante da mansão branca.

- Essa é a casa de Snow. – D. disse.

- Exatamente. – Bianca sorriu – O melhor jeito de enganar uma criança é ficando atrás dela sem deixá-la perceber. Meu pai jamais pensariam que vocês estejam em baixo do nariz dele. As tumbas.

- Tumbas?

- É o labirinto que a arena se baseou – Bianca olhou para ele – Eu sei todos os corredores com a palma de minha mão. Brincava com meus irmãos quando era criança.

Ela empurrou uma pedra grande, revelando um buraco com uma escada de ferro. Longan entrou primeiro, e logo depois Bianca. Dimitry se virou para Darin e Bianca.

- Estão prontos para voltar a Arena?

- Este lugar me dá arrepios... – Darin entrou.

- Espero que os monstros não estejam ai – Bolina também entrou.

Dimitry a seguiu.

- Pode ficar tranqüila. – Bianca sorriu – Aqui não existe um monstro sequer. O labirinto de tumbas é bem limitado, diferentemente da arena. Ele servia para guardar os restos mortais de museus.

- Restos mortais? – Darin sorriu — Museus? Tipo... Faraós e egípcios...

- Isso mesmo. – Bianca riu – Mas também temos restos mortais bem mais importantes, como o de Leonardo da Vinci e Maquiavel! Além de Bart Sim’Pson! O último presidente dos Estados Unidos.

- Que maravilha! Eu amei este lugar! – Darin respirou fundo o ar de decomposição e mofo – Artefatos pré-históricos... O fim dos tempos das nações... Tudo cheira á história!
— A história fede, por sinal – Bolina riu.

- Não brinque com a história! A mais bela e pura história da sua existência vem dessas relíquias de morte!

º º º

Lipe Feat. Kawaii

Lipe estava organizando sua maleta de viagem quando André chegou na porta do consultório.

- Então, está pronto? – pergunto.

- Afirmativo. – Lipe colocou a bolsa no ombro e seguiu o Vice-Lider do Conselho.

Eles foram para o elevador. André estava com uma gravata mal feita. Lipe tentou se controlar, porém o impulso foi mais forte, ajustou a gravata do homem e se virou, para que ele não o visse corar. Lipe era um tanto perfeccionista, e isso o ajudava muito no trabalho. Tanto que agora estava indo ajudar na gestação da esposa do filho do homem mais poderoso do Conselho! Ele colocou a franja pro lado com um mexer de cabeça. Queria tirar o jaleco, já que ele não combinava nem um pouco com o moletom, porém seria falta de respeito tirar seus apetrechos de médico, certo? Ele viu as portas se abrindo, e o Sol ofuscou sua visão, enquanto ele andava atrás de André. Eles entraram no aerodeslizador e André deu as coordenadas.

- Você não foi lá para socializar, para fazer amigos nem para ficar passeando. Você foi lá pois foi pedido diretamente pelo Conselho, e agora está em suas costas obedecer essas ordens. Não saia para entretenimentos, não converse com ninguém. Os assuntos do Conselho não são seus. Você não está autorizado a falar porque foi para o Distrito 1, somente faça o que foi ordenado e fique de boca fechada.

- Ã-ham. – Lipe assentiu.

- EI, não seja tão duro com ele, o Lipe não é um animal. – Giulia se virou no banco do co-piloto.

- Ele é... De uma espécie que deveria estar extinta.

Lipe observou.

- É por causa da minha preferência sexual?

André deu de ombros e se sentou no banco do piloto, dando as ordens para autorizarem o vôo. Foram para os céus. Giulia conversava com Lipe, porém André o proibira de responder qualquer coisa que ela falasse. Ele apenas obedeceu, embora não entendesse porque daquilo.

Quando aterrissaram no solo Distritiano-Um, Lipe já estava meio perturbado pelas palavras indelicadas de André, mas o ignorou. Quem estava lá para recebê-lo era Denis. Ele estava com uma camisa limpa roxa e uma calça comprida, embora o sol estivesse castigando o ambiente. Lipe o cumprimentou com um mero abraço e o seguiu, dando adeus a André e Giulia, e fingindo que não ouvira André falar “Já vai tarde”.

Lipe sabia que a casa que iria passar o resto da semana era uma mansão chique, diferente dos becos e favelas em que morara. Ele respirou fundo e então limpou a garganta.

- Você é homofóbico?

- E você gosta de vinho?

- Ahn... Sim.

- Então eu gosto de você. – Denis sorriu. – Não, não sou homofóbico. Por quê?

- Não gostaria de conviver com você me xingando e me tratando como criança.

- Bem, se alguém fez isso, esqueça. São pessoas com uma mentalidade inferior.

- Oh, tudo bem, então...

Notas finais
Lipe:https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1003421_490051587740012_1668274652_n.jpg
Bianca: http://i.imgur.com/O1IXjh.jpg
Rosely: http://bidoia.net/blog/wp-content/uploads/2013/05/beleza-ruiva-blog-bidoia.net_.jpg
Bianca no Jogo: http://www.arashiro.com.br/v8/portfolio/ilustracao/red_sonja.jpg
Beijos e mandem reviws!