Your Hunger Games IV - Fanfic Interativa
5 Reencontro
Notas iniciais
Mellyne Mizashi
Enquanto seus passos ecoavam pelo piso da plataforma, ela tentava esquecer o sucesso que tivera alguns minutos atrás. Ah, claro, quando o assunto era brigar com ele. Ótimo, falou á si mesma, eu não me importo. Levantou a cabeça e entrou no aerodeslizador que a levaria do Distrito 1 para o Distrito 11. Já passavam três semanas de silêncio, sem notícias sobre a Revolta. Eles não podiam recuar diante da Capital, se queriam mesmo vencer.
André a cumprimentou e perguntou sobre ele. Meell apenas deu de ombros, dizendo que ele preferia ficar bebendo. André não perguntou mais nada, já tinha entendido tudo. Junto com ele estava Giulia. Mellyne sorriu. Era ótimo ver pessoas do Conselho se dando bem. Ainda mais do sexo oposto.
Mellyne soltou um bocejo, revelando a noite mal dormida. Tentou ignorar as pessoas do aerodeslizador que perguntavam sobre ele. Francamente, será que ela não podia mais ser recebida amigavelmente sozinha? Não estava na cara que ele não estava lá? Afinal, o que essas pessoas achavam? Que ela tinha de viver grudada á ele? Francamente, ela precisava tomar algum calmante...
Denis Mizashi
O homem suspirou, coçando a nuca, enquanto uma Avox de cabelos castanhos curtos reenchia sua taça. Mellyne estava muito nervosa, mais do que frequentemente, agora que a barriga já estava perceptível. Passara metade da noite discutindo sobre Denis ter chegado em casa alguns minutos depois do combinado e a outra metade em uma crise emocional. Isso era cansativo para ele, que só prezava o bem-estar de sua família. Definitivamente, afastar-se de sua mulher não era o que queria no momento, porém ela cismava em fugir de suas mãos. Ele apenas queria tê-la nos braços e proteger ela e a filha. Ou o filho. Olhou para um ponto na parede, sem vê-lo. Absorto em pensamentos, calculou a chance de voltarem a ser uma família feliz e completamente normal depois do nascimento do filho. A chance era grande, sim. Ainda estava a decidir o nome que daria para cada um quando um homem entrou na sala. Era André. Ele estava pálido e esbaforido.
Mellyne MIzashi
Enquanto ela tomava o copo d'água, Giulia media sua pressão. No aerodeslizador, todos tinham saído em busca de algum paramédico. Nem tinham saído ainda do teto da Prefeitura do Distrito 1.
Não era para tanto, ela só tinha tido uma crise. Só uma.
– A pressão tá abaixando... — Giu parecia desesperada. — Vai André... Rápido...
Meell ficava olhando Giulia apertas aquela bombinha, e o medidor abaixando, cada vez mais baixo, enquanto ela coçava os olhos de sono.
– Não durma! — Giulia chacoalhou seus ombros. — Independente do seu sono.
Meell assentiu com a cabeça, se arrumando na cadeira do aerodeslizador. Colocou a cabeça para trás e ficou ouvindo os gritos de exclamações de Giulia, enquanto sentia seu coração cada vez mais forte, batendo cada vez mais pesadamente.
Até que...
– Deus! — Giulia olhou para os braços — Jesus-Maria-José! O que é... Isso?
Um dos vice-pilotos chegou para ver o que acontecia, e Giulia não soube responder. Estava pálida.
– E-Ela... Morreu? — o vice piloto perguntou.
– Não! Não pode ter morrido... — Giu segurou forte a perna do homem — Chame o André agora! Imediatamente. Se não eu corto sua cabeça. AGORA!
O homem correu pela pista de vôo, afim de não perder sua cabeça.
Giulia tentava reanimá-la, porém ela não sabia como se fazer massagens cardíacas ou coisas do tipo... Ela olhou para a plataforma, esperando por algum rosto. Mas parecia que o mundo tinha congelado.
– Eu sei que não acreditamos em Deus nesse mundo, mas... — Giulia sussurrou — Por favor! Faça alguma coisa!
Denis Mizashi
André falava rapidamente, enquanto Denis olhava vidrado para ele. Não era possível. Não agora. Não ali. Ouviu-se um estrépido, vidro se quebrando e líquido sendo derramado, logo passos fortes atravessaram correndo um dos muitos corredores brancos. O que havia acontecido fora rápido demais. Uma taça no chão, um homem passando por ele, totalmente pálido. Pôs-se a correr debilmente atrás do outro, que estava quase a alcançar a sala. Ambos invadiram o terraço.
Mellyne Mizashi
Giulia viu André vindo correndo e agradeceu mentalmente alguém que, divinamente tivesse ajudado.
– Graça á... Venha! — ela gritou da porta do aerodeslizador.
André se ajoelhou e pressionou as mãos contra o peito de Meell, empurrando forte. Ele tinha aprendido isso na Arena dos Vitoriosos, em seu Distrito.
– Rápido, vá chamar algum médico especialista!
– Eles estão evacuados para o Distrito 12! — Denis gritou, ainda sem ter captado os acontecimentos.
– Então chame qualquer um! Agora! — André continuou á massagear o coração, enquanto ainda não perdia as esperanças.
Denis Mizashi
Os pés do homem batiam ao chão pesadamente, porém em uma frequência consideravelmente rápida. O rosto estava pálido e o resto do mundo parecia mover-se em câmera lenta. Chegou ao oitavo andar e se jogou contra a porta da enfermaria, gritando algo pouco compreensível. O único ocupante da sala, um garoto de cabelos verde-claro levemente desbotado e com um uniforme anil deu um pulo, assustado, ajudou Denis a se levantar e pôs-se a correr atrás dele.
– Mas... mas... o que aconteceu, afinal? — O mais novo perguntou, esbaforido, tentando acompanhar o ritmo de Denis, porém ficou sem resposta. Chegaram novamente ao terraço, onde Denis apontou para o grupo que se formara ao redor de uma Mellyne desacordada
Mellyne Mizashi
Alguns me diriam que eu me apaixono por qualquer humano. Mas é verdade. Amei todos a quem me deliciei. Comi a alma deles! Você logo me reconhecerá. Algum dia da sua vida, iremos nos encontrar.
– Aqui! — o menino enfermeiro pulou o corpo curvado do homem misterioso que tinha vindo chamá-lo, e correu até os outros. Tinha um kit de primeiros socorros nas mãos, mas era muito pouco. Pediu para que todos se afastassem, e fez seu trabalho.
Ah, eu sorri.
Eu amo as mulheres, sabe? É ótimo quando elas morrem grávidas. Tenho uma refeição e ganho uma sobremesa. Dois meses para nada. Quase dois, certo? Não sou muito bom em matemática. Mas, definitivamente, é muito mais delicioso quando são as mulheres...
Por segundos intermináveis ele tentou. Mas acabou desistindo. Ótimo, agora eu poderia vir. Todos estavam encarando o chão. Apreciando sua derrota. Afinal, eu sempre ganho, não? Ah, adoro meu trabalho!
– D-Desculpe... — a garota que soluçava se desabou no garoto ao lado.
Eu olhei para o rosto de minha amada. Ah! Senti a presença de sua alma, vívida, como todas as outras. E a peguei nos braços. Ela estava irresistivelmente mortal.
– Não! — André, com quem me encontrei algumas vezes em seu ano nos Jogos, disse com os dentes trincados. Raspou uma mão na outra e socou o peito de minha doce amada.
Adoraria dizer á ele que ela já era minha.
Aos poucos, meus braços iam perdendo o que eu segurava.
Sua alma esvoaçava pelos ares... Tentei alcançá-la, mas o vento a levava para longe de mim... Volte, eu queria dizer, mas ela era rebelde. Tropecei em alguém do círculo doentio da morte. Sim, eu sou doentia.
Cai.
Denis Mizashi
Seu peito subia para cima, e voltava como uma alavanca para baixo. Ela não deveria saber o que tinha acontecido... André colocou as mãos na cabeça, enquanto o suor lhe escorria por entre os fios de cabelo.
O garoto do cabelo verde sorria enquanto olhava para os outros, animado.
O vice piloto havia desmaiado. Oh, coitadinho...
E Denis ofegava.
Sem ter chão por onde pisar. Caindo num abismo. Tinha perdido a mulher e o filho, no mesmo dia. No mesmo tempo, no mesmo segundo. Ele não sabia qual foi o segundo que lhe roubaram, mas ele tinha chegado tarde demais... Odiava falhar... E havia falhado em algo muito importante.
– Acho que está tudo bem. — o enfermeiro disse. — Bom trabalho.
– Não! Você ainda tem que ver se o bebê também ta vivo! — André apontou para a barriga da semi-morta-viva.
– Bebê? Mas que diabo que vocês só me contam agora que tinha um BEBÊ no meio da história!?
Denis levantou os olhos, sentindo o suor caindo em seus cílios longos e pretos. Caminhou lentamente até lá, e olhou para baixo, tampando o Sol que atingia o rosto de Meell.
– E-Está viva? — perguntou.
– Se não sairmos daqui, estará por pouco tempo! — o menino de cabelo verde exclamou — Rápido, para a emergência!
Todos se levantara, e André se dispôs para carregar Meell. Deixando o pobre Denis para trás, ainda no telhado.
– Meell Gomes [Lê-se propriedade do Denis]
Notas finais
E ASUKIIIIIIIIN, TPM MATA UMA MULHER! UM DIA NÓS ESTAMOS MELANCÓLICAS, NO OUTRO QUEBRAMOS SEU BRAÇO, RELAXA. EU TE AMO DO MESMO JEITO! RECALCADAS, QUE NUNCA VÃO CASAR E TER FILHINHOS COM UM POETA QUE COZINHA... ok, chega de Caps Lock... TIREM O OLHO DO MEU ASUKIN! E pro resto das Jujubas, beijo, amo vocês!
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