Notas iniciais
Espero que gostem do Capítulo.

Ethan Huck

Segurou a corda na pedra, enquanto seu parceiro amarrava a outra ponta no galho mais baixo do pinheiro mais próximo. Ethan tinha muita habilidade com espadas, adagas, facas, arcos, o que for. Mas sua maior aptidão eram as armadilhas. Por acaso não foi com uma delas que ele matou três carreiristas juntos, de uma vez só? Pegou a linha de náilon que havia ganho por meio de uma dádiva e, prendendo o carretel na pedra, foi desenrolando o fio transparente, passando-o pelas árvores de folhas alaranjadas, sem deixar que uma sequer ficasse sem a armadilha. Quando o fio acabou, ele amarrou a ponta numa árvore e então tirou do bolso o melado, uma outra dádiva. Ethan recebia muitas dádivas pois era famoso na Capital por sua vontade incontrolável de testar mortes diferentes. E essa era uma delas. Quando pediu por uma linha fina e melado, logo tudo apareceu num pára-quedas.

- Espero que exista abelhas nessa floresta, ou pelo menos alguns esquilos raivosos...

Ele passou o melado por todo o fio, voltando ao mesmo lugar que começou. Seu companheiro o esperava.

- Quando alguém vir para este lado, irá se enroscar aqui e então uma abelha ou um esquilo irá atacá-lo.

- Um só?

- Se tivermos sorte, o resto da família também.

Assim que terminaram de falar isso, um zumbido passou por eles e pousou na linha, se saboreado com o melado. Logo após veio um trilhão de zumbidos.

- Acho melhor a gente sair daqui, se não quisermos ser mortos por esses bichinhos. Não se preocupe, na entrada da floresta eu não passou melado, o que fará o nosso amigo ficar preso aqui dentro com as abelhas.

- Você é maléfico. – Tomah notou.

- Sim, um pouco – Ethan respondeu, pegando sua foice. – Vamos.

Tomah o seguiu bem de perto, os dois correndo para não serem picados. Saíram da floresta e deram de cara com algo um pouco estranho. Um lugar feito de pedras, muito bonito, sim, porém doentio. Como se algo tivesse morrido ali.

- Um templo Asteca.

- Um o quê?

- Astecas, um povo muito primitivo que viveu aqui bem antes de qualquer um de nossa linhagem.

- Eles não parecem ser tão primitivos assim. A arquitetura é bem... Sólida e difícil de empilhas desse jeito. Eles esculpiram... Devem ter usados escavadoras.

- Não... Acho que no tempo deles não havia tal tecnologia.

- Sério? Nem um martelo?

- Vai saber. Isso aconteceu a milhões de anos atrás... Pode ser que eles tenham usado animas. Mas mesmo assim, é algo inexplicável.

Tomah assentiu. Eles andaram um pouco mais ao redor do templo. Havia dois tronos, um corredor que passava por águas cristalinas e então uma fonte que tinha uma água esverdeada e doentia. Cheirava a esgoto, peixes boiavam nela e fumaça de tóxico também.

- Não se aproxime.- Ethan disse. – É uma armadilha.

- Uma armadilha bem visível, não acha? Até a Capital seria um pouco mais discreta...

- Não desafie a Capital, meu amigo. – Ethan riu – Você não é muito melhor que o mindinho deles.

- O que quer dizer com isso?

- Nada. – Ethan fechou a cara. – Vamos, sinto que mais alguém vai chegar até aqui. Precisamos nos preparar.

º º º

Maria Júlia Freitas [Maju]

Ela enfaixava as mãos, enquanto Paul brincava com suas granadas.

- Quando você menos esperar isso vai explodir na sua mão – ela disse.

- Ah, relaxa, eu conheço bem isso aqui. – ele levantou uma das granadas. – E você ai, por que tanto enfaixa essa mão? Daqui a pouco nossas bandagens acabam!

- Já tive experiências ruins com boomerangs, não quero me machucar dessa vez.

- Essa é a arma mais bizarra que eu já vi. Tipo... Parecem aquelas estrelas japonesas, que você joga no ar e ela mata a pessoa. Churi- alguma coisa.

- É uma arma particular. Somente os melhores usam ela. – Maju mostrou seus boomerangs de lâminas. – Infelizmente eles não tem um lugar para segurar, e eu tenho de me prevenir como posso.

- Certo. Mas não demore. – Paul abriu uma granada e a jogou para o mar – Eu odeio ter de esperar por muito tempo.

A água explodiu.

- Você está gastando isso a toa. – ela disse. – Pronto, terminei.

Os dois se levantaram e andaram em volta da praia.

- O que você acha que os outros estejam fazendo?

- Nada, além de sentar e esperar um inimigo – Maju respondeu. – O que eles não querem que aconteça.

Ficaram em silêncio novamente. Paul estava muito pensativo, na opinião de Maria. Como se ele estivesse pensando se matava ou não ela. Por isso ficou em alerta. Não poderia confiar nele por muito tempo. Isso eram os Jogos! Onde ninguém é confiável, e onde você, por mais que tenha aliança, estará sozinho.

Chegaram até o final da praia. Parando subitamente para apreciar aquele fim. As águas caíam no nada. Mais para frente a terra acabava e eles se viam no espaço. Estrelas, planetas... Tudo ao redor. A água caia numa cascata para o infinito. E voava pelo espaço, sem peso.

- Minha nossa... – Paul disse. – Esse é o fim da arena?

- Parece que sim. – Maju respondeu – Venha, não podemos ficar aqui por muito tempo, vamos voltar pra praia.

- Certo.

º º º

Caio Amaral

Ele, de repente, se sentiu tão bem... Como se realmente estivesse em seu corpo verdadeiro. Como se não fosse mais uma alma que vagasse dentro de engrenagens, mas sim em um corpo com coração, cérebro e veias correndo. Ele correu em um circulo e então pulou na água novamente. Ah, que sensação boa de vida! Ele estava tão feliz que mal conseguiu ver Johnni chamando-o.

- Ei, cara, que foi isso?

- Você não sabe o que é morrer e ao mesmo tempo estar preso num corpo robótico! Mas agora eu estou... Vivo!

- Certo, certo. Você ta vivo, IPI IPI UHA, mas desse jeito vai morrer rapidinho.

- Ok. – Caio nadou até a ilha e então olhou para o vulcão. – Será que não é perigoso?

- Acho que sim. – Johnni observou o vulcão – A Capital não colocaria este gigante aqui somente para enfeite, certo? Deve haver um momento que ele entra em erupção.

Caio assentiu e olhou para as mãos. Estavam sem armas. Deveria ter algum lugar onde encontrá-las, mas na hora de sair da água bateu um desespero e ele nem se importou em pegar alguma coisa na Cornucópia, somente subiu e nadou até a ilha mais próxima. Do mesmo jeito que Johnni. Ele olhou em volta. Haviam árvores de todos os jeitos. O solo vulcânico era bem fértil, ali. Palmeiras, algumas.

- Vamos montar um pequeno acampamento, fazer algumas armadilhas e conseguir animais. De manhã, antes do Sol nascer, saímos e então vamos para outra ilha. Não podemos arriscar ficar muito tempo em um só lugar – Johnni disse.

- Sim. Pegue algumas folhas de palmeira e eu vou pegar troncos com as árvores.

- Não, olhe aqui – Johnni mostrou. – Há uma pedra bem afiada aqui. Se conseguirmos prendê-la contra um pedaço de madeira, poderemos fazer um machado.

- Sim. – Caio concordou – Mas onde é que podemos encontrar algo para amarrar a pedra na madeira.

Eles olharam em volta, porém nada surgiu. Caio pensou e pensou, por fim, concluiu que teria de fazer com as próprias mãos. Pegou a pedra e começou a batê-la na palmeira mais próxima. Mas era muito difícil e cansativo. Suas mãos começaram a ganhar novos machucados, enquanto ele se forçava a continuar. Desistiu após bater pela décima quarta vez.

- É impossível. – ele concluiu. – Podemos fazer somente umas camas de palmeiras, não é preciso algo mais avançado como uma casa...

- Bem... Seria muito melhor, mas se é assim, pelo menos faça uma rede.

- Uma rede para quê?

- Ora, para abafar a fumaça da fogueira que iremos fazer. – Johnni respondeu.

Caio assentiu e foi até as árvores procurando algo que pudesse usar. Não era uma selva, onde ele poderia encontrar cipós, porém era um lugar agradável e belo. Com frutas lindas e bem maduras. Pareciam ser bem comestíveis... Ele pensou. Pegou um punhado e vez um montinho debaixo de uma árvore. Após isso, seguiu em sua procura por algo que pudesse usar para fazer a rede. Encontrou uma clareira cheia de galhos secos. Os pegou e colocou numa outra pilha ao lado das maçãs e peras. Estava já desistindo e voltando para as suas pilhas, quando notou que alguém as havia encontrado.

Duas meninas estavam pegando as frutas e um garoto os gravetos. Caio observou atento. Dando a volta, usando as árvores para se esconder, voltou até a praia, onde Johnni coletava folhas de palmeiras.

- Johnni! Desça daí! – ele sussurrou – Tem mais gente nessa ilha.

- Ah, verdade. – Johnni sorriu – É ótimo poder entrar em ação.

- Mas são três. Devem ter formado uma aliança. – contou Caio.

- Oh, isso é diferente...

- E uma delas é a...

Caio viu seus amiguinhos saindo da floresta de árvores frutíferas e então viu que eles estavam comendo as frutas que ele coletou. Quando os dois grupos se encontraram, no começo, sorriram e acenaram uns para os outros. Até a ficha cair de que teriam de se matar. Johnni pegou a pedra afiada e a segurou. Porém as duas meninas seguravam espadas, e o garoto tinha uma adaga pequena em mãos. Enquanto Caio e Johnni não tinham nada. Caio tentou procurar algo que pudesse achar. E então viu um remo boiando na água. Ele correu e o pegou. Voltou com o objeto em mãos.

Não falaram nada, somente se atacaram. As duas meninas foram para cima de Johnni, obrigando-o a se desviar como podia. Já o garoto foi atrás de Caio, que bateu com o remo em seu rosto violentamente, fazendo-o perder o controle e cair na água, logo em seguida começar a se debater desesperadamente.

Caio não ficou ali para assistir, correu em direção ao amigo e companheiro, pronto para ajudá-lo. As meninas eram habilidosas, porém não tinham a força necessária para dar golpes mortais. Caio conseguiu chegar perto de uma delas, a mais violenta, em sua opinião, e a golpeou com o remo, batendo-o em sua perna e em suas costas, fazendo-a cair. Enquanto deixava Johnni cuidar da loira, ele começou a bater incansavelmente na cara da menina que enfrentava. Se não se enganava, o nome dela era Vickitória, mas todos a chamavam de Vicki. Ele bateu até não ter mais forças. Quando viu que ela não iria levantar, e que já estava desacordada, ele se virou para ver Johnni. Ele e a garota estavam lutando, agora que ela estava sem espada, e Johnni sem a pedra. Deveria ter usado a pedra para tirar a espada da mão da menina, pois a mão dela sangrava muito, e parecia que tinha perdido um dos dedos. Caio a segurou por trás, e então Johnni deu um soco na boca de seu estômago, fazendo-a vomitar as frutas que havia comido.

- Isso ai, meu amigo – Johnni fez um positivo com a mão.

Caio sorriu para ele, e depois colocou a mão no pescoço, onde uma adaga pequena havia se alojado. Bem próximo a nuca... Ele virou-se, vendo o garoto saindo das águas, raivoso. Caio caiu no chão, retirando a adaga e então cuspindo sangue. Queria xingar o garoto de todos os nomes possíveis, porém já era tarde. Ele morreu.

º º º

Philipe Pires

Ele correu até Vicki, que sangrava muito. Seu nariz não estava mais no lugar certo. Seu olho direito estava muito inchado e o esquerdo já havia estouro, fazendo uma órbita vazia aparecer. Philipe a segurou nos braços, vendo Johnni sair correndo. Mellany estava se recuperando.

- Pelo menos aquele desgraçado morreu primeiro que eu. – foram suas últimas palavras. Nada muito romântico ou melancólico.

Seu canhão soou. Philipe fechou seus olhos, limpando as mãos de sangue na roupa. Foi até Mellany e a ajudou a levantar. Agora eram somente os dois. O Sol já estava se pondo, e o primeiro dia na arena terminando. Até agora ele tinha ouvido três canhões. E um deles era o de Vick e outro de Caio. Dois colegas. Ele era sentimental, e por isso não conseguiu esconder sua tristeza, começando a chorar baixinho.

Ele e Mellany jogaram areia por cima de Vicki, cobrindo seu corpo. Não era um velório digno, porém era o máximo que podiam fazer. Pegaram as coisas e então viram uma ponte surgir das águas. A ponte ligava a ilha vulcânica com uma outra ilha, bem mais longe, porém aquela era menor e mais deserta. Não havia indícios de que houvesse alguém por ai. Tinha uma casa com varanda e cascalho. Decidiram ir para aquela ilha, onde poderiam encontrar comida, talvez.

Mal sabiam que estavam indo para a morte certa.

º º º

Mellyne Mizashi

Ela carregava as mochilas, enquanto Giulia as armas. Tinham que encontrar um lugar fixo para esconderem tudo aquilo. Era Carreiristas, agora, e tinham de dominar algum ponto da arena. Tinha chegado na praia por meio de uma ponte que surgiu do nada. E logo descobriram que aquela não era uma ilha igual às outras. Ela tinha uma floresta conífera logo atrás. Giulia suspirou e então Meell se virou.

- Você esta cansada?

- É claro que estou... – a menina respirou fundo – Meus braços doem.

- Minhas costas também. Mas acho que na floresta iremos encontrar um refúgio. Olhe, são três divisões. Onde os pinheiros são verdes, ali na ponta são brancos e aqui laranjados. Quer tentar qual?

- Temos uma roupa de frio e fósforos. Normalmente uma pessoa sem esses equipamentos não se aventuraria pela floresta gelada. Acho que é melhor irmos pelo gelo. É um lugar pouco provável para encontrarmos inimigos.

Meell assentiu e estava quase colocando novamente as mochilas nas costas, quando viu dois homens se aproximando. Eles ainda não havia percebido sua presença.

- Giulia, acho melhor nos livrarmos de algo que não nos ajudará.

- Como o quê?

- Esse arco e essa aljava. Nenhuma de nós irá conseguir ter uma mira para usar essa coisa. – Mellyne colocou o arco e a aljava sobre a pedra mais próxima. – Vamos deixar aqui.

- Mas não acha melhor colocar em um lugar onde ninguém vai encontrar? – Giulia perguntou. – Se alguém achar e for bom em arco e flecha, será perigoso... – ela notou.

- Bem... Aqui, já sei, pegue seus sapatos e faça pegadas com os pés apontando pra a praia. Assim irão achar que fomos nessa direção, o que é totalmente ao contrário.

- Certo. – Giulia disse, tirando os sapatos e fazendo as pegadas, e então apagando as outras que ela e Meell haviam feito.

Mellyne aproveitou a distração de Giu para pegar uma pedra pequena e a raspar na pedra que tinha o arco, fazendo a letras MM. Quando terminou, se virou e então chamou Giulia e as duas foram para a floresta congelada, certas de que ninguém estaria por lá. Tinham tirado a sorte grande, pois ninguém, realmente, havia se aventurado naquela temperatura. Logo tiveram de colocar as luvas e os cachecóis. Elas colocaram as mochilas em um tronco coberto de neve caído e esticaram o saco de dormir, decidindo que iriam fazer turnos durante a noite, que já se aproximava rapidamente. Meell ficaria por primeiro, cuidando para que a fogueira ficasse acesa a noite inteira, e de manhã seria Giulia.

Quando terminaram de se arrumar, elas logo sentiram o vento fazer os cabelos voarem. Haviam flocos de neve nos cabelos das duas, e na roupa delas, também. Quando conseguiram acender uma fogueira, após usarem dois fósforos, elas combinaram de deixar Giulia cuidar dos equipamentos e Mellyne ir caçar alguma coisa. Voltou com um esquilo e um coelho em mãos. Não era uma boa caça, porém era o suficiente. Comeriam o esquilo naquela noite e de manhã o coelho. Giulia o assou com cuidado, segurando-o próximo as chamas. Meell limpou a faca que havia usado para tirar a pele do animal e então a afiou numa pedra. Guardou e pegou um pedaço do esquilo, se encostando no tronco de árvore e começando a comer, enquanto lábia as pontas dos dedos, que se engorduravam e ficavam aquecidos.

- No primeiro dia da minha arena, eu quase morri de fome. – contou Giulia – A gente estava num deserto sem fim... Cheio de cactos e mais nada. Sorte minha que eu tinha três aliados. Os caras do 3, e o meu parceiro. Juntos conseguimos extrair água dos cactos, mesmo que fosse difícil, cansativo e só tivesse pouca água. Fomos os únicos que não morremos de sede. Os outros todos já estavam cansados, então conseguimos matá-los facilmente. Haviam passado duas semanas, e somente nós e os Carreiristas sobreviveram até lá. Eram dois carreiristas, somente, os caras do um e do dois. As meninas tinham sido excluídas, pois as duas tinham somente treze anos, e eram vulneráveis. – contava Giulia, se recordando – Nós tivemos uma luta sangrenta, perdi meu companheiro no meio dela. Porém os Carreiristas morreram. E sobraram eu e os dois tributos no 3. Eles poderiam ganhar os jogos juntos. Mas tinham de me eliminar. Foi quando eu matei o menino do 3. E a garota quase me matou, se eu não tivesse conseguido jogar areia no olho dela... Acho que estaria morta agora.

- Lembro que você teve de dormir com o menino do 3 pra ele confiar em você.

- Sim. Infelizmente. – ela concordou – Me arrependo arduamente disso.

- Você está viva agora. Abrir as pernas te deixou viva.

- Mas e se eu tivesse morrido? Não teria sido melhor do que estar aqui, novamente? Bom, pelo menos não estamos num deserto, sem comida, a não ser urubus e carcaças de camelos... Era horrível comer os animais junto com os urubus, mas era a lei da sobrevivência. Haviam águias demoníacas, com tamanho duplicado feitas pela Capital... Um pesadelo. Eu te invejo. Você estava numa arena bem melhor. Com caras dançando seminuamente em palquinhos e barmen servindo um coquetel para você.

- Acha mesmo que nós paramos para ficar vendo homens sarados e tomar uma ou duas caipirinhas? Nós tínhamos de nos matar!
— Mas uma boate é melhor que um deserto.

- Eu só tinha doze anos... Era assustador ficar com música pesada na cabeça dia e noite. Só fiquei viva pois me escondi atrás da mesa do DJ da boate. E quando quase todos tinham se matado, fingi ser uma dançarina-mirim e me aproximei do garoto do 2 e o matei.

As duas suspiraram e então Giulia se enfiou dentro do saco de dormir, começando a nevar finamente. A fogueira queimava vorazmente, e por isso Meell não se preocupou muito. Ficou atenta a qualquer mudança. E somente desejando que eles tivessem encontrado o arco e as flechas.

Olhou para o seu assim que escutou o hino da Capital e então viu os rostos de Vicki Menoti, Vance Lun e... Oh, céus, Caio! Abaixou a cabeça, prestando algum respeito ao amigo e então voltou a olhar para o céu, porém não havia nenhum outro morto. Somente três. Ela encostou a cabeça para trás, se deitando com a cabeça no tronco. Estava cansada. Olhou para a Lua, já estava no meio do céu.

- Espero que estejam bem. – sussurrou consigo mesma e então voltou a olhar para as chamas. Até a manhã chegar e ela acordar Giulia.

Notas finais
Mandem reviws!